Notas iniciais
espero que gostem do novo comportamento de Will :p

Antes mesmo de Leo chegar a enfermaria, Emy já sentia seus membros rígidos, e doía do mesmo modo como gelo queima em contato com a pele, mas agora nem se importava mais, já mesmo antes de pensar nas coisas que Leo havia dito pra ela, começava perder a conciencia, lentamente se desfalecendo debaixo do cobertor.

agora não entendia, percebeu que acordara num lugar estranho, não exatamente estranho, mas um lugar que Emy não via faz muito tempo, parecia com o internato em que Leo morava enquanto Emy ainda estava em Santa Fé, no Novo México, parecia um dia nublado, do mesmo jeito de quando viu pela ultima vez Leo quando tinha 10 anos, e quando viu na porta da frente do internato, estava lá ele, desolado, com alguma coisa na mão que não conseguia identificar, parecia de ouro, algo não muito comum para uma criança de 11 anos, mas que não importava muito, porque naquele momento seu coração se tornou chumbo vendo Leo com as mãos apertadas no rosto e de joelhos em frente a escada, mas percebeu uma coisa estranha que acontecia com o cenário de um típico outono, as folhas caídas iam se espiralando em torno de Leo, até que as folhas caídas formaram uma silhueta de um rosto, parecia feminino, de uma mulher dormindo, de forma que as folhas formaram o rosto assustador em que o Leo ficava na boca da figura, onde ia se mexendo lentamente de acordo com o vento.

Quando Leo parou de chorar, olhou em volta de si e se levantou, pareceu não ter visto nada mais que folhas espalhadas ao seu redor, os pés de Emy pareciam ter cimento colado ao chão, era inútil gritar, pois algumas vezes que sonhava, sonhava com uma voz saindo de sua boca, mas desta vez não, não soltava sequer um ruido, e sua mente estava confusa, não conseguia se concentrar para avisar Leo, Emy havia percebido um sussurrar do vento que não conseguia compreender, mas Leo pareceu entender o sussurro e ficou apavorado, como se aquilo fosse uma ameaça, então desesperado saiu correndo em direção ao bosque que ficava ao lado do internato, fugindo novamente como fez a vida inteira. Emy queria chorar, aquilo foi o que fez ele fugir, Gaia o ameaçou a não encontra-la? Senta um nó na garganta, mas o que acontecia era que tanto seus sentimentos ao ver a cena quanto seu corpo estava paralisados, então, caiu na escuridão.

O que a fez dispertar do sono foi o barulho de caixa se arrastando e fitas adesivas sendo destacadas, abriu os olhos e se virou para a bancada onde ficavam os remédios, então viu um garoto do dobro do tamanho de Scott, loiro, forte, alto e realmente bonito, deveria ser o irmão de Scott com certeza, mas havia um problema, Emy se levantou mas o garoto nem prestou atenção, é um péssimo enfermeiro, pensava ela, os pacientes estão em primeiro lugar acima de qualquer remédio, mas pelo jeito o bonitão não sabia disso.

Ela tossiu, mas nesse momento o garoto pegou o saxofone que estava ao seu lado e começou a tocar, deixando-o surdo a qualquer som indireto que Emy fizesse para percebe-la, e depois de muitas tentativas, desistiu e deitou-se na cama de novo e virou para o lado contrário, quando o menino parou, fez menção de se levantar mas desistiu e depois de uns 15 minutos tornou a faze-lo, então viu que na cabeceira estava o saxofone, ao seu alcance, pegou e começou a toca-lo lindamente como se fosse uma extensão de seus pulmões e lábios como um assovio, e o garoto finalmente pareceu nota-la.

“filha de Apolo também?”

“apenas uma prima” ela falou”e finalmente o sr. responsabilidade percebeu que estou de olhos abertos não é? saiba que desse jeito vai ser difícil vc se tornar um médico se sua atenção fica mais em remédios do que em pacienties”

“tanto faz, não gosto da enfermaria” falou dando de ombros.

“mas onde nesse mundo que filhos de Apolo são tão egocêntricos a ponto de falarem que preferem uma guitarra a uma enfermaria?”

“esse filho de Apolo aqui falou isso ok?” falou olhando para a caixa de néctar em pó ”nem todos os filhos de Apolo tem que ser a todo sorriso com um jaleco branco ok?”

“pelo menos todos que conheci era simpáticos” disse com a sobrancelha esquerda arqueada “e tinham paciência com os outros....” falou distraída mas que era possível que todos no raio de 50 metros conseguiram ouvir pelo menos um sussurro mental.

“desculpa se não me encaixo na descrição de filhos de Apolo pra você garota-genérica” falou ele com desprezo.

“ok, vamos parar com isso e apenas me dê um pouco de néctar por favor!” falou apressada.

“Por acaso é aleijada?” falou com raiva

“Não, apenas tenho uma mordida de drakon que faz minha panturrilha latejar e formigar!” esbravejou

O garoto pareceu culpado e olhou para a perna de Emy abaixo do lençol térmico “me desculpe, eu não devia ter falado isso, deixe-me ajudar” ele pegou um fraco dentro da caixa e o examinou, depois colocou no copo de papel de deu para Emy “se eu fosse imortal, Apolo teria me mandado para o Tartaro” falou rouco.

“ não tem problema, eu geralmente estresso as pessoas ao meu redor” ela bebericou o líquido do copo, o gosto de suco de cupuaçu era evidente como o gosto de chocolate ao leite de sua avó era na Ambrosia.

“Não, eu não devia ter falado com tanta indelicadeza, é que ultimamente tem sido muito estressante a vida no acampamento”

“Muitos problemas hein? agora me sinto com sorte por estar aqui na enfermaria” brincou Emy

“Tenha certeza disso” e o garoto lhe deu um sorriso brincalhão. As pessoas ficam muito mais bonitas se sorriem.” Uau, você está parecendo um picolé!” ele disse enquanto colocava as costas da mão em sua testa. “se me permite depois de um diálogo tão longo, qual é o seu nome?” e pegou um pouco da água da jarra que estava em cima da cabeceira.

“Emy Nakamura” ele engasgou enquanto pronunciava meu sobrenome

“Nakamura? Voce era prima ou irmã do Ethan Nakamura?”

“é complicado de explicar... longa história, digamos que sou prima de consideração” ela viu um ponto de interrogação enorme se formar na cabeça do garoto “e quando digo isso, é melhor não me pedir para explicar, enfim, agora eu que pergunto, qual é seu nome?”

“Um muito estressado Will Solace, e digamos que na maioria das vezes não sou desagradável como fui agora, sou líder do chalé de Apolo” enquanto falava, Will deu para Emy um comprimido verde e fez ela tomar junto com o pouco do néctar que restava no copo de papel. ”E pelo que vejo vou ter uqe dar um jeito nas ataduras da sua perna, e agora, você vai dormir um pouco ok, para que eu possa tirar os pontos da ferida que Scott me disse que ‘deu um jeito’”

“Ah uma coisa que esqueci de falar, eu odeio quando as pessoas me drogam” falou sonolenta enquanto era pega por Will nos braços impedida de cair no chão. Antes de perder a consciência totalmente perguntou para Will se achava estranho que nunca estiveram dialogando de verdade já que nunca saiu uma palavra da boca dela, ele disse com um sorriso brincalhão que já havia visto coisas mais estranhas.