Notas iniciais
Essa história foi totalmente retirada da minha cabeça, espero que gostem! :)

Tudo tem um início, e com essa história não seria diferente. Tudo começou em 2006, quando Keira – uma criança que sempre fora carinhosa, gentil e amável — percebera que seu querido pai estava em seus últimos dias de vida. Ele sofrera de uma infecção rara, onde havia um corte no tórax, que os médicos não conheciam e não podiam fazer nada para salvá-lo. Com a morte do pai, Keira foi obrigada a morar com um tio altamente rabugento e ignorante, o qual não se importava com a menina de apenas 7 anos, tirando-lhe sua infância.

Em março de 2007, durante sua caminhada pela vila, procurando qual seria o melhor mercadinho para roubar algum alimento, Keira encontra na pracinha quatro meninos, dos quais nunca vira em sua pequena vila. Eles se identificavam como: Ryan – Alto, loiro, com o cabelo todo bagunçado — 13 anos. Sebastian – Alto, moreno, com o cabelo quase na altura no ombro — 12 anos. Piedro – Altura mediana, moreno, com o cabelo espichado para cima — 10 anos. E Bartolomeu – Baixo, loiro com os olhos claros, cabelo estilo joãozinho — 8 anos. Passam 2 horas brincando juntos, até que a menina perguntou sobre eles.

—Nunca vi vocês por aqui antes, onde vocês moram?

—Estamos sempre viajando. – Respondeu calmamente o mais velho

—Vocês estão sozinhos?

—Não, Ray está resolvendo umas coisas nessa vila, logo vamos embora. – Disse Piedro

—Quem é Ray?

—Nós precisamos ir. – Falou Ryan puxando as outras crianças, que dispararam a correr

—Esperem! – Gritou, mas de nada adiantou, então correu atrás dos 4 garotos pelas ruas.

Os 4 garotos acharam que a haviam despistado, porém ela continuava correndo, só que mais atrás devido ao cansaço. Ao chegar mais perto, escondeu-se atrás de uma árvore para não ser vista. E lá estavam os 4 meninos, ao lado de um homem alto, com cabelos e barba brancas. O homem tinha um olhar gentil, principalmente quando passou a mão na cabeça de Ryan e sorriu. Aquele devia ser Ray.

Não aguentando ficar apenas olhando, Keira foi até eles, porém os 4 garotos não perceberam sua presença atrás de si.

—Você é o Ray? – Indagou olhando para o homem com um olhar de dúvida.

Os quatro meninos gritaram assustados, afinal, a garota os seguiu e eles nem se deram conta disso.

—Sim, e quem é você? – Respondeu o velho com um sorriso

—Keira.

—E o que você faz aqui, Keira? Por que não está em casa?

—Meu tio só me deixa entrar depois das 22:00hs e se eu levar comida. – Respondeu a menina olhando para o chão.

—E os seus pais?

—Eles morreram. – Disse engolindo o choro, ainda era doloroso para si falar sobre esse assunto.

Ray passou a mão na cabeça da pequena criança, e ela desatou a chorar.

—Meu... Pai... Eu... Queria... Ele.... Aqui... – Dizia entre um soluço e outro – Eu.... Quero... Ser... Forte...

—Por que você quer ser forte?

—Para... Poder.... Ajudar.... Todos...

—E se eu te fizer forte?

A menina olhou para o velho, que estava com um sorriso sincero no rosto.

—Vamos, lhe explicarem depois do jantar.

O homem levou as 5 crianças consigo, para uma casa pequena que ficava no subúrbio da cidade, só havia uma sala, um quarto e um banheiro.

Na sala havia algumas sacolas, de dentro delas o homem retirou algumas frutas e pães que entregou as crianças, que atacaram a comida sem pensar 2 vezes.

—Ryan, Sebastian, Piedro e Bartolomeu são órfãos igual a você, a diferença é que eu conhecia seus pais, eles eram pessoas muito bondosas. – Falava o velho comendo uma maçã. – Quando eles morreram, me pediram para cuidar de seus filhos, e assim o fiz. Mas um dia eu não estarei mais aqui, então eu ensino-os tudo o que sei. Ryan e Sebastian, por que não mostram para ela?

Os dois concordaram com a cabeça e se levantaram. Foram até o quarto e trouxeram de lá o que parecia ser 2 cabos de vassoura.

E com isso começaram o duelo, onde deviam desarmar o oponente. Ambos tomavam cuidado para não machucarem seriamente o outro. No fim, Ryan ganhou ao retirar o cabo das mãos de Sebastian e prendê-lo na parede.

—Legal... – Murmurou a menina impressionada. – Eu vou ficar desse jeito?

—Não diria que desse jeito, mas talvez até melhor – Respondeu o velho – Porém, tem uma condição para eu lhe aceitar na família. Você tem que jurar lealdade a mim, e nunca me desobedecer.

—Eu juro! – Respondeu eufórica.

—Ótimo, partiremos amanhã pela manhã. Não precisa mais voltar para sua antiga casa, você não vai precisar de mais nada que tenha lá. Vamos todos dormir agora.

Ryan guiou a menina até o quarto, que estava repleto de mais cabos de vassouras, algo que se pareciam com facas, fios de linha e muitas outras coisas.

—Você pode dormir aqui. – Disse o mais velho indicando um fino lençol no chão. A garota apenas concordou com a cabeça.

Os demais também deitaram em lençóis no chão, eles pareciam bastante alegres.

Todas as luzes se apagaram, Keira se encolheu toda e tentou se cobrir ao máximo com o lençol, afinal, tinha muito medo do escuro.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.