A Filha de Máscara da Morte

11 Refletindo - Meu Reflexo ou Algo Mais?


Notas iniciais
Oi oi mes anges! Cá estamos com mais um cap ehe! Esse pessoalmente e sinceramente, eu amei escrever *-* Milo - É né, fazer oq, e tá maiorzinho EHE. Precisa virar um louco histério? u.u Espero que gostem Boa leitura =^.^=

Olhou mais uma vez para trás, para ter certeza, e sim, Mei continuava a seguindo com o mesmo ar tranquilo. Se perguntou como alguém como ele foi aprendiz de seu pai, já que o canceriano não tinha um temperamento nada calmo, bem... as vezes.

– Está tão curiosa assim? — ele perguntou meio a um sorriso. Corou violentamente.

– Er... desculpe...

– Não tem por que se desculpar, você nunca ouviu falar de mim, claro que está curiosa sobre tudo. E... até que estou também. — riu levemente. Era uma pessoa muito agradável de se conviver, pelo menos era o que aparentava.

Com o passar dos minutos ficou mais calma e a timidez passou, começaram a conversar normalmente sobre tudo, passando pela arena, fingiram não ver os olhares, alguns talvez surpresos e um em especial, de raiva.

Quando chegaram em câncer, a mais nova assegurou que podia entrar normalmente. Ele assentiu e entraram.

– Pode soltar essa caixa, deve ser terrível ficar carregando ela. — inclinou a cabeça para o lado.

– E é mesmo. — riu e a colocou no canto entre o sofá e a parede. — Pronto... cadê seu pai?

– É o que quero descobrir. Pera... — olhou para os lados. — Pai? Está aqui? — continuou o chamando e balançou a mão na direção de Mei.

O mesmo assentiu e se sentou no sofá mais relaxado e com cara de quem queria dormir.

Victorie ouviu passos no hall, sorriu e se virou. Máscara se aproximou deles, a mais nova pulou e o abraçou pelo pescoço, retribuiu. Mei inclinou a cabeça para o lado curioso.

– Chamou coisinha? — perguntou.

– Uhun, tem... uma pessoa que queria te apresentar. — sorriu. Ele fechou a cara. — Que foi?

– Quem é o LOUCO que chegou perto de você? — estreitou os olhos. Ela corou.

– CALMA! NÃO É NENHUM NAMORADO NÃO! — exclamou envergonhada. Ele arqueou a sobrancelha. — É sério! — Mei segurava o riso ao fundo. Quem diria que seu mestre se tornou um pai ciumento?

– Certo... quem é então? — perguntou em tom de tédio.

– Não se lembra de mim? Me sinto traído! — Mei se pronunciou, se aproximou deles com uma feição indignada. — Que horrível!

– Mei? É... você mesmo? — arregalou levemente os olhos. — Não te vejo mais desde...

– Que eu tinha uns 15 anos, eu sei, mas não sabia que o motivo seria tão "especial" — riu. Victorie inclinou a cabeça para o lado.

– Pivete! — sorriu divertido e bagunçou os cabelos prateados do mais novo. — Você não precisou tanto de mim vai! Conseguiu a armadura de Cabeleira de Berenice, está muito bem.

– Aff! Tá bem, vou aceitar pensar que ninguém me ama! — fingiu chateação. Victorie balançou a cabeça.

– Ai minha Atena... — suspirou. — Quer ficar e aproveitar pra jantar? — sorriu levemente a Mei.

– Ok... não tem problema, tem, senhor de escravos? — olhou para o canceriano duvido.

– Claro que não, fique e... senhor de escravos? PIVETE! — deu um tapa na cabeça do mais novo irritado. — Até parece que eu te tratava como escravo!

– Então né... — sorriu com uma pitada de deboche.

Horas mais tarde, preparam um jantar totalmente italiano. Comeram em meio a conversas animadas.

Como Mei não pôde deixar passar, em determinado momento afastou Victorie, e deu um pequeno um pequeno soco em uma colher cheia, a mesma de imediato voou acertando um lado do rosto do canceriano. A canceriana simplesmente segurou o riso e fugiu para o quarto antes que fosse atingida por uma possível guerra de comida.

– Maldita insonia... — bufou nervosa. Havia dias que simplesmente o sono não vinha. Estava tarde já, devia dormir, mas quem disse que conseguia?

Se levantou ainda de camisola, tateou o quarto no escuro procurando o guarda-roupa, quando o achou pegou um vestido curto verde musgo e vestiu, deixou os cabelos soltos, se não andasse ao menos um pouco, o sono não viria.

– Pra minha infelicidade... — resmungou e saiu de câncer em silêncio. — Não acordem o papai, por favor! — implorou às almas que ali voavam e saiu.

Andou na área próxima ao bosque, longe do santuário e de qualquer um que quisesse lhe fazer mal. Havia um lago ali perto, poderia ficar sentada com os pés ali por uma hora ou duas.

Sorriu com a ideia e se aproximou dali. Arregalou levemente os olhos ao ver ninguém menos que Camus encostado a uma árvore, parecia dormir.

– Insonia de novo? — perguntou sem abrir os olhos em tom de voz tranquilo.

– É... as vezes acontece. — corou levemente.

– Não precisa ficar aí parada como se eu fosse atacar você, pode vir. — sorriu levemente, ela retribuiu. Uma das melhores companhia para ficar em silêncio, era o cavaleiro de aquário.

Se aproximou e sentou do lado do mais velho e ficou a olhar o efeito da luz da lua sobre a água do lago.

– Se lembra? Da loucura que me fez fazer pra você? — Camus deu uma leve risada ao abrir os olhos e encarar o lago.

– Hm? AH SIM! Me lembro sim! — ela bateu a mão enquanto ria. — Foi divertido! — bateu palminhas.

Flash back on

– Cam! — a pequena Victorie, 2 anos, engatinhou até o aquariano, andar lhe dava preguiça, e quase sempre caia mesmo.

– O que foi coisinha? — a olhou curioso logo fechando o livro.

Os dois cancerianos estavam ao lado do lago, o mais velho decidiu distraí-la a levando para lá. Encontraram o canceriano por acaso naquele lugar.

– Gelo! — apontou para a água do lago, os olhinhos chocolates brilhavam. Ele suspirou pesadamente.

Era perigoso? Claro, mas ela não faria nenhuma loucura, além do mais, se molhar um pouco para impedir que se acidentasse não custava nada.

A pegou no colo sob o olhar atento do pai da pequena e elevou levemente o cosmo, uma parte da água congelou, a colocou encima do gelo, a menor bateu palminhas animada.

– GELO! — deu gostosas risadas, o aquariano sorriu. Começou a engatinhar para a borda.

Camus para garantir congelava mais água a frente enquanto ela andava, o canceriano se descabelava por dentro de pavor. Na volta o outro a pegou no colo.

– Sua doida! Não devia ir até as pontas, quase morri congelando isso aqui! — a repreendeu.

– Diculpa... — Victorie se encostou nele. O aquariano balançou a cabeça e riu. — bem?

– Tá tudo bem, tudo bem.

Flash back off

Riram com a lembrança, sempre que pôde, Victorie arranjava alguma diversão com eles, mesmo que não demonstrassem, os dourado se divertiam brincando com ela, até hoje se divertiam.

– Não vai me pedir pra fazer isso de novo, vai? — perguntou cínico.

– Não... pelo menos não... — ela deu um demorado bocejo. — não hoje... qualquer dia desses eu peço... — sentia as pálpebras pesadas.

– Pelo menos o sono voltou. — disse normalmente. — Deve estar cansada, melhor que eu te leve, de noite é perigoso. — sorriu e se levantou.

– Como quiser...

Camus estendeu a mão, ela a segurou, mas não levantou, o sono voltou com força total. O mais velho teve que dar um puxão para que levantasse e seguiram para câncer, após deixá-la subiu para aquário.

Seus pensamentos borbulhavam, mais indecisos que tudo. Olhava para o teto distraído, o teto simples e sem nada, era como desejava que sua cabeça estivesse, pouparia uma tremenda dor de cabeça.

"Isso não é certo... de maneira alguma..."– reclamou em pensamento. Queria poder se convencer disso.

Se levantou do tapete onde havia se deitado por motivo aparentemente nenhum, os cabelos azuis piscina estavam levemente bagunçados, não deu atenção.

Andou pela casa, ninguém viria, estava em paz e sozinho. Observava cada detalhe da casa, tudo bem organizado e belo, como ele, mas sentia que algo estava diferente.

Cada espelho que havia em casa parecia reforçar quem ele era, um cavaleiro de Atena narcisista e arrogante. Se olhou em um deles com mais seriedade do que em qualquer momento de sua vida.

Lutou no inferno, deixou todo seu orgulho e arrogância de lado, para lutar por Atena, pôde até ter morrido, e todos terem sido perdoados e revividos, mas parece que uma parte de si não mudou.

– Aquele reflexo é você, entenda isso! — disse para a imagem que se mostrava no espelho, tentando se convencer. — Você não é capaz de amar mais ninguém!

Aqueles espelhos diziam que sim, que ele não era capaz de amar ninguém além de si mesmo, mostravam seu eu externo, mas algo dizia que não, ele podia amar, uma sensação agradável vindo de dentro de si, seu eu interno tentava lhe convencer do que era certo.

Fazia o possível para ignorar, mas estava tão difícil... era errado! Pensou ele, ela era praticamente sua sobrinha, mesmo que não de sangue, e... tinha Máscara...

– Esqueça essa visão! Esqueça esse sentimento exagerado, não faz bem para você e nem ela, seu idiota! — gritou furioso, aquilo o estava endoidando.

Por que era tão difícil? Por que logo ela? Até mesmo a própria cara de raiva no espelho o estava irritando, lembrou-se de quando viu Saga e ela encostados. Encheu-se ainda mais de ódio.

– ... Merda... — disse baixinho, arregalou os olhos ao sentir algo molhado lhe tocar o braço.

Estilhaços de vidro estavam espalhados pelo chão, sangue pingava de sua mão ferida, o espelho ficou completamente quebrado e trincado. Ao olhar bem o que tinha sentido no braço pôde reconhecer, uma lágrima.

– O que...

O que era ciúme para uma pessoa como ele? Tentava entender, mas era a pior sensação que sentiu na vida. Deu as costas indo para o quarto, secou as lágrimas que ameaçavam vir em seus olhos, uma dor de cabeça insistente se instalava, não deu atenção.

– MALDIÇÃO! — esbravejou Mei, desviava dos diversos golpes do canceriano. — Eu ainda quero viver sabia?!

– É mesmo? Então lute, pivete! — riu desferindo diversos socos no mais novo, desviou de todos com certa facilidade. — Impressionado por eu ser pai?

– Como...? — era uma armadilha, se distraiu na conversa. Foi calado com um soco do mais velho e caiu no chão a alguns metros. — Seu... — resmungou de dor massageando o rosto.

– Eita... — Victorie estava sentada numa pilastra quebrada, havia caído e estava usando como assento.

– Não se distraia tanto, sequer olhe na cara do infeliz. — Máscara cruzou os braços esperando ele se levantar.

– Percebe-se. — se levantou e ficou em posição logo avançando no outro novamente.

A canceriana girava seu pingente nos dedos distraída, decidiu deixar os dois treinando sozinhos.

Tentava lutar contra isso, mas seu coraçãozinho insistia naquilo, por fim decidiu alegrá-lo. Subiu para peixes saltitando.

– Dih? Está em casa? — olhou para os lados na entrada. Não viu ninguémne decidiu entrar. — Afrodite?

– ... Vic? — ouviu a viz do pisciano, logo seguida de um leve arrepio. Mas estranhou, estava fraca e parecia cansada. — É você...?

– Sou. — respondeu e o procurou pela casa, não estava em lugar nenhum. Entrou no quarto por fim. — DIH!

O pisciano torceu a cara por conta do grito e levou a mão a testa. Havia se deitado na cama para tentar dormir, sem qualquer sucesso, infelizmente.

– Não grita... por favor... — resmungou. Ela se desculpou corando e se aproximou dele.

– Céus... o que aconteceu com você? — perguntou baixinho preocupada, tocou a testa do mais velho. — Tá fervendo...

– Não sei, começou só com uma dor de cabeça... depois me senti fraco. — explicou resumidamente. Ela correu para o banheiro e voltou com um kit de primeiros socorros. — Eu vou ficar bem...

– Não! Vou ajudar você! — retrucou. Pegou um pano e o molhou logo colocando na testa do mais velho. — Precisa de um remédio...

O pisciano a fitava enquanto ela trabalhava, buscou pela caixinha e saiu do quarto, logo estava de volta com um copo d'água, com um pouco de esforço conseguiu engolir.

– Descanse, ok? — ela sorriu. Se aproximou dele e tirou o pano e tocou sua testa, estava com o rosto mais próximo. — Tá baixando, ainda bem.

"Está perto demais... perigoso demais..."– o cavaleiro engoliu em seco.

Estava tão bonita... ou seria efeito da febre, lhe causando alucinações? Não estava nem aí.

A admirou, os cabelos roxo-azulados estavam soltos e caiam em cascatas para o lado, os olhos castanhos preocupados e com o brilho de doçura de sempre, o vestido branco a deixava linda e com ar de pureza, tinha um pequeno decote, mas era suficiente para sua cabeça viajar... e lhe causar vontade de se bater.

– Ei... — em alguma espécie de ato de insanidade, tocou a bochecha dela e se manteve em silêncio. Ela corou.

– A-a febre e-está... — se embolava nas palavras. Aquilo não era bom. Dizia sua razão, mas algo a impediu de se afastar.

Ficaram minutos assim, nenhum dos dois se mexeu. Olhando fundo um nos olhos do outro, fez um leve carinho em sua bochecha a deixando mais corada.

Logo depois retirou rapidamente a mão quando se deu conta do absurdo que podia acabar fazendo. Virou o rosto pela vergonha. Victorie terminou de tratar dele e se afastava indo até a porta.

– Espera! — fez um esforço. A garganta doeu ao elevar a voz.

– O que foi Dih? — se virou e o fitou. Parecia mais calma e serena agora.

– Não me deixe sozinho... — resmungou. Se sentia uma criança precisando da mãe depois de um pesadelo. Mas a queria por perto.

– Não vou. — sorriu o surpreendendo. Se aproximou e puxou uma cadeira do canto a colocando do lado da cama. — Vou ficar aqui.

– Obrigado... — sorriu levemente, passado o incômodo, adormeceu. Pouco depois ela acabou adormecendo também debruçada sobre o colchão.