Notas iniciais
Oi oi mes anges ^^ Mais um cap para vocês ehe Espero que gostem Boa leitura =^.^=

Algumas semanas já haviam se passado, aos poucos tudo começava a se acertar. O canceriano ainda não conseguia absorver o fato por completo, mas também não era nenhum monstro e cuidava da menina como qualquer pai faria, mesmo com a cara fechada de sempre.

Os demais se acostumavam à existência da pequena nas doze casas, alguns as vezes visitavam câncer brevemente para brincar com ela ou dar algum agrado.

O mais notável deles era Afrodite, que parecia virar outra pessoa quando se tratava da canceriana menor. As vezes parecia mais pai do que ele próprio, vivia o repreendendo por ser sério e frio com Victorie, algumas vezes essa proximidade lhe dava vontade de chutar o pisciano para fora de sua casa, só não sabia o porque.

Victorie se mostrou uma criança muito calma e quietinha, quando estava tudo bem, caso contrário, ficava extremamente chorosa e manhosa. Tinha o estranho costume de as vezes falar com o "nada", nada esse que Máscara sabia que eram almas, almas que acharam algum conforto nela enquanto estavam presas na casa de câncer.

– Tome, lagostinha. — se permitiu rir brevemente ao entregar um pratinho com pedaços de pêssego bem cortados a ela que colocava na boca e comia sem pressa alguma.

– Pa! — sorriu alegre. Era a única palavra que conseguia falar, mas fazia questão de falar várias vezes quando estava com o canceriano.

Se largou no sofá e espreguiçou logo colando os braços atrás da nuca para relaxar. Victorie depois de comer chupou cada um dos dedinhos e estendeu os braços para ele.

– O que foi? — arqueou a sobrancelha. Ela começou a fechar e abrir as mãozinhas. Suspirou. — Já vou. — se sentou e a pegou no colo e se deitou novamente. — Feliz? — como resposta, ela espreguiçou e se aninhou no seu peito.

Ficou em silêncio fitando o teto. Por que não lembrava de nada da missão? Nem do que fizera direito ou muito menos da mãe da garota, isso passou a angustiá-lo. Seu silêncio foi interrompido por um cosmo conhecido.

– Máscara? Posso entrar? — a voz de Afrodite soou, olhou para a porta adquirindo um ar de tédio.

– Entre sardinha, entre. — balançou a mão fazendo pouco caso daquilo.

Afrodite entrou saltitante na casa logo indo até a bebê que se virou para ele, o pisciano trazia uma rosa laranja nas mãos e entregou à pequena que se deitou de lado encostando no sofá e abraçou a flor enfiando o rosto na mesma, soltando um espirro aqui ou ali.

– Está tentando fazer ela ter alguma alergia? — Máscara o fitou.

– Awn que lindo! Já estava se afeiçoando à filha, que gracinha. — riu. O canceriano estreitou os olhos. — Não faça essa cara, é verdade. — o fuzilou. Ouviram um espirro da pequena, porém mais alto. — Eita... — se aproximou e a pegou no colo sem permissão do canceriano que o fuzilou. Retirou a flor do rosto da bebê. — Melhor não colocar mais na cara, fofinha.

Victorie olhou para ele e coçou os olhinhos, era uma das cenas mais fofas que já vira, o olhou pidona, não resistiu e entregou a rosa novamente, ela segurou a rosa sem espinhos e começou a falar na desconhecida língua dos bebês enquanto brincava com as pétalas.

– Bem que podia existir aula para descobrirmos o que falam nessa língua aí. — o canceriano comentou e se sentou. O pisciano concordou em silêncio. — Tá bem Afrodite?

– Tô demente, por que não estaria? — indagou a ele. Colocou a pequena no tapete próximo aos brinquedos.

– Está voando aqui como se tivesse perdido a alma e o cadáver ficou. — arqueou a sobrancelha. — NÃO se aproxime disso Victorie! — estreitou os olhos para ela ao ver a canceriana tentando segurar um pesado jarro, ela o olhou e piscou inocentemente afastando as mãos e riu alegremente. — Orras. — balançou a cabeça.

– Já está até prevendo quando ela vai fazer uma capetagem, que gracinha. — o pisciano riu e cruzou os braços.

Já era de noite, mas a filha se recusava a dormir, já havia tentado tudo, sem sucesso. Victorie brincava com o próprio pingente no tapete enquanto o canceriano se descabelava.

– Minha Atena do céu, durma criatura, vai estar morrendo amanhã! — sentou no tapete. Ela apenas o olhou sorridente dizendo seu famoso "Pa" — Eu mereço. — respirou fundo para se acalmar.

– Pa? — inclinou a cabeça para o lado parecendo levemente preocupada.

– Eu tô bem lagostinha, você é que não vai ficar se não dormir logo. — bufou. Ela estreitou os olhos, exatamente igual a ele e se virou ficando de costas para o pai. — Pirralhinha atrevida. — a pegou no colo e saiu de câncer.

Quem sabe uma volta a faria ficar cansada depois de um tempo. Ela nunca saia de câncer de qualquer maneira.

Achou que a arena estava vazia, engano seu, alguns dos dourados aproveitavam a calmaria da noite para ficar por aí. Victorie olhava todas as direções possíveis e batia palminhas a cada coisa nova, o canceriano balançou a cabeça e a pôs no chão.

– Pode se cansar bastante agora, pirralha. — espreguiçou. A pequena passou a olhar toda a arena e tentar engatinhar.

– Passeios noturnos agora máscara? — Camus o olhou. Estava sentado no chão encostado a uma pilastra.

– Tentando fazê-la dormir principalmente, logo essa animação acaba e ela apaga. — encostou na pilastra próxima a observando atentamente.

– Ela é bem elétrica até, por que será? — sorriu divertido. Como sempre, uma piadinha na ponta da língua sobre o canceriano, o mesmo o fuzilou.

Logo desviaram a atenção para a bebê que depois de frustadas tentativas conseguiu engatinhar, se aproximou do aquariano que a segurou antes que caísse novamente.

– Agora ferrou, vai sumir o tempo todo. — Máscara fez um facepalm.

– Positivo você... — o aquariano balançou a cabeça e a olhou. — O que foi mini canceriana?

Victorie se sentou próximo a ele e ficou fitando o livro que o cavaleiro tinha no colo. Camus já havia terminado de ler de qualquer maneira, colocou o livro aberto no chão, ela colocou as mãozinhas nas páginas e ficou a olhar o livro mesmo que não entendesse absolutamente nada.

– Essa menina surpreende cada vez mais... — comentou. O canceriano apenas a fitava em silêncio.

Aproveitaram o silêncio e o vento fresco da noite enquanto a pequena gastava as energias. Depois de uma hora mais ou menos Camus a olhou. Havia adormecido sobre o livro e dormia serenamente. A pegou no colo e logo depois o livro.

– Pelo visto funcionou. — o canceriano se aproximou e a tomou dos braços do aquariano.

– Nunca pensei que fosse ver uma criança com você, muito menos você sendo bonzinho com ela. — sorriu divertido e deixou a arena indo para a casa de aquário.

– Filho duma... — reprimiu um xingamento sobre o companheiro e rumou para câncer. Depois de colocar a filha no berço, rumou para o seu próprio e caiu na cama de uma vez. Poucos minutos depois já estava completamente adormecido.

No quarto da menor, Victorie acabou acordando quando deu pela falta do mais velho, se segurou no berço e tentando sair. Viu algumas "coisas" transparentes flutuarem até si.

– Pa! Pa... — os olhinhos marejaram enquanto dava tapinhas no berço num esforço perdido de abri-lo.

As almas apenas se aproximavam e a rodeavam no ar, haviam almofadas próximo ao berço, Victorie olhava para elas flutuando e ria vez ou outra tentando alcançá-las. Depois de um tempo cutucando, as trancas do berço abriram e a cerca "caiu" nas almofadas sem fazer barulho, a pequena bateu palminhas e engatinhou sobre elas saindo do quarto.

Achou o quarto do pai com facilidade, empurrou a porta com os bracinhos e engatinhou para dentro do mesmo, se aproximou da cama e estendeu os braços para a cama esperando que ele a pegasse, o que claro, não aconteceu. Fez um biquinho choroso.

– Pa! — resmungou ameaçando chorar. Se segurou na borda da cama e ficou de pé meio cambaleante. — Pa... — começou a tentar subir, sem sucesso.

O canceriano ainda dormindo, resmungava algumas coisas quando se virou para o lado da menor que esticou os braços novamente. Tentou alcançá-lo, seus esforços fizeram ele ficar "meio-acordado"

– O que... raios... você... — resmungou e a pegou no colo apagando novamente em segundos.

Victorie apenas bocejou e se aconchegou ao corpo do mais velho e poucos depois adormeceu finalmente, nos braços do pai.