A Filha de Máscara da Morte
18 O pior pesadelo e um novo amigo.
Notas iniciais
Oi oi mes anges!
Mais um cap para vocês ehe!
Fiquei tão feliz quando fui vendo vários comentários, de caps anteriores, isso dá uma alegria tão grande ;u;
Milo - Ia sair pulando pela casa
Ia msm ^^
Espero que gostem
Boa leitura =^.^=
– O que podemos fazer... — mordeu o lábio inferior procurando pensar. — Não é impossível, reis antigos levavam várias e várias caças numa boa...– Vai Sherlock de ouro de sagitário, pense mio caro (N.A meu querido) — riu. Eles tinham bastante tempo, daria para pensar tranquilamente.Observava o animal distraída quando uma brisa forte fez as folhas mais frágeis voaram das árvores e passarem por eles, estavam no outono, sua estação preferida.Se perdia em pensamentos quando ouviu o som da corda. Fitou Aiolos e se surpreendeu ao vê-lo com o arco preparado e um olhar e cosmo agressivos.– Olos... — ia se levantar, mas ele a impediu.– Não. se mexa, Victorie. — disse entredentes sem tirar os olhos do que avistou.A canceriana seguiu o olhar de seus olhos verdes. Arregalou os olhos e soltou um guincho um tanto quanto alto.O que Aiolos viu era SIM um perigo, olhou pasma para a criatura a frente deles que os fitava de maneira agressiva também. A parte da frente era de uma águia, a de trás, um leão, seus pelos e penas eram totalmente negros como a noite, as asas enormes abriam e fechavam, os olhos alaranjados os fitavam.– Grifo... — rosnou o sagitariano. — Se eu soubesse que ele ainda estava vivo, teria te levado a um outro ponto.– ... "Ainda"? — Victorie o fitou, não ousava mexer um centímetro, o coração batia descompassado, tinha que admitir, estava com medo da criatura, muito medo.– Ele vive aqui a milênios, praticamente ninguém fala dessa floresta ou vem pra cá por causa dele! Com tantos anos de idade achei que já estaria morto. — explicou. Ela olhou, mais calma agora, para o grifo.O animal parecia querer o cervo apenas, não tinha interesse em atacá-los. O viu dar alguns desconfiados passos, pretendia entregar a ele, mas não houve tempo.Quando ele se aproximou mais, Aiolos ia soltar a flecha diretamente em sua cabeça.– NÃO MACHUCA ELE! — berrou ao empurrá-lo para o lado, a flecha se soltou e passou pela asa do grifo, fazendo feio corte.– VICTORIE! — a olhou incrédulo por vê-la o impedindo que matasse a criatura mitológica.Não poderia deixar, não iria deixar que ele morresse, matar era algo abominável em sua visão. O grifo urrou de dor e caiu deitado no chão, as asas são o que o ajudam a ter equilíbrio, sem elas, não conseguia sequer se manter sobre as quatro patas direito.– O que... você... está pensando...– Não machuca ele... ele não fez nada! — um bolo se formou em sua garganta, mas reprimiu o choro.Mesmo ainda podendo ser perigoso, correu até o grifo e sentou sobre os joelhos aos seu lado. Ele tentava se reerguer, mexia as asas e abria o bico furioso.– Victorie... saia daí. — disse agora com mais suavidade, mas pegando uma nova flecha.– Não! — estreitou os olhos, ele fez o mesmo. Com cuidado, conseguiu tocar o rosto do animal, ele relutou, mas no fim o ferimento o prejudicou, se manteve quieto e se rendeu ao toque da canceriana.Aiolos deixou o arco cair, puxou os cabelos sem acreditar, seria crucificado de certeza por Afrodite se soubesse que deixou a "fofinha" dele encostar num grifo.– Ele...– Acho que vai ficar bem, não foi feio. — sorriu docemente e olhou para o animal. — Ei.. não vou te machucar... ok? Podemos sair em paz? — os olhos castanhos fitavam os de falcão alaranjados.Aiolos inclinou a cabeça para o lado vendo ela tratá-lo como se fosse um animal doméstico normal e indefeso.O grifo piou baixinho, a canceriana o ajudou a se levantar, mas com certo cuidado para não causar desconfiança de novo.– Vá! Você pode esquecer que nos viu e esqueceremos de você, ninguém vai te machucar. — sorriu. A criatura mitológica hesitou, mas então surpreendeu ambos fazendo uma reverência e sumiu em meio as árvores. — O que...– Você conquistou o respeito dele. Considere-se um ser de sorte mocinha, eles não são amigáveis tão fácil. — Aiolos riu e bagunçou seus cabelos. — Agora se vier aqui, apenas reverencie de volta a ele e poderá tocá-lo de novo.Ambos sorriram voltaram até o cervo. Aiolos até que em fim pensou em uma maneira. O colocou nas costas, se recusou a deixar ela carregar também. Começaram a rumar de volta para o santuário.
– Minhas costas! — exclamou choroso.– Bem Olos... quem teve a ideia foi você. — riu. — Você que não quis me deixar ajudar. — olhou para a cara de cachorro que caiu da mudança de Aiolos e riu novamente.A ariana saltitava e assobiava enquanto seguia para leão alegremente. Milo a fitava com um olhar desesperado.– Para de pular meu deus! — puxou os cabelos roxos.– Eu estou bem Milo, relaxe, deixe eu ser feliz. — balançou a mão enquanto ria, aparentemente, sem motivo. Milo bufou, ela soltou um grito de susto quando ele a pegou no colo. — QUER QUE EU MORRA DO CORAÇÃO?! SUA MAÇÃ HUMANA!– Não quero que meu filhote tenha labirintite! — fez bico emburrado, ela fez um facepalm.– Ai deuses... — balançou a cabeça. — Se é assim... Leve-me escravo! — riu e se aconchegou no peito do escorpiano.– Escravo... orras!– Vou pensar no seu caso, seja um bom escorpião que eu TALVEZ te dê uma carta de euforia. — riu e o beijou.Só quando pararam nas escadarias de leão que Milo atendeu aos pedidos raivosos da esposa e a colocou no chão.– Demonho. — estreitou os olhos, mas sorriu ao entrar em leão. — Aiolia? Lyra? Sho? — olhou para os lados os procurando.– MAMÃE! — Shoran surgiu correndo e se jogou nos braços da mãe a abraçando.– Escandaloso... — brincou Lyra que se aproximou deles, olhou para Milo em seguida. — PAPAAAAAAAAAAAAI! — berrou ao se jogar no pai e o esmagar num abraço.– A-ar...– Mamãe, isso é bullying! Ela tá sendo hipócrita! — o gêmeos fez bico. Os pais riram.– Vocês dois... venham, temos notícias a dar. — Milo puxou Lyra pela mão, Kalika e Shoran os seguiram e pararam no pequeno jardim do leonino.– O que houve? — disseram em coro e inclinaram a cabeça para o mesmo lado. Aquela sincronia sempre divertiu os dois.– Bem... Lyra — olhou para a filha que o fitou. — Você terá muitas compras a fazer com sua mãe.– Com... pras? — arqueou a sobrancelha sem entender.– Aham, sapatinhos, roupinhas, brinquedos... eu vou falir com certeza... — acabou viajando nos próprios pensamentos, mas logo "voltou". — Mas tudo bem. — sorriu.– E Shoran — Kalika olhou para o filho. — Acho que vai gostar de passear pelo santuário com ele. — sorriu plenamente feliz.Os gêmeos piscaram os olhos azuis claros, confusos. Logo os dois se voltaram para o ventre da mãe. Milo só estava esperando pela reação.– AAAAAAAAAAAAAH! VAMOS TER UM IRMÃOZINHO! — berraram ambos e se jogaram na mãe a abraçando forte.– Meus ouvidos. — riu o escorpiano enquanto massageava os ouvidos. Viu a esposa olhar para os gêmeos emocionada, fazia carinho no cabelo de ambos.Era uma família pequena, mas bem unida. Desde que Mu a escolheu como uma segunda discípula, já que Kiki não era fã de lutar, foi de imediato que se apaixonaram. Tiveram alguns problemas com o pai da garota, mas tudo correu bem e agora, estavam ali, apreciando a chegada de outro membro da família.– Vic tá treinando com Aiolos... vamos contar pra ela depois. — Lyra sorriu feliz. — Ela vai ficar feliz!– Vai. — Shoran sorriu da mesma forma. — Agora... — se virou para o pai. — Mamãe NÃO vai treinar nem um pouco, certo? — estreitou os olhos para a ariana.– É claro! Nem precisa me perguntar isso, sequer vai erguer uma mão! — assentiu com firmeza e sorriu. A amazona fez um facepalm.Se jogou na cama depois de um banho quente, embora a esperança que o mesmo te relaxasse não tenha funcionado.– Inferno... — bufou se acomodando nos lençóis e adormeceu pouco depois.Sonho onSe viu num lugar estranho, não era seu quarto, não era o santuário. Olhou em volta, arregalou os olhos ao ouvir aquela voz.– Mephisto querido...Se virou lentamente para a dona daquela voz. Nunca achou que ouviria novamente, novamente estaria de frente... para sua mãe.– Senhora Victorie...– arregalou os olhos ainda mais ao ver a si mesmo, criança. Seu "outro eu" tinha um olhar assustado, ah como se lembrava desse medo.– Pode me chamar de mãe meu amor. — ela sorriu, se lembrava do quando aquele sorriso era assustador pra si.– Tá bem...– o pequeno sorriu tímido. Ela retribuiu e fez carinho em seus cabelos.– Vá lá tirar as roupas que eu te ajudo no banho já já. – sorriu novamente. Ele assentiu e subiu correndo. Ah se soubesse naquela época o que ela realmente faria...– Pare... eu não quero ver isso... - puxou os próprios cabelos. Aquilo era torturante de se ver. — Me deixe acordar... — disse baixinho.Acabou sendo diretamente levado ao banheiro, lá, viu novamente a si mesmo dentro da banheira. Era um banheiro simples, a casa era simples. Victorie entrou no banheiro, pegou o shampoo e começou a passar nos cabelos do filho.– Você gosta de mim?– ela perguntou com voz suave.– S-sim senh... mamãe.– sorriu levemente, apreciando o carinho, aquele dia... foi o único que ela o tratou bem...– Que bom meu amor.– sorriu e segurou seus ombros. O forçou para baixo fazendo com que submergisse. Via a si mesmo se debatendo na água. - Seu demôniozinho...– Pare... pare... — fechava os olhos com força. Água escorria da banheira, ainda estava lá embaixo... se afogando. — PARE! — berrou. Tudo girou e sumiu.Quando abriu os olhos de novo, ainda não estava no seu quarto, pensou o pior, mas não era nada do que pensava.Olhou para si mesmo, a pouco tempo poderia dizer. Victorie, a verdadeira, sua filha, corria sem parar pelo campo.– Vai cair de tontura assim. – abriu um dos olhos para olhá-la quando se aproximou. Tinha algumas margaridas nas mãos. - Que isso?– É pra você papai.– sorriu e entregou a ele, mesmo hesitando, aceitou o presente. Ela se sentou ao seu lado. — Te amo. – duas palavras... duas palavras que nunca ouviu antes de ninguém.– ... Também te amo.– respondeu por fim e sorriu.Fitou a cena com certa tristeza, por que agora, quando se desentendiam, sua mente maquinava aqueles sonhos, para deixá-lo pior?– Você só ficará pior se continuar com isso. — ouviu uma voz feminina, mas não era sua mãe. Graças aos céus! Pensou ele. — Não, não sou sua mãe, sou Electra, ou Hera se preferir.– HERA?! — se virou para ela. A própria deusa das deusas estava ali na sua frente? O que mais faltava ver?!– Sim, eu. Gostou das visões que lhe mostrei? — ela sorriu de leve. Era uma mulher bonita, parecia uns 23 anos. Cabelos extremamente longos e loiro platinados, olhos em tom de azul marinho, vestia roupas verde escuras.– Sua... por que me fez lembrar disso?! E me mostrar uma lembrança bonitinha depois?!– Para que tentasse enxergar, você foi maltratado, eu sei, sou a deusa das famílias, e o SEU caso tem me intrigado. — ela sorriu. — Ficou amargurado tanto tempo... tsk tsk.– Por que veio me encher também? — não ligava se estava falando com nada mais do que a deusa mais poderosa do Olimpo, rever sua mãe era o inferno, e ela o fez vê-la.– Ficou tão apegado à primeira pessoa que te amou, que isso lhe consumiu e a fez se afastar, que irônico.– Diga logo o que você quer! Eu não quero saber! Não ligo... — mentiu.– Não minta para mim. — seu tom de voz agora era sombrio. Ele engoliu em seco. — Você sente a falta dela, mas seu orgulho é maior, seu medo de perder a única coisa que te amou sendo quem é. — disse sem piedade.– ... De que adianta? Ela me odeia. — resmungou.– Ela não conseguiria. — sorriu levemente. — Quem pode mudar tudo isso é você. Adeus, Mephisto de câncer. — sumiu, logo em seguida tudo ao redor sumiu também.Sonho offDepois de um senhor trabalho, conseguiram levar o cervo até as cozinhas da 13° depois de falarem com Shion e o mesmo concordar em fazer um jantar para os moradores das 12 casas.– Quero só ver! — Aiolia esfregou as mãos. Todos já estavam reunidos, o estômago roncando de fome ao sentirem o cheiro gostoso pelo ar.– Guloso! — Aiolos balançou a cabeça.– Não foi ele que matou um cervo de uns 90 quilos ou mais. — Saga riu sendo seguido do gêmeo e logo depois de todos.– Af! — fez bico.Victorie observou todos enquanto sorria, gostava de olhar para os cavaleiros de ouro e pensar, todos eram sua família. Sentiu-se ser abraçada.– Oi Dih. — sorriu ainda mais. — Como vai mio pesce? (N.A meu peixe)
– Melhor agora, quero só ver o tamanho desse bicho pronto. — o pisciano riu e a beijou.– Vou te entupir de comida! — Milo abraçou a ariana que respirou fundo.– Coitada, até parece que quer deixar ela gorda! — Mu balançou a cabeça, sua telepatia lhe possibilitou saber o motivo, mas não contou para ninguém, eles o fariam logo.– Talvez... — o escorpiano viajou arrancando risadas do ariano.Pouco depois serviram a comida, rodearam a mesa com água na boca vendo todas as comidas saborosas que haviam na mesa. Se serviram e ficaram a conversar.– Estávamos precisando de um jantar assim, Kanon quase explodiu a cozinha. — Saga fez um facepalm choroso. O gêmeos o fuzilou.– E ao menos temos algo para comemorar. — Milo sorriu. Os demais sabiam muito bem que não era sobre os cancerianos.– Ié? — perguntou Dohko. Os 30 pares de olhos se viraram para Kalika que corou e enfio o rosto nas costas do amado.– EHE MILO! — exclamaram em comemorações. Camus e Mu riam de como a ariana estava escarlate, o escorpiano nem tanto, mas estava também.– Kali! — Victorie sorriu de pura alegria e abraçou a amazona. Ela retribuiu, tinha lágrimas nos olhos. — Parabéns! Que mês começou?Um pequeno silêncio se fez presente. Isso antes de todos os cavaleiros de ouro começarem a bater boca um com o outro. Depois de terem as 3 crianças, Victorie, Shoran e Lyra por perto, sendo discípulos, a ideia de treinar uma criança se tornou maravilhosa.– É GEMINIANO! — Saga e Kanon berraram em uníssono.– DEIXEM DE BURRICE! É LIBRIANO! — Dohko estreitou os olhos.– Bem... é... maio. — Kalika sorriu. Novamente ficaram em silêncio, todos os olharem se viraram, de puro veneno e assassino, para Shura.– ... VAI SER CAPRICORNIANO! CHUPEM SEUS OTÁRIOS! — o dourado gargalhou, todos iam partir para cima dele quando viram Shion voltar, ele havia saído antes da notícia ser dada.– O que... houve? — perguntou sério. Ninguém abriu a boca. — Ein?– Só estávamos comemorando por que... Milo vai ser pai, de novo. — Afrodite explicou e sorriu levemente. MAS tinham um receio em mente.Shion permaneceu em silêncio, seus olhos rosados, curiosamente iguais aos da ariana, rodaram pela mesa até acharem uma faca e se virou para Milo.– Er... mestre?– ... O que... VOCÊ FEZ COM A MINHA FILHINHA?! — berrou furioso. Usou telecinese e algumas das facas começaram a segui-lo.Todos seguravam o riso ao ver o escorpiano correr. Uma das coisas mais... "estranhas" daquele lugar era que, sim, Shion era pai de Kalika, a adotou quando criança ainda, pouquíssimos sabiam disso, as únicas coisas que os deixavam parecidos eram os cabelos claros e olhos rosas.O jantar se passou tranquilamente, ou quase. Mas se divertiram de qualquer maneira, só voltaram para casa quando estava realmente tarde.
Notas finais
https://fanfiction.com.br/historia/664135/LupusEtAgnus/
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