A Filha de Dean
11 Capítulo 11 - A primeira caçada - parte I
Ok, ok seria muito maluco dizer que depois de toda aquela confusão com o olhos-amarelos, que eu não acreditava em toda aquela história maluca de seres sobrenaturais, na verdade, mesmo sem que eu os conhecesse, eu já tinha dons sobrenaturais!
Como no dia em que a Srta. Grant acabou engolindo uma largatixa, mas acho que ela até gostou, afinal de contas cobras e largatixas são répteis não é? Bons tempos...
Mas agora, aquilo tudo não fazia sentindo algum pra mim... Estávamos em algum lugar abandonada, numa casa velha e abandonada onde o grandalhão me dava algumas instruções em relação a caçadas.
‘‘Isso é bizarro. ’’, disse de queixo caído quando o grandalhão terminara de me falar assim por dizer. Tudo sobre essas criaturas, só não acreditei quando ele falou que o maconheiro era um anjo! Existe cara mais tapado?
‘‘Será que você poderia fazer algo que não seja falar ‘bizarro’, a cada 24hrs?’’, perguntou o oxigenado.
Talvez ele fosse homossexual... Não sei.
‘‘Talvez seja porque hã... Eu esteja aprendendo?’’, falei revirando os olhos.
‘‘Ponto para Roxie. ’’, murmurou o grandalhão sorrindo.
É ISSO AÍ!
‘‘Sério? Então pergunte não fale!’’, ele dissera irritado.
‘‘Ela cedeu... ’’, murmurou o retardado número 2, se achando.
Lista de futuros homicídios:
Sr. Howard/Razão: Pelo ‘F’ no teste surpresa de matemática.
Dean Winchester/Razão: IDIOTA, IDIOTA!
Sam Winchester/Razão: Dá pra agüentar?
Mas daí, eu tava pensando em colocar o oxigenado em primeiro...
‘‘These guys are jerks!’’, murmurei irritada.
‘‘O que disse?’’, ele me olhou feio.
‘‘O número da carrocinha, caso percam um ao outro’’, disse revirando os olhos. ‘‘Entretanto... Há um assunto a discutir. ’’, disse sorrindo.
‘‘EU NÃO VOU TE DAR MESADA!’’, gritou apavorado.
NOTA: MESADA DE DEAN WINCHESTER UM DOLÁR E OITENTA E SETE CENTAVOS!
‘‘Quando é que vai ser minha primeira caçada?’’, perguntei ignorando o comentário idiota da ‘‘loira do banheiro’’.
‘‘Você NÃO VAI CAÇAR!’’, dissera sério.
‘‘Vou SIM!’’, respondi confiante.
‘‘Não vai não!’’
‘‘Vou sim!’’
‘‘Não vai não!’’
‘‘Vou sim!’’
‘‘Não vai não!’’
DICA DA ROXANNE: QUANDO O CARA ESTIVER JÁ PÉ DA VIDA, FINJA DAR O BRAÇO A TORCER!
‘‘Vou não... ’’, respondi entristecida. Eu já contei que Hollywood já tentou me contratar?
‘‘Vai sim!’’, respondera ele sério.
VIU? FUNCIONA!
‘‘Peraí, pirralha. ’’, ele dissera indo atrás de mim. ‘‘Não foi isso que eu quis dizer!’’
‘‘Perdeu loira do banheiro!’’, disse sorrindo triunfante.
PORQUE MESMO EU NÃO QUIS SER ATRIZ?
***
A operação ‘‘pega-fantasma’’, começaria em poucas horas, iríamos para Vermillion onde o caso de alguma dessas coisas sobrenaturais atacando. Felizmente para a paz da nação a ‘‘loira do banheiro’’, estava em um momento sensível consigo mesmo, talvez pensando quando se assumir... O que eu iria fazer?
Dar apoio moral é claro!
‘‘Então loira do banheiro... ’’, fui solidária. ‘‘Existem milhares de gays pelo mundo, você não é o primeiro que não quer se assumir!
‘‘Cala a boca, pirralha!’’, disse o estressadinho irritado.
‘‘Você ta assim porque levou um fora do seu namorado?’’
‘‘Não me chama disso ô coisinha!’’
‘‘Então te chamo de que?’’
‘‘Hã... será que vocês poderiam parar de brigar por um minuto?’’, perguntou o grandalhão.
‘‘Não!’’, respondemos ao mesmo tempo.
Pelo menos esse aí era bem mais educado que o irmão...
‘‘Chega!’’, esbravejou o grandalhão dando uma de forte. ‘‘Vocês dois parecem crianças! Temos um caso importante!’’
‘‘Foi ela que começou Sam!’’, choramingara a ‘‘loira do banheiro’’.
‘‘Isso não está em questão agora!’’
PONTO PRA MIM!
‘‘E nem pra você, Roxanne!’’
Nota: Caso você conheça formas de torturar Dean e Sam que sejam em público e humilhantes, por favor, mande para o blog: http://detonandosamedean.blogspot.com/ Estou aberta há possibilidades!
‘‘Ok, então como é que é esse caso em Vermes?’’
‘‘Vermillion, aqui na Dakota do Sul. ’’, ele me corrigiu sério. ‘‘Na verdade não parece nada que seja sobrenatural apenas algumas mortes que me pareceram... ’’
ÓTIMO! MEU PRIMEIRO CASO COMO CAÇADORA, NÃO É BEM UM ‘‘CASO’’.
‘‘Então viemos aqui à toa?’’, disse o interrompendo irritada.
‘‘Talvez, ela queira fazer uma parada para visitarmos o Mcdonalds mais próximo!’’, o pior é que o oxigenado retardado tinha razão!
‘‘Será que vocês poderiam me deixar explicar? Houve sim mortes!’’, ele começou. ‘‘Só não me pareceram sobrenaturais, mas são inexplicáveis!’’
Ok, isso muda meu ponto de vista... O meu primeiro caso de caçadora que não era bem um caso agora era um?
‘‘Explique!’’, pedimos ao mesmo tempo.
‘‘Christine Tate. ’’, ele começou. ‘‘Tinha 17 anos, não possuía nenhum tipo de inimigo, mas fora encontrada morta em seu apartamento em Vermillion há algumas semanas... ’’
‘‘Tipo... A garota tinha alguma doença?’’, perguntei interessada.
‘‘Não, nenhuma sua saúde estava em perfeito estado. ’’, ele bufou dando uma olhada no notebook. ‘‘Tudo leva a crer que a menina teve morte natural, o que não deixa de ser surpreendente aos 17 anos de idade!’’.
Agora isso era um caso!
‘‘Ok, Sam... Esses fantasmas sempre deixam pistas! Não pode ser nada!’’
‘‘Dean, fantasmas estão mortos não deixam pistas de homicídios por isso os casos são inexplicáveis!’’
Interessante. Uma chance de devolver na mesma moeda...
‘‘Chega!’’, esbravejei séria. ‘‘Vocês dois parecem crianças! Temos um caso importante!’’
Não agüentei! A careta que eles estavam fazendo agora era hilariante!
‘‘WOW. ’’, fingi espanto. ‘‘Porque estão me olhando? Somos caçadores, temos que pegar esse fantasma ou o casalzinho esqueceu?’’
Retirei lentamente da minha mochila, um pequeno bloco de notas que poderiam me servir como diário. Escrevi pouco, mas essencial pra mim naquele momento.
Querido diário,
Até que a vida com os irmãos patetas não é tão ruim assim... Eles pegam fantasmas e demônios e isso parece bem divertido. Quando eu digo ‘‘divertido’’, estou falando em fazê-los passarem por momentos humilhantes!’’
Bons sonhos com rock’n roll pra você,
Roxanne Lisbeth Mary McCarter W.
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