Notas iniciais
Oi oi mes anges! Desculpe pela demora extra, a correria dos dias de natal me tomou e não consegui terminar as partes que faltavam kkk Cá estamos com mais um cap ehee! Milo - ÉÉÉÉÉ! Espero que gostem, aguardo voceês nos comentários *-* Boa leitura =^.^=




Se espremiam na pilastra da entrada de aries para poder ler o anúncio, seria um novidade. E das boas, como disse Kanon, Shion estava bem festivo de uns tempos pra cá.

– Shion tá fã de festas ein? — riu Dohko quando terminou de ler.

– Pois é né, e pelo jeito é uma festa apenas para nós, já que o mestre resolveu colar aqui em aries só. Ninguém sabe de nada lá em baixo. — Mu comentou. Os demais assentiram.

– Você vai também, Shaka? — Victorie se virou para Shaka em meio a um sorriso. Ele a "olhou".

– Não sei, não sou fã de festas. — deu de ombros. Ela fez um bico choroso. — O que foi? — a fitou preocupado. Afrodite segurava o riso, enquanto podia.

– Mas vá! Por favooooooor! — juntou as mãos se aproximando dele, os olhinos chocolates brilhando. — Não tem graça se não for todos nós!

– Er...

– Por favor Shaka! Vá também, mesmo que fique quieto sentado em algum lugar! — entrelaçou as mãos se aproximando cada vez enquanto o mais velho tentava recuar.

– T-tá bem! Pensarei no seu caso. — suspirou derrotado. Ela saiu pulando aos berros alegre pela casa dos arianos, os demais riam.

– Tá bem meu amigo? — Mu riu ao se virou para Shaka. Ele apenas assentiu.

– Uma festa de natal só para nós... — Milo disse distraído. — Uma festa em que se junta a família toda....

Os dourados, junto com Kalika, ficaram em silêncio. De certa forma, eram uma família, conviveram juntos desde pequenos, Shion e Dohko eram amigos há séculos, cuidaram juntos dos pequenos dourados, Kalika foi adotada por Shion como uma filha, passaram por guerras, mortes, mas juntos. Eram uma família no fim.

– E uma que iremos! — Afrodite sorriu. Alguns ainda não acreditavam na sua mudança, mas estava bem diante de seus olhos. — COMPRAS! — mas como sempre foi, um berro histérico.

– Dite... você... tá bem? — Victorie arqueou a sobrancelha. Soltou um berro de susto quando o pisciano a puxou pela mão. — SOCORRO!

– Vamos comprar vamos?! — perguntou com os olhos brilhando. A canceriana não teve como negar o pedido do amado, se deixou ser arrastada. Quase atropelando todos.

O pisciano olhava para todos os lados animado, procurando algo ideal. A canceriana apenas ria de sua animação, sempre achou divertido o jeito dele.

– Vejamos vejamos... ficaria melhor em você o verde? Ou vermelho? — se virou para Victorie e segurou seu rosto delicadamente a analisando. — Com essa pele clarinha o vermelho ficará melhor!

– Já foi estilista Dih? — ela perguntou curiosa.

– Não, por que coisinha fofa? — apertou sua bochecha de leve.

– Por que você até que tem jeito pra isso, basta chegar a ocasião e voilá! Entra o espírito. — riu.

– Talvez, não sei. — riu ao dar de ombros. Se viraram ao ver uma figura conhecida. — Kali! Andando sozinha no seu estado? Não é lá muito seguro. — estreitou os olhos.

– Calma Afrodite, não estou tão ruim assim. — riu. — Não vai acontecer nada.

Kalika já estava com seus oito meses. Não faltava muito para a chegada do novo(a) membro das doze casas e futuro(a) discípulo(a) de Shura. Usava vestidos leves e soltinhos, a barriga bem saliente.

– Mesmo assim, é perigoso. — foi a vez de Victorie estreitar os olhos. — Não vá me dizer que você despistou Milo em casa e veio pra cá! — pediu, ela sorriu amarelo. — MÃE! — exclamou indignada.

Afrodite sorriu a Victorie quando ela a chamou de mãe.

– Eu estou bem pequena canceriana, relaxe. — riu ela e se aproximou. — Compras para natal?

– Exato! — exclamou Afrodite em tom histérico. Ambas riram.

Acabaram fazendo as compras juntos, Victorie sempre perguntando se a ariana sentia algo, dor, cansaço. Tanto Kalika quanto Afrodite riam da preocupação. Victorie se virou para Kalika quando sentaram numa pequena cafeteria.

– Posso...

– Claro, não precisa me pedir. — sorriu.
Aproximou a mão e depositou com cuidado no ventre da mais velha fazendo um leve carinho. Soltou uma pequena exclamação ao sentir um chute, logo sorriu.

– Está lhe dizendo oi. — Kalika sorriu, Victorie babava enquanto tinha uma.pequena conversa com o bebê. — Está bem? — olhou para Afrodite que tinha um olhar direcionado à canceriana, distraído.

– Tô sim.

Era meio comum, e quase que imediato. Bastava ver a mulher que amava interagindo de forma tão doce com uma criança, ou com a da amiga, que logo viria, que a imagem se formava em sua cabeça.

Já conseguia se ver em seu jardim, logo pequenas criancinhas de cabelos azul piscina e olhinhos castanhos corriam para fora de casa enquanto ela os chamava de volta...

– Certeza Dih? — Victorie se virou para ele dessa vez. Ele assentiu alegre. — Se você diz. — sorriu.

Voltaram as compras depois de comer. Ficaram até de tarde por Rodório, Mu vrio pessoalmente buscar a discípula antes que Milo viesse berrando aos quatro cantos do mundo. Afrodite e Victorie voltaram pouco depois.

– Preparada? Vou te encher de comida até ficar gorda! — Máscara riu quando a canceriana se aproximou.

Vestiam tudo entre tons de vermelho e verde com detalhes dourados e alguns prateados.

Victorie vestiu um vestido vermelho até o joelho de alcinha, uma faixa de mesma cor adornava a cintura. Os longos cabelos foram cortados, para o infarto do pai que os amava, agora estavam na altura dos seios.

– Menos, menos. — riu e o abraçou. — Mas vamos comer muito! — bateu palminhas.

– Ah vamos! E... ainda não creio que cortou o cabelo! — exclamou choroso. Ela riu mais alto daquilo. — NÃO RIA!

– Já ri papai. — piscou inocente. — Vamos logo! — o puxou pela mão. Ele se deixou ser levado e subiram escadarias acima, os outros que ainda não tinham subido os acompanhavam.

A 13° estava belissimamente decorada. Shion (de alguma maneira que ninguém sabia, magia negra segundo Dohko, como fez) arranjou um enorme pinheiro, estava bem ajeitado no centro do salão, decorações de todos os tipos enfeitavam a árvore, decorações nas paredes, teto e mesa. Várias comidas de várias culturas enfeitavam a mesa, com ajuda de Camus e Hyoga, estátuas de gelo enfeitavam os cantos. Músicas variadas (mas a preferência de natal) tocavam.

– Que lindo! — tanto Saga e Kanon, quanto Shoran e Lyra, exclamaram em uníssono fazendo todos rirem pela sincronia mais que absurda.

– Meu deus! Quanta comida! — Aiolia esfregou as mãos babando e correu para as mesas para "paquerar" as comidas.

– Meu irmão nunca muda... — Aiolos fez um facepalm. Se virou para os outros. — Salvem o que desejam comer.

– Olia não muda... tsk tsk. — Kalika balançou a cabeça. — Milo — se virou para o marido. — Eu quero um pedaço grande de tender com guaraná por cima. — fez bico. — Se você não achar... espero que tenha equipamento para acampar... — sibilou em tom sombrio.

– CLARO QUE EU PEGO MEU AMOR! — sorriu amarelo e correu pelas mesas buscando o que a amada queria, os outros gargalhavam vendo o escorpião arrogante naquele estado.

Se espalharam por todo o salão conversando, comendo, rindo e se divertindo na companhia um do outro. Shion ficou orgulho pelo outro.

Os 5 cavaleiros de bronze, Hyoga, Shun, Ikki, Shiryu e Seiya, foram arrastados por Saori para a festa, Ikki se deu muito bem com os 3 leoninos, Lyra um pouquinho mais... Shiryu ficou conversando com Dohko, Seiya ficou a rir com Aiolos, Shun uma conversa agradável com Shaka e Afrodite e Hyoga junto à Camus e consequentemente, Milo e Kalika.

– P-Pai... — puxou a blusa do pai, estavam conversando com Shura, Saga e Kanon.

– O que houve Vic? — Máscara se virou para ela. Ela apontou trêmula para o meio do salão.

– MEU DEUS! — Saga se levantou da cadeira ao ver o mesmo que a menor.

No momento tocava Lean On, no meio do salão, Dohko e Shion, aparentemente alterados pela bebida, dançavam a coreografia na maior alegria da Terra, requebrando, se remexendo, fazendo tudo que a coreografia mandava, vez ou outra cantavam também.

– ... FILMA CAMYU! FILMA MEU PAI E DOH! — Kalika sacudiu o aquariano como se não houvesse amanhã. O mesmo correu por aí buscando uma câmera, logo que a achou começou a filmar a cena.

Todos por pura zoeira, aplaudiram a performance do mestre e de seu fiel escudeiro, quando a música acabou, Shiryu e Kalika foram até lá e os fizeram sentar e pediram canecas fumegantes de café.

– Essa foi... A MELHOR DANÇA QUE EU JÁ VI! — Victorie berrou animada na mesa ainda rindo, os outros a acompanharam.

Quando a "linda" cena passou, voltaram a papear e comer. Se reuniram perto da árvore e trocaram presentes entre eles próprios, riam de uns, tentavam roubar outros, se divertiram. Shion e Dohko ficaram sóbrios o suficiente para participar.

– Podíamos ficar um pouco em Star Hill, olhando tudo lá de cima. — Shaka se virou para todos, logo dirigiram o olhar para Shion.

– Bem... bem... ah está bem. — suspirou derrotado.

– EEHEEE!

Correram como loucos (com exceção de Kalika na qual Shion a teletransportou junto com ele) para Star Hill, chegando no topo, se juntaram sentados na borda olhando as estrelas.

– Foi aqui... — Saga se perdeu em pensamentos, logo "voltou" quando sentiu uma mão em seu ombro. Revelando ser Shion.

– Sim Saga, foi aqui sim. Mas tudo passou, você não é mais o mesmo, é como um filho pra mim assim como os outros. — sorriu. O geminiano sentiu vontade de chorar, se segurou ao máximo. — Não fique se recordando de nada disso, nem se remoendo.

– C-certo... — sorriu lacrimoso e correu para o lado de Kanon e Angel.

Olhavam para as estrelas com encanto. Os que conseguiam facilmente, apontavam constelações e os outros dirigiam sua atenção.

– Ei Aiolos, me perdoe, de novo, por aquilo. — Shura abaixou a cabeça. Desde sempre... aquilo o magoava.

– Não fique assim amigo, está tudo bem. — o sagitariano depositou a mão em seu ombro. — Você foi enganado. — sorriu. — Assim como — olhou para Saga. — Você também não, meu amigo.

Tanto o capricorniano quanto o geminiano sorriram para ele. Apontou para a constelação de gêmeos, tinha um brilho terno e calmo, Saga agradeceu por estar assim depois de tantos tormentos e o principal, que havia sido sua culpa.

– Obrigado... por tudo. — Kalika se encostou no amado, ele a abraçou, se aconchegou nele.

– Eu que lhe agradeço... me deu muito mais na vida do que eu poderia pedir. — o escorpiano sorriu e a abraçou forte logo fazendo carinho em seu ventre. — Feliz Natal meu amor.

– Feliz Natal pra você também, maçãzinha. — sorriu e o beijou.

Puxou os dois para si e se aconchegou em ambos. Eram as pessoas mais preciosas de sua vida.

– No começo... fiquei tão assustado, indignado com o fato de ser pai... e agora... — se virou para a menor e a abraçou forte, ela retribuiu emocionada.

– E eu... nunca imaginei que um dia descobriria tanto sobre minha família, e que seria tão bem vinda aqui... — sentiu os olhos marejarem. Afrodite fez carinho em seus cabelos.

– Desconhecida, bebê fofa, sobrinha, amiga, melhor amiga, companheira, amanta namorada... akai ito... uma lista de algumas das palavras que uso pra te definir... — sorriu. Lágrimas finalmente rolaram pelo rosto da canceriana, de alegria. — Feliz Natal, lagostinha.

– Feliz Natal, para os dois. — sorriu, o pai nada disse, mas ela sabia que ele estava feliz. Voltou a olhar para o céu, para a constelação de câncer, brilhava como nunca.


A madrugada se passou assim, todos sentados e espalhados por Star Hill olhando as estrelas. Os cavaleiros de ouro, agradeceram pelos feitos, pelo feito nas 12 casas e em outras ocasiões, os 5 ficaram felizes. Saori observou tudo em silêncio, mas extremamente feliz.

Notas finais
https://fanfiction.com.br/historia/666114/Underbeautifulcolors/