Notas iniciais
Oi, oi, gente. Mals a demora, mas ta ai. Esse foi escrito pela Jessica, xD

Francamente a vida só pode gostar de brincar comigo!

Primeiro, perco a pessoa mais importante da minha vida, não a perdi exatamente, ela foi tirada de mim.

Segundo, sou levada para um acampamento no qual todos ficam me fitando estranhamente, como se eu vivesse com a pele pintada de verde limão.

Terceiro, descubro que estou envolvida com o final do mundo e da humanidade.

Depois de tudo isso, ainda sou levada a um encontro nada amigável com Marte, Ares na verdade, isso é confuso, realmente confuso.

Depois de ter uma vaga esperança de sobrevivência, vem à realidade, duas simples vidas viveriam, e mais de milhões morreriam.

– Por que está escrito que seriam vocês. Por que sempre foram vocês. E serão vocês. Ate lá, não morram. – essa foi a frase com a qual tudo acabou.

Tudo se dissolveu, como se alguém agitasse nevoa a sua frente e ela e tudo se dissipasse.

Feixes de luz do quinto dos infernos irrompiam de algum lugar abri os olhos com a claridade, e vi que tinha dormindo, depois de mais ou menos dois dias vivendo só de adrenalina. Olho para os lados, estávamos em uma estalagem, me sento na cama Box — confortável pode se assim dizer – quando um pequeno bilhete cai em meu colo.

“Oi, garotos. Vocês podem perceber que não estão mais com seus companheiros. É que eu esqueci de dizer algo a vocês. Vão ter que passar num teste antes de nós irmos embora. Terão que encontrar seus companheiros. Se conseguirem, estão comigo nessa. Se não... Sinto muito, crianças, mas vocês tão fudidos. “

Com amor, Ares.”

– Seu filho da puta! – berrei auto o bastante para todos em um quilometro ouvirem em bom som.

– Que porra é essa? – olho para onde vinha aquela voz. Era o garoto que estava com a minha meia irmã. Talvez seu namorado.

– Desculpe, olha isso.

Jogo o bilhete, para a cama que estava do outro lado do quarto, que nem percebi até ele se pronunciar.

O bilhete pairou pelo ar e caiu no chão, reviro os olhos e vi que a distancia era muito grande para o bilhete chegar. Ele se levantou e pegou o papel meio amassado, depois de alguns minutos ele tirou os olhos do papel.

– tem alguma ideia de onde estamos?

– mínima ideia.

Levanto-me da cama e abro a porta do quarto, via um corredor amplo, com paredes de colocação entre amarelo e dourado, por sorte uma camareira ia passando:

– Licença senhora Poderia me dizer onde nos estamos?

– México senhorita.

– gracias.

Viro-me e volto para o quarto, sento-me na cama pensativa fitando o chão.

– você não pode sentir onde Mabel está? Vocês são irmãs...

– Meia-irmã. – corrijo – nunca tentei, por que até um dia atrás eu não conhecia vocês.

– Não gosto de você... Você nem parece com a Mabel.

– Primeiro não gostei de você e nem pedi pra você gostar de mim, segundo Mabel não é um parâmetro para todos? – fala ela com voz de desdém.

Ele revira os olhos, podia ver raiva neles, sorriu ao ver isso, ele pega uma mochila que estava ao lado da cama e a abriu.

– Ao menos ele deixou comida.

Observo ao lado da minha cama, e lá tinha uma mochila também.

– Vamos logo embora daqui.

Levanto-me, jogando a mochila nos ombros, embainhando uma espada de ouro imperial. Saímos sorrateiros do hotel. Nas ruas parecia que havia passado um verdadeiro furacão, carros virados de cabeça para baixo, vidros pelo chão, provavelmente das janelas dos prédios, esses a maioria estava em escombros, e um vento quente açoitava o que restou lá. Olhei para o hotel, aparentemente não tinha um arranhão.

“Ares deve ter protegido esse lugar para nos mandar pra cá” – penso. – “deve ter feito o mesmo com outro hotel, onde estão a Mabel e Octavian”.

Agora só era preciso descobrir aonde. E resistir a esses testes, formulado por um deus da guerra, algo me diz que não vamos ter que tomar chá com biscoitos para passar neles.

Estávamos do lado de fora observando a paisagem, podia sentir a agonia daquelas pessoas, tentando desesperadamente salvar suas vidas, mas fracassado.

– Temos que descobrir algumas coisinhas... Pera ai que vou fazer uma chamada de vídeo humana... – ela diz irônica, sorrindo ao ver a cara de idiota do garoto.

– Como assim?

– Dizem que os deuses aparecem para você só quanto tem um ato heroico ou o invoca com tanta força que ele não tem escolha a não ser vir ao encontro do semideus – explico, mas o garoto continuara com a cara de idiota – Vou chamar Mors, ou Thanatos se preferir.

– você... você vai chamar a morte? – fala gaguejando.

– vou... – falo sorrindo com malicia ao ver a preocupação nos olhos de Alexandre.

A palavra “como?” pairava no ar, eu não sabia exatamente como o chamar, nunca tentara. Mas dizem que tudo na vida tem uma primeira vez.

Repiro fundo e fecho os olhos, aquele era um bom lugar para isso, podia sentir os gritos de clemência das pessoas que lá morreram. Tentei concentrar todo o tipo de poder que eu poderia ter, parecia estar dando certo, pois o ar ia ficando mais denso quanto mais os segundos passavam, não me atrevia a abrir os olhos, com medo de estar com cara de boba, sem nada acontecendo ao meu redor, e Alexandre rindo da minha cara.

Mas eu não ouvia risos, e sim suplicas e pedidos de socorro. O ar estava ficando mais pesado, eu abri os olhos, e tudo ao meu redor era sombras densas o bastante para parecer tinta. Por uma fração de segundos tudo mudou, eu já não estava na rua enfrente ao hotel, estava em um lugar escuro, com uma pequena faixa de água, lá podia ser ouvidas vozes, clamores muito altos e sofridos, caminhei até lá, me abaixei para examinar, quando estava prestes a tocar as águas uma voz fria surgiu as minhas costas.

– Não faria isso se fosse você.

– Bem que você queria não é? Eu tenho a chance de sobreviver.

– Toda a escolha tem consequências. Essa especialmente é uma faca de dois gumes.

– Não o chamei para isso... – subitamente ouve uma explosão, algumas pedras caíram sobre mim, nem uma muito grande para me esmagar. – O que está acontecendo? Aliais onde estamos?

– Este é o rio Cócito, um dos rios que corre no Tártaro.

– Que lugar agradável para um encontro de família.

O deus estava ainda na escuridão, tão densa que só era possível distinguir seus cabelos prateados.

–Estão acontecendo muitas coisas Meredith...

– Você sabe o que eu quero dizer. Por que essas explosões?

– O Tártaro, esse lugar, é o corpo do ser primordial da escuridão e trevas, você agora está pisando em Tártaro. Os deuses tentam conter que Tártaro assuma seu corpo novamente, se isso acontecer será muito ruim... – ele faz uma pausa, sua voz saia calma e estranhamente cansada, como se já estivesse falado isso dezenas de vezes. – Os deuses usaram seus poderes para construir “paredes”, que não deixam os monstros que aqui estão saírem e nem Tártaro. Mas os Deuses estão fracos, as personalidades gregas e romanas os deixaram realmente debilitados. Ou seja, sem seus poderes, paredes são só paredes, e paredes comuns não deterão Tártaro e os monstros que aqui vivem.

Já estava cansada de ouvir a palavra “Tártaro”!

– Agora uma pergunta importante. Por que aquela doença dos dentes é chamada de Tártaro? – falo irônica.

– Isso é realmente importante? Você provavelmente vai me ver uma vez na sua vida, e você pergunta sobre doenças bocais? – fala o deus incrédulo.

– Era brincadeira, Thanatos, é sério agora, eu quero minha irmã de volta.

– Ela está morta Meredith, não se pode reviver os mortos.

– Se o mundo acabar, nunca mais terei chance de revê-la.

– Ela está morta! Você nunca mais vai revê-la.

– Você a matou! Você a tirou de mim naquela noite no orfanato, eu deveria morrer e não ela.

– Ela salvou sua vida... Morreu com honra.

Sentia meus olhos lacrimejaram geralmente eu nunca chorava, quase nunca, só quando se tratava de minha irmã. Ela morreu tentando me proteger me proteger de uma harpia, enviada por Thanatos, ele a enviou esse monstro para me matar no orfanato, para que essa profecia não se cumprisse.

– Não me venha falar de honra Thanatos. – murmuro, tentando organizar as ideias e manter a cabeça fria – Então é essa a ultima missão de todas? Alexandre e eu temos que enfrentar um mundo de monstros foragidos do Tártaro para encontrar Mabel e Octavian, quando encontrarmos, se encontrarmos, será o tempo que levara para os deuses se tornarem mortais, e Tártaro ressurgir e o mundo acabar... Moleza.

– Que bom que pensa assim. Lembre-se Meredith toda a escolha tem sua consequência.

Com essa ultima frase eu voltei à realidade, estava novamente na rua deserta do México, cambaleava tentando achar equilíbrio com pernas de pudim.

A voz de Alexandre soava, mas eu não distinguia bem, era como estar com água nos ouvidos, depois de algum tempo eu estava bem, expliquei a ele tudo o que havia acontecido, tirando a parte que falamos da morte de minha irmã.

Parece que eu chamei por pensamento, pois a nossa frente apareceu uma figura aparentando ter mais de dois metros de altura, era a pessoa mais musculosa que eu vira na vida, que só usava uma tanguinha vermelha. Olhei dos pés (patas) a cabeça. Ele tinha cabeça de touro e corpo humano, com uma foice nas mãos.

– Vocês acharam ruim o que aconteceu com os mortais? Pois coisa pior aguarda vocês.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.