Notas iniciais
Hahahahaha Não resisti. Sinto que preciso postar esse capitulo hoje, afinal de contas, não sei quando poderei postar novamente, já que essa semana é semana de prova na faculdade. Affs. Bem, espero que gostem. E foi graças aos comentários da Be HAPPY que eu decidi postar logo. Beijoooos

Draco acordou atrasado, nem mesmo Blaise lhe chamara, obviamente porque antes de dormir o loiro não estava com um bom humor e mal conversou com o amigo, que o deixou sozinho como pedira.

Malfoy tomou um rápido banho e se vestiu, logo caminhava para o Grande Salão, quando estava passando pelo corredor não notou os gêmeos ruivos escondidos e sem se dar conta do que lhe fizeram apressou ainda mais os passos. Assim que entrou no Salão Principal viu todos olharem e começarem a rir.

Belinda estava ansiosa para ver o que aconteceria, então fora uma das primeiras a descer para o Grande Salão, logo as mesas começaram a encher, mas Draco não chegava e a menina ficava imaginando se ele havia percebido o que ocorria enquanto ele saia de seu Salão Comunal e não viria mais, daria uma desculpa e faltaria as aulas do dia, mas Freddie logo chegou ofegando e sentou-se ao seu lado, George fez o mesmo e lhe sorriu.

–Preparada?

–Pra morrer? Nunca. –Disse ela e os gêmeos riram. –Mas e ai, ele não viu?

–Não. –George riu. –Pegamos ele quando ele saia do Salão Comunal da Sonserina.

–Deve chegar em uns cinco segundos. –Freddie disse e olhou para a porta.

Belinda seguiu seu olhar e logo Malfoy surgira, fora inevitável, Lestrange caíra na gargalhada e logo todos faziam o mesmo.

Draco Black Malfoy sendo motivos de chacota era o melhor que Belinda poderia fazer, ele sempre presara a imagem acima de tudo e o que melhor do que acabar com isso? Draco estava com os cabelos laranja como fogo, a pele em um tom laranja mais apagado e com pintas azuis.

–Belo visual! –Alguém debochou. Belinda não viu quem, mas aquilo a fez rir mais ainda.

Draco começara a ficar com os olhos escuros, as mãos fecharam-se em punho e Belinda tinha certeza que ele estava vermelho por baixo da tinta. Ele estava furioso e não era pra menos.

Malfoy olhou para seus braços e viu as pintinhas azuis e a pele alaranjada, imediatamente soube de quem havia sido a pegadinha. Ele ergueu os olhos em direção a mesa da Grifinória e caçou a garota com os olhos, ela estava entre os gêmeos pobretões e gargalhava loucamente, ela percebeu seu olhar e o encarou de volta, dando um aceno pequeno.

–Adorei a cor. –Disse ela mal mexendo a boca, mas ele entendeu muito bem.

Draco saiu do Grande Salão a passos largos e voltou para seu dormitório, o ódio lhe preenchendo, Belinda lhe pagaria e se arrependeria pela brincadeira. Draco bateu a porta do quarto com força e foi até o espelho, assim que se viu por completo, ficou mais irritado que já estava.

–Eu vou acabar com ela. –Disse furioso.

Draco tentara esfregar com água, mas quanto mais esfregava, mais intensa a cor se tornava. Por fim desistiu e colocou sua capa, logo puxou o capuz e foi até a Ala Hospitalar, Madame Ponfrey o recebeu e resmungava algo sobre brincadeiras infantis enquanto pesquisava o que fazer. Faltava pouco menos de uma hora para o almoço e Madame Ponfrey finalmente conseguira que sua cor voltasse ao normal e seus cabelos também.

Malfoy aguardou em um canto, Belinda estava caminhando sozinha pelo corredor, mas o que o loiro não vira era que alguns metros depois dela, vinha toda a turma do Segundo Ano da Grifinória. Draco segurou a menina pelo pulso, ela virou-se e o encarou de olhos arregalados de surpresa.

–Se acha muito engraçada né Lestrange?

–Eu? Quem apareceu no Grande Salão pintado de azul e laranja foi você.

O gêmeos e Belinda decidiram as cores azul e laranja porque foram as mesmas que Malfoy usou na menina durante as férias e assim seria muito mais fácil Draco saber quem havia armado a brincadeira.

–Sua...

–Draco. –Ela prendia o sorriso. –Eu não suporto palhaços, deveria saber que a ultima coisa que eu lhe transformaria seria em um.

–Como ousa...

–Bem, dizem que palhaços servem para fazer as pessoas rirem, rir mais do que você fez todo mundo rir, impossível. –E começou a gargalhar.

Draco puxou a varinha do bolço e apontou para o rosto da menina, que ainda continuou com um sorriso presunçoso.

–Vai, faz o que quer Malfoy. –Os olhos escuros perderam o brilho e a pupila sumiu na negritude. –Mas não corra para o papaizinho depois. –Sussurrou debochada.

–Furun...

–Expelliarmus. –Belinda viu a varinha de Draco voar para os pés de um loiro mais alto e forte. –Algum problema aqui?

–Nem um meu Anjo. –Belinda disse sorrindo abertamente para Tayner. –Só uma conversa amigável, não é Draco? –Os olhos cinza estavam tempestuosos. –Só parabenizando pelo show de mais cedo.

O aperto de Draco aumento no pulso da menina, mas ela segurou a expressão, não demonstraria dor, por mais que estivesse.

–Que bom, mas acho que já pode largar ela Malfoy. –Tayner indicou com o queixo.

Draco podia ser muita coisa, menos burro, ele largou o pulso de Belinda e a encarou novamente.

–É bom ter cuidado Lestrange. –Murmurou.

–Isso é uma ameaça?

–Entenda como quiser.

–Entenderei, pode deixar. –Então o empurrou para longe e correu até Douglas.

–Vamos comer. –Disse o Sonserino.

–Como quiser.

Draco podia azarar os dois ali mesmo já que estavam de costas, mas teria que se entender com Tayner e o loiro estava um ano a frente, seria mais complicado enfrenta-lo. Malfoy respirou fundo e voltou para seu dormitório, não estava com paciência para ser alvo de deboches naquele momento.

–Você está bem? –Tayner perguntou para a amiga.

–Sim.

–Bell?

–Estou, na verdade muito. –Ela sorriu.

–Estou perguntando fisicamente. –Disse o loiro parando e segurando o pulso da menina.

–Não foi nada. –Belinda adiantou-se assim que viu a raiva nos olhos azuis, à marca da mão de Draco ficara na pele pálida da menina, o que provavelmente ficaria roxo.

–E o que é isso?

–Eu sou branca Tayner, qualquer coisa me marca.

–Você está defendendo aquele desgraçado?

–Não. –Disse feito uma criancinha, mas de certa forma estava sim. –Mas é verdade, Draco até queria me machucar, mas não teria forças o suficiente, só fiquei marcada porque sou muito clara, daqui a pouco some.

–Duvido muito, essa porra vai ficar roxa.

–Você sabe que está chamando de porra para o meu pulso, não é?

–Sim.

–E que é parte de mim.

–Não brinca. –Debochou. –Sempre achei que fosse de um unicórnio. –A menina riu.

–Não se faz de idiota, você entendeu o que eu quis dizer.

–Não to me fazendo de idiota, Lestrange.

–Realmente, você é. –O loiro a encarou e ela gargalhou, fazendo-o somente revirar os olhos.

–Vamos, estou com fome e sem saco pra suas palhaçadas. –Ela riu. –Mas e ai, quem teve a ideia de deixar o Malfoy laranja?

–Por que acha que a ideia não partiu de mim?

–Qual é? Vai ficar me enrolando mesmo? –Ela riu.

–Dos gêmeos. –Ele assentiu rindo.

–Era de se esperar, os mestres das pegadinhas.

–Exato.

–Mas eu achei que o Malfoy fosse te atacar ali mesmo.

–Eu também. –Ela fez careta. –Mas Draco não é tão estupido quanto aparenta, ele sabia que se meteria em confusão. –Deu de ombros. –Afinal minhas mãos estavam limpas.

–Tecnicamente...

–Não, literalmente. –Ela riu. –Seja como ele tentasse provar, eu estaria limpa, estava desde cedo no Grande Salão e os professores me viram lá.

–E com o Lockhart ensinando você não chegaria a um nível de magia assim. –Os dois gargalharam.

–Gilderoy Lockhart. –Disse ela imitando as demais garotas e colocado um falso entusiasmo no tom de voz. –O cara é um idiota e todas as meninas ficam caidinhas por ele.

–Você já leu os livros dele?

–Todos.

–E o que achou?

–Histórias bem interessantes pra ser honesta...

–Mas? –Interrompeu ele e ela riu.

–Mas eu não acredito que ele tenha feito nada daquilo, o cara não sabe nem efetuar uma magia de verdade, só fica falando o quão belo é seu sorriso. –Ela fingiu que ia vomitar. –Ele me embrulha o estomago.

–Oi. –Hermione surgiu atrás da menina, dando-lhe um susto.

–Que merda. –O Trio de Ouro começou a rir. –E ai?

–Oi. –Sorriram.

–Do que estavam falando?

–Gilderoy Lockhart. –Douglas informou e Hermione se derreteu. –E o quanto ele é idiota.

–Ele não é idiota, é um...

–Hermione. –Belinda bufou. –Qual é? O cara é um babaca, só se faz de inteligente, nem Hagrid gosta dele. E é o Hagrid.

–Vocês só não compreendem a essência do que ele diz.

–Se existisse uma. –Harry murmurou e recebeu um olhar fatal da castanha, fazendo os demais rirem.

–Nos falamos depois baixinha.

–Eu não sou baixinha. –Retrucou ela dando um chute de leve na canela de Tayner.

–Ai porra.

–Você que é alto demais.

–Filha de uma...

–Vou lavar sua boca com sabão. –Disse ela rindo e saiu correndo para sua mesa, antes do amigo fazer algo.

–Bell. –Murilo, Marcos e os gêmeos a receberam com palmas.

–O que eu fiz?

–Não se faça de desentendida. –Marcos disse baixinho quando ela sentou e Belinda riu.

–Não estou.

–Quer que eu grite pra todo mundo escutar? –Murilo zombou.

–Nem brinca. –George disse.

–Estaríamos mortos. –Freddie concordou.

–Sem duvida alguma eu estaria. –Belinda fez careta.

–Ele não vai contar para o pai dele? –Harry quis saber.

–A ultima coisa que Draco vai querer fazer é contar para Lucius que foi feito de idiota em frente a toda Hogwarts por mim. –Ela riu. –Draco vai se vingar, mas vai fazer com que Lucius não saiba e se souber, não dirá que fui eu.

–Está muito convicta. –Hermione observou.

–Conheço o Malfoy. –Alegou e recebeu um olhar curioso de todos. –Pode acreditar, Draco não é tão idiota quanto aparenta.

–Na minha opinião ele vai morrer sendo um imbecil. –Belinda gargalhou.

–Concordou em partes. –Disse a garota. –Draco jamais alegaria para Lucius que fora feito de idiota, por quem quer que fosse, mas quando se trata de mim posso ter uma segurança a mais.

Belinda começou a escutar risinhos por todo o Grande Salão e ergueu os olhos, Draco estava entrando, embora não estivesse mais colorido ainda era motivo de murmúrios, piadinhas e risos.

Malfoy respirou fundo e encarou Belinda na mesa da Grifinória, ela lhe sorriu e estalou um beijo, a raiva subiu pelo peito de Draco, mas ele somente sentou-se na mesa da Sonserina.

–Você está bem Draquinho? –Pansy perguntou-lhe.

–Porque não estaria? –Perguntou seco.

–É que você está irritado e eu quis ser gentil. –Disse ela ficando emburrada, mas o loiro somente bufou e virou-se para a comida.

–E ai cara, já sabe quem aprontou com você? –Blaise perguntou.

–Já.

–E o que você vai fazer? –Théo perguntou, mas Draco só deu um sorriso de canto.

–Por enquanto nada.

–Por que?

–Quem aprontou tá esperando vingança, está na defesa. –Ele bebeu um gole de suco de abobora. –E eu quero pegar ela distraída.

–Cara, não acredito. –Blaise disse. –Não me diga que quem aprontou com você foi...

–Exatamente. –Draco não permitiu que o moreno acabasse de falar e Zabini notou que o amigo não queria que ninguém mais soubesse.

Belinda riu e sentou em um galho baixo da árvore, todos conversavam tranquilamente, ela sentiu um arrepio na coluna e olhou em volta, parando subitamente de rir.

–Bell?

–Oi? –Disse encarando Murilo que a olhava preocupado.

–Você tá legal?

–To sim.

–Você ficou estranha de repente.

–Só uma sensação de estar sendo observada, nada mais que isso.

–Tem certeza?

–Sim.

–Não tem ninguém por aqui, relaxa baixinha.

–Tayner, eu vou te dar porrada.

Belinda amava a companhia dos amigos, ficaram no jardim jogando conversa fora até o horário que lhes era permitido.

–É melhor irmos dormir, amanhã tenho que aturar uma “Incrível aula de DCAT com o melhor professor de todos.” –Imitou Katia, que nutria uma paixão por Gilderoy. Os meninos riram.

–Vamos nessa. –Marcos estendeu a mão para a amiga, que a agarrou imediatamente.

–Ela até parece uma garota normal, não é mesmo?

–Normal? Quem? Belinda? –Tayner bufou e começou a rir.

–Cara, o que tinha no seu suco pra dizer uma coisa dessas? –Henri zombou.

–Não é nada do que estão pensando. –Murilo disse rindo. –É só que ela virou uma pessoa sociável, engraçada e...

–Um carrapato? –Marcos disse sacodindo a mão e de brincadeira a menina não a largou.

–Nem assim consegue convencer a gente que Belinda é normal, cara. –Henri falou rindo.

–Que se danem vocês. Sei que não conseguem viver sem mim.

–É? –Tayner desafiou.

–É. –Disse convicta e eles riram.

–Vai dormir que o sono já está te deixando maluca. –Disse o loiro abraçando a menina e dando um beijo no topo de sua cabeça.

–Boa noite baixinha. –Henri disse abraçando-a.

–Que merda, eu não sou baixinha.

–É sim. –Disseram os quatro e Belinda bufou, logo seguindo para o andar onde ficava o Salão Comunal da Grifinória.

Os três passaram pelo quadro da Mulher Gorda rindo de uma piada idiota de Murilo, Belinda jogou-se no sofá.

–Estou com preguiça de andar até meu quarto.

–Você com preguiça? é o final do mundo. –Zombou Marcos.

–Te foder Coren.

–Isso não se manda Lestrange, se convida, mas você ainda é muito novinha para eu fazer tal convite. –Ela bufou.

–Realmente, é melhor eu ir para meu quarto. –Colou-se de pé. –Boa noite meus amores.

–Boa noite. –Disseram em uníssono.

Notas finais
Digam o que acham, ok? Tentarei postar pelo menos mais um esse final de semana, mas se não for possível, espero que esse seja o suficiente até o próximo sábado. Beijos