A Filha das Trevas
10 Cobras são incrivelmente apaixonantes
Notas iniciais

10: Cobras são incrivelmente apaixonantes
Assim que cheguei em casa, corri para o meu quarto fechando a porta e me jogando na cama, eu estava ridícula
Parecia um bebe chorão que implorava pela mãe, eu não quero mais chorar! Eu cansei disso, eu prometi a mim mesma que as coisas iriam mudar e vou fazer isso, se eu quero proteger quem eu amo, essa Katherine tem que morrer!
Me levantei rapidamente da cama, peguei uma toalha branca e entrei no banheiro, liguei o chuveiro para a água ir esquentando enquanto eu me despia, logo já me encontrava nua então entrei em baixo da água quente tentando relaxar meus músculos, o que felizmente adiantou bastante coisa. Logo comecei a me sentir por inteira, água me fazia renascer, assim como a fênix que renasce das cinzas, acho que de fato, eu e aquele belo pássaro temos algo em comum, ambos vão ao seu limite e depois renascem de suas cinzas, e assim eu faria.
Logo finalizei meu banho, me sequei e sai do banheiro. Peguei a primeira roupa que vi na frente e me vesti. Logo entrei de baixo das cobertas em busca de calor, encarei o teto por um bom tempo, eu realmente tinha que colocar meus pensamentos no lugar, mas não sabia exatamente como fazer isso, ouvi um barulho na porta e me sentei para olhar, Luce passava por uma pequena abertura na porta e rastejava em direção a cama, ela subiu na mesma e se enrolou na altura da minha cintura e deixou a cabeça levantada até que eu me deitasse, então ela abaixou a cabeça a depositando na minha barriga.
Fiquei feliz por ela se manter em silencio, eu amo conversar com Luce e tudo mais, mas eu não estou mais com cabeça para isso. Parei de pensar na Luce e me foquei em deixar minha mente vazia, então sem ao menos perceber acabei pegando no sono
Acordei sentindo que havia areia nos meus olhos, cocei meus olhos tentando acostuma-lós com a luz, ter olhos claros a luz é uma delas, ainda bem que não sou glitter para gostar de brilho. Ótimo, mal acordo e já estou de mal humor! Hoje eu mato um até o fim do dia
Me levantei da cama e fui ao banheiro, fiz minhas necessidades básicas e voltei para a cama. Eu tinha que encarar o mundo, aquilo é um fato, mas hoje não. Hoje eu quero ficar na cama o dia inteiro e só pensar em não chorar, preciso de paz, mas a paz é tediante
Peguei um livro na minha estante e sorri instantaneamente. Eu fui para a escola trouxa até o 11 anos, e é claro que até os 11 minha vida se resumia a esquecer a magia e ser uma pessoa completamente normal, se é que isso é possível , a maioria dos meus livros são trouxas e tenho orgulho disso! E aquele livro em questão era o meu favorito; O Símbolo Perdido de Dan Brown; o livro fez com que eu me apaixonasse por Ciência Noética e simbologia, e de certa forma, aquele livro me lembrou da magia que corria pelas minhas veias. A se esses pesquisadores trouxas usassem um bruxo para os experimentos – pensará eu na época
Sai dos meus pensamentos e comecei a ler o livro novamente pela 10° vez. Me perdi ali até que minha porta foi aberta sorrateiramente, Luce; que ainda se mantinha em cima da cama me olhou com desdém e desceu da cama indo de baixo da mesma. Logo Scorpius se fez presente acompanhado com uma bandeja de café da manha divina
– Bom dia senhorita Campbell, a senhora pediu o café da manhã para alegar certo? – perguntou ele com uma voz cordial demais, até para um Londrino
– Não seu funcionário imbecil – fingi ar de superioridade – eu pedi o café da manhã para deprimir! – Scor riu e veio até o meu lado e se sentou na cama junto comigo
– Então minha cliente exigente – ele deixou a bandeja em cima da cama – como você está essa manhã?
– Com sono – suspirei – e você?
– Filosófico! – coloquei a mão na testa
– Que sorte a minha – comentei com a voz carregada de ironia
– Hey, não seja irritante – revirei os olhos – mas e ai, o que pretende fazer o dia inteiro? – perguntou ele
– Nada – respondi – mas adoraria saber do por que de vossa senhoria estar aqui – perguntei semi-cerrando os olhos
– Meu pai me trouxe – respondeu ele – meus pais estão preocupados com você por isso me mandaram aqui para te animar
– Ou para me torturar – provoquei
– A Elisabeth, você anda muito engraçadinha para o meu gosto – disse ele fazendo cara de mal
– E o que você vai fazer em papai? Me bater? – provoquei ainda mais
– A Elisabeth, eu sei todos os seu calcanhares de Aquiles, e quer saber? – ele fez uma pausa rápida – na vejo problema nenhum em te derrubar agora mesmo
– Ta esperando o que Hyperion? Vai em frente! – o desafiei, Scor me olhou de forma maliciosa, retirou a bandeja de cima da cama a colocando no chão, olhou de canto de olho para mim e pulou em cima de mim me fazendo dar um gritinho de susto, então começou a fazer cosquinhas em mim e me fazendo eu me revirar de dor, ah não ele quer acabar com o meu dia mesmo – SCORPIUS ISSO NÃO TEM GRAÇA – gritei
– Tem sim – disse ele ainda fazendo cosquinhas na minha barriga, mas de repente ele parou e ficou me encarando, me assustei com aquilo, ele ficou me observando de uma maneira bizarra, juro que eu não ligaria em outras circunstâncias, mas ele esta em cima de mim me encarando, não é muito normal – quando você terminar seus estudos, o que vai fazer da vida? – perguntou ele serio
– Oi? – perguntei meio desconcertada – por que esta me perguntando sobre isso agora?
– Por que sim, quer dizer, com todas as coisas acontecendo na sua vida, eu acho que eu deveria saber o que você pretende para que eu possa ao menos me preparar para o futuro que você vai ter – parei para pensar por alguns segundos
– Senta que eu explico o meu futuro – ele ainda estava em cima de mim, e aquilo estava me assustando. Ele me obedeceu sentando na cama de frente para mim
– Explique – disse ele de forma autoritária me fazendo sorrir, Sonserinos... como viver com eles e o principal, como viver sem eles!
– Bem eu vou trabalhar como trouxa, depois vou comprar uma casinha no interior da Irlanda e vou morar na mesma. Não vou ter filhos, nem marido, vou me isolar do mundo bruxo e do trouxa, se bem que do trouxa eu vou manter algum contato – eu disse normalmente – e você?
– Vou trabalhar no mundo bruxo com algo que eu goste, vou me casar com a mulher que eu amo, terei uma casa para morar e vou construir uma família linda, meu futuro é clássico – disse ele tranquilamente
– Positivamente – concordei sorrindo, ouve um curto período de silencio até que Scorpius pegou minha mão e olhou no fundo dos meus olhos
– Me promete uma coisa? – perguntou ele
– Que coisa?
– Quando você tiver nessa casa no interior se isolando do mundo – ele sorriu fraco e deu uma pausa – promete que não vai se esquecer de mim – dei um sorriso enorme
– Me promete uma coisa? – devolvi – quando você tiver vivendo sua vida perfeita e estiver casado e com varias crianças de cor de sol, vê se não esquece de mim ta? – ele assentiu sorrindo enormemente
– Eu prometo! – disse ele estendendo a mão direita para mim
– Eu prometo! – eu disse colocando a minha mão esquerda sobre a dele e entrelaçando as duas
∞
– Será que os dois podem andar mais rápido – disse Astoria se virando para trás e dando uma bronca em nos dois, eu e Scor nos entreolhamos e sorrimos marotos
Fizemos de tudo, mas tudo mesmo para conseguir fazer com que nossos pais se atrasassem e chegassem tarde na estação de trem. A missão foi um sucesso, mas agora tínhamos que agüentar Astoria no nosso ouvido, maldita pontualidade inglesa
– Estamos indo o mais rápido possível – disse Scorpius
– Sei... –murmurou Astoria
– Vamos Astoria – disse Draco esticando a mão para Astoria, a mesma foi até ele e os dois se abraçaram pela lateral e correram em direção a parede desaparecendo em seguida. Logo foi a vez de Clarissa e Will e por fim, a minha e de Scorpius, 9º mesmo0olhou e sorriu de leve
– Pronta? – perguntou e eu assenti
Corremos em direção da parede e no instinto fechei meus olhos ao passar pela mesma, e quando abri eles já estávamos do outro lado indo em direção ao trem, demos uma corridinha para chegar até nossos pais e ao chegar até eles os abraçamos rapidamente
– A não, ninguém merece vocês dois – disse Astoria irritada
– Ou estão com presa demais ou lentos demais – completou minha mãe me fazendo revirar os olhos
– Adeus e eu amo vocês – eu disse antes de entrar no trem sem muitas delongas – Scor veio logo atrás de mim, olhei nos vagões até achar um vago e assim que achei entrei e sentei em um dos bancos. Scor entrou em seguida e se sentou no banco de frente para mim
– é até que deu certo – ele disse por fim – sem Potter ou Weasleys querendo falar com você e ainda conseguimos pegar o trem
– Por pouco – comentei e em seguida o trem começou a andar – muito pouco – murmurei fazendo Scorpius sorrir
– Com licença – no instinto olhei para a porta para ver que falara e sorri
Uma menina, mais ou menos da nossa idade, com cabelos negros que iam até a altura dos ombros com uma leve ondulação na ponta e pele branca se encontrava parada ali nos olhando com um sorriso tímido. Definitivamente, ela era bonita, com um sorriso encantador e olhos incrivelmente negros chamando total atenção para ela. Olhei para Scorpius e me deixei sorrir, ele olhava a menina dos pés a cabeça com um sorriso malicioso, revirei os olhos e voltei minha atenção para a menina
– Sim – respondi sorrindo
– Será que eu poderia me juntar a vocês? Todos os vagões já estão lotados, esse é o único que tem menos gente – sorri ainda mais
– Claro linda, sente-se – eu disse e ela se sentou ao meu lado envergonhada
– Então gata, qual o seu nome? – perguntou Scorpius para a garota quando ela se sentou ao meu lado, fazendo a mesma corar imediatamente
– Melane Meyer, mas podem me chamar de Mel – ela disse envergonhada
– Bem Mel, é um prazer te conhecer – comecei sorrindo – eu sou a Kath e aquela criatura safada ali é o Scorpius – Scor piscou para ela fazendo a mesma corar mais ainda
– Eu já conheço vocês – franzi o cenho em desentendimento – Katherine Campbell e Scorpius Malfoy – ela franziu o cenho – eu só não me lembrava que vocês eram amigos
– É uma coisa nova – comentou Scorpius fazendo uma careta
– Como você nos conhece? – perguntei mudando de assunto
– Bem, é meu difícil não conhecer a menina mais inteligente e bonita de Hogwarts e ele – ela olhou para Scorpius e sorriu cor piscou para ela e eu ri das bochechas coradas de Mel
Desculpa se isso vai parecer rude, mas – comecei meio apreensiva – não me lembro de já ter te visto em Hogwarts – ela sorriu fraco
– Eu não sou do mesmo ano que vocês e não sou nenhum pouco conhecida, fora que você é da Grifinória
Hey eu conheço você – disse Scor olhando para ela – a veterana mais gostosa de Hogwarts – eu e Mel rimos da maneira que ele falou
– Qual a sua casa? – perguntei desviando o assunto
– Sonserina! – disse ela com um sorriso animado
– Correção: A cobra mais gostosa do mundo! – disse Scor sorrindo maliciosamente
– Primeiro – começou Mel com um sorriso maroto no rosto – gostosa é a senhora sua mãe
– Isso é verdade, Astoria é incrivelmente gostosa, mesmo que já seja mãe – me intrometi fazendo Mel rir
– Segundo, obrigada Scorpius, você também é muito gostoso, mas não sou papa-anjo!
Basicamente, foi assim o caminho inteiro. Com o tempo Mel se mostrou ser uma menina incrível! Sinceramente, acho que até que esse novo semestre está começando muito bem, até ganhei uma nova amiga
∞
Assim que cheguei em meu quarto deixei minhas malas em qualquer lugar e desci para o pátio. Chegando lá andei em direção de Mel e Scor que se mantinham sentados na grama conversando. Me sentei ao lado de Mel e sorri para os dois
– O que eu perdi? – perguntei
– Nada, apenas alguns Potter e Weasleys procurando desesperadamente por você – comentou Mel como quem não queria nada, mas me fazendo corar
– E o que vocês fizeram? – perguntei envergonhada
– Nada – respondeu Scorpius pegando um pedacinho de grama – Mel falou que você tinha subido para não sei a onde e eles continuaram o caminho deles – suspirei e Scorpius sorriu fraco – Bem gatas, eu já vou indo. Tneho muita coisa para fazer – ele se levantou limpando as roupas
– Mas já? Eu acabei de chegar – fiz um bico triste em forma de birra
– Eu realmente tenho que ir pequena – ele foi ate Mel e pegou na mão dela depositando um beijo na parte de cima da mesma – foi um prazer te re-conhecer querida – ri da formalidade de Scor, desde quando o galinha virou príncipe?
– Igualmente senhor Malfoy – disse Mel sorrindo, Scor deu um de seus sorrisos safados e veio em minha direção dando um beijo na minha testa antes de se retirar
– Então – começou Mel depois que Scorpius já estava longe – qual é o seu lance com o Scorpius? – direta? Quase nada
– Nenhum, somos só amigos – respondi normalmente
–Eu não nasci ontem – disse ela meio duramente – é impossível ser apenas amiga de Scorpius Malfoy, qual é vai me dizer que nunca rolou nada entre vocês dois – ela me encarou levantando a sobrancelha direita
– Nunca, quer dizer – me embaralhei nas palavras – já, mas foi só um beijo
– PELO AMOR DO DEUS DA BICICLETINHA – disse/gritou Mel indo mais perto de mim – você beijou o Scorpius – sussurrou ela me fazendo sorrir – e como vocês ainda não namoram?
– Por que não é só com um beijo que as coisas acontecem, e sei lá, foi tão rápido, não teve a emoção necessária para rolar alguma coisa, não foi que nem beijar o... – me cortei antes que falasse besteira
– Que nem beijar quem? – perguntou Mel – qual é, pode desabafar, quem você já beijou alem do Malfoy
– O Potter... – sussurrei baixinho para ela não escutar, mas a tentativa foi falha
– Por Merlin, qual Potter? O James ou o Alvo? – me mantive em silencio – Bem o James não pode ser por que de safado na sua vida já basta o Scorpius então deve ser o... – ela parou e me olhou incrédula – você beijou o bunda mole do Alvo!
– Ele não é bunda mole! – respondi brava
– É sim,não gosto dos seus “outros” sou TeamScorpius a partir de hoje! – eu ri pelo nariz
– E por que você acha que o Scor é o cara perfeito para mim? Você mesmo achou estranho que fossemos amigos!
– Isso foi por que eu achei o que todo mundo acha. Ma seu conheci melhor vocês e ele parece ser seu melhor amigo, e acho incrível essa coisa do melhor amigo virar o namorado! – disse ela com um olhar apaixonado
Ela olhou para o céu e bufou, o céu estava negro e logo choveria
– Olha vamos entrar, mas lembre-se do que vou te dizer agora; Se foi rápido e não deu tempo de ter emoção, okay! Mas se você quer saber quem é perfeito experimente! Não deixe as oportunidades escorregarem pela sua mão – ela piscou para mim e se levantou, me levantei junto dela e corremos para dentro do castelo
∞
Acompanhei Mel até a sala comunal da Sonserina , me despedi e dei meia volta em direção da Grifinória
Os corredores de Hogwarts estavam desertos já que a chuva lá fora estava forte e sombria, Mel até me recomendará que eu pedisse para algum menino me acompanhar até a Grifinória, mas que tipo de filhas das trevas eu seria se tivesse medo do que é sombrio?
Na metade do caminho uma cabeleira ruiva me encontrou e certamente fez todos os pelos do meu corpo se arrepiarem
– Finalmente te encontrei – disse Rose correndo em minha direção e me abraçando, não respondi o abraço, me mantive sem reação – acha que vai se livrar de mim é mocinha?
– Sinceramente? Sim – respondi quando ela se afastou
– Pois não vai! – disse ela duramente
– Olha, eu não posso falar com voc... – ela me cortou
– Não me venha com essa historinha para boi dormir Katherine! Eu realmente não ligo para quem é seu pai ou o que aconteceu no passado, e acredite, meus pais tem o mesmo pensamento que eu – fiz menção de falar, mas a tentativa foi falha – eu cansei de te ouvir, gora quem vai ouvir é você – ela apontou para mim com certa raiva – eu me aproximei de você, por que eu gostei de você! Eu podia saber muito pouco sobre você, mas logo eu percebi o quanto você é incrível e não vou te perder, por que eu não suporto perder quem eu amo! Uma vez você me mandou ler mais livros trouxas, e quer saber, eu leio sim, e tem até uma frase de um deles que cai super bem nesse caso; nos não podemos escolher quem vamos ou não ferir nesse mundo, mas podemos escolher que vai nos ferir! Eu aceito a minha escolha, mesmo que depois eu possa me arrepender, mas por favor, não me mande te esquecer ou sumir da sua vida, por que eu preciso de você na minha vida
Parabéns Rose, agora meu rosto estava completamente molhado pelas lagrimas que rolavam no meu rosto, mas a mesma coisa acontecia com ela deixando a coisa mais equilibrada
– Okay! – respondi assustando Rose – não posso te impedir, e para a sua sorte, eu acordei disposta hoje – sorri fraco – sempre achei que não tinha como eu me afastar da minha ruiva, mas por favor, depois que você se machucar, não diga que eu não avisei – então Rose me abraçou fortemente, mas dessa vez eu respondi o abraço com a mesma intensidade – Vamos para casa? – pergunte quando nos afastamos, Rose limpou as lagrimas e negou
– Não eu tenho que pegar um negocio na biblioteca, eu tava indo para lá agora – rimos – você vai bem sozinha? – perguntou ela preocupada e eu ri
– Já esqueceu quem é meu pai? – ela riu e em deu mais um abraço rápido – e você? Vai bem sozinha?
– Já se esqueceu quem são os meus pais? – devolveu ela rindo, nos despedimos e ela seguiu caminho pelo lado oposto do meu
Depois de uns 5 minutos eu parei onde eu estava e bufei, Parabéns Katherine, você conseguiu se perder, continuei andando para lá e para cá tentando me localizar, mas a tentativa não deu muito certo. Me xinguei mentalmente pelo fato de ter esquecido minha varinha, que tipo de bruxa eu sou?
Olhei para frente e sorri, um menino virou o corredor aparecendo no meu caminho, corri na direção do mesmo, mesmo de costas notei que ele usava o uniforme da Grifinória
– Hey, você! – ele parou no lugar que estava ao ouvir minha voz – pode me ajudar? Eu me perdi, dá para acreditar? Essas feria acabaram com meus neurônios – brinquei, mas assim que o menino se virou o sorriso presente na minha face desapareceu – Alvo...
– Katherine – disse ele sorrindo, estávamos com apenas meio metro de distancia, mas eu não ousei me aproximar
– Precisamos conversar – disse ele um pouco mais serio
– Não, não precisamos! Eu não tenho nada para falar com você! – dei meia volta voltando pelo lugar de onde vim
– Temos sim! – escutei seus passos vindo em minha direção por isso aumentei o passo – Você realmente acha que eu ia te odiar só por que Voldemort é seu pai? Eu estou pouco me fodendo para isso, por que eu te amo Katherine! – meu coração parou, mas meus pés continuaram andando – O QUE EU VOU TER QUE FAZER PARA VOCÊ ENTENDER ISSO? – gritou ele me fazendo parar e olhar para ele
– Nada, absolutamente nada – a raiva tinha que aparecer antes das lagrimas – VOCÊ NÃO FOI FEITO PARA MIM E NEM EU PARA VOCÊ, EU NASCI PARA TE MATAR NÃO PARA TE AMAR! – gritei
– Não ache que eu vou desistir de você – ele disse com raiva
– Eu não me importo, você desistir ou não, não faz diferença para mim – virei rapidamente e sai correndo o mais rápido possível, escutei Alvo me chamar, mas ignorei
Quanto mais eu corria, mais lagrimas caiam sobre minha face deixando meus olhos embaçados. Fui obrigada a para quando um corpo se chocou contra mim
– Kath, o que aconteceu? – perguntou Scorpius desesperado, não respondi apenas me derramei em lagrimas – por favor Katherine, pare de chorar, eu te amo pequena, não quero te ver assim! Por favor olha para mim – ele ergueu meu queixo para que eu pudesse olha-ló – o que aconteceu?
– Eu também te amo Scorpius, mas eu não consigo – voltei a tampar a cabeça em seu peito me derramando ainda mais em lagrimas, me virei ao ouvir um barulho de algo caindo
Alvo havia me alcançado e derrubado uma armadura que se mantinha no canto, ele me olhava com um olhar magoado, ai não...
– Alvo, eu... – antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa ele saiu correndo, fui seguir ele, mas Scorpius me puxou e fez nossos lábios se chocarem
O fato é que definitivamente nossas línguas já se conheciam, elas travaram uma guerra assim que se encontraram. Scorpius me puxou para cima erguendo levemente minha camiseta. Havia segurança ali, mas havia uma verozidade incrível, as mãos de Scorpius passaram pela minha costa por baixo da minha camiseta me puxando para mais perto dele. Arranhei as costas dele por cima da camiseta em total transe, ele havia me feito esquecer tudo, até mesmo o meu nome, com apenas um beijo. Scor separou nossos lábios, mas antes deu uma mordida no meu lábio inferior me arrepiando por completa
– O que foi isso? – perguntei meio desorientada
– Se você tivesse ido atrás dele, não haveria como voltar atrás – entendi de imediato o que ele disse
– Acho que somos almadiçoados a não querer voltar atrás – respondi abaixando os olhos
– Não, somos abençoados a não querer voltar atrás –disse Scor sorrindo – pare de olhar a lama Kath e comece a olhar para o arco-íris – olhei para ele e sorri
– Definitivamente, eu amo suas metáforas – ele rio pelo nariz
– Vamos, vou te levar para a sua casa – assenti e andamos em direção há Grifinória.
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