Notas iniciais
Aproveitem o capítulo!

15 de abril de 2012, Minamitsuru District, Yamanashi — Japão

— Por favor, não entre aí. Vamos embora!
— Não vai acontecer nada, não seja medrosa, Alex.
— Depois de todos os boatos, e estatísticas você acha que não vai acontecer nada com a gente? Me recuso Justin, não irei!
— Oh meu deus! Justin, não, por favor não, não faça isso! Solte isso agora. NÃO!

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28 de julho de 2015, Shizuoka — Japão

Na cidade de Shizuoka à 101,4 km de distância de Yamanashi, Alex, agora com 25 anos, acabara de se mudar. Queria ela, ter sido para um lugar mais longe, porém, com a falta de dinheiro e desempregada, não conseguiu. Tentava se livrar de todas as memórias de 7 anos atrás que a perseguiam em todo o lugar que olhava em Yamanashi, a tristeza que a perseguia e o medo.
Depois de ter terminado de levar as caixas da mudança para dentro de casa, sentou-se em cima de uma delas limpando o suor do rosto com um pano branco com as iniciais J.C, e assim pensou em Justin Campbell, o jovem que a entendia como ninguém, seu melhor amigo. Lembrou-se também de como seu sorriso iluminava seu dia, e em como só de estar ao lado dele, se sentia extremamente feliz. Mas então surgiu uma outra lembrança, da qual gostaria de nunca lembrar. Para afastar isso da mente, pegou o carro e foi até a casa de seus novos amigos que tinha feito na faculdade uns anos atrás.
Com a rua escura, e poucos postes de luz, ela mal enxergava os números das casas, para localizar a casa de sua amiga, Kim. Diminuindo a velocidade do carro, foi andando devagar olhando para as casas. Seu carro estava com a gasolina na reserva o que fez o carro parar no meio do caminho, precisou sair do carro e andar à procura de ajuda. Andando ao léu, acabou em uma rua onde os postes de luz estavam a piscar, com medo, pegou o celular e tentou ligar para alguém, porém o telefone não havia sinal algum, desistindo de tentar, guardou o telefone e sentiu um forte arrepio no pescoço, o que a fez tremer. Ao se virar para olhar para trás, não viu ninguém, e assim decidiu continuar, porém seu celular cai no chão e ela precisa voltar. Ao se virar, dá de cara com um ser parado em frente a mesma, com olhos vermelhos de sangue, boca rasgada e pescoço cortado. Alex sai correndo da rua, mas o que quer que seja o que viu, continuava atrás dela, desesperada, gritou por ajuda, mas não havia ninguém ao redor, voltou ao carro e rezou para "aquilo" não a machucar, entrou no carro e trancou todas as portas e o vidro. Esperou pelo pior. Porém, com os olhos fechados, conseguiu sentir a claridade batendo em seus olhos, era um faról. Ela abre os olhos e olha ao redor, com as mãos nos olhos para conseguir enxergar, vê Kim sair do carro e acenar para ela. Alex sai do carro, desesperada e chorando, para os braços da amiga. Kim não pergunta o que aconteceu, pois já sabia. Alex, depois de visitar a floresta Aokigahara, começou a ser perseguida, e ser tocada por coisas sobrenaturais, Mas era só isso que sabia.

Ao chegar na casa de Kim, a mesma pega um copo d'água para Alex, e pergunta:
— Alex, você precisa me contar exatamente tudo, tudo o que aconteceu em Aokigahara. Não posso te ajudar se não souber o que aconteceu. Alex, então tomou um longo gole da água, respirou fundo e decidiu contar para Kim, o que tinha acontecido.
— Em 2012, Eu fui com Justin visitar Aokigahara, e uns outros amigos, pela manhã. Ao chegarmos lá todos estavam muito felizes e animados. Então fomos andar pela trilha. Chegamos ao ponto, onde existem dois caminhos, o caminho da trilha, e um outro caminho, que estava com uma fita, indicando para não entrar naquele local. Nós seguimos, mas Justin ficou parado olhando para aquele caminho por um tempo. Eu o chamei, e ele seguiu, agora, diferente de antes; não estava mais excitado por estar ali. Demos voltas e voltas e por fim, decidimos voltar a cabana de presentes para poder finalmente partir. Porém, não conseguiamos achar a saída da trilha, Akira, o único que não estava assustado, tentou ligar para alguém da pousada. Mas o celular não tinha sinal. Seguimos andando e andando até que por fim, achamos a saída, mas era tarde demais para seguir viagem para casa. Então pegamos uma noite na pousada, e iriamos embora pela manhã. De madrugada, eu acordei, com um barulho na porta, me levantei assustada e olhei ao redor e todos estavam ali, exceto Justin. Levantei correndo, coloquei as botas, e fui atrás dele, estava apenas um pouco atrás então decidi gritar por ele, ele me respondeu e eu segui sua voz. O encontrei parado em frente a trilha fechada, ele estava com uma mochila, e uma lanterna. Perguntei o que ele iria fazer, e ele me disse que queria pensar, disse que poderia pensar dentro da pousada, mas ele gritou comigo. Disse que eu não poderia entender, então chorei. Ele me pediu desculpas e me abraçou. E eu disse: — Por favor, não entre aí. Vamos embora! mas ele não me ouviu, pulou para o outro lado assim mesmo, e disse : — Não vai acontecer nada, não seja medrosa, Alex. Não podia evitar sentir medo, diziam que haviam demônios que mesmo que a pessoa só quisesse explorar, os demônios o fariam se matar dentro da floresta. Por fim respondi: — Depois de todos os boatos, e estatísticas você acha que não vai acontecer nada com a gente? Me recuso Justin, não irei! — Ele, parou e disse para eu ficar e ele iria sozinho. Então adentrou a floresta, e eu não sabia o que fazer, Kim. Fui atrás dele, mas não o encontrei, continuei a procurar e por fim o achei, mas ... mas... Eu o vi Kim, havia alguma coisa atrás de Justin, parecia que o segurava, olhava pra mim, sussurou coisas que não consigo nem dizer. Então, Justin pegou uma faca pontiaguda. Eu gritei para não fazer isso, para ele largar, mas o demônio me segurou, tão forte a ponto de quebrar meus braços Kim, eu não consigo mais. Por favor — Disse Alex
— Você precisa, Alex, precisa continuar. Disse Kim. Alex soluçou, e chorando continuou:
— Ele quebrou meus braços e eu não pude fazer nada, além de assistir ao Justin cortar seu pescoço, deste então esse demônio me persegue, não consigo fazer ele sumir, não consigo! Kim a envolveu em um abraço, e ficou ali com ela até o amanhecer.

No dia seguinte, Kim havia falado com um psiquiatra, que foi até lá. Em segredo, Kim contou o que Alex, lhe tinha contado, e o psiquiatra assumiu que Alex se sentia tão culpada pela morte de Justin que achou que algo, o fez fazer aquilo, e os braços quebrados poderiam ter sido devido ao fato dela ter caido e usado os braços para evitar a queda. Kim disse que pensou a mesma coisa. O psiquiatra, deixou um remédio para Alex, e o fez prometer que Kim à faria tomar, Kim o prometeu.

Notas finais
Obrigado por terem lido até aqui! Até o próximo capítulo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.