Mais um dia quente na Turquia, Anastásia conferia mais uma vez sua bolsa, tudo okay, câmera, neceser e os guias turísticos. Estava prestes a pegar um trem que a levaria para uma cidade no interior, para visitar as ruinas de Troia, ruinas de uma grande cidade que ficara imortalizada na historia graças a Homero.

O relógio marcava 11:30 e a diária do hotel venceria ao 12:30 e ela apenas se levantara da cama.

Pegou um taxi para ir à estação de trem, pegou seu livro e começou a ler, tinha mais 3 dias para ficar na Turquia e depois passaria 1 semana na Grécia então teria que voltar a sua vida normal, trabalhando como guia em um museu de historia natural no Mississipi. O taxista estava com a radio sintonizada nas noticias, uma tempestade se formava próximo do mar Egeu, na região da Tessália onde curiosamente ficava o monte Olimpo. Haveriam os deuses entrado em guerra? Riu de seu pensamento, deus, claro, tinha que parar de ler tantos livros de mitologia, já estava começando a virar fanática. Seu trem partiria a 1:30 e os chegaria ao seu destinos as 3:00, ela se concentrou em ler seu livro e afastou a ideia infantil de deuses.

Chegara a estação de trem, o fluxo intenso de pessoas, o barulho das vozes e o som de uma voz feminina anunciando as partidas e chegadas dos trens tomavam conta de tudo, Anastásia localizou sua plataforma , fez o check-in da bagagem, e enquanto procurava seu assento reparou em um homem que levava um sobretudo preto e a fitava, não era como se o sobretudo o camuflasse pois ele tinha um cabelo ruivo BEM chamativo, mais que o meu , mas aquilo não deixava de ser estranho. Com o passar das horas, o cansaço e o balançar do trem tomaram conta de Anastásia e ela caíra no sono.

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Ela abrira seus olhos, um castelo se erguia a sua frente, não era um castelo comum,

Era feito de uma espécie de pedra preta reluzente. Pessoas circulavam ao redor do castelo mas não chegavam perto das arvores grandes porem secas que se erguiam ao redor do majestoso palácio negro .

Anastásia começou a se aproximar, admirando ao seu redor, um mundo morto, cinza, sem plantas vivas ou animas, no horizonte podia-se ver um rio atravessando a paisagem sombria do lugar. Ela estava prestes a entrar no meio da multidão que vagava lentamente, sem vida, como se tivessem perdido todas as forças e esperanças , sem rumo, sem ter aonde ir as pessoas se batiam umas nas outas caiam aos poucos, pareciam zumbis tirando o fato de não saírem por ai de forma violenta tentando matar os outros, elas não olhavam para Anastásia, era como se ela não estivesse ali. Chegara na frente do portão do palácio quando derepente a terra se abrira sobre seus pés e ela caíra em buraco. Era como em Alice no país das maravilhas, caíra por vario minutos so que tudo era escuro ao redor enato batera em terra firme, o impacto a desnorteou, mal conseguia andar e muito menos ver, tudo era só escuridão, calor e frio ao mesmo tempo, vozes gritavam ao fundo horrorizadas, dores de todos os tipos tomaram conta dela, aquilo era o inferno, so poderia ser. Precisava acordar!

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Anastásia acordara horrorizada, graças a deus aquilo fora só um sonho. Seria assim o inferno?

O homem que se sentara ao seu lado a olho com cara de espanto.

- Esta bem senhorita?

- Sim obriga, apenas um mau sonho, desculpe o incomodo

- estres causa pesadelos, tente relaxar.

- obrigada, vou tentar.

Estres, sim, deveria tentar se acalmar, nunca ligara muito para isso antes, mas agora parecia uma boa opção fazer algo para se livrar da tensão, mesmo estando de férias continuava trabalhando em algumas coisas, seria melhor se desligar disso e se concentrar em relaxar,

O trabalho esperaria para quando ela voltasse das férias.

Finalmente o trem chegara ao seu destino, localizou seu grupo para o tur pelas ruinas, ela ate pensou em ir sozinha, mas acabaria se perdendo e um guia parecia a melhor opção.

Já estavam na metade da excursão quando notou que alguém a vigiava, era o mesmo homem do trem. Oque ele fazia seguindo-a? Quem era ele? Olhou para trás novamente, ele não estava mais lá. Ok, aquilo fora meio (muito) estranho. Tentou se esquecer disso. Ele poderia somente estar no tur também, não significa que a estava seguindo. Afastou essa ideia.

O por do sol se aproximava, aquele lugar ficava mais magico a cada instante, era como se ela pudesse ouvir as ruinas contando suas historias para ela, podia ver tanto os tempos pacificoas da cidade, como o tempo da grande guerra, conseguia ouvir os guerreiros gritarem e o bater das espadas, era como estar lá, mesmo que por um breve instante.

Um segurança a avistou

-Senhorita o horário de visitas esta terminando, é melhor que a senhorita se dirigisse a saída.

A voz do guarda a arrancou de seus pensamentos, foi como sair de transe. Era hora de ir. Levou a mão a sua bolsa e...Sua bolsa! Onde estava?! Saiu correndo procura-la.

-Procurando isso?- era o homem ruivo

- Oque você faz com ela ?- dise em um tom irritado.

-Deveria me agradecer, se eu não a tivesse achado outro alguém o faria e talvez não a visse de novo.

Arrumou sua postura – obrigada, senhor?..

-Alexandre

-Anastásia

-Lindo nome- disse ele com um leve sorriso- Deveria cuidar melhor de seus pertences ou quem sabe oque poderia acontecer.

Um guarda parece atrás de Anastásia.

-o horário de visitas acabou, me acompanhe ate a saída.

-Sim, claro- virou para ver Alexandre. Ele não estava mais lá, havia desaparecido.

Notas finais
Amou? odiou? comente
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.