A Flor Lilás-Os 13 Comandos
5 Capítulo 5
A moto é bem veloz. Mas isso não significa que eu não consigo alcança-la. Corro o mais rápido que eu posso. Mas discretamente. Se eles perceberem que eu estou seguindo-os, provavelmente irão aumentar a velocidade da moto e pegar atalhos por aí. O piloto da moto está totalmente tranquilo. Como se nada tivesse acontecido. Então o semáforo logo a frente deles aponta para o vermelho. O assaltante que está na garupa da moto, olha para os dois lados para verificar se vem alguém o seguindo. Pelo menos é o que eu acho. Então ele discretamente dá um sinal para o piloto para que possa cumprir as regras do semáforo, pois, não há ninguém o seguindo. Se eles avançassem poderia causar um acidente ou algo do tipo. O tempo que eles estão parados no semáforo é o tempo que eu alcanço a moto e fico exatamente ao lado deles.
Quando chego bem perto o suficiente para poder avançar em cima deles e pegar a uma das pistas, o semáforo aponta para o verde e eles avançam com a moto. Eu tento correr, mas não aguento mais. Então fico ali na esquina, arfando, e olhando em direção á moto. Por incrível que pareça, a moto para. E eles descem. Começo a me aproximar. Eles estão á mais ou menos 30m de mim. Então, eles entram numa casa de andar, e bem moderna. A estrutura dela é comum, mas com uma pintura verde escura. Por mais incrível que pareça, a cor daquela casa foi bem escolhida. Alcanço a moto. Ela está parada logo a frente da casa. Vasculho-a bem para ver se os assaltantes tiveram o enorme privilégio de ter deixado cair a pista da mão deles. Mas acho que isso é impossível.
A janela da casa está aberta. Chego perto, e acho que estou ouvindo oque eles estão falando.
– Como aquele menino achou isto? – pergunta o primeiro homem. Imagino que ele que estava pilotando a moto – Josh, se ele também encontrou a flor, ele pode estar em um grande perigo. E nós também.
– Acalme-se Michel. Nós vamos encontra-lo novamente passando pelas ruas por aí. E vamos ter que abrir o jogo para ele. Ou ele irá fazer um enorme interrogatório – diz Josh.
Eles sabem da flor. Eles sabem. E agora sei que eles não me roubaram. Eles me ajudaram. Michel disse que se eu tivesse encontrado a flor, eu estaria em um grande perigo. Mas por quê?
– Nossa mestra não vai gostar de nada disso. Ela vai ficar furiosa – diz Michael – Principalmente quando descobrir que uma criança está andando por aí com uma das relíquias.
– Acalme-se Michael... – diz Josh – Garanto que ela vai entender.
Relíquias? Mestra? Eles estão aqui por mim? Para me procurar e simplesmente roubar a pista da minha mão? Essa história está muito confusa. E eu não vou ficar aqui parado sem fazer nada, sendo que, eles estão falando de mim. Da pista que eu achei. Isso não é justo. Se eles quiseram me ajudar para me prevenir desse tal “perigo” da flor, provavelmente eles não irão fazer nada comigo além de “abrir o jogo” como disseram. Por isso, resolvo entrar.
Não bato na porta. Vou diretamente á maçaneta e giro-a. A porta se abriu e eles me olham com um espanto muito grande. Michael troca olhares com Josh. E eu, ando na direção deles.
– Exijo explicações – digo com o máximo de firmeza que consigo – O que a flor pode trazer de perigo para mim? E o que são as relíquias? O que vocês são? Quem é a mestra de vocês? De onde vieram? Porque me roubaram? Preciso saber. De tudo. E agora.
– Você encontrou a flor? – diz Josh
– E porque você acha que eu achei a primeira pista? – rebato.
– Tem razão – diz Michael – Devemos explicações para você.
– Ainda bem que reconheceu.
– Bom... Sente-se. Tenho uma longa historinha para contar-lhe.
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