Notas iniciais
Espero que gostem. Divirtam-se! :D

O dia estava inesperadamente frio, a neve já não caia mais, porém o ar gélido rondava o castelo.

–Lestrange, amor da minha vida. —Freddie chamou quando a menina apareceu no Salão Comunal.

Poucas pessoas estavam no Salão naquele momento, um grupo de quatro meninas em um canto estudando e os gêmeos, que se encontravam próximos a janela, com uma maleta entre eles, ambos encarando a menina.

–Céus! O que vocês querem? —George riu e lhe deu uma piscadela, enquanto a garota se aproximava.

–Por que acha que queremos algo?

–Porque vocês não valem nada. —Falou se juntando a eles no chão.

–Calúnia! —Disseram em uníssono e ela riu.

–Vou fingir acreditar.

–Estávamos pensando... —Freddie iniciou.

–Quando vocês começam a pensar, dá merda.

–Calada. —George mandou rindo e passando o braço pelos ombros da menina. —Mas como Freddie falava, estávamos pensando se você nos faria um favor.

–Qual o nome do produto? Em que fase está? Quanto custa? E o que querem descobrir? —Os dois riram.

–É por isso que te amamos. —George sorria.

–E por isso é nossa garota favorita do mundo. —Freddie completou.

–Como vocês são falsos. —Fingiu ultraje.

O trio conversou por alguns minutos, até ela se despedir e sair do Salão Comunal da Grifinória, indo em direção a biblioteca, porém encontrou Diggory no meio do caminho, ele estava com Cho e com mais dois casais, ela suspirou e interceptou seu caminho, o fazendo sorrir abertamente.

–Bell. —Ele cumprimentou e ela bufou.

–Se você soubesse a vontade que eu estou de te matar, não sorriria desse jeito, Diggory. —Ameaçou e ele riu.

–Oi Belinda. —Cho cumprimentou também e Bell a encarou rapidamente.

–Oi. —Desviou para Cedrico novamente. —Precisamos conversar.

–Agora? —Ele franziu o cenho.

–Você tá me devendo uma, então não reclama. —Ele riu e assentiu.

Cedrico se despediu dos amigos e da namorada, logo agarrando Bell pelos ombros e a arrastando para a Torre do Relógio.

–O que você quer? —Ele quis saber assim que chegaram a Torre.

Belinda o encarou e sorriu.

–Absolutamente nada. —Cedrico estreitou os olhos e ela riu.

–Como se atreve, Lestrange? —Mas ele sorriu também.

–A presença da sua namoradinha me tira do sério. —Deu de ombros.

–Depois que eu começar a atrapalhar seus encontros com o Nerd...

–Lembra que a Cho Sem-Graça também é da Corvinal.

–Mas ela não...

–Todo Corvino é Nerd. —Interrompeu e ele riu.

–Até seu namoradinho? —Zombou.

–Ele não é meu namoradinho. —Bufou.

–Até parece. —Ele riu. —Só porque vocês não intitularam, não quer dizer que não sejam. —Ela rolou os olhos.

–É exatamente o que quer dizer. —Disse ela. —Não intitulamos, então não somos.

–E se ele te pedisse em namoro, o que você faria?

Belinda abriu e fechou a boca repetidamente, depois mordeu o lábio inferior, encarou o amigo e riu.

–Provavelmente sairia correndo e me esconderia na Torre da Grifinória pelo resto do período.

Os dois gargalharam.

–Você já foi mais corajosa, Lestrange.

–Qualquer menção a relacionamento sério me transforma em uma garotinha assustada.

Os dois permaneceram ali até a hora do jantar e foram para o Grande Salão juntos, quando atravessaram a porta do Salão Principal, riam despreocupadamente e Belinda sentiu o olhar de Cho sobre ela, encarou a menina de volta e bufou, olhando de novamente para o amigo.

–Sua Nerd-Chorona parece querer me azarar.

–Para de implicância. —Rebateu ele, mas ainda assim olhou para Cho.

–Não é implicância e você sabe disso.

–Você vive perturbando a vida dela.

–Não mesmo, vivo perturbando a sua vida, se isso a irrita, o problema é dela e seu. —Ele riu e bagunçou o cabelo da amiga.

–Cala a boca e vai jantar.

–Você também, amanhã é o grande dia e você precisa estar forte.

Cedrico sorriu para o nervosismo da menina e a segurou pelos ombros.

–Não precisa ficar nervosa, é só um labirinto com alguns bichinhos.

–Bichinhos escolhidos pelo Hagrid. —Retrucou e ele riu novamente.

–Nos falamos amanhã, Bell.

–Tá. —Bufou e ele sorriu.

Belinda se jogou em sua mesa, ao lado de Freddie.

–Oi. —Cumprimentou, já se servindo de ervilhas, carne, suco e purê de abóbora.

–Você sumiu o dia todo. —Murilo acusou e ela sorriu.

–Estava infernizando a vida do Diggory.

–Pobre Cedrico. —Marcos sorria. —Não basta ter passado por duas tarefas extremamente difíceis, estar na véspera da última prova do Torneio Tribruxo, ainda tem que te suportar.

–Vai tomar no cu, Coren. —Disse ela e ele riu. —E não me faz lembrar que amanhã é a última Tarefa. —Suspirou.

Os amigos riram e ela encarou Harry, que mantinha um sorriso controlado.

–Que foi? —Arregalou os olhos por trás das lentes, ao notar que ela o observava.

–Nervoso pra amanhã? —Quis saber e ele deu de ombros.

–Um pouco. —Ela riu.

–Pelo menos alguém tem juízo e fica, mesmo que pouco, nervoso pra amanhã.

–Por que? —Hermione questionou.

–Cedrico parece relaxado demais. —Bufou. —E isso me enlouquece.

O grupo riu e depois entrou em uma conversa mais leve, logo o Trio de Ouro abandonou a mesa, dizendo que Harry iria estudar um pouco mais.

–Você parece mais nervosa que os dois. —Marcos acusou.

–Provavelmente estou. —Disse ela.

–Fica calma, eles vão se sair bem. —Murilo a tranquilizou e ela assentiu.

–Espero que sim.

–Vamos falar com as Serpentes, você vem? —Marcos chamou e ela sorriu.

–Claro.

Tayner e Daniel estavam no corredor, com três garotas da Sonserina, Belinda rolou os olhos e riu, parando a alguns metros dos Sonserinos.

–Céus, eles não valem o chão que pisam. —Os dois riram. —Não riam não, vocês são igualzinhos.

–Se foder. —Mandaram parando de rir e ela sorriu.

–Para de graça. —Murilo cortou.

–Merlin! Vocês mandam e depois se arrependem é? —Riu. —É melhor ter cuidado com o que mandam as pessoas fazerem, elas podem estar suscetíveis a obedecer.

–Você nunca está suscetível a obedecer. —Marcos disse indignado. —Você é a garotinha do grupo, não pode fazer isso.

–Mascotes não devem fazer isso. —Murilo implicou.

–Mascote é o seu cu.

–O teu. —Rebateu ele e ela riu.

–Lestrange, meu amor. —Daniel a agarrou e ela riu.

–Tinha alguma droga no seu suco de abóbora? —Questionou quando ele a soltou.

–Muito engraçado.

–Ela só pensa mal da gente. —Douglas disse ao abraçar a amiga.

–Vocês não são exatamente os tipos de caras que se pode pensar bem. —Deu de ombros, enquanto os quatro xingavam.

–Olha quem fala! —Doug ria. —A contrabandista dos gêmeos ruivos.

–Não sou contrabandista. —Disse ela rindo.

–É sim. —Disseram os rapazes em uníssono.

–Que absurdo. —Se fez de ofendida.

–Esse papel não serve pra você. —Daniel comentou. —Isso de garota inocente, sabe? Pode servir pra qualquer um, menos você, Lestrange.

Belinda fez beicinho e depois deu de ombros, abrindo um largo sorriso.

–Realmente não. —Eles riram.

Taylor caminhava pelo corredor, acompanhado por Jonathan e Flavinha, os três riam divertidos.

–Você bem que podia chama-los. —Marcos comentou enquanto encarava Flavinha.

–Você sabe que ela não vai cair facilmente na sua conversa, né? —Disse rindo.

–Você acha que ela não ficaria comigo? —Ele a encarava seriamente.

–Não disse isso, mas ela não é fácil e boba como as outras que você costuma pegar.

–Eu...

–Hey, Nerds! —Bell chamou quando eles estavam próximos e os três riram.

–Que você quer, encrenqueira? —Flavinha lhe sorriu.

–Não sou encrenqueira. —Colocou a mão direita sobre o peito e fez cara de inocente.

–Já conversamos sobre isso, essa coisa de inocência não cola pra você. —Marcos comentou rindo.

–Vai a merda. —Disse ela, enquanto se apoiava no peito de Ty, que passou os braços por sua cintura.

–Tá cada dia mais folgada. —Comentou ele.

–Eu ainda acho que ela te trata bem. —Daniel disse.

–Claro, ele não enche o saco que nem vocês.

–Que absurdo, Lestrange! —Murilo e Dan disseram.

–Somos as pessoas que te tratam melhor. —Marcos e Douglas falaram e ela fez um muxoxo.

–Desde quando?

–Belinda é um caso a ser estudado pelo Ministério da Magia. —Jonathan brincou.

–Falo isso todos os dias. —Marcos sorria.

–Vão a merda, todos vocês.

O grupo conversou por um longo tempo, até Bell ver os gêmeos, que pararam nas escadas vai-e-vem, a aguardando.

–Falo com vocês amanhã, tenho alguns assuntos a resolver. —Sorriu para os amigos.

–Ficarei longe de você pelo menos pela próxima semana. —Ty zombou.

–Só uma semana? —Doug brincou. —Tá aí um cara confiante.

–Eu não volto a ficar tranquilo perto dessa coisa pelo menos até o fim do período. —Daniel informou.

–Vai tomar no cu.

–Eu mesmo não, Lestrange. —Ele sorriu. —Não no meu, pelo menos.

–Sei lá, vocês quatro só andam juntos.

–Vai dormir, vai. —Murilo mandou.

–Já começou a falar muita besteira. —Marcos concluiu.

–Pensem bem, seria fofo. —Flavinha gargalhou da piada de Belinda e os rapazes a ameaçaram, fazendo Bell usar Ty como escudo.

Taylor se afastou com ela, para se despedirem.

–Nos falamos amanhã. —Disse ela sorrindo e ele a puxou pela cintura. —É melhor ter cuidado, da última vez deixamos alguém meio perturbado.

–Madame Pince precisa arrumar um namorado e deixar os jovens em paz. —Brincou a beijando.

–Boa noite. —Disse ela quando se separaram.

–Pra você também.

Belinda sorriu enquanto ia até os gêmeos, Freddie lhe estendeu a mão, que ela agarrou e eles começaram a andar.

–Esse Taylor parece gostar de viver. —George comentou levemente.

–Creio que goste. —Disse ela, rindo.

–Que bom. —Freddie sorriu também. —Fica mais fácil quando a gente for ameaçar.

–Que?! —Ela o encarou de olhos arregalados e ele sorriu abertamente.

–Ele pensa que pode ficar assim com nossa garota?

–Justo com a nossa garota? —George concordou com o irmão.

–Pelas cuecas furadas de Merlin. —Ela suspirou. —Parece que é até complô.

Notas finais
O que acharam? Deixem seus comentários. Beijos e até o próximo capítulo.