A Filha de Roma e Grécia

23 Piper - Maldição Bennet


Notas iniciais
Olá divosas lindas da Tia Wondy! Esperem! Antes de começarem a atirar pedras em mim, deixe-me explicar o motivo da demora, okay? Na verdade, o que aconteceu foi bloqueio criativo, tipo aqueles dos brabos, sabem? Maaaaas, para me redimir com vocês, aqui está um cap super mega gigante e cheio de surpresas! Nesse cap vocês descobrirão o porquê de Sarah ser tão vadia e talz. Talvez queiram matar a Tia Wondy, mas isso faz parte. Enjoyyyy

Hércules era exatamente o oposto do que eu imaginava.

Desde o filme “Hércules”, eu não consigo pensar no deus sem o imaginar como Dwayne Johnson. Mas o cara era exatamente o oposto do ator.

Hércules tinha a aparência de vinte anos, os braços bronzeados eram musculosos e seus cabelos eram negros, como os de Percy. Sua túnica roxa o fazia parecer um sacerdote, mas ainda assim ele era bonito. Muito bonito.

Ele estava armado com uma clava, mas ela mais se parecia com um bastão de beisebol de mogno polido. Imaginei o que o Treinador Hedge daria por esse bastão, provavelmente tudo o que tem já que é obcecado por armas que tem a ver com esportes.

— A túnica roxa significa o quê? – perguntei à Hayley, pensando que poderíamos estar falando com a personalidade romana de Hércules, pois roxo é a cor dos romanos.

— Significa que ele acordou hoje de manhã e pensou: Acho que vou usar roxo hoje— respondeu ela num tom baixo. Não sei se ela estava falando sério ou estava apenas brincando.

Quando nos aproximamos, Hayley foi a primeira a se manifestar.

— Hã, oi.

Ótimo jeito de começar uma conversa com um deus que poderia nos matar num estalar de dedos. Aplausos para Hayley Bennet.

— E aí? – replicou Hércules.

Sua voz era grossa e um pouco rouca, porém muito casual e moderna. Ele poderia estar nos cumprimentando no corredor da escola.

— Olá – Me encolhi involuntariamente. – Eu sou Piper. Ela é...

— Hayley Bennet – completou ele, olhando para Hayley como se ela fosse uma espécie estranha de inseto. – Ouvi muito a seu respeito. A filha das duas culturas. A sétima Bennet.

Hayley pareceu enrijecer ao meu lado.

— Sétima Bennet? – perguntei.

— Não é nada – ela respondeu, porém sua voz estava tremula. – Nada importante.

— Ora, por favor! – exclamou Hércules. – Você não conhece a Maldição Bennet? – ele perguntou para mim, cético.

Vasculhei meu cérebro em busca de qualquer maldição que já vi nos filmes que meu pai costuma fazer.

— Não.

Antes que Hércules pudesse abrir a boca, Hayley o interrompeu:

— Ela não precisa saber – Sua voz beirava em desespero.

Hércules a ignorou.

— A primeira mulher que já desenvolveu psicopatia foi Vera Bennet, por volta de 1800 se não me engano – Quanto mais ele falava, mais Hayley se encolhia. Ela parecia querer tapar os ouvidos e cantar: Lá lá lá lá não estou ouvindo lá lá lá.— Se eu estou certo, Vera irritou Dioniso de algum jeito. Ou seria Baco? Enfim, ele amaldiçoou a família Bennet. Todas as primogênitas mulheres iriam desenvolver a doença mental ao completar quinze anos. Sarah Bennet foi a sexta, Hayley será a sétima.

Ai, meus deuses.

Hayley mantinha os olhos fechados, como se tentasse reunir forças para não voar no pescoço de Hércules. Seus punhos estavam cerrados ao lado do corpo, seus braços tremiam. As ondas do mar estavam gigantes.

Hayley estava fadada a se tornar uma psicopata quando completasse quinze anos, ou seja, no seu próximo aniversário. E ela não poderia fazer nada a respeito.

Pensei na primeira vez que a conheci, tão divertida e engraçada contando-me sobre sua missão no Alasca junto de Hazel. Sempre fazendo o seu máximo para ajudar seus amigos e defende-los.

Então eu entendi. Hayley aproveitava para fazer isso agora, pois sabia que não iria mais nos ver como seus amigos daqui algum tempo. Ela queria aproveitar cada segundo lutando por nós, pois em pouco tempo ela teria que lutar contra nós.

— Maldição? – perguntei.

Hayley se manteve em silêncio. Ela não parecia envergonhada, parecia com medo de se tornar aquilo.

— Isso não importa agora – A voz dela parecia firme, mas eu notei que estava tremula, embora Hayley disfarçasse muito bem. – Viemos aqui para pedir sua permissão para entrar no Mediterrâneo.

Hércules deu se ombros, como se não se importasse por ter contado e jogado na cara de Hayley que ela viraria uma psicopata.

— É por isso que estou aqui. Depois que morri, meu pai, Zeus, me nomeou o porteiro do Olimpo. Eu pensei que seria festas o tempo todo, por isso aceitei. Mas, o que ele não mencionou era que eu ficaria aqui, guardando a passagem que leva ao Mare Nostrum, preso nessa maldita ilha para toda a eternidade. Muito divertido.

A expressão de Hayley praticamente gritava: Bem feito, palhaço!

— Certo – disse. – É claro. Então podemos passar?

O deus coçou a barba maneira.

— Bem, eu tenho que dar o aviso padrão sobre o quanto as terras antigas são perigosas. Não é qualquer um que atravessa o Mare Nostrum e volta com vida. Por causa disso, preciso das uma missão para vocês cumprirem. Para provar seu valor, blá blá blá. Eu não me importo muito com isso, mas estava no livro de regras que papai me deu, então...

Gemi.

— Poderia pegar leve conosco? – perguntei, usando charme.

Hércules fez que sim com a cabeça, mas depois franziu a testa, confuso.

— Qual é a missão de vocês mesmo?

— Estamos a caminho da Grécia para impedir os gigantes de acordar Gaia – respondi.

— Gigantes – murmurou o deus. – Odeio aqueles caras. Então, quem colocou vocês nessa missão suicida? Zeus? Atena? Talvez até Afrodite. – ele olhou para mim. – Bonita como você é, aposto que é filha dela.

Sem que eu percebesse, a conversa entrou em um terreno perigoso. Lembro-me que li em algum lugar que Hércules tem um ódio enorme por Hera, mas não consigo lembrar o porquê.

Hayley também deveria saber disso e eu fiquei grata por sua resposta:

— Atena – mentiu ela, provavelmente falando o nome da primeira deusa que lhe veio à cabeça.

Hércules levantou uma sobrancelha.

— Pensei que pudesse ser ela – murmurou ele. – Afinal, Atena deve ser a que mais está equilibrada com essa doideira de personalidades grega e romana, não é?

Hayley deu um sorriso forçado.

— Claro, ela está ótima – Eu poderia notar que ela estava mentindo à quilômetros de distância, mas o deus não parecia ser muito bom com linguagem corporal.

Hércules sorriu.

— Exatamente como pensei.

— Então, o que precisamos fazer? – perguntei, acompanhando o sorriso forçado de Hayley.

Hércules pensou um pouco.

— Tem um lobo que vive atrapalhando minha vida. – informou ele. – Eu nunca consegui vê-lo, mas sei que vive dentro da floresta. Peguem o lobo, tragam-no para cá para eu poder mata-lo. Ah, e também quero o chifre de Aqueloo. É isso ou seus amigos morrem. Sem pressão.

*****

Antes de irmos procurar o tal lobo e Aqueloo, Hércules nos deu um livrinho. Na capa, o Minotauro fazia o sinal positivo com o polegar. O título dizia: O guia de Hércules para o Mare Nostrum.

Hayley e eu entramos floresta adentro tentando rastrear o tal lobo. Em outras palavras, saímos correndo, gritando: Aqui lobinho, aqui! Brincadeira. Estávamos apenas gritando, não correndo.

— Estou com a impressão de que isso não vai ajudar em nada – comentou Hayley, após um tempo.

— Acha que precisamos começar a uivar também? – perguntei, inocentemente.

Ela riu.

Eu não queria tocar no assunto “A sétima Bennet”, mas a curiosidade falou mais alto.

— Porque não nos contou sobre a maldição da sua família? – perguntei.

Hayley deu de ombros.

— Ninguém perguntou.

— Ah sim, é claro que alguém chegaria e perguntaria do nada: “Você tem alguma maldição envolvendo loucura na sua família?”.

Ela ficou em silencio.

— Sei lá – resmungou ela após um tempo. – Eu tenho essa teoria que se eu não falar uma verdade inevitável em voz alta, essa verdade não se torna realidade. Se eu contasse para todo mundo que eu vou virar uma psicopata quando eu fizer quinze anos, eu não teria ninguém. A única pessoa que contei foi... – ela parou de falar abruptamente. – um amigo.

Seja lá quem for esse “amigo”, Hayley não quer que eu saiba. Talvez eu o conheça ou estou prestes a conhecer. Quem será?

— A quanto tempo você sabe disso? – perguntei.

Hayley deu de ombros.

— Desde sempre, eu acho. Minha mãe costumava falar disso como se fosse algo sensacional. – comentou ela, coçando o braço.

Sarah Bennet foi a sexta, Hayley será a sétima.

— Espera um pouco – falei. – Você não disse que o nome da sua mãe era Eileen? – perguntei, lembrando-me de quando ela nos contou que era neta de Atena.

Hayley enrijeceu. Ela começou a coçar o braço furiosamente sob a manga da jaqueta de couro. Segurei seu pulso, com medo que ela acabasse rasgando sua pele. A manga de sua jaqueta estava levemente levantada. Então eu vi. Pequenas e finas linhas paralelas pelo seu pulso. Cicatrizes.

— O que é isso? – perguntei, levantando a manga da jaqueta até seu cotovelo, revelando várias marcas pela extensão de seu braço.

— Não é nada – Hayley puxou o braço, mas eu não soltei.

Meus deuses. Por que Hayley faria isso consigo mesma? Ela sempre pareceu não feliz e tranquila. Nunca nem cogitei a idéia de ela se cortar.

— Por que fez isso consigo mesma? – Assim que ouviu minhas palavras, Hayley parou de tentar desvencilhar o braço das minhas mãos. Ela me olhou como se eu fosse um E.T.

— Acha mesmo que eu fiz isso comigo mesma? – Sua voz soava cética. – Não sou suicida.

— Então o que aconteceu com seus braços?

Hayley suspirou.

— Hércules não disse que minha mãe foi a sexta Bennet a sucumbir a maldição?

Ai, meus deuses.

— Sua mãe fez isso com você? – perguntei, horrorizada.

Como se tivesse se tocado do que disse, Hayley arregalou os olhos.

— Deuses, eu não deveria ter contado isso – ela colocou a cabeça entre as mãos. – Não deveria ter contado isso.

Ok, recapitulando. A família de Hayley carrega uma maldição. Todas as primogênitas mulheres iriam desenvolver a psicopatia. A mãe de Hayley não ficou de fora, e, por isso, cortava os braços da própria filha.

Isso é perturbador! Parece até roteiro de filme!

Não consigo nem imaginar o como deve ser difícil para Hayley. E eu pensando que tinha problemas com a minha família! Todos esses anos vivendo dentro de um pesadelo, porém o que acontecia com ela não era nenhum sonho. Era real.

Mas Hayley sempre falou da mãe como se tivesse orgulho de dizer que era filha dela. Se ela fazia essas coisas horríveis com Hayley, por que ela se refere à mãe com tanto carinho?

— Mas você sempre se refere à sua mãe como se tivesse orgulho de ser filha dela – Eu estava mais do que confusa.

Hayley suspirou.

— Eileen não é minha mãe biológica – revelou ela. – Sarah Bennet é o nome da minha verdadeira mãe. Eu a odeio.

Suspirei tentando assimilar as informações.

— Mas como pode ser filha de Atena se Eileen não é sua mãe biológica?

Hayley girava o anel de tridente em seu dedo.

— Na verdade, Sarah também é uma filha de Atena. Assim como Eileen.

Era muita informação para um dia só. Incrível como em um momento você não sabe quase nada sobre uma pessoa, e no outro já sabe até que ela é amaldiçoada.

— Eileen é minha mãe, biológica ou não, ela sempre será. Eu me recuso à chamar Sarah de mãe. – continuou Hayley. – Eu... escapei dela quando tinha oito anos. Eu e meu irmão, Arthur. Ficamos sem ter para onde ir, então batemos na porta de Eileen. Ela era minha professora, eu confiava nela. Ela me tornou uma garota estrategista, lutadora e, acima de tudo, que sempre tira a si mesma da equação.

Consegui notar que Hayley tem uma imensa gratidão por Eileen, e tem um imenso desprezo por Sarah.

Eu estava prestes a perguntar o que tinha acontecido com Arthur, quando um rosnado me fez dar um pulo de susto.

Olhei para trás e dei de cara com um cão negro enorme. Ele deveria bater no meu ombro de tão alto que era. Seus olhos vermelhos me encaravam, sua boca estava aberta revelando os dentes afiados.

— Um cão infernal – murmurou Hayley.

Franzi a testa.

— Pensei que cães infernais fossem bem maiores.

— Ele deve ser um filhote. Um filhote com muita fome.

O cão rosnou. Puxei minha adaga da cintura, mas Hayley agarrou meu pulso.

— Deve ser ele o tal lobo – falou. – Hércules disse que nunca realmente o viu, pode ter sido esse cão infernal.

Se ele realmente fosse o “lobo”, teríamos que leva-lo com vida. Suspirei e guardei a adaga. O cão observou meus movimentos com atenção. Quando notou que eu não estava mais carregando a arma, seus olhos ficaram dóceis e ele se sentou, emitindo um latidinhos fofo.

Hayley levantou uma sobrancelha e se aproximou.

— E aí amigão? Você é bonzinho, não é? Não vai tentar arrancar meu braço fora, não é?

Quando ela chegou muito perto, o cão infernal rosnou. Hayley recuou um pouco e tentou de novo, deixando sua mão à alguns centímetros da cabeça dele. O cão a olhou com desconfiança, mas, depois de um tempo, encostou a cabeça contra a mão dela.

Hayley sorriu e afagou sua orelha.

— Você é bonzinho, não é? – murmurou ela. – Você tem um nome?

O cão latiu e eu entendi isso como um não.

— Que tal... Art? – perguntou ela, como se esperasse que o cão respondesse. Ele lambeu sua mão. – Eu sou a Hayley. Essa é a Piper. – ela olhou para mim com expectativa. Seus olhos brilhavam como se ela fosse uma criança de seis anos. – Vem.

Aproximei-me cautelosamente. Não tenho medo de cachorros, mas cães infernais são muito imprevisíveis. Podem te atacar quando você menos espera, claro que a Sra. O’Leary não é assim, mas eu ainda tenho receio quanto à isso.

Hayley pegou meu pulso e o colocou na cabeça de Art. Ele se inclinou para frente quando eu lhe afaguei a orelha.

Art, de repente, se levantou e saiu andando. Ele olhou para trás e voltou a andar.

— Acho que ele quer que a gente o siga – murmurei.

Hayley e eu disparamos atrás de Art, com medo de perde-lo. Ele corria muito rápido. Quando finalmente parou à margem de um laguinho, eu desabei no chão, cansada. Hayley continuou de pé.

A cabeça dela se virou bruscamente na direção da água, como se tivesse ouvido algo.

— Tem alguma coisa nesse lago – sussurrou ela, colocando o dedo indicador nos lábios, avisando-me para fazer silencio.

Olhei para água e um calafrio subiu pela minha espinha. Nunca tive muito medo de imaginar o que tem embaixo d’agua, mas desde Cristy, eu prefiro não pensar muito sobre que tipo de criaturas costumam nadar por baixo dos nossos pés.

Hayley – num ato de muita coragem ou muita burrice – pegou uma pedra e a jogou no lago. A pedrinha caiu à alguns metros da margem. Alguns segundos se passaram sem acontecer nada, mas então o chão começou a tremer.

Primeiro emergiu um chifre, depois uma cabeça, depois o corpo todo do monstro. Art rosnou e postou-se na frente de Hayley, como se dissesse: É isso aí, você tem 30m de altura e eu tenho presas afiadas. Vai encarar, Azulão?

Sim, o bicho era azul. Tinha escamas por todo o corpo, além de ter a cabeça semelhante à de um boi. Seu peito e braços eram musculosos e um único chifre estava em sua cabeça. A beleza em pessoa. Ou melhor: a beleza em monstro horrendo e bizarro.

Sua expressão parecia triste.

— Você é Aqueloo? – gritou Hayley.

— Sim – A voz do deus era entediada e até mesmo triste. Seus olhos eram mais ainda, olhando-nos como se já soubesse o porquê de estarmos ali.

O jeito que ele parecia infeliz me incomodou. Não sei direito o porquê, eu só não gosto de ver as pessoas tão infelizes. Todos tem o direito de ser feliz, principalmente os deuses.

Por exemplo: Hades se casou com a própria sobrinha para ser feliz (e sem falar que Perséfone é éons mais nova do que ele). Ele pode ter sequestrado ela e tal, mas Perséfone deve ter contraído síndrome de Estocolmo e se apaixonado por Hades. Bem, pelo menos foi o que Hayley me contou. Estranho ela saber tanto sobre o rei e rainha do mundo inferior, como se os conhecesse.

— Suponho que vieram me matar – continuou Aqueloo.

Eu e Hayley gritamos em uníssono:

— Não!

— Não viemos para mata-lo! – acrescentei, desesperadamente. – Eu e minha amiga não tínhamos intenção de incomodá-lo, mas Hércules nos enviou.

— Hércules! – O deus suspirou. Ele levantou os braços e eu tive que me obrigar a manter a calma quando vi que suas mãos eram cascos, como os de touro. Um homem-touro deus do rio. – Para mim ele sempre será Héracles. A glória de Hera.

— Ele não a odeia? – Hayley perguntou.

— Sim, acho que foi por isso que ele não reclamou quando os romanos começaram a chama-lo de Hércules. – Aqueloo olhou para Hayley mais atentamente. – Você é uma filha do mar, tem cheiro de água salgada.

— Hum... Obrigada?

— Ah, é um elogio. – O deus do rio focou sua atenção nela. – Para os filhos de Poseidon, quanto mais forte o cheiro, mais poderoso é! Acho que nunca consegui detectar um filho de Poseidon tão poderoso!

— Hã, Netuno, na verdade... – Hayley pareceu se encolher.

Aqueloo fez um gesto com o casco direito, como se dispensasse o comentário.

— Poseidon, Netuno, é tudo a mesma coisa. Só muda a cultura. O cheiro de água salgada vale para os dois. – Aqueloo parecia não notar que eu estava presente. – Aconteceu coisas horríveis em seu passado, Hayley Bennet, e isso faz com que suas emoções sejam fortíssimas. Faz com que seu poder seja imenso e mais difícil de controlar. Você carrega um fardo que poucos conseguiriam e isso lhe torna poderosa e forte, principalmente quando está com raiva.

Hayley estava perplexa. Art rosnava para o deus.

— Como sabe disso?

— Todos os deuses sabem, afinal você é a filha de Roma e Grécia, carrega duas culturas rivais em suas veias. Além de uma maldição que tanto quer que não te afete como afetou sua mãe. Porém, não tem como escapar da Maldição Bennet.

Os olhos de Hayley se tornaram frios como gelo.

— Eu posso tentar – Sua voz estava tão fria quanto seus olhos, até um pouco arrogante.

— Admiro seu otimismo, minha querida, mas a maldição já começou.

Hayley pareceu levar um soco na cara.

— Mas eu não a ativei! – ela gritou, desesperada.

— Tem certeza que não?

— Eu não a amava, então não ativei – Hayley parecia estar à beira de um colapso.

— Tem certeza de que não a amava? – perguntou Aqueloo.

Hayley deu um passo para trás.

— Tenho – Sua voz deve ter soado falsa aos próprios ouvidos. Notei que ela amava essa pessoa. Amava, mas não quer admitir.

— De quem você está falando? – interrompi. Aqueloo olhou para mim, como se tivesse recém notado que eu estava ali.

— De ninguém – Hayley respondeu no mesmo instante.

Aqueloo olhou para minhas mãos. Notando o manual que Hércules nos deu, seu olhar ficou sombrio, porém continuava infeliz.

— Héracles mandou vocês para me matar, não é?

Pigarreei, tentando formular uma resposta que não o deixasse bravo.

— Hum... Não. Na verdade, precisamos do seu chifre.

Aqueloo suspirou.

— Sinto muito, mas não posso deixa-las fazerem isso. Já perdi um dos meus chifres, não posso perder o outro. Sinto muito por isso.

Eu estava prestes a perguntar do que ele estava falando quando uma rajada de água me jogou contra uma árvore.

Notas finais
Então, adivinhem? Eu sou uma esquecida! Eu esqueci da apresentação dos personagens! Yay! Tipo, uns quatro ou cinco caps foram postados sem a apresentação dos personagens, por causa da minha memoria divina! Maaaas, eu também vou me redimir com vocês quanto à isso. Eu achei melhor apresentar apenas os personagens que eu criei, como: Freddie, Lindsay, Sarah, Eileen e talz. Nesse cap vamos falar da Lindsay Bellanger que é a Emeraude Toubia! Se você não sabe quem Emeraude Toubia é, vai perguntar para o Dr. Google, capiche? Espero que tenham gostado do cap, bjinhos de néctar e até o próximo cap!