Notas iniciais
Oi oi mes anges! "Obviamonte"... Milo - A GENTE VOLTOU EHE! Criatura escandalosa U-U aqui está mais um cap ^^ Espero que gostem Boa leitura =^.^=

Ouviu um grito vindo do quarto ao lado. Suspirou pesadamente e se levantou completamente sonolento indo até o quarto da menor, tudo estava escuro, tateou com os olhos meio fechados até achar a porta correta.

Ao entrar a viu. Na cama, as cobertas estavam formando um "calombo" que se remexia vez ou outra. Desviou dos brinquedos e das coisas no chão do quarto e se aproximou.

– O que foi? — Máscara puxou parte dos cobertores deixando a face da mais nova amostra.

– Eu odeio trovões e raios! Eu tô com medo! — resmungou chorosa se encolhendo entre as cobertas. Outro som alto ecoou pelas doze casas. Estremeceu agarrando firmemente o travesseiro.

– Então era isso? Os trovões? — tentou tirar mais das cobertas, estavam a matando de calor provavelmente. Ela puxou de novo. — Victorie, tire isso! Vai morrer de calor assim! — estreitou os olhos.

– Prefiro isso a ser torrada viva! — fez bico e abraçou o travesseiro. Ele respirou fundo para se acalmar, ela conseguia ter um temperamento tão teimoso quanto o seu as vezes.

– Não seja teimosa, nada vai acontecer com você! — estreitou os olhos. Ela o olhou retirando as cobertas.

– Não?

– Claro que não! — já contava até dez internamente para se manter calmo, talvez até cem seria mais efetivo.

– E... por que? Por acaso senhor Zeus vai passar a gostar daqui de casa? — inclinou a cabeça para o lado inocente. Segurou o riso com todas as suas forças.

– Claro que não, palhacinha! Nada vai te acontecer enquanto eu estiver aqui. — bagunçou os cabelos dela que sorriu levemente. — Certo?

– Certo! — saltou da cama e abraçou o mais velho. — Melhor pai do mundo. — sorriu e se deitou de novo abraçando o travesseiro, pouco depois adormeceu novamente.

Máscara continuou parado no mesmo lugar, estático, incrédulo. Podiam se passar quantos anos fossem, mas a surpresa sempre era a mesma.

O que nunca recebeu quando criança, parecia que estava recebendo agora, um carinho que nunca teve de ninguém. Ao mesmo tempo, dava a ela o que não pode ter durante a infância, alguém com quem sempre pudesse contar e confiar.

Essa Victorie não era a que conheceu, não era a sua mãe no qual foi a culpada por tudo que se tornou, essa era um pequeno anjinho. Se levantou e fechou as cortinas do quarto na esperança que abafasse o som.

– Paciência não é meu forte, talvez eu não acorde uma segunda vez, pirralha. — olhou para a pequena dormindo tranquilamente e se dirigiu ao seu quarto.

Pela manhã, a chuva forte da noite anterior resultou no santuário completamente molhado, além de um clima relativamente frio.

A preguiça se instalou em todos, poucos eram aqueles que tinham vontade de ir treinar com tudo molhado e escorregadio.

– Mas... eu quero correr! — fez bico ao ter seu pedido negado pelo canceriano.

– Tá doida?! Vai se esborrachar toda! Pode esquecer! — estreitou os olhos e serviu as panquecas a ela.

– AFF! — inflou as bochechas e começou a comer. Olhou para ele. — Posso ir brincar na casa do Dih então? — fez uma cara pidona.

O canceriano arqueou a sobrancelha. Não era muito fã da ideia, mas ela nunca fez qualquer malcriação, estava devendo uma folga e... já estava pensando 100% como pai, que maravilha. Pensou ele.

– Está bem, está bem! Pode ir sim, mas pelo amor de Hades, vê se não saí correndo e saí rolando pelos degraus. — estreitou os olhos.

– Vou ficar bem, relaxe pai! — sorriu animada e correu para o quarto para se arrumar.

"Eu mereço isso? Mereço, os capetinhas na minha parede afirmam." – suspirou e desceu para a arena treinar.

Victorie aproveitou que não sentiu o cosmo do pai por perto e recolheu seus brinquedos e os arrumou. Se aproximou do quarda-roupa.

– ... Socorro. — suspirou e pegou um vestidinho grego simples branco e vestiu apressada junto com as sandálias. — Até parece que um chão vai me matar. — bufou frustada e pegou seu pingente e o colocou. — Pronto.

Saiu do quarto e se assegurou que não havia mais ninguém e saiu de câncer. Chegando em leão ouviu barulho de coisas se quebrando.

– ME DEVOLVE! — ouviu uma voz feminina vindo de lá. Sua curiosidade foi maior e entrou.

– CORRE, MOÇA! — viu Shoran correndo pela casa com a irmã em seu encalço. A máscara de amazona em sua mão.

Ao mesmo tempo viu Aiolia massageando as têmporas enquanto os observava correr em círculos. Riu baixinho e preferiu deixar o mais velho cuidar dos gêmeos.

Passou pelo resto das casas cumprimentando os demais e chegou em peixes. O aroma de rosas invadiu seu nariz e seguiu direto para o jardim.

– Dih? Dih você tá aqui? — olhou para os lados.

– Tô aqui coisinha. — pulou de susto e olhou para trás vendo o pisciano de cabelos presos, uma caneca em sua mão. — Fazendo o que aqui?

– Te visitar mesmo, posso ficar aqui hoje? — fez bico pidona. Ele balançou a cabeça. — Isso não é um "não", né? — perguntou em tom choroso.

– Calma coisinha, pode sim. — riu levemente. Ela pulou o abraçando feliz. — Seu pai sabe?

– EBAA! — bateu palminhas animada e o olhou. — Sabe sim! Acordou agora? — rumaram para dentro da casa do mais velho. Notou diversos espelhos pelo local, a casa era deveras organizada.

– Quase, faz um tempinho, aí você chegou. Já tomou café? — espreguiçou indo até a cozinha.

– Uhun, mas se quiser me dar mais comida tudo bem! — riu e seguiu ele até a cozinha logo olhando para a geladeira.

– O que Aiolia fez com você? — suspirou, pegou a travessa de bolo, cortou uma fatia para cada e entregou o prato para ela. — Tome coisinha linda. — sorriu docemente.

– Brigada! — saltitou até a mesa e se sentou começando a comer. — Posso te ajudar a cuidar do jardim?

Afrodite se perdeu em pensamentos por uns minutos. Podia ser muito perigoso, as rosas eram praticamente letais, não queria que ela se machucasse. Ela inclinou a cabeça para o lado esperançosa, suspirou.

– Está bem, mas faça EXATAMENTE o que eu disser, entendeu? — a fitou intensamente. Ela sorriu e assentiu alegremente.

– Ele está se dando bem agora, não? — Kalika sorriu. Saltou desferindo um chute no outro que desviou. — Cuidando de Victorie.

– Não está falando meio atrasado querida? Já fazem alguns aninhos. — Milo riu levemente, avançou nela pretendendo fazer múltiplos golpes, ela desviou até conseguir lhe dar uma rasteira muito bem dada. — AIÊ! Ovelha!

– Desculpe. — riu e estendeu a mão. O mais velho a segurou e levantou.

Pararam de treinar e foram até uma árvore meio afastada, o escorpiano sentou, encostou na árvore e puxou a amazona para o colo.

– Bem... não se pode dizer que é sempre garantido. Há pais que mesmo depois de anos descartam os filhos. Pelo jeito se um de nós insinuar isso, ele nos manda pro Yomotsu, todo mundo de mãozinhas dadas e em filinha pra morrer. — gargalharam imaginando a cena.

– Bem capaz, bem capaz MESMO! — o amado riu.

– Sim, mas ele não vai fazer algo assim com ela, eu tenho certeza. — sorriu e se espreguiçou. — Se Shion brotar e nos ver mofando sem treinar aqui ele arranca nossa pele.

– E faz abajures com elas — riu e logo depois torceu a cara. — Ai que horrível!

Tiram novamente. O grande mestre perdendo a calma ou irritado, não era uma cena bonita, todos preferiam nunca dar um motivo para que o ariano se irritasse. Se levantaram e voltaram a treinar ainda aproveitando para conversar.

– Espere aqui certo? Já já você me ajuda com essas rosas aqui. — Afrodite sorriu levemente. Decidiu cuidar das rosas que estavam mais afastadas primeiro.

– Certo! — Victorie sorriu e se sentou no chão da porta o observando.

Afrodite foi até as partes longes do jardim e cuidou de todas as rosas no caminho de volta, deixando apenas as da frente sem serem cuidadas para que a canceriana pudesse ajudar com um risco menor.

– Pode vir agora. — a chamou. Ela correu imediatamente até ele. — ponha isso. — entregou luvas a ela. Ela colocou e se aproximaram das flores. — Consegue separar as rosas que estão enganchadas?

Ela assentiu alegre. Se abaixaram e faziam o trabalho em silêncio, principalmente porque a pequena estava concentrada nas flores e praticamente não olhando para o pisciano. Sorriu orgulhoso, se fosse de seu signo tinha certeza que cuidaria bem daquele lugar.

Depois de algumas horas, regando o jardim, se sentaram em meio as flores numa área segura. O mais velho fez uma pequena coroa de flores vermelhas e as colocou com cuidado na cabeça dela.

– Que bonito! — a pequena tocou as flores e o olhou. — Pode contar aquela história?

– Qual história pequena canceriana? — inclinou a cabeça para o lado.

– A do antigo cavaleiro... ouvi falar dele em livros, você conhece? — os olhinhos chocolate brilharam de animação. Ele riu.

– Ah sim! Shion e Dohko não gostam muito de falar dos antigos companheiros, deve ser por dor e saudade. — deu de ombros. Ela soltou um "ah" em tom melancólico. — Quer ouvir?

– QUERO! — abriu um largo sorriso. Estava totalmente curiosa desde que ouvira o libriano falando com o ariano mais velho e escutou a palavra "peixes".

– Bem... pelo que me lembro bem... — olhou brevemente para o céu buscando as palavras, mas logo a olhou. — Albafica, se não me engano, era o cavaleiro de peixes antes de mim. Foi achado quando bebê aqui pelo cavaleiro de peixes antes dele, Rugonis, esse mesmo cavaleiro decidiu fazer dele seu discípulo. Enquanto treinava, ele e seu mestre fizeram uma coisa chamada elo carmesim...

– O que é esse elo car.. carm... carmesim? — ela o interrompeu, queria saber o que isso significava.

– É um elo no qual eles trocavam uma gota de sangue a cada dia, criando um ele inseparável até que um deles fique imune ao veneno ou morra. — explicou pacientemente para que ela entendesse. — Certo? Posso continuar? — acabou rindo.

– Pode. — riu também.

– Então... Ele aceitou porque não queria que seu mestre ficasse sozinho. Ele quase morreu, mas conseguiu a imunidade, mas Rugonis não teve tanta sorte. — ouviu ela suspirar. — Ele sempre foi um cavaleiro excelente, mas tinha um pequeno porém, ele...

– Qual?

– Se você deixasse eu continuar, você ia saber. — riu. Ela estreitou os olhos. — Ele não podia ser tocado e nem tocar alguém por causa do sangue venenoso. — ela soltou um guincho incrédula. — E preferia viver sozinho, quando Rodório soube, todos o... desprezavam por assim dizer.

– Desprezavam? Tadinho... ESSA Rodório?! — apontou na direção da vila. Ele assentiu. — QUE HORRÍVEL! Quando eu crescer queria poder fazer eles pagarem! Ou que pudesse achar ele e dar pelo menos um abraço, dizer que tá tudo bem... — corou enquanto brincava com os dedos. Ele sorriu.

– Você você... é bom que continue pensando assim. — bagunçou seus cabelos. — "E que nunca seja como eu..."– suspirou internamente. — Enfim... ele lutou muito bem durante a guerra daquele tempo. Ele derrotou Minos drenando seu sangue e colocando... — fez uma rosa branca e mostrou. — nesta rosa, que absorve o sangue do oponente até que morra. Depois que ela estava contaminada atingiu ele e conseguiu matá-lo.

– Mas... mas... e ele? — perguntou preocupada, já via que aquilo não acabou bem.

– Ele ficou fraco pela falta de sangue e acabou morrendo enquanto as pétalas pairaram por Rodório. Depois de todo esse tempo vendo elas, que amaldiçoou tanto tempo por causa do sangue, ele viu que eram mesmo belas. — terminou de contar. Ela se aproximou e o abraçou. — O que foi?

– Elas são sim, como você! — sorriu. — Pena que ele não pôde ver isso antes... — fez bico tristinha. Ele fez carinho em seus cabelos.

– Parece que as rosas não te machucam. — disse curioso. — Acho que mesmo ele tentando continuar sozinho, ia acabar deixando você ficar perto.

– ELE IA! Porque eu ia ficar do mesmo jeito! Não ia deixar ele ficar sozinho não! — sorriu.

Afrodite inclinou a cabeça para o lado. Ela era tão inocente, tão doce. Não duvidava nenhum pouco que iria tentar ajudar seu antecessor, provavelmente o antigo santo nunca teria paz, ela o seguiria o tempo todo. Riu com esse pensamento.

Depois de algumas horas entraram em casa e pegaram alguns doces e voltaram para o jardim, de onde ela não queria mais sair depois da história. Apenas quando anoiteceu o pai da garota veio buscá-la.

Notas finais
Gostaram meus queridos? Digam para moi, essas ideias que me vêm do nada... kkk E sorry caso algo esteja errado ç.ç