O corredor era claro e frio, os passos de botas soavam por todo ele, até a porta de um quarto ser aberta.

O quarto era claro e perfeitamente arrumado, tinha uma cama de solteiro encostada na parede e uma escrivaninha, parecia um lugar formidável se não fosse pelas grandes na janela e diante a porta, quem residia ali era um prisioneiro, nada mais, nada menos.

Suas roupas velhas estavam amassadas mas ele não parecia se importar, cantarolava uma canção na sua bela e calma voz, enquanto desenhava. Estava exausto, havia vivido demais, passado por coisas demais, a vida longa demais exaustava. Havia se passado séculos que estava vivo, apesar de permanecer com uma aparência jovem e eterna, ele tinha sua alma cansada.

“Você tem uma missão”

Ele ergueu seus olhos, como se tivesse acabado de notar a presença do recém-chegado. Seus olhos eram verdes, uma imensidão verde, se o olhasse diretamente nos olhos provavelmente se perderia e dificilmente sairia, era uma armadilha, uma armadilha bela.

“Por que eu serveria vocês?”

O homem parado na porta ergueu a arma, sem hesitar, mirando diretamente entre os olhos do seu alvo.

“Sua liberdade está em nossas mãos, se nos der as almas você será libertado”

Liberdade. Saboreou aquela palavra e sentiu falta daquele sonho longínquo. Fazia quantas décadas que não era livre? Ele estaria disposto a qualquer coisa para conquistar sua liberdade? Acreditava que sim.

Porém ele mal compreendia o que o destino lhe reservava.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.