A Filha de Máscara da Morte

17 Escolinha do tio Aiolos!


Notas iniciais
Oi oi mes anges! Cá estamos com mais um cap ehe! Milo - EE mais um bagulhozinho É kk enfim... gostaria de pedir a vcs, quem quiser é claro, dê uma lida na nova fic que comecei a escrever *-* link nas notas finais ehe Milo - Pronto, agr Espero que gostem Boa leitura =^.^=

Olhou para o cardápio na placa de madeira em frente a um restaurante, ja haviam se passado duas semanas... duas semanas que sequer olhava para o pai.

Victorie não voltou a casa de câncer, continuava na 13°, Shion não viu problema e deixou que ela ficasse ali livremente.

– Quer comprar um espelho? Seria excelente pro seu banheiro, ou quem sabe uma poltrona! — os olhos do pisciano brilharam quando passaram por uma loja de móveis.

– Não, obrigada. — riu. — Estou bem com as coisas que tem lá, e as flores que me deu são maravilhosas! Já decoram o quarto muito bem. — sorriu.

– Tá bem! tá bem! Não vou comprar os móveis secretamente para colocar no seu quarto. — fez bico e cruzou os braços. Ela balançou a cabeça.

– Eu mereço... — fez um facepalm.

Passaram pela área comercial de Rodório e se dirigiram a uma praça que lá havia. Afrodite a forçou a se sentar.

– O que foi?

– Espere aqui, volto já já. — sorriu. Ela arqueou a sobrancelha sem entender o que ele pretendia, mas assentiu.

Afrodite saltitou para longe e sumiu da vista da canceriana. Deveria achar estranho o fato de ele saltitar como coelho? Talvez, ele tinha uns hábitos diferentes dos outros. Mas tudo bem, o amava por isso, ele era diferente.

"O que essa carpa tá querendo fazer..."– estreitou os olhos desconfiada, deu de ombros e voltou a olhar para a praça. — Ei...

Do outro lado da praça, havia um cão, pelo que aparentava, um pastor alemão adulto, assobiou algumas vezes, o cão mexeu as orelhas e se aproximou cauteloso.

– Não vou te machucar, pode vir. — sorriu e o chamou mais algumas vezes. Quando ele se ficou perto o suficiente, aproximou a mão devagar e fez carinho em sua cabeça. — Pronto... pronto...

Adorava cães, mas era meio difícil de vê-los pelo santuário. Fez carinho atrás de suas orelhas, o cão abanou o rabo e se aproximou mais.

– Filha do cavaleiro de câncer? — se virou para quem o chamava. Era um cavaleiro, certeza, possivelmente de prata. Tinha cabelos e olhos verdes. — Pelo visto achou esse levado.

– Você é... um cavaleiro de prata? — perguntou curiosa. — Ele é seu?

– Do santuário. Ajudo no canil. — sorriu levemente, tinha uma coleira e uma guia em mão. — Talos! — chamou, o cão correu até ele, colocou a coleira. — Sou sim, Shiva de pavão, agora... licença. — acenou e saiu com o cachorro.

Balançou a cabeça e continuou a esperar pelo pisciano. Deu um gritinho quando sentiu seus olhos serem tapados.

– S-Sai Dite! — corou. Ouviu a risada do mais velho e segurou suas mãos.

– Ow! Meu nome não é esse não! — riu divertido. Ela bufou e tentou se livrar dele. — Qual o meu nome coisinha?

– DIH! SOLTA! VAMOS! — já pensava na ideia de dar um tapa nele a essa altura, mas antes disso, o pisciano tirou a mão de seus olhos. — Bem melhor.

Victorie balançou a cabeça, quando abriu os olhos se deparou com uma imensidão de roxo. Se afastou e reconheceu o que havia visto, era um buque de violetas, uma fita azul claro prendia as flores.

– Dih... que bonitas! — sorriu e pegou o buque.

– Desculpinhas pela demora. Mas espero que elas possam recompensar. — sorriu gentilmente, levantaram e continuaram a andar. — Vai... continuar com aquilo?

Viu as feições da canceriana endurecerem um pouco, engoliu em seco pensando que havia feito besteira.

– Vou, se ele não me quer por perto, não vou incomodá-lo com minha presença. — respondeu séria. Ele nada disse, esqueceram o assunto conforme se divertiam.

O puxava pela mão cantarolando uma musiquinha qualquer, o outro apenas arqueava a sobrancelha sem entender absolutamente nadinha.

– Onde você está me levando pelo amor de Zeus? — o escorpiano perguntou pela quinquagésima vez.

– Espere, seu impaciente. — riu e começaram a andar tranquilamente.

Seguiram pelo pequeno bosque e chegaram até um beco sem saída, só havia uma pedra a frente.

– Ok... ainda estou esperando uma explicação. — Milo arqueou a sobrancelha. Kalika revirou os olhos cor de rosa e empurrou a pedra, um caminho estreito se fez presente. — Eita...

– Venha palhaço. — riu e passaram pelo caminho estreito.

Milo assobiou. Estavam numa clareira fechada, a grama do chão nem era visível, estava repleto de flores de todos os tipos e cores.

– Satisfeito? — riu e andaram até umas pedras que haviam ali e sentaram encostados.

– Aham. — riu divertido. — Por que me arrastou como louca pra cá?

Kalika olhou para as flores distraída, tateou o chão ao seu lado até achar a mão do marido e a segurou, Milo entrelaçou ambas.

– Acho que ele gostaria de vir aqui... será? Não sei. — inclinou a cabeça para o lado, sorria como boba. O escorpiano estreitou os olhos.

– "Ele"? Quem é esse ele? — estreitou ainda mais, parecia um míope.

Kalika em resposta, riu de seu ciúme e guiou sua mão até sua barriga e a soltou. Voltou a olhar para as flores alegremente como criança que via seu presente de natal que esperou a vida inteira.

– Kali... você... — arregalou os os olhos. Ela o olhou de canto e abriu um sorriso que mal cabia no rosto. — .... VOU SER PAI DE NOVO! — berrou de repente e a puxou para o colo quase que a esmagando.

– QUE SUSTO MILO! — bufou nervosa, mas sorriu boba e retribuiu o abraço. — É seu lerdo, você vai ser pai de novo. — riu.

– Quero saber se os gêmeos choram. — sorriu diabólico. — Ai ai... e agora penso no siri...

– Por que exatamente? — o olhou.

– Pela burrada que fez... só espero que ele volte atrás logo, antes que seja tarde. — balançou a cabeça. Ela assentiu concordando. — MAS ele não é tão besta, vai se arrepender. — sorriu e colocou novamente a mão no ventre da amazona.

Olhava para as gotas de sangue no chão. Se viraria com elas depois, agora estava concentrado em limpar sua nova "decoração".

Bufava frequentemente quando se pegava pensando na filha, ela estaria bem... se virando com aquele maldito.

– Quero só ver. — bufou. Colocou a cabeça na mesa de pedra que havia no pequeno jardim.

O idiota achou que poderia fugir do santuário? Bem, agora ele sabia que não poderia. Há quanto tempo não fazia esse serviço? Muito provavelmente, não queria... apavorá-la...

Flash back on

– Só espero que você não resolva ensiná-la a decepar pessoas. — Aiolia tinha a bebê no colo que se divertia com o pingente de Aiolos em seu pescoço.

– E lá vem vocês de novo. — revirou os olhos. Entregou pedaços de maçã à pequena que os comeu sem pressa.

– Mas é! Ela não precisa ter esse habito abominável. — estreitou os olhos, logo abriu a boca, a pequena colocou um pedaço da fruta lá, mastigou.

– Está se aproveitando dela. — estreitou os olhos. Ele deu de ombros aceitando mais um pedaço. — Eu tomaria cuidado se fosse você. — apontou para Victorie que tentava enfiar pedaços de maçã dentro da roupa do leonino.

– EI EI EI! Aí não coisinha! — retirou a fruta e entregou a ela. Victorie o olho, os olhinhos chocolate piscavam inocentes. — Pestinha. — riu e mordeu sua bochecha. — Mas bonitinha demais... pra ser filha dele.

Flash back off

Ah como aquele dia foi feliz! Correu atrás do leonino casas acima com uma faca de cozinha em mãos. Riu com a lembrança.

– NÃO! Não deveria ficar pensando nisso! Sentimentos... são para os fracos. — bufou, e começou a retirar pele, língua, músculos da cabeça.

Mas não conseguia, milhares de lembranças lhe vinham em mente. Uma vozinha fina em sua cabeça se pronunciou.

Não seja burro! Você sente falta dela, sentimentos são para qualquer um. E não se atreva a me xingar, sou sua consciência, seu burro.

Sentiu vontade de socar a mesa, socar a si mesmo é que não seria. Não queria admitir que sentia saudade, e esse era o problema.

– Você não precisa de ninguém... Mephisto. — resmungou baixinho, restou apenas o crânio branco na mesa, mas não sentia vontade de continuar agora.

Se levantou deixando-o ali e rumou para seu quarto, se recusou a olhar para a porta fechada do quarto de Victorie.

– Se concentre garota! Se quiser acertar três flechas de uma vez tem que ter concentração e jeito! — ralhou Aiolos.

– Calma mestrinho! Estou tentando. — fez bico frustada e arrumou as duas flechas no arco.

– Tente mais. — estreitou os olhos. Ela o olhou incrédula. — Vai atirar ou não?

Victorie balançou a cabeça e atirou. As duas flechas se afastaram, e muito, mas acertaram o meio dos alvos, um do lado do outro.

– Está indo bem, só tem que prestar atenção no vento e ver pra onde estar puxando, aí sua posição você analisa o que seria melhor. — sorriu orgulhoso, ela retribuiu. — Agora... vamos ao teste.

– T-Teste?! — perguntou assustada.

– É. Nós vamos caçar. — sorriu e pegou o próprio arco e uma aljava, entregou outra a ela.

Caçar era... diferente, nunca havia sequer matado um inseto, e agora mataria pássaros, coelhos, e o que viesse pela frente.

Aiolos estava bem tranquilo quanto a isso. Lhe assegurou que a protegeria. E se sentiu bem com isso, era bem mais tranquilo caçar com alguém lhe dando cobertura.

– Ali... — sussurrou ele. — Aja sorte. — sorriu ao avistar um cervo ao longe. — Quero que o cace sozinha, esse é seu teste!

Victorie assentiu em silêncio. Andou pelo tronco e se posicionou, porém o cervo olhou em sua direção. O cheiro! Pensou ela. Ele saiu do local, pegou algumas folhas no chão e as destroçou na mão, foram levadas pelo vento, serviria para disfarçar seu cheiro.

Aiolos a observava atento. A canceriana seguiu o cervo até perdê-lo de vista. Colocou a flecha na boca e pegou uma pedra, a atirou no arco numa pedra. O cervo correu e parou num lugar visível.

– Te peguei... — sussurrou, preparou a flecha. Aiolos sorriu ao vê-la disparar e o cervo ser acertado exatamente no olho e cair no chão, imóvel.

– ... BOA GAROTA! — exclamou rindo. Ela se assustou, mas acabou rindo. — APROVADA NA ESCOLINHA DO TIO AIOLOS!

Gargalharam, possivelmente assustando todos os animais por perto. Se aproximaram do cervo morto, Victorie lamentou por minutos a morte do animal, mas... caçar era isso, certo?

– Quero saber como vamos levar isso pra casa, diga-me sua ideia. — riu. O sagitariano parou de rir. — Aiolos... — disse em tom de alerta. Ele sorriu amarelo. — Eu mereço. — fez um facepalm.

– Ehehehe....

Notas finais
Link da fic :3 https://fanfiction.com.br/historia/664135/LupusEtAgnus/