A Filha de Aro Volturi
5 Capítulo 4
Notas iniciais
Biloxi, Mississippi, Hospital Down Space-on 1901.
Pov Renée
Ouvi seu choro e sorri, ela tinha nascido bem, graças a Deus, fiz uma prece rápida, agradecendo, mesmo eu ajudando com que ela nascesse bem. Eu sei que Deus tem um dedo nisso, sorri, encarando aquela Recém- Nascida, tão pequenina e com um futuro promissor.
Pov Narrador.
Fora da sala sua Irma Cynthia de 7 anos pulava ao ouvir o barulho do choro da irmã, ela estava animada pensando em tudo que faria com a irmã, seria a irmã mais legal do mundo, ao pular seu cabelo preto como a noite dançava ao movimento dos pulos, seus olhos azuis olhavam tudo atentamente para que não perdesse nenhum detalhe. Ela estava ansiosa. Sua reação foi diferente de muitas crianças, que ao descobrir que os pais irão ter outro filho será esquecida, diferente, ela ficou bastante animada fazendo varias planos dos ambos os sexo e quando descobriu que era uma menina, ninguém conseguiu segurar.
Biloxi, Mississipi, Casa dos Brandon, 1906.
–Sua vadia, meus pais sempre me avisaram- Outro tapa- Sempre! Mais o idiota aqui acreditou? Não- Mais um- Eu te odeio por ter me feito ama — lá, deve ser uma bruxa, com que me feitiçará?- Segurou o rosto delicado da pequena mulher que chorava desesperadamente, nesse tempo espalhou uma lenda dizendo que bruxas estavam rondando pela a redondeza seduzindo homens, para que os Demônios pudessem se apossar de seu corpo- Responda-me!- Apertou, deixando o local vermelho, não que ele se importasse, estava cego pela raiva.
–Eu...eu- Engoliu as lagrimas- Eu não sou uma bruxa, nem vadia, e não foi eu que ti fiz me amar, foi o seu coração, então se é o homem que me ama ou me amou, você nunca faria isso comigo!- Arregalou os olhos pelo o que tinha dito, não acreditava o que tinha acabado de falar.
–Como tens a Audácia de me responder?- Perguntou rosnando, como um cachorro raivoso- E querida mulher eu te amei muito mas você não valorizou o meu amor, e eu sinto muito por fazer isso, mas, eu não sou homem de aceitar traição, e o que você cometeu?
–Uma traição!- Sussurrou abaixando a cabeça, toda a coragem tinha desaparecido.
–Boa garota, agora você vai ver que ninguém brinca comigo!- Soltou uma gargalhada psicopata, ela o encarou com os olhos medrosos, nunca havia visto ele dessa maneira. Fora sempre doce, sempre bom... E ali na sua frente havia um homem frio, sem caráter algum, o que tinha feito ao seu marido?
Ele pegou a faca, passando aos dedos, e sorriu diabolicamente com os olhos fixo a sua mulher, andando com passos lento até sua amada, ou ex, isso não importava no momento. Ele sorriu amoroso.
–Amor eu prometo que não vai doer, você só precisa ficar quietinha- Ele se abaixou a altura da mulher, sorrindo o sorriso que ela sempre amou, mas a única coisa que sentia agora, era nojo, medo, desespero. Os olhos do Dean brilhavam perigosamente, ele aproximou a faca do rosto da Mary, deixou as lagrimas caírem a única coisa que podia fazer era gritar, mas se gritasse ninguém a ouviria, além que ficar com a voz rouca, mas quem se importa com a voz em um momento sádico desse?
Ele furou deixando pequena gotas de sangue cair, sorriu passando o dedo no corte e lambendo, ele se afastou, e por frações de segundos ela pensou que ele fosse parar, mas ele nem tinha começado.
–Vai acabar antes que você imaginar.
...
–AAAHHHHHH- os olhos da garotinha de 5 anos estavam nublados de lagrimas, não sabia o que significava esses sonhos, mas estava tendo demais, essa era a segunda vez que sonhava com isso, e a sétima que sonhava com torturamento, ela se encolheu na cama, tampando os ouvidos, sua camisola estava molhada pelas lagrimas que escorriam, seu coração acelerado capaz de sair pela boca, ela podia sentir a faca perfurando seu rosto, passou a mão na bochecha, que continuava intacta.
A luz fora acesa, e sua irmã agora com 12 anos, entrou sentindo se despedaçar ao ver o modo como sua pequenina irmã se encontrava, ela correu até a cama a abraçando, primeiramente ela rejeitou se debatendo, mas se acalmou aos poucos com o afago que Cynthia fazia em seus cabelos, Cynthia sentiu a respiração dela se acalmar. Ressonando.
–Mary, eu estou aqui e sempre vou estar! — Deitou a irmã tremula na cama a cobrindo, deu um beijo na testa, saindo do quarto, se deparou com seus pais.- Ela esta bem só foi um pesadelo!- eles assentiram voltando para o quarto. Eles estavam assustados com a Mary, e iria tomar uma decisão drástica.
Mary abraçou a si, esperando seu anjo aparecer, e foi só pensar nela, que a própria apareceu, suas asas deixavam o quarto brilhando, não era muitas vezes que a via, mas sempre soube que ela estava ali.
–Ohh Minha pequenina!- Sentou na cama, Mary levantou-se, as lagrimas se romperam escorregando pela face delicada daquela menina, Renée a puxou sentado em seu colo acolhendo ela com um abraço protetor e suas asas.
–Anjinha, eu tenho medo desses sonhos, eu sinto como se fosse real!- Um soluço rompeu de sua garganta seguido por outro.
–Shiu querida, foi apenas um pesadelo!- No fundo ela sabia que não era sonho algum, e sim, visões, um dom poderoso!
Biloxi, Mississippi, Sanatório Spinelli, 1916
Pov Renée
"Eu não sei se você ainda esta aqui. Queria que me tirasse daqui, no fundo sei que não sou uma doida, e não preciso estar aqui. Meus pais, bom... Ainda estou chocada com a decisão de se livrar da filha louca. Mesmo depois de 9 anos a ficha ainda não caiu, não consigo acreditar que fizeram isso, digo nem visitar a filha louca eles vem, só Cynthia e minha sobrinha Mabbel vem, ela é tão fofa!!
Às vezes sinto sua presença, não tão como antes, mas sinto.
Queria vê-lá, saiba que nunca a esqueci! E nunca esquecerei, minha anjinha!!
Mary Alice”
Passei meus dedos em seu rosto delicado porém perturbado.
–Também não pequenina.
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