Notas iniciais
Hey. Esse capitulo foi escrito pela minha amiga, que não tem conta no Nyah, então não teve como coloca-la como autora também. Enfim, espero que gostem!

Olá. Meu nome é Meredith Andrews. Descobri que sou filha da morte ontem, para muitos descobri quem é seu pai é um sonho, para mim está sendo um pesadelo. Descobri isso quando uma grande profecia foi descoberta.

Segui sorrateira uma pessoa que estava tentando ser sorrateira.

Essa pessoa era Octavian, o estripador de ursinhos fofos, ele estava indo com um elefante de pelúcia gigantesco até o templo dos deuses. Sai andado (tropeçando também) até lá, e vi o “ritual” que ele fazia aos deuses. E por fim ele soube a profecia, e algo muito estranho aconteceu, eu estava no canto do recinto, quando as minhas pernas criaram vida própria e caminharam até Octavian, a cena devia ser engraçada para as pessoas que viam, mas para mim não era, eu estava em pânico tentando a todo o custo voltar e me esconder.

Mas já era tarde, quando dei por mim, estava empurrando Octavian do seu lugar e o ocupando, murmurei algo em latim, depois já estava no controle de mim mesma de novo, não me pergunte o que disse, por que eu mesma não sei.

Levantei-me e vi a expressão de horror estampada na cara do garoto.

– Meredith! O que houve com seus olhos?!

– Com meus olhos?

Eu não sentia nada de diferente, mas Octavian insistia que havia algo errado, peguei minha espada de ouro imperial e vi “meus olhos”... Eles estavam em uma tonalidade branca, ou melhor, tudo estava branco em meu globo ocular, e para piorar meus olhos ardiam em chamas ao seu redor. Deixei cair a espada de tanto susto.

Não tinha pior hora para isso acontecer... Perdi o meu próprio controle novamente, fiquei em uma postura melhorada e sentia uma leve caseira em minha pele, olhei fixamente para Octavian e disse:

– Dois gregos e dois romanos lutando lado a lado

Buscando a cura para o incurável

Ao longo do caminho surpresas devem ter

E ate se iludir achando que a cura para a maldição

Podem ter

Mas a cura é apenas uma:

As filhas da morte devem definhar

Para a maldição da morte acabar.

Cai desmaiada, batendo forte a cabeça no chão.

Acordei, na enfermaria, cercada de pessoas, e provavelmente seus murmúrios me acordaram, mas a presença de duas pessoas me causou espanto Reyna e Octavian estavam sentados ao lado de minha cama, me fitando com um olhar de compaixão, dei um impulso para me levantar, quando consegui me sentar, estava tudo girando inclusive eu, eu senti que iria vomitar, por isso deitei novamente, me virei para a pretora do acampamento pesarosa, quando ela falava comigo era só para dar bronca...

Uma expressão séria me tirou a esperança de ter um discurso do tipo “que bom que você está bem!”.

– Você tem muita sorte, e muita falta dela.

Fiquei séria, o que diabos isso significava? Pensava atônita.

– Reyna, tire essas pessoas daqui, precisamos conversar a sós.

Com um gesto com a mãe feito por ela, todos saíram marchando de lá.

– O que aconteceu lá naquele templo? – perguntei, e vi que minha voz estava mais para sussurro.

– Você não se lembra? – perguntou Octavian perplexo.

– Só de como meus olhos estavam... – não pude completar a frase e fui interrompida.

– Seus olhos e seu corpo inteiro! Você estava branca de mais, e com chamas ao redor dos braços e pernas.

Podia ser uma ideia idiota, mas a única coisa que conseguia pensar era em minhas roupas... Elas pegaram fogo também?!

Vendo minha expressão (desconfio que ela lê pensamentos também) Reyna se empertigou na cadeira e disse:

– Só seu corpo pegou fogo, suas roupas continuaram inteiras... Mas a principal pergunta é... Como e por que isso aconteceu?

– Reyna, você fez duas perguntas.

– Não corrija a minha gramática e me diga logo o que perguntei. – ela pareceu ofendida por ser corrigida por uma garota de 13 anos.

– Não sei como e o porquê disse ter acontecido, eu juro.

Ela não pareceu acreditar, mas contentou-se e saiu de lá, abriu a porta, mas antes de sair disse.

– A profecia que você recitou pode estar falando de você e uma irmã sua... Meredith você é filha da morte. E a morte é incontrolável, espero que entenda meus motivos.

Ao falar isso, foi embora, me deixando só na enfermaria com Octavian. Um silencio se instalou e eu odeio o silencio.

– é... O que foi que eu disse mesmo?

– Você recitou uma profecia para o final do mundo.

– E esse papo de ter uma irmã por ai?

– é verdade, você tem uma irmã, só não sabemos aonde...

Ele abaixou a cabeça e suas feições se esconderam nas sombras, e ele murmurou em meu ouvido.

– Desculpe Meredith...

Dito isso dois garotos gigantescos entraram, eu tentei correr, mas era como se jogar de uma montanha russa, você estava tonta e caiu do carrinho, digamos que cai de pé no chão e tudo gira lentamente, mas seus pés não sabem onde e como pisar... Era mais ou menos assim.

Eles me seguraram pelos braços, enquanto eu tentava a todo o custo me soltar. Mas não deu certo, eles me amararam em uma cadeira, em uma estalagem longe do acampamento.

– Hum... Ok... Pensei que os romanos fossem mais gentis com seus recém-chegados! Mas não, eles adoram prender eles em cadeiras!

Gritei quando os caras foram embora, mas sabia que ninguém viria, não tenho amigos, ou sequer conhecidos, cheguei ao acampamento a dois messes, e mal sei onde é meu dormitório... Mas a única coisa que aprendi aqui e como usar uma espada. Coisa que foi muito estranha, por que logo dominei a pratica, sem esforço, foi como se tivesse um dom...

Fiquei lá, sozinha, olhando para o céu, e pensando no fim do mundo... Imaginei de várias formas, mas nunca que eu seria a causadora.

Quando a noite caiu, eu tremia de fome, meu estomago gritava mais alto que eu conseguiria com a minha voz, foi quando tudo aconteceu, um som estridente balançou o coliseu, bolas de fogo caiam do céu, pessoas sendo queimadas vivas, outras simplesmente morrendo e caindo no chão, que as devorava e seus corpos desapareciam, pareciam que tinham canhões no céu, de puro fogo, e eles não cessaram com suas bombas, todos estavam morrendo... E eu sabia que não poderia fazer nada, a não ser uma coisa...

Uma bola de fogo viria em minha direção a qualquer momento, e se eu morresse... Eles não morreriam.

– Pai! Se você estiver me ouvindo, escute com atenção, eu nunca quis uma simples morte, sempre quis uma morte para que o mundo se recorde depois... E acho que se eu morrer salvarei milhares, então... Espere-me ai, ok?

Depois dessa patética despedida do mundo, eu estava pronta para partir, ouvi outro disparo e tinha a certeza que esse vinha em minha direção, depois de segundos já sentia o calor da chama, quando... SOU EMPURRADA Ò.Ó

Eu sempre sou empurrada, por ser baixa e magricela, mas ser empurrada na hora da morte já é de mais (ò.ó).

– Porra!

Quando vi era Octaviam ajeitando a cadeira, e tentando cortar as cordas, quando 2 pessoas aparecem do nada.

Eles tiveram um dialogo conturbado pode-se assim dizer, falei também, mas minha voz com toda a certeza pareceu rude... Por que estava com raiva de não ter morrido!

Logo depois eles me soltaram e pude ver com clareza os desconhecidos...

– Vem cá Mabel! Biscoito! Eu to morta de fome! – fala ela brincando. Será possível que até no fim do mundo eu sou brincalhona?!

Mas ai é que está nos piores momentos isso acontece.

Eu... Via coisas... Almas conturbadas que ainda estavam vagando pela terra, mas nunca tinha visto nada igual.

Agarrei a primeira coisa que estava a frente, abracei Mabel forte, escondendo o rosto nela, gritando “Não! Por favor vai embora!” Mas senti de novo aquela sensação estranha, meu corpo pinicava, me afastei de todos, cambaleando e parei em um ponto.

Mabel fez os mesmos movimentos, quando ela chegou perto de mim, eu não tinha a mínima sensibilidade dos pés ou das mãos, só sentia meus olhos ardendo e meu corpo também, ela me deu a mão, e de alguma forma planamos no ar, agora as duas estavam em chamas, com os olhos brancos e os cabelos esvoaçando sob o ar. Ambas falaram a profecia juntas, mas não com as suas vozes, com uma voz muito diferente. Eu via Reyna olhar para nos horrorizada, ou melhor, todos horrorizados, nos subiram mais alto, e quando vimos... Estávamos nas nuvens, com uma gargalhada forte e máscula eu voltei a mim. Estávamos no olimpo? Aquele motoqueiro é um Deus real?