Notas iniciais
Espero que se divirtam ^^

Lestrange retornou pouco antes das onze para o Salão Comunal, assim que passou pelo quadro da Mulher Gorda, que estava bêbada e com várias garrafas de vinho jogada no fundo do quadro, se deparou com a festa surpresa de Harry, a qual ela esquecera completamente, mas assim que entrou em sua Casa Comunal, viu um imenso canário amarelo explodindo em penas e logo Neville em seu lugar.
–Merlin! –Disse ela rindo. –Vocês ainda confiam em comer perto dos gêmeos? –Questionou atraindo atenção dos amigos.
–Qual é Lestrange? –Freddie sorria animado. –Assim nos faz parecer malvados.
–Vocês não são malvados, vocês são umas pestes. –Disse se aproximando e se apoiando em George, que estava sentado próximo a Dino. –É diferente.
–Suas pestes preferidas. –George disse dando uma grande mordida em uma tortinha de cereja.
–Do mundo inteiro. –Confirmou e furtou a torta de sua mão, mordendo no exato lugar que o ruivo deixara a marca de seus dentes.
–Isso é meu. –Disse ele rindo e puxando a torta de volta. –Achei que não confiasse em comer perto da gente.
–E não confio. –Rui. –Mas se você comeu é seguro. –Acrescentou sentando no braço de sua poltrona.
–Certeza? –Freddie zombou.
–Cuidado com a resposta Bell. –Marcos brincou. Parecia muito satisfeito comendo um Bolo de Caldeirão.
–Eu nunca confio neles. –Esclareceu. –Os amo, mas não confio. –Todos riram.
–Que horror! –Freddie se exaltou de brincadeira.
–Isso é uma tremenda injustiça! –George concordou com o irmão, somente fazendo a menina bufar e tomar sua tortinha novamente.
–Porra nenhuma. –Deu a maior mordida possível na tortinha, deixando somente um pedacinho, o qual fora tomado de sua mão e George colocou de uma vez na boca, enquanto a encarava.
–Minha comida. –Disse de boca cheia e ela deu de ombros, engolindo a torta.
–Belinda só come com vocês porque sabe que só usam os outros de cobaia. –Murilo brincou enquanto bebia algo em um copo descartável vermelho.
–Só usamos nossos amigos. –Freddie disse rindo.
–E não são cobaias. –Declarou George.
–São experiências. –Zombou Lestrange rindo.
–É como demonstramos gostar de vocês. –Zombaram juntos e a menina gargalhou.
–Claro que sim, mas ainda prefiro que vocês não demonstrem esse amor por mim, tá?
–Você é diferente Bell. –George brincou.
–Por quê? –Lilá quis saber, curiosa como somente ela poderia ser.
–Belinda é das nossas. –Freddie falou, mas a frase não pareceu ficar clara pra menina, entretanto os amigos riram.
–Por isso tenho medo quando vocês se juntam. –Dino disse rindo.
–Sou um docinho. –Belinda sorriu para o moreno.
–Tão doce quanto um Diabinho de Pimenta. –Marcos informou e ela lhe mostrou o dedo médio, fazendo os amigos rirem.
–Tomar no cu, Coren.
–Também amo você.
–Por quanto tá saindo mesmo aquele negocio que transformou o Nevill em canário? –Zombou.
–O Creme de Canário. –George informou. –A gente negocia preços depois, Lestrange.
–Em troca iremos querer um favorzinho. –Freddie lhe sorriu perversamente.
–Adoro troca de favores. –Devolveu o sorriso pro ruivo.
–Depois de uma dessas me retiro e me escondo no meu dormitório até o perigo passar. –Hermione zombou e os três riram animados.
–Jamais faríamos algo com você Mione. –Freddie sorriu.
–Eu seria tola em acreditar em qualquer um dos três. –Indicou os gêmeos e Belinda, apoiada no ombro de George.
–O que eu tenho com isso? –Belinda arregalou os olhos em falsa surpresa inocente.
–Como se não soubesse.
Lestrange a encarou por um momento e depois bufou, fazendo os outros rirem e ela sorrir.
–Talvez Granger, talvez. –Ela sorria de canto.
–Você anda com os gêmeos.
–Heeeeeey! –Berraram indignados e o restante do grupo gargalhou.
–Isso diz muito sobre uma pessoa. –Gina brincou.
–Até você? –Questionaram os ruivos.
–Principalmente eu. –Ela ria. –Conheço vocês e sei que não se deve confiar.
–Quieta! –Mandaram.
Belinda ria tranquilamente e logo o Salão Comunal estava praticamente vazio, só restando ela e os gêmeos.
–O que vocês querem? –Perguntou ela, sem rodeios.
–Estamos trabalhando em um produto novo e precisamos experimentar. –George informou.
–E dai? –Ela os encarou.
–Ninguém está confiando muito em comer perto da gente graças ao Creme de Canário. –Freddie falou o óbvio e ela riu.
–Novamente. E daí?
–Queremos que você teste. –Disseram juntos.
–Não vou ser porquinho-da-índia de teste pra vocês. –Alertou apontando o indicador e balançando para os dois, que começaram a rir.
–Não você, Bell meu amor. –George assegurou e ela estreitou os olhos.
–Começa a falar tudo.
Os dois informaram tudo para a menina, que fazia anotações mentais de se manter longe de qualquer doce que eles oferecessem a partir daquele momento.
–Como é mesmo o nome? –Perguntou enquanto eles entregavam o bombom de chocolate, de aparência extremamente inofensiva e apetitosa.
–Febricolate. –Freddie sorriu.
–Nome bem sugestivo. –Bufou ela.
–Nossos clientes precisam saber o que irão comprar. –George se defendeu e ela riu.
–Certo, deixa comigo que eu já sei pra quem dar isso.
–Malfoy? –Freddie ergueu uma sobrancelha.
–Na verdade não. –Ela sorriu. –O que vocês acham de uma Parkinson de cobaia?
–Contando que possamos descobrir se vai dar certo. –Eles riram.
–Espero que ainda não. –Ela comentou sorrindo ao se colocar de pé. –Espero que causa pelo menos uma deformação naquela vadia.
–Você realmente a odeia, não é? –George se animou.
–Não a odeio. –Sorriu. –Se odiasse ela já teria rolado escada a baixo acidentalmente. –Os três riram.
–Bem, nós podemos fazer algo especial pra ela. –Freddie ofereceu. –Fazer os cabelos ficarem em pé ou coisa assim.
–Eu realmente gosto da ideia. –Ela comentou sorrindo.
–Vamos marcar então. –George sorriu.
–Mas não vai contar como o favor que estão me devendo. –Alertou e os dois riram.
–Tudo bem. –Concordaram.
–Ótimo. –Ela enfiou o chocolate na pequena sacolinha de pano e depois no bolso. –Vou providenciar a entrega disso para a Parkinson e a gente vê no que dá.
–Feito. –Disseram.
–Só não esquece de nos contar quando vai fazer isso. –George pediu.
–Deixa comigo. –A menina assoprou um beijo e correu para o seu quarto.

Belinda andava sozinha pelo corredor do terceiro andar, após um dia cheio de aulas e deveres. Logo encontrou Marcos, Murilo, Douglas e Daniel, que conversavam animadamente.
–Hey. –Marcos a cumprimentou e ela sorriu.
–E ai? –Falou de volta e parou, tinha alguns poucos minutos antes da última aula.
–E ai Lestrange? –Tayner colocou o braço pelo ombro da menina.
–Eu tenho cara de apoio, porra? –Questionou ela e ele riu.
–Você é mais baixa que eu, então fica fácil apoiar.
–Teu cu.
–Você tá andando muito com o Marcos e o Murilo. –Daniel disse. –Tá começando a ti afetar.
–Palhaço. –Disse rindo.
–E como foi à aula de Transfiguração hoje?
–Rúnda não tá nada feliz de ter se transformado em uma taça. –Deu de ombros.
–Qual é tua aula agora? –Tayner quis saber.
–Adivinhação. –Informou e os meninos riram.
–Professora Trelawney tá doidona hoje. –Marcos brincou. –Supostamente era pro Murilo ter se engasgado com a sobremesa dele mais cedo, no almoço. –Murilo gargalhou.
–Comi mais que o normal e não morri engasgado. –Afirmou o rapaz e Belinda riu.
–A aula é com a Sonserina, será que a professora Sibila vai ver que eu vou matar a Parkinson antes do final do jantar? –Perguntou ela animadamente e os rapazes riram.
–Talvez, cuidado com a bola de cristal dela, se conseguir passar por aquilo fica tudo certo. –O loiro brincou e Belinda riu.
–Você é um idiota Tayner.
–Mas você me ama.
–Talvez, não se acha muito. –Ele riu.
–Ela tá pedindo o que na aula dela pro 4° ano? –Daniel questionou.
–Predições e Mapas. –Bufou. –Ao que parece Vênus está afetando minha vida a ponto de eu cair em desgraça até o fim do período. –Comentou alegremente e eles gargalharam.
–Por Merlin. –Douglas riu. –Todo mundo faz isso e ela ainda não percebeu?
–Ela é meio desligada nisso. –Daniel concordou.
–Sabe qual é o foda? –Marcos chamou. –Quando ela acerta.
–O que é raro. –Murilo informou.
–Tão raro quanto o Marcos ficar mais de três vezes com a mesma garota.
–Te foder Lestrange. –Ela riu.
–Nos falamos mais tarde. –Disse o loiro bagunçando o cabelo da amiga.
–Imbecil. –Xingou ela.
–Temos que ir pra aula de Trato das Criaturas Mágicas agora. –Daniel disse e lhe deu uma piscadela. –Boa sorte com o assassinato da Parkinson.
–Obrigada. –Disse ela rindo e viu os Sonserinos irem embora. –E vocês, qual é a aula agora?
–Poções. –Murilo informou e alongou os braços.
–Então nos falamos depois, tenho mais quatro andares pra subir. –Eles riram.
–Boa aula.
–Igualmente.
Belinda caminhava tranquilamente para o sétimo andar quando sentiu uma mão em seu ombro, estava tão distraída que não notara quem era e quase lhe acertou um soco no meio da cara. Draco recuou rapidamente.
–Tá ficando doida porra? –Belinda o encarou de olhos arregalados e viu alguns outros alunos encarando a cena.
–Foi mal. –Disse por fim e sorriu. –Tava distraída.
–Notei isso. –Bufou. –O que queria comigo mais cedo?
–Ah! –Ela sorriu animada novamente. –Você se importaria em fazer uma entrega para a Parkinson?
–Como é? –Perguntou segurando a menina e a encostando na parede, fora da sala.
–Não vou envenenar a vadia. –Prometeu.
–Belinda.
–Draco. –Imitou seu tom e ele suspirou.
–Depende.
–Quero testar um produto e quero que ela seja a cobaia.
–O que esse “produto” faz?
–Teoricamente ele vai servir pra mudar a temperatura corporal. –Sorriu. –Mais especificamente elevar a temperatura rapidamente, mas não deixa a pessoa que ingerir mal de fato. –Esclareceu.
–Só isso?
–Sim.
–Belinda.
–Eu to falando sério. –Alegou. –Ainda está em fase de teste, ela vai ser a primeira a experimentar na verdade.
–E se algo sair do controle?
–Sempre temos a Ala Hospitalar pra concertar nossas merdas.
–E se eu não entregar?
–Sempre tenho um plano B, você deveria saber disso melhor que ninguém.
Draco a encarou por um momento e suspirou, o que a fez sorrir abertamente e ele estendeu a mão.
–Me dá. –Belinda retirou a sacolinha de pano do bolso da mochila e lhe entregou.
–Ai dentro tem um bombom de chocolate.
–Vou dizer que um cara mais velho da Corvinal mandou entregar. –Informou ele. –Ela vai cair.
–Você a ama, em?
–Cala a boca se não mudo de ideia e faço você engolir isso. –Belinda fechou a boca em uma linha fina e ele riu. –Vamos pra aula, daqui a pouco a professora maluca começa a achar que a gente já morreu no meio do caminho. –A menina riu sonoramente.
Belinda entrou acompanhada por Malfoy e a professora lhes sorriu de forma triste, como se previsse uma tragédia e os mandou sentar, mas logo ele foi para perto de Zabini e ela se jogou ao lado de Dino, que lhe sorriu.
–Qual tragédia temos no seu cardápio de hoje? –Questionou quando ela puxou o pergaminho da mochila, ela riu e analisou o papel.
–Hmm... Uma pilha de pesados livros da biblioteca vai cair na minha cabeça. Vou cair das escadas vai-e-vem e Vênus está preparando uma armadilha nada amistosa pra mim.
Dino abafou a risada com a mão, mas Sibila os encarou e ele começou a fingir uma crise forte de tosses.
–Você está bem meu querido? –Questionou a mulher quando ele começou a se controlar.
–Ele tinha previsto que iria pegar um resfriado daqueles, professora. –Comentou Belinda seriamente e viu muitos alunos prenderem o riso.
–Ô. –Disse ela. –Deveria ir ver Madame Ponfrey, tenho certeza que ela terá uma poção forte pra isso.
Dino que havia acabado de parar de forçar a tosse para esconder o riso, começou uma nova rodada de tosses fingidas ao ver a expressão da professora e o cinismo de Belinda.

Draco riu e balançou a cabeça, mexeu no bolso de forma despreocupada e depois se deu por vencido, queria saber exatamente o que Belinda estava armando, então se inclinou em sua mesa e cutucou Pansy que estava na frente.
–Oi. –Cochichou ela, se virando para encara-lo.
–Um cara da Corvinal pediu que eu te desse isso. –Ele estendeu o sacolinha de pano escuro e ela pegou, sorrindo.
–Quem era ele?
–Não sei direito, ele mandou um primeiranista me dar. –Deu de ombros. –Se não quiser joga fora. –Com isso se recostou em sua cadeira e a viu analisar a sacolinha, mas não conseguia ver suas expressões.
Malfoy sabia que Parkinson era muito curiosa e cairia na armadilha. Logo ela abriu a sacolinha e jogou na mão seu conteúdo, analisou e retirou o delicado embrulho rosa do bombom, depois deu uma grande mordida e logo o chocolate sumira de sua mão.
Draco a observou pelos dois próximos minutos, foi o suficiente para vê-la começar a coçar a área abaixo dos seios e se mexer desconfortável na cadeira. Malfoy viu que Belinda a observava curiosa e disfarçadamente, finalmente Pansy coçou de baixo do braço e soltou um som esganiçado. Draco se curvou na cadeira e viu o que Parkinson olhava de forma horrorizada em seu braço, furúnculos cheios de pus, um desses estourados porque ela coçara.
–O que é isso? –Ela perguntou desesperada e Belinda pareceu mais curiosa que nunca para ver o que era, mas se conteve em seu lugar.
–Que merda é essa? –Draco chamou e ela o encarou.
–Não sei, minha pele tá quente e tá assim. –Choramingou.
–Alguém deve ter te azarado. –Blaise comentou, ele também se inclinara pra ver o que acontecia.
–Professora?! –Parkinson guinchou e toda turma se virou pra ela, finalmente Belinda podia encara-la de frente.
–Pois não? –Sibila a olhava.
–Eu preciso ir a Ala Hospitalar, é urgente.
–Por quê?
–Tem bolhas estourando pelo meu corpo, eu...
–Claro minha querida, vá, vá de pressa. –Mandou e Pansy saiu correndo.
Assim que Parkinson estava fora da sala, Belinda começou a rir e logo usou o mesmo método que Dino usara.
–Ao que parece essa gripe é contagiosa. –Dino zombou e a turma toda se controlou pra não gargalhar.

Notas finais
E ai? O que acharam? Beijos e até o próximo capítulo. :*