Notas iniciais
esse capitulo foi o que demorei mais para fazer, tive que lembrar o que acontecia nessa parte da história, mas só posso saber se ficou bom se vcs me falarem, espero que vcs gostem :3

Emy acordou pensando em morangos e o pôr-do-sol, mas na verdade, eram 12:00 e o ar estava especialmente abafado, mas o cheiro de morangos maduros impregnavam o ar como perfume, deveria ser época de colheita no acampamente, e Emy sabia muito bem quando chegavam as épocas de colheita, que era geralmente quando as frutas exalavam um cheiro doce e maduro por um mês, como era com as plantações de vinhas na fazenda do seu avô. A saudade sempre a fazia voltar para uma aflição que lhe doía o peito.

Emy olhou para a enfermaria e não viu ninguém, esse pessoal de Apolo é muito responsável pelo visto, pensou ela, até que ouviu a porta se abrir, mas a pessoa que a abriu hesitou e a fechou rapidamente. Ela ouviu um murmúrio de conversa lá fora.

- Vamos Piper! Por mim! – era Leo

- Se for por você eu estarei perdida! – falou uma voz, era de uma menina, era familiar para Emy, Piper... esse nome também é familiar, Emy percorreu sua mente em busca de lembranças. Era aquela menina! Da Wildress! A mestiça do cabelo repicado! Emy não acreditava, sempre desconfiou que ela era diferente, ela se perguntou de que deus Piper poderia ser filha, Afrodite? Hefesto? Apolo? Hermes? Todos pareciam muito improváveis de serem verdade, mas nesse mundo tudo pode acontecer, como você pode tanto escorregar numa casca de banana num dia e ter sua perna mastigada por um drakon no outro.

- Vaaaai Piper! Ela tá mais inofensiva agora – Emy se sentiu um pouco ofendida, mas era verdade – ela com certeza não é mais tão má, e se ela fizer alguma coisa a você, eu juro que a faço ficar o mais longe possível de você e de nós – Emy amava a lealdade do Leo, você pode estar em qualquer situação, ele nunca deixa um amigo na mão.

- vou fazer isso por você, mas eu não tenho muita certeza que ela poderia mudar tanto assim a ponto de conversar socialmente sem mostrar o dedo do meio para um cidadão comum a cada cinco segundos – Emy começou a perceber que Piper tinha tanta repulsa quanto medo dela, mas ela não poderia ter escolhido algo melhor, Emy havia escolhido agir daquela maneira porque não aceitava a morte do pai, e assim descontava a raiva nos outros, ela havia pegado leve com Piper porque ela era uma garota legal e achava injusto a inveja que tinham dela por causa da sua beleza ou por causa de Jason, mas isso não a deixou imune das travessuras, chicletes nos cabelos da meninas, pichações das carteiras, se ela pudesse falar teria a boca mais suja do mundo, mas era limitada a apenas gestos indelicados e ficou conhecida por isso, as suas travessuras iam disso a furtos e confusões nas mentes das pessoas usando seu poder de comunicação, realmente nem ela mesma se aguentaria nem para dar um aperto de mão.

Então ouviu se a porta abrir, Piper e Leo entraram, a menina tentava se esconder, mas era óbvio agora que era filha de Afrodite com uma aura rosa pink reluzente e determinada, mas estava certamente forçando um meio sorriso a contra-gosto. Então ela a olhou de cima para baixo com supresa, nada de maquiagem pesada ou cabelo colorido, nem roupas pretas, Emy havia abandonado o visual preto emo depois de um ano que saiu da Wildress, a única coisa que não a abandonara foram os conturnos e as mechas vermelhas, mas certamente havia mudado

- Então Piper, é bom te ver de novo – disse meio sem graça, Piper procurou a fonte da voz confusa.

- Piper, sou eu, Emy, você não achou mesmo que eu fosse completamente muda não é? – falou com cudado.

- ah, é bom te ver também Emy – falou com o rosto começando a ficar vermelho de raiva

- Piper, primeiro de tudo, eu queria realmente...- Piper a interrompeu

- você primeiro arruína na minha antiga escola, nunca conversou civilizadamente, mas como uma drogada com quem eu tinha medo de ficar perto e você começar a bater em mim, eu posso não ser a pessoa mais legal do mundo, mas já tenho gente de sobra pra me atormentar e eu não quero mais alguém do meu passado para deixar a minha vida mais difícil do que ela é! – gritou Piper e saiu pela porta

Emy pegou as muletas e saiu correndo com tanta agilidade quanto um sátiro andaria de tênis, mas parou na porta e se virou para Leo – pelo amor que você tem pela sua vida, não tente dar uma de diplomata agora ok?

- quando vocês já estiverem se pegando pelos cabelos me avisem para separar vocês com uma mangueira – falou Leo como se fosse o salvador da pátria

- Piper! Por favor! Me escute! – falou Emy na mente de Piper, a mente de Piper mandava uma mensagem de repulsa. Emy conseguiu alcançar o seu braço com agilidade, Piper tentou fugir pegando a adaga em sua cintura para imobilizar Emy, mas mesmo desabilitada, tinha uma agilidade fruto de uma prática de anos desde a infância, pegou o pulso de Piper e o girou rapidamente até formar uma trava nas suas costas, ela tirou a adaga da mão de Piper, tinha força o suficiente para segura-la com uma mão, mas não por muito tempo. Piper tinha agilidade, mas ainda precisava de prática que só o tempo poderia dar.

- Piper, me escute por favor – Emy a soltou com calma, quando ficou livre, Piper correu para longe de Emy, mas a distancia não importava, ela podia falar com Piper onde estivesse.

– sei que pode ocorrer um ressentimento em relação a mim, mas saiba que eu não quero lhe fazer te sentir mal, mas, a verdade seja dita, nunca quis que você pensasse assim sobre mim, todas naquela escola te maltratavam não por ser mestiça, mas sim porque todos admiravam a sua beleza, você pode não ter percebido, mas todas aquelas meninas te imitavam como modelo de beleza, mas como nunca conseguiram, elas descontavam no que não podiam ter – respirou fundo para clarear a mente e continuou – Piper, eu te admirava, ainda mais, sempre fui grata a você por cuidar daquele maldito filho de Hefesto a quem eu conheço desde a minha infância, agradeço a você por ter sido uma amiga que nunca fui para ele. Por causa de você e do Jason, sei que ele nunca vai fugir para longe novamente...

Piper parou e Emy conseguiu se aproximar, ela virou a cabeça e disse num sussurro.

- Emy... eu... não sei o que dizer... érr... – ela começou a ficar vermelha – teremos tempo para conversar se você vier comigo para mostrar o acampamento, Leo havia me pedido – disse por fim

Leo olhava a situação com orgulho da porta da enfermaria, as suas meninas estavam começando a melhorar.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.