A Flor Negra.
1 Capítulo único.
1925 – Paris, frança.
Meu nome é Maria Ana Leopoldina de morais, sou a condessa de Martins, mas sou conhecida como a flor negra.
Eu nasci no ano de 1844 em uma família próspera, mas que levara um golpe e ficará na ruína, contudo, no ano de 1864 eu me casei com o marquês José de Fonseca, pois não suportava viver com tantas restrições e deveres quando eu era tão bela e jovem.
Em nove de fevereiro de 1867 o meu marido morrerá por conseqüência de uma tuberculose. Ele era de uma família tradicional e possuía alguns bens, mas não o suficiente para me proporcionar a vida que eu merecia, e eu não poderia ficar pobre, quando a minha pele era tão suave e frágil, então depois de dois anos da morte do meu querido marquês eu me casei com o duque Xavier de Almeida.
Ele era um bom homem, mas eu não o amava, nem se quer sentia algo por ele. Eu o havia seduzido pela simples necessidade.
Depois de algum tempo esse desejo de poder e fortuna a consumiu-me e eu tornei-me fria e calculista.
O meu amado Xavier era ótimo, mas não era o suficiente para me agradar. Lembro-me com perfeição de quando ele dormiu, era uma noite fria, ele havia se deitado quando eu peguei um punhal que ficava na mesa perto da cama e o perfurei.
Ele não teve tempo nem de pronunciar alguma frase completa e cairá no chão.
Era agradável vê-lo ali aos meus pés e ótimo encena a pobre e triste viúva que chorava e gritava por ajuda em uma noite tão sombria como aquela, e então quando os criados chegaram para ajudar, eu dissera que havíamos sidos atacados durante a noite e que o meu adorável marido havia lutado, mas infelizmente teria sido perfurado.
Ainda sinto o cheiro de sangue que ficará no ar. Eu chorava desesperadamente, quando na verdade sorria, sabendo que se ele morresse poderia me casar novamente.
Felizmente para mim o meu marido não resistirá e fora a óbito. Eu vestia-me de preto e chorava. Particularmente eu sempre adorei histórias de drama, e então quando voltei do enterro eu me tornei a pobre e frágil viuvinha que não suportava as lembranças do seu amado morto.
Nesse contexto de suposta dor e sofrimento, eu decidi ir embora e mudei-me para Paris.
Em 1875 eu havia me mudado para Paris como a viúva Almeida Xavier, mas não levou muito tempo para que eu fosse cortejada, e depois de algum tempo, eu me casei com o duque Joaquim de Martins.
Com ele eu vivi vinte e cinco anos, pois já havia conquistado fortuna suficiente. Ele morrerá em 16 de março de 1900, embora eu nada tenha feito, ou pelo menos é isso que pensam os pobres ingênuos.
Leopoldina não se casará novamente, ela dedicou-se a criação de gatos e viveria anos, desfrutando da sua fortuna e apreciando a riqueza que tanto almejou, com o tempo, Leopoldina ficou conhecida como a flor negra, pelo fato de que adorava violetas, flor das quais, sempre levava aos túmulos de seus ex-maridos.
Fale com o autor