A Filha de Zeus

8 Capítulo 8 – Pesadelos nunca são normais


– Dylan, qual o plano?

– Atacar. – ele ia partir para cima da empousa mais eu o impedi.

– Ela vai matar a Mel desse jeito. Pense com a cabeça não com o espirito de luta.

– Tá e qual é seu plano? Ela tá sufocando a Mel.

– Conversar.

– O QUE? – ele gritou.

– Eu converso, quando nós tivermos uma vantagem sobre ela você ataca.

– Isso não vai dar certo.

– Então senhora Empousa. Creio que não vai querer nos matar.

A mulher deu uma risada horrivelmente má. Ela tinha uns dois metros. Seria difícil mata-la. Mel estava pálida, a mulher estava a apertando com muita força.

– E porque você acha isso? Quero mata-los por puro prazer.

– Nós somos três.

– Dois em breve. – ela disse apontando para Mel – Essa meio-sangue aqui não vai aguentar muito tempo.

– E que tal você largar ela. A briga aqui é entre nós duas não é?

– Sim. Mas como disse vou mata-los por puro prazer.

Dylan estava se esquivando pelos lados, achando uma maneira de libertar Mel. Estava tentando achar outro assunto.

– Como é seu nome? – eu perguntei.

Dylan me olhou com um olhar de “O que? Essa é sua forma de conversar”. Foi a melhor que eu achei.

– Você está brincando? – disse a empousa.

– Só acho que a chama-la pelo seu nome seria melhor que empousa, não?

– Ketlin.

– Eu sou Alice.

– Eu sei quem você é! Desde que o véu que encobria seu cheiro se rompeu eu sabia quem você era. Afinal além de ser um ótimo prêmio ter sua cabeça, muitos monstros estão a sua procura.

Então quando eu ia soltar outra pergunta idiota a empousa Ketlin viu Dylan perto do seu braço direito levantando a espada, pronto para cortar seu braço fora e libertar Mel e gritou:

– IDIOTA! – ela jogou Dylan e Mel para longe, os dois bateram em um carro que estava abandonado ali, Mel caiu sobre Dylan, o que me deu certa raiva.

A espousa Ketlin virou na minha direção.

– Agora somos só eu e você. – ela veio devagar na minha direção.

Eu recuava devagar.

– Esperei tanto por esse momento. Matar uma filha do senhor dos céus. Aquele deus, que nos baniu para as profundezas do tártaro por estarmos matando criaturas que já eram más.

– Talvez isso devesse estar errado não? – eu disse.

– NÃO! NÃO ESTAVA ERRADO! – ela gritou e me atacou.

Eu tropecei em um declive do estacionamento. Então pensei pronto é meu fim. Vou morrer sem saber nada sobre a minha vida. Então Dylan apareceu por trás da empousa e cravou sua espada atravessando de um lado para o outro e ela de desmanchou em pó.

Ele veio em minha direção e estendeu a mão. Eu levantei sem a ajuda dele, acho que eu estava com raiva por Mel ter caído em cima dele. Eu não sei por que eu estava sentindo isso, era coisa de criança.

O taxista havia sumido. Pelo menos ele tinha deixado o carro. Mel havia torcido o pé e não conseguia andar, a colocamos no banco de trás deitada e a deixamos descansar.

Eu sentei no banco do carona e Dylan foi dirigindo. Ele disse que não tinha tirado a carteira, mas que havia aprendido com seus irmãos. Eu só assenti.

Depois de uma meia-hora de viajem Mel já estava roncando. Eu olhava atentamente todas as paisagens e curvas da estrada.

– Porque você tá indo atrás da sua família? É que eu ainda não entendi direito. – ele perguntou.

– Eles cuidaram de min por 16 anos. E agora eu simplesmente sumo e descubro que meu pai não é meu pai. E ainda tem aqueles sonhos...

– Que sonhos?

– São de uma mulher parecida com a minha mãe, ou talvez seja ela mais nova, o que provavelmente não é, porque no sonho que parece mais uma lembrança, ela se despede de min chorando e vai embora. E eu sou mais nova e começo a chorar, ai eu acordo. E de vez em quando eu tenho sonhos de coisas que eu lembro que aconteceram na minha infância com essa mesma mulher.

– Sonhos de meios-sangues às vezes são lembranças ou coisas que estão acontecendo ou vão acontecer.

– Então essa mulher, ela pode ser minha tia?

– É talvez. O que é mais provável.