Notas iniciais
Oi oi mes anges! Cá estamos com mais um cap ehe :3 Milo - Eeee com algumas vis... NO SPOILER MILO! Orras, se eu sei segurar, vc sabe tbm U.U Espero que gostem Boa leitura =^.^=

Se virou para trás mais uma vez, elas não cansavam? Que insistência! Mas ao mesmo tempo não se importava, nunca estaria sozinha, o que era algo maravilhoso, "conhecia' cada uma das almas da casa de câncer, seus antigos nomes, como morreram, por que morreram, dentre outras pequenas questões.

– Por que elas fazem isso? — perguntou finalmente. Via que ele bufava frequentemente ao olhar pra trás.

– Te seguem? Fazem isso porque você é diferente de mim, você é boa, e traz conforto pra elas. — explicou como se fosse algo normal, mas para si não era.

Pensar que era o consolo daquelas almas, um porto seguro, a fez se sentir bem, podia ajudá-las, tentar levar paz para a eternidade sofrida que essas almas possuem. Sorriu, o mais velho a olhou de canto e soltou um breve sorriso.

Os dois cancerianos decidiram sair de noite para se distrair. Juntaram algumas poucas comidas na cesta e saíram.

– Acho que aqui está bom. — Victorie sorriu, o mais velho concordou.

Arrumaram o local, colocaram a pequena toalha no chão e se arranjaram nela. Trouxeram queijos, frutas, alguns doces (quase que um vício da mais nova) e sucos, vestiam roupas simples e despojadas, estariam no meio das árvores e plantas de qualquer maneira.

Comeram com calma. Vez ou outra fazendo uma brincadeira. As almas que tentavam se aproximar da canceriana logo fugiam de pavor do canceriano.

– Tadinhas! Elas não estão fazendo nada demais! — fez bico. E era verdade, queria saber por que o que ele tinha contra elas.

– Você não consegue ouvir porque elas gostam de você, basta olharem pra mim e começam a agonizar e berrar. Irritante! — bufou. Ela riu. — Rindo do que?

– Da ironia, já que... tecnicamente elas gritam porque VOCÊ matou. — deu um fraco peteleco em sua testa. Ele estreitou os olhos.

Comeram calmamente, vez ou outra Mascara esquivava de uma uva que voava em sua direção com a simples desculpa "almas não podem segurar comida, eu faço isso por elas, só dessa vez".

Apesar de tudo gostava da companhia da mais nova. Depois de um tempo guardaram tudo e encostaram na árvore olhando o céu.

– É surpreendente...

– O que? — o olhou.

– O quanto você é diferente dela. Da outra Victorie que eu conheci... — disse. A simples frase atraiu toda a atenção da menor que balançou a cabeça pedindo que continuasse. — Da minha mãe...

– Sua mãe? Nunca achei que... er...

– Eu tinha mãe? Ou que pelo menos conheci ela? — riu. Ela assentiu tímida. — Sim, eu a conheci, mas preferia não ter não ter conhecido.

– Mas... por que?! — não entendia. Por que ele preferia isso? Ela sequer teve uma mãe, ele teve, por que esquecer?

– Parece que o destino me escolheu para ser um dos elegidos para sofrer na infância. — riu irônico e cruzou os braços. — Ela me odiava, não sei quando que começou, mas houve ocasiões em que tentou... me afogar numa banheira enquanto ela me ajudava.

– O QUE?! — exclamou e o fitou, completamente descrente. Como podia ter havido uma mãe dessas? Agora podia entender, por que ele era assim.

– Exato, isso dentre outras coisas, não me lembro direito o que aconteceu com ela, mas quando cheguei aqui, já estava endurecido, e então conheci Afrodite. — exclamou. Achou engraçado a cara incrédula dela com relação a sua mãe, encarava aquilo com total naturalidade.

– Entendi... eu sinto muito, não sabia... — disse em tom choroso, tamanho sofrimento lhe magoava. Ele a abraçou e fez um leve carinho em seu cabelo.

– Não tem problema, você não sabia. — sorriu levemente. — Ela me chamava... Mephisto.

– Mephisto... e... espere... você acabou de dizer... — arregalou os olhos castanhos e o fitou.

– Meu nome? Sim, eu disse, e estou contando com você para que não espalhe. — bagunçou seus cabelos e sorriu. — Ok?

– Ok. — sorriu extremamente feliz. Seu pai lhe confiou o maior segredo que ninguém mais soube, o guardaria com a vida.

Quando começou a ficar muito tarde, juntaram as coisas e comeram o restante da comida. Como sempre, uma alma ou outra os seguiam e faziam companhia. a ela, ao canceriano? Preferiam berrar e agonizar mesmo. Subiram para câncer de bom humor e logo caindo em suas camas e sendo levados por Hypnos ao mundo dos sonhos.

Aproveitou a manhã calma para subir até a 13° casa, disse quando pequena que ajudaria o mestre uma vez ou outra, obviamente iria cumprir sua promessa. Vestiu um simples vestido rosa bebê e uma sandália grega.

– Senhor Shion? — andou brevemente pelo hall. Não se assustou quando ele surgiu perto de si, se acostumou ao teletransporte dos lemurianos.

– Aqui, chamou? — a olhou e logo rumou para o escritório.

– Uhun, quero te ajudar, se tiver onde ajudar. — riu levemente e o seguiu indo até o escritório.

– Não desistiu disso mesmo. — balançou a cabeça e retirou o elmo. Não precisava dele quando estava só com ela.

– Nunca! Eu prometi, não prometi? — sorriu alegremente e se dirigiu a mesa do ariano logo pegando os livros desarrumados.

Olhou as várias capas de todos os livros que tinha em mãos, alguns pareciam extremamente interessantes. Guardou conforme a ordem, tamanho, cor das capas, títulos e temas que apresentavam. Usou um espanador que estava ao canto para tirar a poeira.

Lembrou brevemente de algo, não deveria lembrar, certo? Bem, era o que sua cabeça lhe dizia. Passou os dedos na capa e logo afastou a mão. Afastou a mão do livro do signo de peixes.

– Está tudo bem? — Shion a olhou e arqueou a sobrancelha. Pelo jeitoestava parada ali a um tempinho.

– S-sim senhor Shion, estou muito bem. — sorriu docemente e se aproximou da mesa arrumando a xícara vazia na bandeja.

– Certeza? Ficou vidrada por um tempo. — a olhou desconfiado. Não queria utilizar a telepatia com ela, isso nem pensar.

– Estou bem sim, só voei um pouquinho. — sorriu. O ariano inclinou a cabeça para o lado, mas nada disse. — Acho que não tem mais nada que eu possa ajudar.

– Boa parte já está organizada, obrigado Vic. — sorriu levemente, ela retribuiu. — Pretende ir aonde?

– Não sei... onde o vento me levar. — sorriu. — desde que seja dentro do santuário. — riram e ela saiu da 13° aproveitando e passando por peixes, o pisciano não recusou a visita. o Mesmo ainda tinha as insinuações dos outros bem gravadas em sua cabeça. Que situação torturante.

De tarde decidiu caminhar pela arena, obviamente, desviando de todos os aspirante e outros cavaleiros, odiava a forma como a olhavam, além das péssimas lembranças a respeitos deles.

– VICTORIE?! — se virou para a voz que a chamava, revelando ser Lyra.

– O que aconteceu Lyra? Fugindo do seu irmão? — riu. A leonina bufou.

A amiga mostrou ter um belo talento para ser amazona, estava bem perto de conseguir a armadura de leão, só faltava um pouco. Muitos chamavam os gêmeos sob tutela de Aiolia de prodígios.

– Não, aquele palerma está muito bem. — balançou a mão não dando atenção ao problema. — Quero mesmo é lhe apresentar alguém. — sorriu.

Victorie arqueou a sobrancelha, desconfiada. Tudo bem que era sozinha, mas estava muito bem assim. Primeiro, estava muito bem do jeito que estava e segundo, se fosse algum garoto, possivelmente ele perderia a cabeça de qualquer forma.

– Não me encare assim! Venha! — sorriu e a puxou pela mão.

– Olhe lá o que você vai fazer... — advertiu.

– Está tudo bem, não estou empurrando ninguém para cima de você, eu garanto. — riu levemente.

Se afastaram do santuário indo até a praia, andaram pela água conversando banalidades, a água fria dava uma sensação maravilhosa.

– Quem é...

– Aquele é o cidadão que quero que conheça. — Lyra apontou para uma figura ao longe, ele pareceu tê-la visto e veio correndo.

Se virou para a mesma direção, logo a pessoa estava na frente delas.

Era um rapaz, aparentemente de sua idade ou um ou dois anos mais velho, tinha cabelos prateados e longos, olhos cinzas, uma pele clara levemente bronzeada, vestia as roupas de treino do santuário, uma caixa de pandora em suas costas que logo foi colocada no chão.

Não o encarou com bons olhos a princípio, não confiava em estranhos, deveria confiar? Bem, em sua visão não, foi ensinada a não confiar.

– Este é Mei, filho legítimo de Mitsumasa Kido, que é também pai de outros cavaleiros de bronze. — ela sorriu. — Mei — ele a fitou. — está é Victorie, deve ter ouvido falar dela.

– Ah se ouvi, fiquei meio chocado quando soube, mas nada demais. — sua voz era doce e tranquila. Olhou para a canceriana. — Muito prazer.

– Prazer. — respondeu tímida, comunicação ainda era um problema.

– Bem... acho que você pode me conhecer melhor, como o aprendiz de Máscara da Morte. — sorriu amigavelmente. A mais nova arregalou os olhos e o fitou.

– V-você é...

– Aham. — riu levemente. — Deve estar surpresa. Ele só ia me ajudar em treinos etc quando viajava as vezes.

– Bem, vocês devem ter muita coisa para conversarem. — Lyra sorriu. Parecia estar achando graça da situação. — Podia levar ele em câncer, Máscara não o vê a séculos, au revoir! — jogou os cabelos loiros para trás e voltou para o santuário.

Victorie começou a andar, Mei em seu encalço, falavam pouco, trocando informações vez ou outra. O que acabara de ouvir ainda soando por seus ouvidos, seu pai teve um aprendiz... interessante. Pensou ela.

Rumaram para câncer para fazer as devidas apresentações e jantarem, imaginava como seria a reação do pai quando ver seu antigo aprendiz ali novamente. Ela mesma estava curiosa sobre essa história, sentia que podia confiar nele.