POV Annika

Após passar duas noites no castelo em Arendelle por conta do aniversário de meus três irmãos, acordei pela manhã do meu terceiro dia no reino com os criados já fazendo as minhas malas para que embarcasse no navio de volta para As Ilhas do Sul. Pouco antes de embarcar de volta, me despedi deles e inclusive dos criados que haviam me servido e me ajudado naquele minúsculo período de tempo em Arendelle. Mal sabia eu o que estava por vir.

Ao entrar no navio, fiquei perto da proa observando a distância que se formava entre meu barco e aquele pequeno porém, aconchegante reino. Percebi que sentiria saudades deles e até pensava na possibilidade de escrever carta para Anna e James, já que eu havia gostado muito dos dois. Fui até meus aposentos, onde peguei um dos cinco livros que havia colocado na estante para ler enquanto estivesse ali dentro. Me deitei na cama cujo colchão era maravilhosamente macio, o que me deixou com um pouco de sono. Então, me cobri com os cobertores de feltro e em questão de segundos dormi e sonhei com uma música que eu vagamente me lembrava de só ter ouvido em algum lugar, mas não lembrava ao certo onde, então de repente um barulho estrondoso vindo do meu quarto fez com que eu acordasse sobressaltada, dando um pulo da cama, e o que vi era meio assustador para mim: havia água entrando por debaixo da porta e por um buraco no vitral, ou seja eu estava presa, pois se abrisse aquela porta, sabia que uma onda enorme poderia entrar ali e fazer com que eu me afogasse por engolir muita água, já por outro lado a alternativa mais segura era abrir mais o buraco da janela e pular na água. Escolhi a janela, mas antes de quebra-la ainda mais, peguei uma espécie de bermuda e uma blusa e deixei o vestido que antes trajava de lado,pois se eu entrasse na água com ele, não conseguiria nadar direito, após isso prendi o cabelo num coque e com um dos pares de calçados que mais odiava, quebrei o vitral, subi na mesa que ficava abaixo dele para poder sair pelo outro lado com mais facilidade, o que nem precisou muito, já que quando havia passado todo o meu corpo, a água só estava há alguns centímetros da parte quebrada do vitral. Eu esperava ouvir gritos á minha volta, mas após o navio afundar na água percebi que não havia qualquer som, como se todos os membros da tripulação tivessem se afogado e fiquei com medo, se eles tinham se afogado tão rapidamente, então isso (ou algo pior) poderia vir a acontecer comigo. Com medo de afundar,vagarosamente olhei á minha volta para ver se haveria algum vestígio de terra firme por perto,o que não vi e me deixou mais desesperada ainda por não saber onde estava ou pra onde deveria ir.

De repente, senti algo me puxar para o fundo, mas mantive a calma mesmo assim para não perder muito oxigênio, então do nada, aquilo que me puxava parou e, apesar do meu medo, abri os olhos só para poder ter uma ideia do que me rodeava, ao abri-los, vi uma cauda verde e só então comecei a pensar na possibilidade de aquilo ser o que os marinheiros tanto falavam:uma sereia!

Ela pairou na minha frente e tive um vislumbre de seu rosto: era ruiva e tinha a pele branca como eu, seus olhos também eram verdes, mas nossas incríveis semelhanças não paravam por aí, a sereia era como uma versão feminina de meu pai, mas como era possível? Percebendo que eu não conseguia mais respirar, ela me pegou pelos braços e me levou até a superfície numa velocidade muito rápida.

Notas finais
amanhã eu continuo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.