Notas iniciais
Heeeeey pessoas! Então, hoje eu não tenho muito tempo porque to de saída, mas vim correndo só postar a atualização de vocês. Boa leitura.

POR ELA

– Então, quando você vai parar de graça e falar comigo de novo? – Perguntei no carro, enquanto rejeitava o que deveria ser a quinta ligação de Camille. Não é como se eu estivesse chateada por ela ter mentido pra mim ou algo assim, eu apenas não queria falar com ela agora. Assim como Dylan insistia em me ignorar. – Ah, qual é, Dylan, eu já pedi desculpas.

– A questão não é essa, Amellie. – Ele finalmente disse algo, segurando com força no volante. – Eu só não compreendo como você foi colocar a sua vida em risco desse jeito.

– Você não entende, ok? Não foi você que teve que passar toda a sua adolescência preso dentro daquela Casa Branca, sendo seguido por dezenas de seguranças. – Suspirei, olhando pro asfalto a nossa frente. Mas eu sentia o olhar dele sobre mim. – Olha só, eu não sei nem ao menos nadar! Dylan, durante os meus dezoito anos eu não vivi nem metade do que garotas muito mais novas do que eu já viveram. – Parkes não respondeu, e o carro ficou alguns minutos em um silêncio tenso até que eu o quebrei. – Para onde nós estamos indo?

– Para onde mais nós iríamos? Pra sua casa. – Ele disse e eu arqueei as sobrancelhas, o olhando.

– Você não vai me entregar pro meu pai, vai? – Questionei e Dylan balançou a cabeça, rindo.

– Deveria. Mas não é isso que eu vou fazer. – Respondeu no exato momento que atravessávamos os portões da minha casa. Sem dizer mais nada, Parkes estacionou perto da área da piscina e saiu do carro. Confusa, eu fiz o mesmo.

– Então... O que você vai fazer? – Perguntei novamente, e Dylan desviou os olhos da piscina pra mim, dando um sorrisinho diabólico.

– Eu vou te ensinar a nadar. – Falou simplesmente e eu arregalei os olhos, já andando na direção oposta.

– Não, não, não. – Eu resmunguei, apressando o passo ao perceber que ele me seguia. Mas não adiantou, Parkes tinha pernas muito mais longas que as minhas e me alcançou fácil fácil, abraçando minha cintura por trás e me impedindo de andar. – Dylan, por favor. Eu tenho medo. – Choraminguei, sacudindo meus ombros enquanto tentava me soltar. Foi em vão, claro.

– Disse a garota que se jogou em um lago. – Riu de mim e eu revirei os olhos. – Vamos lá, Amy, a piscina é muito menos perigosa que um lago. E eu estou aqui. – Falou contra o meu pescoço e eu suspirei, começando a aceitar a ideia.

– Tudo bem. Mas você promete que se eu me afogar você me salva? – Ele afrouxou o aperto em minha cintura e eu me virei, ficando cara a cara com seus olhos azuis. Ele assentiu.

– Eu já não te salvei uma vez? – Rebateu e eu concordei. Me soltando, ele fez sinal para que eu retirasse minha roupa e eu o fiz, um pouco corada.

– Você não tem que se trocar ou algo assim? – Questionei e Parkes deu de ombros, tirando o terno, a gravata, a camisa e a calça ficando apenas de samba-canção. Obviamente, minha cara foi de corada para um pimentão. – Dylan, eu não sei se isso é apropriado...

– Qual o problema? – Ele ergueu os braços, e eu tentei não olhar para seus músculos muito bem definidos. Olhos, Amellie, os olhos dele são lindos. – Amellie, eu sou treinado até pra te salvar de se acidentar em um chuveiro. Não pode haver nenhum tipo de vergonha entre nós.

– Ok, não está mais aqui quem falou. – Dei de ombros, em sinal de rendição. Então olhei pra piscina olímpica a minha frente. – Então, como vamos fazer isso?

– Bom, primeiro nós entramos na piscina. – Respondeu, dando um pulo e caindo na piscina logo depois. Fazendo careta pros respingos que voaram até mim, caminhei lentamente até a borda e sentando nela, fiz impulso pra frente e dei um gritinho quando senti o choque da água gelada com meu corpo quente. – Muito sexy. –Zombou e eu lhe dei língua. – Você sabe abaixar a cabeça na água, certo?

– Claro. – Falei meio ofendida e em seguida demonstrei, inclinando meu corpo para baixo e deixando toda minha cabeça dentro da água. Alguns segundos depois eu voltei, lhe lançando um sorriso vitorioso.

Com muita paciência, Dylan me ensinou os movimentos básicos do nado, como girar os braços para frente e para trás e chutar com os pés. Dando-me a mão, me ensinou a nadar com os pés sem sair do lugar. Com mais paciência ainda, me ensinou a movimentar os braços junto com as pernas. Lógico que essa parte foi a mais difícil e minha boca lotava de água a cada gritinho que eu dava – e foram muitos – mas depois de várias tentativas eu acabei pegando o jeito, e algumas horas depois eu já nadava de um lado da piscina ao outro com Dylan em meu alcanço.

– Acho que eu mereço um agradecimento por ter gastado horas da minha vida te ensinando a nadar. – Ele fez charme assim que eu me segurei na borda da piscina, depois de mais uma volta. Eu revirei os olhos.

– Você teria que passar todas essas horas da sua vida comigo mesmo. Pelo menos fez algo de útil. – Impliquei e ele escancarou a boca, indignado.

– É assim que você me agradece? Se eu soubesse que ia ser assim te deixava morrer sem saber nadar. – Resmungou e eu gargalhei.

– Acontece, Parkes, que eu sou uma filhinha de papai mimada. Eu não sei dizer “obrigada”. – Respondi e Dylan fez uma careta, se aproximando de mim.

– Será que vou ter que te ensinar isso também, Amellie? – Murmurou, seus olhos azuis a alguns centímetros do meu rosto. Sem saber o que fazer, olhei de seus olhos pra sua boca, subindo o olhar em seguida.

– E como você pretende fazer isso? – Perguntei no mesmo tom, e Dylan deu um sorrisinho irônico, se aproximando mais. Estávamos praticamente colados agora.

– Assim. – Respondeu e sua mão foi pro alto da minha cabeça, me empurrando pra baixo. Sem tempo pra reagir, abri a boca para xingá-lo, mas só serviu pra entrar litros de água nela.

– Seu idiota! – Exclamei assim que voltei à superfície, Parkes quase morrendo de rir. Segurando-me para rir também, comecei a jogar água nele, que fez o mesmo. Em poucos segundos nós já estávamos em uma guerrinha.

– Dylan? – Alguém chamou de repente, fazendo nós dois olharmos ao mesmo tempo.

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POR ELE

– Ele quer falar com você. Como vi que você estava na piscina – Steven olhou de mim para Amy, parecendo envergonhado. – Te trouxe algumas toalhas.

– Ah sim. Muito obrigado, Steve. – Agradeci enquanto saia da água. Amellie continuou lá, me olhando com cara de pateta. – Já está escurecendo, Amy, melhor ir tomar um banho e jantar.

– Desde quando você decide o meu toque de recolher? – Zombou me dando língua e eu a encarei sério, enquanto me secava com uma das toalhas. – Tudo bem, seu chato. – Fez impulso para sair, pegando outra toalha da mão de Steven sem pedir e se enrolando. – Tchau Dylan, tchau... – Ela olhou para o meu amigo, de cenho franzido.

– Steven.

– Tchau Steven. – Sorriu fraco e saiu penteando o cabelo molhado com os dedos, as roupas na outra mão. Ainda me secando, sorri pra Steven, que continuou sério.

– Que diabos você pensa que está fazendo? – Ele esbravejou, pegando minhas roupas que estavam no chão e as jogando pra mim. Eu arregalei os olhos.

– Do que você está falando? – Perguntei, assustando. Steven era um cara com aspecto de “grandão” malhado e alto, e sua cara de sério junto com a cabeça raspada poderiam fazê-lo parecer perigoso, só que ele era do tipo de pessoa que todo mundo gosta. Menos quando estava bravo.

– Do que eu estou falando? Quem sabe não é da cena que eu acabei de ver? – Apontou pra piscina, indicando simbolicamente minha guerrinha de água com Amellie. – Será que você está lembrado que é pago para protegê-la, e não ficar brincando com ela na piscina? Isso não é brincadeira, cara.

– Steve, calma. Eu só estava tentando descontrair um pouco. Ia ser um pouco difícil segui-la para todos os lados se a menina não gostasse de mim. — Expliquei e ele relaxou um pouco, mas não se dando por convencido.

– Tem certeza que é só uma tática de trabalho? Dylan, Dylan, cuidado com as suas atitudes, cara. Lembre-se de quem ela é filha. – Disse em tom de aviso e eu ri, abotoando a minha blusa.

– Não é como se eu fosse me apaixonar pela filha do Presidente. – Ri novamente com o pensamento e ele balançou a cabeça, parecendo não acreditar em mim.

– Isso não garante que ela não se apaixone por você. – Retrucou e eu fiz careta, colocando o terno.

– Sei o que estou fazendo, George. – Pisquei pra ele, antes de começar a andar em direção ao gabinete do Presidente.

– Cuidado, Parkes, quanto maior a confiança, maior a queda. – Disse mais alto para que eu pudesse escutar, e eu dei de ombros, sem olhar para trás.

Andei calmamente por todos aqueles corredores que levavam ao escritório oval, pensando no que Steven havia me dito. Eu sabia que era impossível me apaixonar por Amellie, não que ela fosse feia ou desagradável, pelo contrário, mas apenas porque ela não fazia o meu tipo e eu já tinha Melanie. Mas... quais as chances dela se apaixonar por mim? Convenhamos, eu também não era feio, e as garotas tem mania de ver seus “protetores” de uma forma totalmente diferente da realidade. Talvez Steve estivesse certo e eu devesse começar a levar meu trabalho mais a sério.

– Senhor Presidente? – Abri a porta e coloquei a cabeça pra dentro da sala. Adam estava relaxado em sua cadeira de couro e bebericava sua bebida (uísque, provavelmente) enquanto encarava o vazio. Ele deu um pulo quando ouviu minha voz. – Queria falar comigo?

– Ah, sim, Dylan, claro. Sente-se. – Se recuperou e sorriu pra mim, enquanto apontava uma das cadeiras de frente pra Ele. – Só queria saber como tinham sido as coisas com Amy. Sabe, depois do show que ela deu durante minha reunião e tudo mais...

– Bom, Senhor, ela se irritou um pouco no início, mas acredito que isso é normal. Acho que depois ela se conformou. – Dei de ombros e Ele assentiu.

– Aonde ela foi hoje? Percebi que não ficou muito tempo em casa. – O Presidente comentou e eu me mexi na cadeira, desconfortável.

– Ela pediu para ir a uma festa no lago que sua amiga Camille havia a chamado, porém não ficamos muito lá. Ela comentou que não sabia nadar e eu resolvi ensiná-la, para o caso de alguma emergência. Passamos à tarde na piscina, Senhor.

– A vida inteira eu quis contratar professores particulares para ensiná-la a nadar e Amellie sempre se negava. Me surpreendo que ela tenha aceitado com você. – Me encarou com seus olhos verdes claros como os da filha, e eu desviei, mirando o chão. – Algum sinal dos terroristas?

– Não Senhor. – Neguei com a cabeça e Ele suspirou.

– Ainda bem. Sabe Dylan, eu tenho uma conferência em Londres amanhã e me sentiria mais aliviado se você pudesse passar o dia inteiro com Amy. Leve-a a algum lugar, não sei, apenas não a perca de vista. – Ordenou e eu assenti rapidamente. Pegando seu copo novamente, Adam sorriu e apontou com o mesmo pra porta. – Muito obrigado Dylan, agora você já pode ir.

– Boa noite, Senhor Presidente. – Desejei enquanto me retirava da sala e Ele apenas acenou com a cabeça. Enfim fechando a porta de madeira importada, respirei fundo. Se o Presidente me queria colado em Amellie o tempo todo, o lance de “levar o trabalho a sério” estava fora de questão. Amy se irritaria com a minha mudança de comportamento e poderia até dificultar o meu serviço, caso sua confiança em mim recém-criada se desfizesse. A solução era explicar as coisas pra ela o mais rápido possível, antes que fosse tarde demais.

Notas finais
Quem aqui queria um Dylan da vida pra te ensinar a nadar levanta a mão o/ hahaha espero que tenham gostado, e perceberam que nosso casal está se aproximando cada vez mais? Hmmmm.... Well, atualização daqui a duas semanas, como vocês já sabem, COMENTEM, sério gente, eu já estou ficando preocupada com a falta de comentários. Eu to fazendo alguma coisa errada? Vocês podem me dizer!! Enfim, obrigada por tudo e beijinhos.