A Floresta
4 Vozes estranhas - Daniel
Notas iniciais
-Daniel
-Hã!? Quem disse isso?
Oi, eu sou Daniel. Entranha maneira minha de narrar, eu sei. Começar a história assim é estranho. Então vamos começar minha história pelo começo.
Estava eu indo para a escola... Não, muito ultrapassado. Além disso eu não estava bem indo para a escola... Estava voltando dela. E derrepente ouvi aquela voz. Tá certo, não é aí que começa, vamos desde o início...
Acordei de manhã (não, de noite!!!). Quando fui lavar o rosto, me preparando para mais um dia chato de escola, simplesmente vi uma mancha vermelha na minha mão. De cara, nem liguei afinal estava sonolento. Mas aí um impulso natural me advertiu: sua mãe está ferida!!! Olhei para ela com curiosidade, afinal, não me lembrava de ter me machucado e simplesmente não havia nada.
-Impresão minha — pensei.
No caminho para a escola, algo bem estranho aconteceu: uma árvore que eu nunca havia visto (ora, aquela rua não possuia árvores!) caiu no momento em que eu passava pela rua (que estava deserta, ao contrário do de custume). Eu ainda achava que tudo isso era coisa da minha cabeça e tentei ignorar tudo, mais aí veio a gota d'água: minha escola não estava lá! Como assim? Não sei! Ela simplesmente não estava lá! Havia um terreno baudio no lugar. E eu fiquei lá, de boca aberta olhando. Alguém (que eu não conhecia) observando aquela cena me perguntou:
-Algo deveria estar aí, não?
Ainda não tinha observado naquele alguém. Era um homem com um ar misterioso e uma jaqueta de couro.
-Sim, cadê o colégio que ficava bem aqui?
-Você estudava nele, certo?
-Sim!
-Bom, ele foi demolido há 28 anos atrás.
Demolido? Meu colégio? Perae, ontem eu havia assistido à aula.
-Demolido? — pergutei. Como assim demolido? Eu estudo, digo, estudava ali até ontem.
-Eu sei disso.
Olhei para os lados para ver se era algum tipo de pegadinha. Quando voltei a ele, ele já não etava mais lá. *medo
Confuso, peguei o caminho de volta para minha casa, mas percebi que ele estava diferente. Não sei, as casas pareciam ter passado por várias reformas e outras não, simplesmente pareciam as mesmas de antes, apenas mais velhas. De qualquer forma, haviam também várias aparentemente abandonadas. Sério, isso tava me dando bastante medo até que...
-Daniel
Me virei para trás e não havia ninguém, nem uma pessoa se quer na rua, uma das mais movimentadas da região.
Continuei andando e derrepente:
-Oi de novo — disse aquele mesmo homem que eu havia visto há pouco.
-Você! Você tem alguma coisa a ver com tudo isso!
-Tudo isso o que?
-Não se faça de desentendido! Eu sei que foi você, de alguma forma.
-O que?
-Não sei, tá tudo entranho.
A essa altura, meu braço já estava bem vermelho e inchado (exagero) depois de tantos biliscões somados ao meu nervosismo para ver se aquilo era um sonho.
-Eu sei, e esse é só o começo...
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