Notas iniciais
Divirtam-se ^^

Belinda acordou tarde naquela manhã e não estava com a mínima pretensão de se levantar e sair da cama quente e confortável, as cortinas de sua cama ainda estavam fechadas e mantinha a claridade afastada de seus olhos, o que era extremamente aconchegante e cômodo.
–Lestrange? –Katia chamou de algum ponto do quarto e Belinda decidiu ignorar.
–Ela ainda tá dormindo? –Ginny questionou.
–Provavelmente, todo mundo sabe que se fosse possível ela passaria o dia inteiro na cama. –Hermione disse rindo. –Bell é um poço de preguiça.
–Vai à merda Granger! –Soltou a menina e a ouviu a gargalhada da castanha e das outras.
–Sabia que você tava acordada. –Disse ela e as cortinas de sua cama foram puxadas e a claridade invadiu seu espaço.
Belinda fechou os olhos imediatamente e puxou o cobertor pra cobrir o rosto.
–Você sabe que horas são? –Ginny perguntou tentando retirar as cobertas de cima da amiga.
–Não faço ideia e não tenho a menor vontade de descobrir.
–Vamos Belinda. –Disse a ruiva, finalmente conseguindo puxar o cobertor.
–Mas que porra! –Disse ela cobrindo os olhos.
–Você perdeu até mesmo o almoço. –Katia comentou.
–To nem ai. –Resmungou e ouviu Ginny suspirar.
–Qual é? Tá na hora de levantar Bell. Lá fora tá nevando e estão fazendo guerra de neve. –Comemorou.
–Se você não me deixar em paz, eu vou te enterrar na neve. –Ameaçou.
–Essa preguiça sempre a deixa agressiva. –Katia brincou.
–A Bell é agressiva, o caso é que finge ser legal. –Brincou Hermione.
–Vai tomar no seu...
–Você tá convivendo muito com os meninos. –A castanha implicou e Belinda finalmente retirou as mãos dos olhos e a encarou.
–Foda-se. –Disse rindo.
–Se vocês não vão, eu vou. –Disse Katia, saindo do quarto e fechando a porta atrás de si.
–Vão também, xô. –Disse Belinda pras duas que ainda estavam ali. –Me deixem em paz. –Hermione e Gina riram.
–Finge que é disposta e levanta, vamos brincar um pouco.
–Não quero, agora saiam da minha frente. –Pediu rindo.
–Belinda. –Disseram as duas e ela bufou.
–Se existe um inferno, no meu vocês estarão pra me acordar todos os dias.
–E os meninos? –Gina implicou.
–Eles vão estar, com toda a certeza do mundo. –Falou sentando na cama. –Mas eu odeio mais quem me acorda. –Elas riram.
–Assume que já estava acordada Lestrange. –Hermione disse.
–Talvez.
–Talvez? –Perguntou a ruiva.
–Sim, talvez. –Sorriu e se colocou de pé. –Agora sai da minha frente.
–Você é insuportável.
–Não mesmo, foi você quem me acordou. –Deu de ombros enquanto caminhava para o banheiro.
–Bem. –A ruiva sorriu. –Agora que você está acordada, posso descer e dizer pros meninos que logo você vai.
–Foram eles que pediram pra me acordar? –Perguntou, parando na porta do banheiro e encarando a ruiva.
–Os gêmeos e as Serpentes. –Disse ela.
–Quais Serpentes? –Sorriu.
–As únicas que falamos sem problema algum. –Hermione assegurou.
–Ah! Os dois idiotas.
–Idiotas que você adora.
–Os amo de paixão. –Sorriu abertamente.

Lestrange descia distraidamente as escadas vai-e-vem quando encontrou Tayner, Marcos e Daniel em uma conversa animada com os gêmeos.
–Oi. –Cumprimentou ela agarrando Freddie.
–Isso tudo é amor? –Zombou ele.
–Claro... –Sorriu docemente. –Que não, né? –Ele sorriu.
–Assim magoa meus sentimentos.
–O dia que se magoar por eu falar assim com você, sei que não é o Freddie Weasley, okay? –Ele riu.
–Ela te conhece tão bem. –George riu.
–Nem vem que você é a mesma coisa. –Alertou a menina e ele riu.
–Ela desceu despejando veneno hoje. –Dan zombou.
–A Serpentina aqui é você e o loiro, não eu Olivier. –Esclareceu e eles riram.
–É tão bom quando você acorda de bom humor, querida. –Tayner ironizou e ela rolou os olhos, mas sorriu.
–Cadê o Mu?
–Adivinha. –Disse o loiro com um sorriso safado o qual ela conhecia bem.
–Quem é a pobre vitima?
–Quer horror! O que a faz pensar isso Lestrange? –Marcos brincou.
–Bem. Primeiro porque são vocês. Segundo porque vocês estão esperando ele aqui. E terceiro... –Ela fingiu pensar. –Porque são vocês.
O grupo de rapazes gargalhou. Belinda riu, era engraçado ser uma das únicas meninas que vivia entre eles e mais divertido ainda o fato deles falaram o que bem entediam sem reserva porque ela estava ali.
–Nós também a amamos. –Disseram todos em sinfonia e ela riu.
–Estou com fome. –Informou ela.
–Puta merda. –Douglas xingou.
–Caralho. –Daniel bufou.
–Puta que pariu. –Marcos falou a encarando seriamente.
–Grande novidade! –Disseram os gêmeos em tom divertido.
–Se quiser temos uns doces aqui, Lestrange. –George brincou.
–Nem fodendo. –Advertiu ela e os rapazes riram.
–Vamos até a cozinha. –Freddie chamou.
Belinda e os rapazes entraram na cozinha, imediatamente Dobby os viu e correu para atende-los, a menina sorriu para o Elfo.
–Senhorita Belinda. –Cumprimentou alegremente.
–Hey Dobby, como você está?
–Dobby está bem e a senhorita?
–Estou muito bem e com fome. –Disse sorrindo.
–Ah! –Os grandes olhos do Elfo brilharam. –O que gostaria de comer senhorita?
Belinda e os rapazes sentaram-se na mesa correspondente a Lufa-Lufa e logo eram mimados pelos Elfos. Lestrange viu uma Elfo Domestico muito suja e que parecia muito distraída enquanto lavava alguns pratos.
–De onde você conhece o Elfo que nos recebeu? –Daniel quis saber,
–Dobby era o Elfo dos Malfoy. –Deu de ombros. –O conheço desde que consigo lembrar.
–Aqui está senhorita Belinda. –Disse Dobby voltando e servindo a todos.
–Obrigada. –Sorriu a menina. –Dobby, quem é aquela Elfo ali? –Ela indicou a Elfo triste que lavava as louças.
–Aquela é Winky.
–Winky? –Belinda ponderou. –Ela era Elfo do...?
–Do Senhor Crouch, senhorita. –Informou habilmente.
–E o que ela faz aqui? –Douglas perguntou e Belinda encarou a Elfo de cenho franzido.
–Depois da Copa Mundial de Quadribol, onde a Marca do Lorde das Trevas... –Dobby parou de falar.
–A Marca Negra? –Marcos questionou e a atenção de Belinda se voltou pra Dobby.
–Sim meu senhor. –Assentiu pesaroso. –Depois daquilo Winky foi libertada.
–E ela ainda não se acostumou, não é? –Belinda perguntou de forma gentil.
–Não, Winky acha que seu antigo senhor precisa dela e não gosta da liberdade. –Suspirou com pesar.
–E você Dobby, aproveitando a liberdade? –Quis saber a menina e viu o Elfo ficar sem jeito. –Eu imagino que deva ser divertido poder fazer o que quiser sem ter alguém gritado o tempo todo.
–Dobby gosta muito de ser livre, senhorita Belinda.
–Eu fico feliz por você. –Sorriu.
O grupo estava saindo da cozinha quando viu dois Lufanos do segundo ano pararem em frente a entrada da Lufa-Lufa. Lestrange viu Freddie e George puxarem as Varinhas simultaneamente e acelerou os passos, rapidamente estava no fim do corredor e ainda se virou a tempo de ver um dos Lufanos erguer a mão pra tentar se defender dos conteúdos dos barris que estouravam sobre eles e logo sentiu o cheiro de azeite e óleo de peixe preencher o ar.
–Que nojo! –Berrou um deles.
Belinda começou a gargalhar e Freddie agarrou sua mão e puxou pra longe dali, o grupo correu pra distante do corredor e só pararam quando saíram do castelo, onde todos se escoraram pra tomar ar e riam.
–Por Merlin! –Disse a menina. –Aqueles garotos vão feder a peixe por bons dias.
–O que vocês aprontaram? –Murilo quis saber se aproximando.
Belinda o encarou e viu que seu cabelo estava mais bagunçado que o normal e os lábios inchados.
–Nós não aprontamos nada, mas você tenho certeza que sim. –Implicou ela quando parou de rir.
–Por que acha isso, meu amor? –Perguntou cinicamente.
–Porque vocês são tão cínicos?
–Ele faz a merda e sobra pra todos nós, é? –Daniel a encarava.
–Porque todos vocês tem essa mania de tentar se fazer de inocente.
–Impossível! –Soltaram os gêmeos. –Eles são umas pestes.
–Olha quem fala! –Douglas disse rindo.
–Nenhum de vocês presta. –Belinda interveio. –Nem sei por que vivo com vocês.
–Porque nos ama e porque é parecida com a gente. –Marcos esclareceu e ela lhe mostrou o dedo do meio.
–Tomar no cu, Coren,
–Meu cu é área restrita, Lestrange.
–Sei lá, você vive com o Tayner, vai que...
–Te foder! –Disseram os dois.
–Bem...
–Nem começa! –Murilo mandou.
–Você é nova demais pra pensar nessas coisas Lestrange, para de palhaçada. –Daniel decretou e a menina sorriu.
–Se vocês não querem que eu pense nisso, parem de me mandar fazer, beleza?
–Vocês lembram quando isso era xingamento? –Douglas quis saber e os amigos riram.
–Deixa de ser quando a gente passa tanto tempo com vocês. –Disse a garota.
–Hey, o que acham de uma aposta? –George questionou de repente.
–Temos que invadir a sala de quem? –Douglas perguntou sorrindo.
–Cara, eu já disse que gosto de você? –Freddie sorria para o amigo.
–Vocês são da mesma raça. –Bell fingiu incredulidade.
–Por isso se dá bem com todos nós? –Marcos quis saber.
–Provavelmente. –Sorriu abertamente. –Mas sim, qual a aposta?
–Cada um vai ter uma missão. –Freddie propôs. –Todas relacionadas a professores.
–Teremos que roubar um objeto de algum professor. –George adicionou. –Iremos escolher pra cada um o que pegar e de quem.
–Com exceção do professor Snape porque se não todos nos ferramos de vez e Moody porque ele me assusta. –Belinda decidiu.
–A Belinda vai ter que pegar aquele pergaminho com os nomes das estrelas que a professora Sinistra deixa na sala dela. –Freddie sorriu.
–Porra, por que merda eu tenho que invadir a Sala da Professora Sinistra?
–Porque você tem pé atrás com ela. –Disse o ruivo.
–George vai saquear aquele livro que a professora Vector sempre anda e guarda no armário da sala dela. –Disse a menina.
–Sendo assim o Douglas vai ter que sequestrar uma Losna da coleção da Sprout. –Murilo decidiu.
–Beleza, então o troféu do Marcos vai ser um chifre de unicórnio que está em uma caixa no gabinete da professora Grubbly-Plank. –Belinda gargalhou, todos tinham receio da professora substituta do Hagrid.
–A caralho. Dan meu velho, você sabe aquela bola de cristal que a Trelawney mostrou pra gente uma vez e que fica no gabinete dela?
–Você quer me foder? –Disse o menino.
–Não, só quero que se foda mesmo. –Sorriu. –Mano eu vou roubar a Grubbly-Plank, você pode fazer com a Sibila, ela é fácil de enrolar.
–Filho da puta. –Bufou e encarou Pucci. –Murilo, quero aquele pergaminho de runas francesas que tá no armário da Bathsheda, vou ter uma prova dela e não sei porra nenhuma. –Deu de ombros.
–Ótimo, eu sou o fodido que pega o livro que tá a matéria que precisamos pra passar nela. –Bufou. –Quero o walkman que tá na sala de Estudos Trouxas, acho que tá no armário da Burbage e trancado com magia. –Explicou. –E ficou pro Freddie.
–Ah! –Sorriu o ruivo. –Como gosto de ter gente doida pra apostar.
O grupo riu.
–Se alguém for descoberto no meio do jogo, paga um galeão pra cada um. –Avisou George.
–Feito. –Concordaram todos.
–Vocês sabem que a gente vai se foder muito, né? –Belinda quis saber e eles riram.
Lestrange e todos sabiam que ia dar confusão, mas o que seria da vida em Hogwarts sem uma boa confusão junto dos amigos?

Notas finais
E ai? O que acharam? Se divertiram? Beijos e até o próximo capítulo.