Notas iniciais
Oi oi mes anges! Cá estamos com mais um cap! Desculpas pela demora, saí praticamente o fim de semana todo, não consegui me concentrar ;-; Milo - Mas tá aí! Está :3 espero que gostem Boa leitura =^.^=

Continuaram dançando até se cansarem. O pisciano a soltou mesmo contra a gosto, só esperava que não tivesse causado problemas para a amada.

Quando se afastaram, de imediato quis voltar a tê-la em seus braços. Andaram juntos até uma das mesas, no meio do caminho, Aiolos ficou do outro lado da canceriana.

– "Você tem alguma ideia da briga que está comprando?!" — exclamou pelo cosmo, o pisciano massageou os ouvidos pelo alto tom de voz do sagitariano.

– "Não fizemos NADA demais! Não tem por que querer destruir meus tímpanos! Isso é função MINHA!" — retrucou. Sentaram-se a mesa e começaram a beliscar salgadinhos.

– "Pisaram nesse salão como acompanhantes, dançaram abraçados e estão de mãos dadas, considere isso um crime na visão de Máscara" — respondeu frustado e olhou para a canceriana. — Está gostando da festa, Vic? — sorriu.

– MUITO! Nunca fui numa festa da 13°! — bateu palminhas alegre.

– Sabemos, por isso a pergunta. — riu o sagitariano. Ela nunca havia participado mesmo, os 12 nunca deixavam, Máscara principalmente, geralmente havia álcool, bebidas, consequentemente, perigo.

– Deixarão eu vir mais vezes? — sorriu esperançosa. Os dois riram de seu entusiamo.

– Talvez talvez, dependendo... do que tiver. — o pisciano deu de ombros.

Conversaram normalmente até que ambos, Aiolos e Afrodite, fixaram o olhar em um ponto e sorriram como bestas. Afrodite se aproximou deles sorrindo, vestia um longo vestido grego azul claro, como sempre, uma bela mulher.

– Então... — olhou para o pisciano com um tom gentil. — Você é o cavaleiro mais belo entre os 88, e aquele que pegou meu nome emprestado. — riu, o cavaleiro corou, o que era raro.

– Er... er...

– Não tem problema rapaz, estou apenas rindo da coincidência. — sorria enquanto balançava a mão. — E é realmente belo, quem tiver seu coração um dia... — olhou discretamente para a canceriana, mas logo o fitou novamente. — Será uma mulher de sorte.

– Obrigado... senhora... — Victorie deu uma fraca cotovelada nele. — Senhorita Afrodite. — sorriu por fim, ela retribuiu.

– O mesmo para você, sagitário. — olhou para Aiolos que corou. — Quem um dia conquistar seu coração, será alguém de muita sorte.

– Muito obrigado. — sorriu meio envergonhado.

– E devo parabenizá-los... — sentou-se na cadeira da frente e fitou o casal. — pela ousadia.

– O-Ousadia?! — Victorie a olhou sem entender.

– É claro! Por fora... pode dizer que vieram como amigos, mas no fundo, querem ficar juntos de verdade, mostrar a todos que não há nada errado, que se amam. — seu sorriso era ainda maior, parecia aprovar plenamente tal atitude. Ambos coraram violentamente.

– Mas... senhorita Afrodite... — a canceriana pretendia argumentar, porém, a deusa cutucou sua testa com o indicador, como se pretendesse fazê-la se calar.

– Escute, será complicado, seu pai nunca teve ninguém, conheceu sua mãe, mas ela escapou por entre seus dedos como fumaça. Ele tem você, mesmo que não fale, você é a preciosidade dele, e na visão dele, como a de qualquer pai "protetor", ele irá te perder se você se envolver alguém. — explicou. Ela ficou em silêncio.

Aiolos os fitava, se até a deusa da beleza, que estava ali apenas a uma semana, captou completamente a situação, então a coisa seria feia. Se levantou discretamente e os deixou a sós.

– Mas não desistam. — sorriu. — O amor verdadeiro é o mais raro de encontrar, até mesmo entre nós, deuses. — disse em tom mais sério. — Divirtam-se. — sorriu, se levantou e rumou para a mesa de Shion e Saori.

Ficaram mais um pouco na festa, conversando com outros dourados, vez ou outra, o pisciano olhava discretamente para o canceriano, o mesmo estava com uma cara terrível, torceu para que a amada ficasse bem. Depois de um tempo alertaram o canceriano e rumaram para suas casas, os outros continuaram na festa que durou até as duas da manhã.

A manhã estava clara e límpida, Apollo possivelmente estava de bom humor, o Sol estava morno e agradável, um certo canceriano já estava em pé, mas sua cara não estava nada agradável...

"Espero que ela possa me dar bons motivos...."– pensou irado. Teve dificuldades para dormir devido a raiva, o mau humor estava sendo intensificado por isso.

A alertou várias e várias vezes, e ela não deu atenção. Queria encher o pisciano de porrada, era tudo culpa dele, ele que a poluiu, se ele não existisse, sua menininha nunca o teria trocado...

– Bom dia... — se virou para ver a mais nova adentrando na cozinha. Vestia um shortinho preto e uma blusa branca, os longos cabelos estavam soltos, sorriu docemente para ele.

– Sente-se. — pediu frio, ela pareceu estranhar, mas obedeceu prontamente.

– O que deseja papai? — sorriu docemente. Sempre admirava seu sorriso, mas hoje... lhe causava irritação.

– É muito agradável saber que tem me feito de idiota todo esse tempo. — disse enquanto mexia o café, ela arregalou os olhos.

– O que...

– Não se faça de desentendida Victorie! Vocês me engaram todo esse tempo! — acabou elevando o tom, ela soltou um "ah" tristonho. — É isso que me responde?! Espero que me dê bons motivos para que eu não arranque a cabeça dele!

Victorie empalideceu, a xícara escorregou por entre suas mãos lentamente, junto com sua calma, e se espatifou na mesa, entrou em pânico.

– Pai... Dih e eu não... — não pôde terminar, estremecia da mesma forma quando pequena quando via o olhar severo e frio no canceriano mais velho.

– Ah sim... lindo apelido, ele te chama de amorzinho quando estão sozinhos? — sorriu debochado. O coração da canceriano apertou.

– E-eu sempre chamei ele assim! V-você sabe disso! — exclamou nervosa, teve raiva de si mesma por gaguejar. — Não quer dizer nada!

– Não tem por que mentir, vi como se espremiam um no outro e se abraçavam ontem. — disse com um tom mais... agressivo, rude.

– A dança era lenta! Era assim mesmo que se devia dançar! — retrucou, procurou manter a calma. — Por que implica com ele? Se fosse qualquer um dos outros, não teria reclamado... — Máscara suavizou um pouco o olhar. — Papai...

– Até quando vai tentar me fazer de trouxa? — perguntou com suavidade. — Todos sabiam... falavam pelas minhas costas, não é?!

– Bem... Afrodite e eu estamos juntos, é isso que quer saber, não é? — o encarou com firmeza, firmeza essa que podia sumir a qualquer segundo. — Estamos juntos sim, estava em segredo... por medo de sua reação... — disse baixinho, mas ele ouviu.

– A verdade sempre chega, sendo eu feito de trouxa antes ou não. — voltou ao tom frio e ao mesmo tempo agressivo. — Eu já te avisei milhões de vezes que ele não é flor que se cheire!

– Ele não é assim! É um amor de pessoa! Ele mudou! — começava a ficar irritada, POR QUE seu pai implicava tantool?! — Por que implica tanto com ele? Você não vai me perder por eu amá-lo! Isso é tolice!

Ela tocou seu ponto fraco, a questão que guardou as sete chaves dentro de si onde ninguém pudesse chegar, mas ela chegou. Descontrolou-se.

– ESTÁ BEM! VÁ! FIQUE COM ELE! QUANDO ELE ABUSAR DE VOCÊ E LHE LARGAR COM UM FILHO PARA CRIAR NÃO VENHA PROCURAR AJUDA AQUI! — berrou furioso com ela, apertou os punhos, trincou os dentes.

Nunca havia sentido tanta dor na vida, seu próprio pai lhe deu as costas. Cada letra proferida por ele lhe era semelhante à bilhões de facas penetrando sua pele lentamente... e depois saindo... depois a perfurando de novo... não conseguia tirá-las da mente. As lágrimas escorreu livremente por seu rosto, não as segurou.

– Não se preocupe... pai... eu o conheço, ele nunca faria o mesmo que você fez com a mamãe. — respondeu fria, mais fria do que jamais foi na vida, e mais fria do que gostaria de ser.

Passou reto por ele sem olhá-lo, o mesmo estava estático. Arrumou as malas às presas, voltou a sala com elas em mão, agora vestida com um vestido branco de seda, os longos cabelos presos por uma fita.

Non ti preoccupare, Máscara da Morte, non avrai una figlia incinta in attesa di aprire la porta. (N.A Não se preocupe, Máscara da Morte, não terá uma filha grávida esperando que você abra a porta.) — disse a ele e saiu de câncer.

O canceriano estava estático, parado. Ficou a observar a porta por onde ela saiu. Talves tivesse exagerado, muito, mas agora era tarde, ela se foi, estava sozinho de novo. Mesmo lutando contra, acabou por chorar em silêncio. Era tarde demais, perdera sua única família.

– Vic?!

Ouviu essa mesma frase várias vezes enquanto subia correndo, cada um dos dourados a olhavam preocupados, ela não respondia, lágrimas ainda caiam livremente.

"Por que... por que..."– se perguntava várias vezes enquanto corria. Por que ele foi tão... cruel?! Talvez não conhecesse o cavaleiro de câncer tão bem quanto imaginou...

– Victorie! — Camus se jogou para o lado antes que ela esbarrasse nele. — O que aconteceu?!

Como esperado, a mais nova não respondeu, continuou a correr, rezou para o pisciano não estar em casa, para sua "alegria" ele realmente não apareceu. Entrou na 13°.

– Victorie? O que aconteceu? Por que está chorando? — Shion se assustou com a entrada brusca da menina, mas se preocupou ao vê-la soluçando.

– Shion... p-preciso que me dê um q-quarto aqui na 13°! — pediu em meio a soluços. O ariano não pôde evitar, adentrou em seus pensamentos.

"Aquele idiota..."– apertou os punhos, mas se aproximou dela e abraçou. — Certo, certo... vou providenciar para você. — concordou em tom gentil.

– Obrigada... — resmungou enquanto enxugava o rosto. O ariano suspirou e fez carinho em seus cabelos.

– V-Vic?! — Saori se assustou a princípio. Trocou um olhar com Shion e se aproximou da mesma forma logo começando a acariciar os fios roxo azulados.

O próprio ariano a guiou até o quarto e o mostrou. A canceriana agradeceu, ele a deixou sozinha, arrumou seus pertences e se jogou na cama começando a chorar sem parar até Hypnos ter piedade e levá-la até seu mundo de sonhos.

– VOCÊ FEZ O QUE?! — Shura berrou com o canceriano. Depois de ver a canceriana correr chorando por sua casa, teve de ir verificar. — FICOU MALUCO?!

– Não me enche Shura! Estou com uma dor de cabeça infernal! — bufou irritado, logo colocou o comprimido na boca e o engoliu.

– Como não?! Tem ideia da atrocidade que disse pra ela?! — esbravejou irado. Ainda não conseguia acreditar.

– Não estou nem aí Shura! — mentiu. Claro que estava, mas o orgulho era maior e não admitiria tão cedo.

– Sei... fingiremos que acreditamos. — estreitou os olhos. — Sabe que essa sensação de que "foi trocado" é tudo coisa da sua cabeça, não é?

– NÃO FALE DO QUE NÃO SABE! — explodiu novamente, mas logo se sentou graças a dor de cabeça. — Claro que ela me trocou! Me trocou por aquele filho da puta...

– Ele é seu melhor amigo, imbecil! E nenhum dos dois te largaria, ESSA sua reação, essa sua idiotice, é disso que tiveram medo, e pelo jeito tínhamos razão...

Se viraram para a saída de câncer, Shoran fuzilou o canceriano de forma assassina por longos segundos, mas finalmente se foi. Todos estavam xeretando sua vida agora?!

– Só reze, para que ela não tenha o seu rancor e te perdoe. — Shura disse mais calmo, mas continuava sério.

– Não vou pedir perdão a ninguém. — retrucou e vestiu a armadura, a mesma que o abandonou no Yomotsu, e agora ameaçava lhe largar de novo.

– Onde pensa que vai? — o capricorniano apertou os punhos.

– Mesmo esse lugar tendo mudado, ainda há alguns idiotas que tentam fugir, já que nunca lhes deram um sermão direito, quem vai dar sou eu. — respondeu frio, soltou um sorriso cruel e desceu para os arredores do santuário.

Shura o observou partir com certa tristeza. Ele estava tão mudado... tão... feliz! E agora tudo voltava a estaca zero. O antigo Máscara da Morte estava de volta, logo as almas de câncer poderiam receber novos companheiros.