A Filha do Vento (uberfic)
2 Capítulo 2
Um pouco da história da nossa heroína
9 anos atrás.
Como muita gente do Velho Mundo, o casal O’Riley resolvera deixar a Irlanda rumo à nova terra que diziam ser próspera e abundante em riqueza. Ah, o ilusório paraíso: América. Mas o Destino, eventualmente mostra suas garras e presas e foi o que ocorrera naquela viagem de navio. A mãe de Aeleen, grávida na época, padecera de algum mal e morreu, deixando a filha de 11 anos e o marido sozinhos a bordo.
O pai, fraco, entregue à bebida e ao vício para superar a dor, acabou contraindo dívidas de jogo durante a viagem e foi vítima de uma emboscada logo que o navio aportou.
A primeira noite de Aeleen O’Riley na América não tinha nada de próspera. A pequena menina de cabelos claros e olhos verdes assustados vagara pelo povoado, faminta e mal vestida, sendo ignorada pelos olhares reprovadores, até encontrar um estábulo para passar a noite fria, chorando de saudades dos pais. E ser chutada logo no alvorecer por um fazendeiro furioso. Sentia medo de voltar para o meio das pessoas, então adentrou um bosque, caminhando sem rumo por horas. A falta de comida lhe havia deixado extremamente fraca, e suas pernas frágeis cambaleavam tropeçando em raízes e cipós. Um passo em falso foi o suficiente para lhe levar ao chão, rolando um pequeno declive e batendo a cabeça num tronco caído. Aeleen desmaiara, sendo escondida pela vegetação da floresta. Mas talvez aquele passo em falso, tivesse sido sua salvação.
Praça de Salem – 12:13.
O trote furioso de um cavalo foi ouvido pela multidão, que por segundos desviou os olhos de Aeleen para ver uma figura encapuzada, vestido uma capa escura saltar do cavalo para o palanque, e acertar a corda da forca com uma lâmina afiada antes que a mesma fosse completamente esticada tirando a vida de Aeleen.
A jovem loira caiu ao chão, sem equilíbrio o suficiente devido a suas mãos estarem amarradas. Uma mão forte lhe puxou para cima novamente, enquanto alguns chutes furiosos repeliam os capangas do magistrado.
O ser encapuzado arrancou a corda que prendia as mãos de Aeleen, e lhe empurrou para a direção do cavalo lhe fazendo montar, enquanto numa posição defensiva, apontava uma espada para os demais. Em seguida montou também batendo as botas surradas nos flancos do animal que saiu num galope louco deixando para trás um religioso furioso, uma víbora chorosa e uma multidão sádica insaciada.
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