A Filha de Máscara da Morte
14 Festa! E problemas a vista?
Notas iniciais
oi oi mes anges!
Mais um cap fresquinhos p vcs!
Milo - Celera molier!
Ain calme! Apressadinho
Espero que gostem
Boa leitura =^.^=
Espreguiçou soltando alguns ruídos, o dia anterior a deixou exausta, se sentou e bocejou. Sorriu levemente ao se lembrar que haveria uma festa.Se levantou e foi até o banheiro, fez suas higienes matinais e vestiu uma blusa de alcinhas amarelo bebê, uma calça capri azul marinho e uma sandália de salto baixo. Olhou para o quarto.– Como consegui guardar tantos brinquedos? — riu levemente ao olhar duas estantes próximas a porta, organizadas com seus antigos brinquedos. — Sem fazer uma senhora baderna...Flash back on– Ai deuses... — Máscara massageou as têmporas ao entrar no quarto.Todos os brinquedos estavam espalhados, travesseiros também, noeio disso tudo, a pequena criança brincava alegremente com uma pelúcia de touro.– Que baderna você fez aqui?! Quero saber como vou arrumar isso, capetinha! — bufou. Ela se virou para ele e riu.– Pa! Que foi? — a pequena inclinou a cabeça para o lado ao abraçar a pelúcia.– Nada da sua conta, nada, fique aí. — balançou a mão e se pôs a recolher os outros brinquedos e organizá-los. — Daqui a pouco vai ser sufocada por eles!Victorie se sustentou no chão e levantou meio desajeitada. Ao olhar para ele e estendeu os braços, começou a andar meio cambaleante em sua direção.– Ei... — se virou para ela que continuava a andar decidida até ele.– Pa! — sorriu alegremente e se aproximou, acabou pisando em falso e tropeçou no tapete, ele a pegou antes que batesse.– Sua descuidada. — a arrumou no colo, a canceriana abraçou o pescoço do mais novo. — Se não fosse eu...Flash back offSorria sempre que lembrava de algo da infância, sem dúvida era a melhor fase da vida. Balançou a cabeça para sair de seus devaneios e se dirigiu a cozinha.– Já acordada? Achei que dormiria mais, lagostinha. — Máscara a olhou de canto.– Não estou com tanto sono. — sorriu levemente e o abraçou pelas costas. — Melhorou depois de ontem?– Na medida do possível, agora engula. — entregou um prato de comida a ela e se sentaram.– Agressividade. — fingiu chateação e fez bico. Ele revirou os olhos diante da cena.– Pretende ir na festa que Shion tá organizando? — a olhou depois de um tempo em silêncio.– Bem... acho qur vou sim, as festas são raras aqui. — sorriu. — E você, vai?– Uhun, ficar de papo com os outros e beber, nada demais, não tem muito de interessante para se fazer. — deu de ombros. — Nem ninguém para ir. Vai com alguém?A canceriana parou de comer repentinamente, cada vez mais o pavor tomava conta de si em relação a isso.– Victorie? — arqueou a sobrancelha. — Está bem?– .. Uhun... só... me distrai. — riu levemente, disfarçando o medo que estava sentindo.O que seria correto? Dizer que não, e simplesmente chegar lá com o pisciano ao seu lado? Não... isso seria terrível, poderia tentar... distorcer quem sabe.– Na verdade irei com o Afrodite. — respondeu normalmente.– Afrodite? — repetiu o nome lentamente. — Entendo... — a mente do canceriano já começava a fantasiar demais, mas não devia se precipitar. — Imagino que seja só coml amigos, não?– É claro. — sorriu, embora quisesse dizer com todas as letras como realmente seria.– Imaginei. — sorriu satisfeito. — Obviamente pretende ir fazer compras, não? — disse as palavras mágicas. A mais nova soltou um enorme sorriso. — Levarei isso como sim.– Então vamos! Juntos! — saltou da cadeira e o puxou pela mão, reclamava do susto enquanto ela o arrastava para Rodório.Atena mandou que as servas organizassem um quarto para Afrodite, a deusa passaria alguns dias no santuário até o dia da festa, na manhã seguinte da mesma, partiria.– Está se sentindo bem aqui minha amiga? — Saori olhou para a deusa com um sorriso doce.– Ah sim Atena! Não se preocupe com isso! O santuário é um lugar bem agradável. — sorriu. — Apesar de ser um pouco mais quente. — riu levemente.– O Sol quase sempre é forte. — riu. — Angel?! — chamou pela serva de confiança.– Chamou senhorita? — se aproximou, os cabelos pêssego estavam presos em dois rabinhos pelo calor.– Poderia nos trazer um refresco? Sabe como o calor daqui pode ser insuportável. — sorriu. A serva assentiu e sumiu da vista das deusas.As duas deusas começaram a conversar enquanto a serva estava na cozinha. Saori se virou ao ver Kanon passar e olhar para os lados procurando algo.– Kanon? Está procurando algo? — perguntou docemente, o geminiano se virou para elas.– Não se preocupe Atena, não é nada demais, mas... Angel passou por aqui? — inclinou a cabeça para o lado.– "Essa serva e esse cavaleiro de ouro tem um amor bem sincero... basta se assumirem de verdade."– Afrodite o observou, como deusa do amor, tinha conhecimento de cada sentimento amoroso das pessoas. — A serva? Ela está... chegando bem aí. — sorriu.
Angel se aproximou deles novamente e passou pelo geminiano, logo colocando a bandeja com os sucos e algumas comidas na mesinha ali perto. O geminiano a fitava intensamente enquanto trabalhava.– Kanon? O que foi? — se virou para ele com a bandeja vazia debaixo do braço.– Ah n-nada demais, não sabia que estava em serviço. — sorriu sem graça e olhou para as deusas. — Desculpe qualquer incômodo.A serva continuou ao lado dele, as deusas apenas observavam. O geminiano começou a se afastar andando de costas quando não prestou atenção no jarro perto da porta, tropeçou no mesmo, quase que dando uma pirueta e o arrumou arrancando risinhos das duas deusas, a serva corou violentamente.– A-até... — disse meio encabulado e saiu as pressas para gêmeos.– Ele parece gostar mesmo de você. — Afrodite disse normalmente ao olhar para a serva, estava corada até a raiz dos cabelos.Victorie e Máscara continuaram a andar em Rodório, se perguntava como pôde deixar que ela o arrastasse para lá por compras, bem, ele que perguntou, não?– Roupas roupas... ai ai. — ria alegremente. Entraram numa loja por fim.– Se decida aí nas roupas, eu vou ficar quieto aqui. — disse em tom de tédio e se largou na cadeira ao canto.Victorie balançou a cabeça, mas se aproximou das roupas, olhou diversos vestidos, vez ou outra pedindo a ajuda do pai que na realidade raramente ajudava.Depois de quase uma longa hora conseguiu escolher o ideal. Pagaram e saíram da loja, enquanto andavam, Victorie lembrava da história de Albafica que o amado contara, deve ter sido tão doloroso e solitário...– Quer comer algo? — a olhou tirando-a de seus devaneios.– Claro, estou com uma bruta fome. — sorriu. Ele assentiu e rumaram para uma pequena cafeteria ali.Pediram algumas coisas para comer e ficaram conversando e rindo enquanto o tempo passava, no fim decidiram voltar a andar.– Falta comprar mais alguma coisa? — perguntou entediado, ela riu, ele realmente não tinha paciência pra isso.– Compras, Máscara, Vic? — Dohko passou por eles e deu um leve sorriso.– Sim, mesmo ainda tendo uma semana, ia ficar muito cheio de qualquer maneira, então melhor vir logo. — riu levemente. — Vai levar alguém à festa?– Bem... na verdade sim. — riu levemente. — Milo sim está maluco, a típica... paranoia dos pais em relação a suas "bonequinhas" — olhou discretamente para o canceriano em meio a um sorriso debochado.– Sei... — estreitou os olhos.– Enfim, até mais. — acenou e seguiu caminho. Os cancerianos fizeram o mesmo.– Agora é serio Victorie, você TEM alguma coisa com Afrodite?! — perguntou sério ao entrarem em casa.– PAI! Não! Não tenho nada com ele! Ele é só meu amigo e meu quase tio! Não passa disso! — exclamou incrédula. Aquilo a estava matando, cada vez mais um peso caia sobre seus ombros, por que não podia ser tão simples? Qual o problema em amar?!– Entendo... sabe que ele é um narcisista não é? — a fitou mais calmo. Ela assentiu brevemente. — Ótimo, é por isso que não quero que se junte demais a ele, não quero que se magoe por causa da sardinha ou que se torne igual. — disse simplesmente antes de rumar para o quarto e fechar a porta.– Eu... entendi... — disse baixinho, mas balançou a cabeça. Afrodite não era mais assim, pelo menos não tanto, ele mudou, berravam seus pensamentos.Entrou no quarto e logo guardou tudo pronto no guarda roupa para a noite, obviamente disfarçariam tudo, mas pelo menos... poderia estar com ele.– ANDA GAROTA! VAMOS NOS ARRUMAR! — Lyra sorria enquanto a empurrava para o quarto.– Já estou indo Lyra, calma leoa! — Victorie riu e trancou a porta logo indo até o guarda-roupa e pegando as coisas que comprou.A semana havia passado. O dia da de festa havia chegado, todos se arrumando e partindo para a 13° casa.– Que lindo Vic! ... seu peixinho vai endoidar quando ver. — sorriu levemente maliciosa a ela que corou violentamente. — Vocês... estão juntos as escondidas, não é?– É... — respondeu baixinho. A leonina apenas pôs a mão em seu ombro e sorriu.– Só tome cuidado, ok? — sorriu. Ela entendia muito bem porque daquilo, praticamente todos sabiam do envolvimento com o pisciano, mas sabiam também que poderia não dar bom resultado.Se aproximou das vestes que escolheu e vestiu o vestido. O vestido era lindo... era azul marinho e tomara que caia, chegava até os joelhos, tinha detalhes que lembravam vinhas em renda rosa clarinho que subia pelo ombro formando uma alça, uma faixa da cor do vestido adornava a cintura, a saia aparentava ser esvoaçante.– Que lindo! — a leonina quase babava no vestido. Riu de sua reação. — Ficou muito bonito em você. — bateu palminhas.– Obrigada. — corou levemente em meio a um sorriso. — Quero ver o seu, é injusto não mostrar. — fez bico enquanto penteava os cabelos.– Calma! — riu e se vestiu logo soltando os cabelos antes presos em um coque.O vestido da leonina no mínimo fofinho, tinha um ar um pouco de... princesinha, era verde clarinho e alcinhas, chegava um pouco antes do joelho, tinha um cinto branco fino adornando a cintura, a saia era toda rendada.– Que gracinha! Você vai com quem? — inclinou a cabeça para o lado.– Você... você vai descobrir lá! — virou o rosto corada. Riu e terminaram de se arrumar.Victorie usou um colar e brincos prateado com jóias em rosa, deixou os cabelos soltos, Lyra usou pedras negras para os brincos e colar, arrumou os cabelos numa trança rabo de peixe. Fizeram uma maquiagem leve e subiram.A 13° estava belíssima! Não sabiam se Afrodite teve participação na decoração, mas tendo ou não, ficou maravilhoso. Estava decorado em tons de bronze e azul claro, a frente de cada pilastra havia um jarro com flores silvestres, nos cantos próximos a entrada haviam mesas redondas, um mini bar no canto e duas longas mesas com diversas comidas.– Que lindo! — Lyra bateu palminhas animada. Viram Algol se aproximar.– O... cavaleiro de perseu? — Victorie sorriu levemente. — Ele assentiu.– Creio que não cheguei a lhe conhecer a não ser por boatos. — sorriu gentilmente e olhou para a leonina. — Está muito bonita, vem? — estendeu a mão, ela corou, mas segurou sua mão e rumaram para a mesa onde os cavaleiros de prata estavam, Shoran os acompanhou.– Então era isso... me deixou sozinha! — fez bico. Logo isso mudou ao ver Afrodite se aproximar. — "Tão bonito..."– sorriu meio boba, o pisciano estava na realidade bem simples, mas não deixava de ser bonito.– Está LINDA! Fazer o que, aprendeu com o melhor! — riram levemente, estendeu a mão a ela que a segurou e se aproximaram da mesa dos dourados.– Aí estão! — Máscara os olhos da cabeça aos pés, o ar de desconfiado bem a mostra, os outros só puderam rezar pelo casal.– Sim kk Lyra demorou um pouco mais de nervoso. — Victorie riu e se sentou do lado do pai, o pisciano do outro lado da mesa, por segurança.– É... estou vendo bem o por que. — Milo estreitou os olhos quase como um míope vendo a sua querida filha junto do cavaleiro de prata.– Milo deixe de coisa, ela está bem, Shoran está com ela. — Kalika tocou sua bochecha gentilmente. — Ela já é grandinha e sabe se cuidar.– Claro... — se debruçou sobre a mesa emburrado.– Ai ai tio. — riu a canceriana. Até hoje não deixava de achar engraçado aquele casal. Kalika quase sempre doce, séria e compreensiva e Milo, com seu ar tagarela, extrovertido e animado, totalmente opostos.Ficaram conversando banalidades e rindo de experiências passadas. Pegaram bebidas, a canceriana se recusou a beber, apenas um gole aqui ou ali para provar, todos a seu ver, tinham um gosto terrível.Mais para o meio da noite, uma música mais suave e lenta começou a tocar. De imediato Kanon saiu da mesa e se dirigiu até Angel, a tirando de seu serviço para uma dança, Kalika e Milo já se encontravam abraçados na pista a essa altura e até mesmo Shion conversava animadamente com uma serva recém chegada, isso era novidade.– Me permite? — Afrodite estendeu a mão à canceriana enquanto intercalava o olhar entre ela e Máscara.– Claro. — o canceriano respondeu normalmente. O pisciano guiou a mais nova até a pista e começaram a dançar.O ritmo era lento e suave, o pisciano passou os braços pela cintura da mais nova, a mesma colocou as mãos em seus ombros, dançavam pela pista como se não houvesse mais ninguém.
O olhos do canceriano faiscavam de desconfiança ao observá-los, os outros olhavam para o casal vez ou outra, aquilo foi uma tremenda ousadia deles, dançarem uma música lenta juntos, bem diante do canceriano.– Queria poder dar pelo menos um selinho, aquela lagosta... — Afrodite choramingou baixinho. Ela riu– Eu sei, mas você aguenta, pelo menos estamos juntos. — sorriu otimista. Mais um ponto que ele adorava nela, sempre pensando no melhor lado.Com o passar da dança passaram a dançar um pouco mais colados, o canceriano espumava, mesmo discreto, um olhar de carinho intenso escapava pelos olhos de um dos dois vez ou outra. A deusa do amor observava de longe, aquele seria um amor rodeado de complicações.Se moviam no ritmo da música com graça e leveza, rindo raramente. O pai da garota apertava os punhos discretamente. Eles estavam atuando bem, fingindo uma bela amizade, mas não era o suficiente, todos comentavam, todos sabiam, e ele ficou por último.– Terei uma... conversinha com ela amanhã... — disse baixinho, borbulhando em ódio. Shura o olhava de canto, suspirou devido a situação, aquilo não acabaria nada bem...
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