A Filha de Zeus
12 Capítulo 12 – Chegada ao acampamento
Deixamos o carro em um estacionamento e mandamos uma mensagem de Iris para meus pais e avisa-los sobre o carro e que chagamos bem.
Quando chegamos ao acampamento fomos para o chalé 1. Deixamos minhas coisas lá e depois fomos para a Casa Grande. O Sr. Quíron nos esperava na varanda.
– Vocês chegaram. – ele disse friamente.
– Sr. Quíron, fomos à busca de resposta sobre minha vida...
– Me poupe dos detalhes. Caio me falou.
Ele não parecia bravo.
– Vamos ser expulsos? – perguntou Dylan
– Por favor não expulse Dylan, ele só me acompanhou.
– Ninguém vai ser expulso. Mas como vocês desobedeceram a ordem de visitar famílias, e fomos em um tipo de missão. Vão limpar todos os lugares onde tiver evento e fazer as inspeções nos chalés por dois meses e ajudar a lavar os pratos da cozinha
– Castigo? – perguntou Dylan.
– É castigo Sr. Miller. Agora podem ir.
Visitamos Mel e Caio. Os dois pareciam bem. Depois Dylan disse para min ir ao ancoradouro de barcos às 17h30min.
Limpei o Chalé 1 inteiro, já que pelo jeito Jason sabia lutar não limpar. Encontrei uma foto de Thalia, pelo menos parecia ela do jeito que Jason a descreveu. Arrumei os beliches, os sofás, passou uma vassoura em tudo, tirei pó. Limpei o banheiro. Arrumei os livros nas estantes. E quando me dei conta já eram 17h30min.
Tomei um banho rápido e coloquei a primeira roupa da gaveta. E sai correndo para onde Dylan falou que estava me esperando. O encontrei sentado em cima de uma toalha da cozinha com uma cesta do lado olhando para o mar.
– Oi? – eu disse sentando ao seu lado.
– Oi.
– Porque você me chamo...
– Quando eu andava pelo acampamento sempre via casais de campistas fazendo um piquenique sentado aqui conversando, e eu sempre repetia para min mesmo, quando eu tiver alguém especial eu vou fazer isso. Aproveitar o entardecer.
– É um desejo muito bom. – eu disse.
Ele se virou de frente para min puxou o cesto que estava do seu lado e abriu. Tirou dois sanduiches de dentro, uma garrafa de suco, um pote de morangos e peras.
– Então eu sou especial? – perguntei.
Ele riu e me beijou. Nessa mesma hora um grupo de cinco filhas de Afrodite passou em frente ao nosso piquenique. Eu me afastei vermelha. Algumas me olharam se sentindo desprezada e outras suspiraram e ouviam-se cochichos “Queria esse Dylan para min” ou “Ela tem muita sorte”.
Quando se afastaram Dylan perguntou porque eu fiquei vermelha.
– Mel me contou que você é bem disputado nesse acampamento, ainda mais pelas filhas de Afrodite.
– Que?
– A, por favor, Dylan, vai me dizer que nenhuma garota deu em cima de você.
– Sim, teve algumas que deram em cima de min.
Eu fechei a cara e virei para frente.
– Espera você tá com ciúmes? A por favor, Alice.
Eu continuava encarando o mar.
– Se eu te disser uma coisa você olha para min?
Continuei encarando o mar.
– Você é especial. Essas garotas desse acampamento nunca chegaram ao seus pés. Você é especial para min. Única.
Eu olhei para ele.
– Sério?
Ele deu risada e me beijou. Nós comemos nossos sanduiches. Dividimos morangos e peras. Então quando o sol começou a se pôr ele passou o braço sobre meu ombro e eu encostei a cabeça em seu ombro. Observamos o sol em silêncio.
– Eu te amo. – ele disse.
– Eu também te amo. – eu disse e o beijei.
SEIS MESES DEPOIS
Durante esses meses que fiquei no acampamento aprendi muitas coisas sobre mitologia grega. No natal eu e Dylan fomos na casa de meus pais. Visitamos a tia dele. Passamos até uns dias com Jason e Piper no acampamento meio-sangue.
– Dylan!
Eu entrei no chalé de Ares, mas ninguém estava lá. Então fui para o pavilhão onde treinavam. Ele estava ensinando alguns golpes de espada para uma garota. Eu nem dei bola pelo fato de ela ser bonita.
– Dylan! Você precisa escutar essa. – eu corri em direção a ele e pulei em seu colo.
– O que foi louquinha? – ele disse me dando um beijo.
– Meus pais, vão ter um filho! Eu vou ter mais um irmão! Não é de sangue, mas eu não me importo.
– Que legal! – ele disse me dando outro beijo.
– E adivinha quem vão ser os padrinhos dele? Nós!
Ele me colocou no chão e me abraçou rodando.
– Vamos ser padrinhos! – ele gritou.
Então a garota com quem ele estava treinando pigarreou. Eu olhei para ela.
– Oi. – eu disse me apresentando – Sou Alice, filha de Zeus.
Ela tinha uma cara de nojenta.
– Lúcia. Filha de Afrodite.
Estranhei já que não tem muitas filhas de Afrodite lutando com espadas. Credo só tem filha de Afrodite nesse mundo.
– Ela estava treinando comigo. – disse Dylan. – Retomamos depois Lúcia. Precisamos comemorar.
– Como assim retomamos depois?
– Desculpe, eu preciso comemorar.
– Comemorar o que? O fato de você se tornar padrinho de uma criança?
– Sim.
Eu já estava perto da entrada do pavilhão. Lúcia se aproximou de Dylan e passou a mão sobre seu braço.
– Dylan, eu sou indefesa em questão de monstros, eu preciso aprender a lutar.
Uma raiva subiu pelo meu corpo.
– Tudo bem. – eu olhei para Dylan indignada – Eu chamo um irmão meu para continuar a treinar com você.
Ela falou alguma coisa no ouvido de Dylan, o que fez ele gelar. Eu andei devagar até ela. Peguei duas espadas que estavam no chão e puxei o braço de Lúcia.
– Quer treinar? Então vamos treinar.
Joguei a espada para ela. Lúcia ficou sem saber o que fazer.
– Escuta eu não...
– Não é bom ficar conversando durante o treino. Distrai a atenção.
Eu me aproximei dela.
– Pé direito na frente e pé esquerdo atrás.
Coloquei a espada a alguns centímetros do seu pé esquerdo, o que fez ela se assustar e coloca-lo para trás.
– Abaixa. – eu disse e ataquei com a espada em um movimento que podia ter decapitado ela senão tivesse se abaixado a tempo. – Levanta.
Ela levantou.
– Ataque. – eu disse e ela obedeceu.
Quando a sua espada poderia ter cortado minha perna eu revidei e a derrubei no chão com o cabo da espada.
– Dá próxima vez. Ache um treinador que não tenha namorada. – eu disse e joguei a minha espada no chão.
Sai do pavilhão e Dylan me seguiu.
– Isso foi ameaçador. – ele disse.
– Coitada. – eu disse dando risada.
– Foi muito sexy o jeito que você lutou, deixaria qualquer filho de Ares babando.
– Incluindo você?
– “Dá próxima vez, ache um treinador que não tenha namorado” e jogou a espada nos pés da garota.
– Ela mexeu com quem estava quieto.
– Você fica muito fofa com ciúmes.
– Eu não sou fofa.
– Ah você é sim. – ele disse me pegando e me levou em suas costas.
– PARA! Dylan me solta! – eu disse dando risada.
Dei choques com os dedos em Dylan e ele me soltou.
– Ei isso é golpe baixo.
Eu o beijei.
– Vem vamos comemorar.
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