A Filha de Jeanine Matthews
1 A Escolha
Notas iniciais
- Hoje nós dessecamos um sapo! Foi nojento, mas legal e... — minha irmã de 8 anos, Kelly, continuava dizendo, mas isso não quer dizer que continuei prestando atenção.
Chegamos ao complexo da Erudição pouco tempo depois e abri a casa. A peste foi em direção ao seu quarto, e eu ao meu, que era paralelo ao dela.
As pessoas que entram no meu quarto sempre encontram uma cama não tão arrumada, uma bancada e uma prateleira de livros.
Me joguei em minha cama e voltei a pensar no teste: Abnegação e Erudição. Divergente.
Não era uma coisa tão difícil, irei escolher Erudição.
Depois de longas horas, minha mãe chega em casa e coloca o jantar na mesa. Nos sentamos e olho a cadeira vazia na minha frente, na qual meu pai sentava. Ele morreu já faz 6 anos. Minha irmã tinha 2, e eu 10 anos.
Conversamos normalmente e, depois do jantar, vou em direção ao meu quarto, mas minha mãe me puxa antes.
- Carolina, eu queria te dizer que, dependente do que aconteça amanhã, eu sou sua mãe e te amarei, tudo bem? — ela fala e eu assenti, abraçando-a
Ela beija minha testa e sorri, indo em direção ao seu quarto, sigo seu exemplo e entro no meu. Cansada, deito e durmo.
Sento-me entre minha mãe e minha irmã, vendo as pessoas chegando e sentando em seus respectivos lugares. Pouco tempo depois um homem da Franqueza (que eu deveria conhecer, mas não lembro) começa o discurso e chama os nomes.
Juliana, da Audácia; Clara, da Audácia; Tobias, da Abnegação; Eric, da Erudição. Todos eles vão para a Audácia.
Chamam um amigo meu, Jonathan, da Erudição, que não se transfere. Dou um suspiro de alívio.
As coisas continuam nesse ritmo até que me chamam. Levanto-me e me dirijo até o centro do salão, onde o cara-que-é-desconhecido me entrega a faca e eu faço um corte rápido e forte. Tramontina. Estendo a mão sobre o recipiente aguado da Erudição e observo meu sangue tornando a água vermelha.
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