A Filha de Máscara da Morte
7 Um dia com Pisces
Notas iniciais
Oi oi mes anges!
"Obviamonte"...
Milo - A GENTE VOLTOU EHE!
Criatura escandalosa U-U aqui está mais um cap ^^
Espero que gostem
Boa leitura =^.^=
Ouviu um grito vindo do quarto ao lado. Suspirou pesadamente e se levantou completamente sonolento indo até o quarto da menor, tudo estava escuro, tateou com os olhos meio fechados até achar a porta correta.Ao entrar a viu. Na cama, as cobertas estavam formando um "calombo" que se remexia vez ou outra. Desviou dos brinquedos e das coisas no chão do quarto e se aproximou.– O que foi? — Máscara puxou parte dos cobertores deixando a face da mais nova amostra.– Eu odeio trovões e raios! Eu tô com medo! — resmungou chorosa se encolhendo entre as cobertas. Outro som alto ecoou pelas doze casas. Estremeceu agarrando firmemente o travesseiro.– Então era isso? Os trovões? — tentou tirar mais das cobertas, estavam a matando de calor provavelmente. Ela puxou de novo. — Victorie, tire isso! Vai morrer de calor assim! — estreitou os olhos.– Prefiro isso a ser torrada viva! — fez bico e abraçou o travesseiro. Ele respirou fundo para se acalmar, ela conseguia ter um temperamento tão teimoso quanto o seu as vezes.– Não seja teimosa, nada vai acontecer com você! — estreitou os olhos. Ela o olhou retirando as cobertas.– Não?– Claro que não! — já contava até dez internamente para se manter calmo, talvez até cem seria mais efetivo.– E... por que? Por acaso senhor Zeus vai passar a gostar daqui de casa? — inclinou a cabeça para o lado inocente. Segurou o riso com todas as suas forças.– Claro que não, palhacinha! Nada vai te acontecer enquanto eu estiver aqui. — bagunçou os cabelos dela que sorriu levemente. — Certo?– Certo! — saltou da cama e abraçou o mais velho. — Melhor pai do mundo. — sorriu e se deitou de novo abraçando o travesseiro, pouco depois adormeceu novamente.Máscara continuou parado no mesmo lugar, estático, incrédulo. Podiam se passar quantos anos fossem, mas a surpresa sempre era a mesma.O que nunca recebeu quando criança, parecia que estava recebendo agora, um carinho que nunca teve de ninguém. Ao mesmo tempo, dava a ela o que não pode ter durante a infância, alguém com quem sempre pudesse contar e confiar.Essa Victorie não era a que conheceu, não era a sua mãe no qual foi a culpada por tudo que se tornou, essa era um pequeno anjinho. Se levantou e fechou as cortinas do quarto na esperança que abafasse o som.– Paciência não é meu forte, talvez eu não acorde uma segunda vez, pirralha. — olhou para a pequena dormindo tranquilamente e se dirigiu ao seu quarto.Pela manhã, a chuva forte da noite anterior resultou no santuário completamente molhado, além de um clima relativamente frio.A preguiça se instalou em todos, poucos eram aqueles que tinham vontade de ir treinar com tudo molhado e escorregadio.– Mas... eu quero correr! — fez bico ao ter seu pedido negado pelo canceriano.– Tá doida?! Vai se esborrachar toda! Pode esquecer! — estreitou os olhos e serviu as panquecas a ela.– AFF! — inflou as bochechas e começou a comer. Olhou para ele. — Posso ir brincar na casa do Dih então? — fez uma cara pidona.O canceriano arqueou a sobrancelha. Não era muito fã da ideia, mas ela nunca fez qualquer malcriação, estava devendo uma folga e... já estava pensando 100% como pai, que maravilha. Pensou ele.– Está bem, está bem! Pode ir sim, mas pelo amor de Hades, vê se não saí correndo e saí rolando pelos degraus. — estreitou os olhos.– Vou ficar bem, relaxe pai! — sorriu animada e correu para o quarto para se arrumar.– "Eu mereço isso? Mereço, os capetinhas na minha parede afirmam." – suspirou e desceu para a arena treinar.Victorie aproveitou que não sentiu o cosmo do pai por perto e recolheu seus brinquedos e os arrumou. Se aproximou do quarda-roupa.– ... Socorro. — suspirou e pegou um vestidinho grego simples branco e vestiu apressada junto com as sandálias. — Até parece que um chão vai me matar. — bufou frustada e pegou seu pingente e o colocou. — Pronto.Saiu do quarto e se assegurou que não havia mais ninguém e saiu de câncer. Chegando em leão ouviu barulho de coisas se quebrando.– ME DEVOLVE! — ouviu uma voz feminina vindo de lá. Sua curiosidade foi maior e entrou.– CORRE, MOÇA! — viu Shoran correndo pela casa com a irmã em seu encalço. A máscara de amazona em sua mão.Ao mesmo tempo viu Aiolia massageando as têmporas enquanto os observava correr em círculos. Riu baixinho e preferiu deixar o mais velho cuidar dos gêmeos.Passou pelo resto das casas cumprimentando os demais e chegou em peixes. O aroma de rosas invadiu seu nariz e seguiu direto para o jardim.– Dih? Dih você tá aqui? — olhou para os lados.– Tô aqui coisinha. — pulou de susto e olhou para trás vendo o pisciano de cabelos presos, uma caneca em sua mão. — Fazendo o que aqui?– Te visitar mesmo, posso ficar aqui hoje? — fez bico pidona. Ele balançou a cabeça. — Isso não é um "não", né? — perguntou em tom choroso.
– Calma coisinha, pode sim. — riu levemente. Ela pulou o abraçando feliz. — Seu pai sabe?– EBAA! — bateu palminhas animada e o olhou. — Sabe sim! Acordou agora? — rumaram para dentro da casa do mais velho. Notou diversos espelhos pelo local, a casa era deveras organizada.– Quase, faz um tempinho, aí você chegou. Já tomou café? — espreguiçou indo até a cozinha.– Uhun, mas se quiser me dar mais comida tudo bem! — riu e seguiu ele até a cozinha logo olhando para a geladeira.– O que Aiolia fez com você? — suspirou, pegou a travessa de bolo, cortou uma fatia para cada e entregou o prato para ela. — Tome coisinha linda. — sorriu docemente.– Brigada! — saltitou até a mesa e se sentou começando a comer. — Posso te ajudar a cuidar do jardim?Afrodite se perdeu em pensamentos por uns minutos. Podia ser muito perigoso, as rosas eram praticamente letais, não queria que ela se machucasse. Ela inclinou a cabeça para o lado esperançosa, suspirou.– Está bem, mas faça EXATAMENTE o que eu disser, entendeu? — a fitou intensamente. Ela sorriu e assentiu alegremente.– Ele está se dando bem agora, não? — Kalika sorriu. Saltou desferindo um chute no outro que desviou. — Cuidando de Victorie.– Não está falando meio atrasado querida? Já fazem alguns aninhos. — Milo riu levemente, avançou nela pretendendo fazer múltiplos golpes, ela desviou até conseguir lhe dar uma rasteira muito bem dada. — AIÊ! Ovelha!– Desculpe. — riu e estendeu a mão. O mais velho a segurou e levantou.Pararam de treinar e foram até uma árvore meio afastada, o escorpiano sentou, encostou na árvore e puxou a amazona para o colo.– Bem... não se pode dizer que é sempre garantido. Há pais que mesmo depois de anos descartam os filhos. Pelo jeito se um de nós insinuar isso, ele nos manda pro Yomotsu, todo mundo de mãozinhas dadas e em filinha pra morrer. — gargalharam imaginando a cena.– Bem capaz, bem capaz MESMO! — o amado riu.– Sim, mas ele não vai fazer algo assim com ela, eu tenho certeza. — sorriu e se espreguiçou. — Se Shion brotar e nos ver mofando sem treinar aqui ele arranca nossa pele.– E faz abajures com elas — riu e logo depois torceu a cara. — Ai que horrível!Tiram novamente. O grande mestre perdendo a calma ou irritado, não era uma cena bonita, todos preferiam nunca dar um motivo para que o ariano se irritasse. Se levantaram e voltaram a treinar ainda aproveitando para conversar.– Espere aqui certo? Já já você me ajuda com essas rosas aqui. — Afrodite sorriu levemente. Decidiu cuidar das rosas que estavam mais afastadas primeiro.– Certo! — Victorie sorriu e se sentou no chão da porta o observando.Afrodite foi até as partes longes do jardim e cuidou de todas as rosas no caminho de volta, deixando apenas as da frente sem serem cuidadas para que a canceriana pudesse ajudar com um risco menor.– Pode vir agora. — a chamou. Ela correu imediatamente até ele. — ponha isso. — entregou luvas a ela. Ela colocou e se aproximaram das flores. — Consegue separar as rosas que estão enganchadas?Ela assentiu alegre. Se abaixaram e faziam o trabalho em silêncio, principalmente porque a pequena estava concentrada nas flores e praticamente não olhando para o pisciano. Sorriu orgulhoso, se fosse de seu signo tinha certeza que cuidaria bem daquele lugar.Depois de algumas horas, regando o jardim, se sentaram em meio as flores numa área segura. O mais velho fez uma pequena coroa de flores vermelhas e as colocou com cuidado na cabeça dela.– Que bonito! — a pequena tocou as flores e o olhou. — Pode contar aquela história?– Qual história pequena canceriana? — inclinou a cabeça para o lado.– A do antigo cavaleiro... ouvi falar dele em livros, você conhece? — os olhinhos chocolate brilharam de animação. Ele riu.– Ah sim! Shion e Dohko não gostam muito de falar dos antigos companheiros, deve ser por dor e saudade. — deu de ombros. Ela soltou um "ah" em tom melancólico. — Quer ouvir?– QUERO! — abriu um largo sorriso. Estava totalmente curiosa desde que ouvira o libriano falando com o ariano mais velho e escutou a palavra "peixes".– Bem... pelo que me lembro bem... — olhou brevemente para o céu buscando as palavras, mas logo a olhou. — Albafica, se não me engano, era o cavaleiro de peixes antes de mim. Foi achado quando bebê aqui pelo cavaleiro de peixes antes dele, Rugonis, esse mesmo cavaleiro decidiu fazer dele seu discípulo. Enquanto treinava, ele e seu mestre fizeram uma coisa chamada elo carmesim...– O que é esse elo car.. carm... carmesim? — ela o interrompeu, queria saber o que isso significava.– É um elo no qual eles trocavam uma gota de sangue a cada dia, criando um ele inseparável até que um deles fique imune ao veneno ou morra. — explicou pacientemente para que ela entendesse. — Certo? Posso continuar? — acabou rindo.– Pode. — riu também.– Então... Ele aceitou porque não queria que seu mestre ficasse sozinho. Ele quase morreu, mas conseguiu a imunidade, mas Rugonis não teve tanta sorte. — ouviu ela suspirar. — Ele sempre foi um cavaleiro excelente, mas tinha um pequeno porém, ele...– Qual?– Se você deixasse eu continuar, você ia saber. — riu. Ela estreitou os olhos. — Ele não podia ser tocado e nem tocar alguém por causa do sangue venenoso. — ela soltou um guincho incrédula. — E preferia viver sozinho, quando Rodório soube, todos o... desprezavam por assim dizer.– Desprezavam? Tadinho... ESSA Rodório?! — apontou na direção da vila. Ele assentiu. — QUE HORRÍVEL! Quando eu crescer queria poder fazer eles pagarem! Ou que pudesse achar ele e dar pelo menos um abraço, dizer que tá tudo bem... — corou enquanto brincava com os dedos. Ele sorriu.– Você você... é bom que continue pensando assim. — bagunçou seus cabelos. — "E que nunca seja como eu..."– suspirou internamente. — Enfim... ele lutou muito bem durante a guerra daquele tempo. Ele derrotou Minos drenando seu sangue e colocando... — fez uma rosa branca e mostrou. — nesta rosa, que absorve o sangue do oponente até que morra. Depois que ela estava contaminada atingiu ele e conseguiu matá-lo.– Mas... mas... e ele? — perguntou preocupada, já via que aquilo não acabou bem.– Ele ficou fraco pela falta de sangue e acabou morrendo enquanto as pétalas pairaram por Rodório. Depois de todo esse tempo vendo elas, que amaldiçoou tanto tempo por causa do sangue, ele viu que eram mesmo belas. — terminou de contar. Ela se aproximou e o abraçou. — O que foi?– Elas são sim, como você! — sorriu. — Pena que ele não pôde ver isso antes... — fez bico tristinha. Ele fez carinho em seus cabelos.– Parece que as rosas não te machucam. — disse curioso. — Acho que mesmo ele tentando continuar sozinho, ia acabar deixando você ficar perto.– ELE IA! Porque eu ia ficar do mesmo jeito! Não ia deixar ele ficar sozinho não! — sorriu.Afrodite inclinou a cabeça para o lado. Ela era tão inocente, tão doce. Não duvidava nenhum pouco que iria tentar ajudar seu antecessor, provavelmente o antigo santo nunca teria paz, ela o seguiria o tempo todo. Riu com esse pensamento.Depois de algumas horas entraram em casa e pegaram alguns doces e voltaram para o jardim, de onde ela não queria mais sair depois da história. Apenas quando anoiteceu o pai da garota veio buscá-la.
Notas finais
Gostaram meus queridos? Digam para moi, essas ideias que me vêm do nada... kkk
E sorry caso algo esteja errado ç.ç
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