A Filha da Minha Melhor Amiga

34 Dores Passadas – Sabor da Vingança


Notas iniciais
YOOOOOOOOOOO!!!! Volteeeeeeeiiii!!!! E aí galera? Tudo bem com vocês? ^^ Prontos para mais um capítulo de A Filha da Minha Melhor Amiga??? heheheheh Sou maldosa nessa fic né? Ai gente, eu entendo as dores de vocês, eu também sinto toda vez que escrevo um capítulo dessa fic e pra ser bem sincera com vocês, eu ouço muita música calma e até mesmo tristes enquanto escrevo os capítulos. Dessa vez abusei em ouvir Medicine (Daughter), tudo culpa da LeLeLiMa que acabou me apresentando à ela essa semana! Aaahhhh! Para vocês entrarem no clima, eu indico! https://www.youtube.com/watch?v=lrulQAZq7Y8 Obrigada a todos que comentaram e favoritaram. Galera vocês não sabem o quanto me motivam a continuar a escrever ^^ Muito obrigada por tudo pessoal! Divirtam-se com mais esse capítulo de A Filha da Minha Melhor Amiga ^^ IMPORTANTE: Passado: Itálico Presente: Normal

Sakura...

— Como Itachi – sua voz saiu baixa e sem vida, como uma lamúria, um pensamento distante.

Permaneci calada. Minha boca estava seca e meu peito doía.

Não deveria contar aquelas coisas. Aquilo doía, destroçava, mas eu não poderia parar; já havia começado, agora teria que ir até o fim.

Mas o passado nos destrói.

Esfrega em nossa cara os nossos erros, as nossas desilusões. Mostra o quão tolos nós fomos e ainda somos.

Mostra meus erros.

Mostra tudo o que prometi guardar dentro de mim, em um canto esquecido da minha memória, enquanto vestia uma máscara de falsidade.

No entanto, tinha que retomá-lo e dizer a verdade. Aguentar a dor enquanto aquela voz incômoda continuava a ressoar mais uma vez em meus pensamentos:

Onde foi que eu errei?

— Como Itachi.

Sufoquei um grito ao escutar aquela mesma voz mórbida, agora tão próxima a mim.

Não pude acompanhar o movimento, mas Sasuke já inclinava o corpo sobre o meu. Os fios rebeldes cobriam-lhe os olhos, mas eu não precisava vê-los para sentir a intensidade da sua fúria.

Tão ardente e viva, tão diferente do tom de sua voz.

A mão direita se ergueu, não para me tocar, mas para alcançar a madeira fria da porta do seu quarto.

Como uma ninja, abaixei-me antes que o primeiro zumbido do seu chidori estalasse perto do meu ouvido.

A porta explodiu atrás de mim.

Nem as tossis por causa da poeira, nem o grito saíram pela minha garganta.

Eu estava paralisada, agachada, apenas olhando para o chão.

O silêncio se perpetuou e só depois de um grande esforço, olhei por cima do ombro, vendo Sasuke ainda paralisado na mesma posição, olhando para a trilha de estragos e fragmentos que ficou na entrada do seu quarto.

Eu sabia que eu não era o seu alvo, mas aquela era a prova de que sua fúria precisava ser extravasada.

De maneira mecânica, sua mão recuou, indo até o seu rosto, antes de um riso sombrio começar a ecoar pelo apartamento escuro e vazio.

— Sasuke? – Balbuciei, quase sem voz. Sentando-me no chão enquanto continuava a ver a cena angustiante de Sasuke rindo sem parar.

Sua cabeça pendia para trás. Seus fios lisos balançavam revoltos atrás de si. O kimono escuro e semiaberto completava aquele retrato de terror em meio aos destroços.

Ele está louco? Gritei em pensamentos, não compreendendo aquela atitude, mas o ímpeto de fugir gritou dentro de mim.

Preciso ir. Preciso ficar longe dele.

Decidi, arrastando-me pelo chão, antes de me erguer com certa dificuldade, só que não menos determinada.

Meu filho chutou mais uma vez e como um instinto levei minha mão para aquele lugar antes de erguer meu olhar e encontrar Sasuke encostado na madeira fria; impedindo a minha saída.

Grunhi olhando para o lugar onde antes ele estava, sabendo que era inútil tentar fugir mais uma vez, Sasuke era mais rápido e não estava debilitado como eu.

Meu filho chutou mais uma vez e sabia que aquela reação era devido às emoções tão diversas que vivi naquelas últimas horas.

Eu deveria estar em local tranquilo, longe daquele furacão Uchiha. Longe dele, mas ainda estava presa.

Só mais um pouco Sakura. Pedi internamente, tentando não transparecer tanta apreensão quanto eu sentia.

Só mais um pouco.

— Sabe o que é mais engraçado? – Ele começou erguendo lentamente o olhar negro e perigoso, focando em meus olhos. – Eles fizeram a mesma coisa com Itachi. Eles tiraram tudo de mim. Eu odiei meu irmão por anos e no fim, descobrir que era por caprichos de poucos – deu um passo, antes de segurar com força os meus braços. Nunca desviando o olhar do meu. – Aí eu descubro que eles fizeram tudo de novo. Agora com você. Eles fizeram de novo... – sua voz morreu divagando, enquanto seu aperto me machucava.

— Sa-Sasuke – gaguejei tentando fugir do seu aperto. – Você está me machucando.

— Eles tiraram tudo de mim de novo! – Gritou ativando o doujutsu.

— Você está me machucando! – Devolvi no mesmo tom.

O silêncio nos envolveu.

Olhos nos olhos, sendo envolvidos apenas pelo som das nossas respirações aceleradas.

Sasuke foi o primeiro a desviar o olhar para as mãos fincadas nos meus braços magros.

Só então notei o primeiro soluço sair, enquanto as lágrimas rolaram pelo meu rosto, por conta da dor.

As mãos grandes me soltaram, revelando aos meus olhos, as marcas vermelhas dos seus dedos.

Voltei a olhar para o seu rosto, mas sua cabeça estava abaixada e apenas um sorriso torto e sem vida era visível.

Ele tentou tocar os meus braços mais uma vez, mas dei um passo para trás, fugindo de si.

Enxuguei meu rosto, tentando me recompor, enquanto via a sua cabeça se erguendo e a postura voltar a ficar ereta, mostrando a imponência do homem à minha frente, mas aquele sorriso sem vida, contrastava com o resto:

— No fim, estão todos certos. Eu sou um monstro que destrói tudo ao redor. Que não merece o amor. Não merece a felicidade. Apenas ficar sozinho. E parece que os anciãos estão muito empenhados em me tirar tudo o que é importante. Estão empenhados em me tirar tudo, até mesmo a minha vida.

— Não fale como se eu significasse alguma coisa para você – murmurei, apoiando-me na raiva das lembranças do passado e do presente, mas ele apenas continuou com aquele sorriso sem vida.

— Tem certeza? – Perguntou unindo as sobrancelhas, como se ele mesmo perguntasse a si aquele questionamento.

— Tenho – disse com amargor. – Porque sempre quando eu mais precisei de você, você não estava lá – despejei fria, fazendo o sorriso desaparecer completamente, deixando apenas os olhos negros e vagos continuando a me observar. – Ou você não lembra do que aconteceu depois? – Ri sem humor, lembrando de cada detalhe, cada toque, cada palavra, como se estivesse acontecendo naquele exato momento.

Pus minhas mãos sobre os olhos, como se aquilo tirasse a minha visão, mas cada suspiro e gemido parecia estar sendo feito ao pé do meu ouvido.

— Eu fiz aquelas escolhas pensando em todos vocês. Eu queria protegê-los. Eu queria que a paz continuasse, mas eu mal sabia que enquanto a paz continuava para vocês, o inferno que eu havia me metido, só estava começando – minhas mãos deslizaram, revelando a visão do homem congelado a minha frente, mas o que eu via e revivia, era o passado. – Nagashi ficou feliz. Ele sorria largamente e de certa maneira aquilo aquecia algo no meu interior, mas destruía outro. Destruía a minha dignidade. Destruía tudo o que eu acreditava, pois eu estava fazendo algo sujo, por baixo dos panos. Ao mesmo tempo em que estava sendo usada pelos anciões, eu estava o usando. Estava usando seus sentimentos. Brincando com eles e aquilo só me deixava mais suja.

"Ninguém concordou. Todos me olharam com decepção em seus olhos e aquilo doía muito. Minha shisou, meu sensei, Naruto, Ino, meus pais, meus amigos, todos, sem exceção, me olharam com decepção. Doía tanto que eu chorava por dentro durante cada anúncio do que iria acontecer, mas por fora, eu mantinha um sorriso falso pela fixa ideia de que estava fazendo isso pelo bem deles, mas aí, chegou a sua vez..."

Minhas mãos caíram e eu reprimi as lembranças fechando meus olhos, mas uma ordem me obrigou a continuar:

— Diga.

— Você estava viajando. Pegava missões e mais missões. Nunca parava e eu nunca o via. Enquanto isso, eu estava fazendo os preparativos do casamento. Tsunade-sama me avisou certa vez que você estava na Vila. Fui até seu apartamento para entregar o convite, mas...

— Você não disse...

— VOCÊ ME DEIXOU CONFUSA – gritei recuando mais um passo. – Você me deixou confusa – murmurei mais uma vez. – Enquanto eu te tratava, eu repassava todo aquele plano em meus pensamentos, eu pensava que aquilo era principalmente para o seu bem, para que você tivesse uma vida feliz em Konoha e que ninguém lhe fizesse mal algum, mas no fundo, aquilo me destruía mais ainda. Toda vez que eu via você, eu gritava internamente que eu não queria me afastar, que não queria te ver sozinho, mesmo que não fosse eu a sua escolhida como os anciões e os kages achavam. Apesar de tudo, eu não queria ficar longe de você, mas eu precisava e em um ímpeto imbecil, eu te beijei, como uma despedida. Fiquei ainda mais confusa e por isso fugi para a cozinha, lá eu tomava coragem de falar a verdade para você, seguir o plano inicial e se você dissesse uma palavra sequer, se você pedisse para que eu ficasse... – minha voz sumiu, mas eu continuei – eu ia ficar. Por você eu ficaria, Sasuke.

Os negros se arregalaram um pouco e os braços pareciam pêndulos ao seu lado.

Antes que ele dissesse algo, eu continuei:

— E como sempre, você deixou tudo mais confuso. Assim que você me beijou, imaginei que aquela era a minha resposta, a minha salvação. E em cada toque que você fazia em meu corpo, eu gritava que te amava. Nós dormimos juntos naquela noite e eu pedia para que todas as noites fossem iguais. Eu não queria que nenhum outro homem me tocasse daquela forma, mas eu fui ingênua e no dia seguinte, as suas palavras me deram a mais absoluta certeza de que eu não era a sua escolhida. Que tudo o que tínhamos passado juntos foi apenas desejo – ri sem graça. – Eu despejei toda a raiva que eu sentia. Naquele momento eu decidi que seguiria adiante, que seria uma ninja e não uma mera civil sonhadora que esperava uma esmola de você. Eu decidi seguir em frente, mas sempre uma parte de mim se perguntava se você viria atrás de mim, mas você nunca veio.

"No dia do meu casamento, enquanto eu me olhava no espelho, via a mulher mais linda que eu poderia imaginar, mas nenhuma felicidade era exposta em meu rosto. Tsunade deu sua sentença de que em menos de um ano eu estaria viúva e esperava que eu não voltasse com uma criança no meu colo, e internamente, eu implorei para que aquilo acontecesse. Sei que estava sendo egoísta, Nagashi era uma boa pessoa, não merecia aquilo, mas eu precisava.

"Vi todos no meu casamento, até mesmo o Tsuchikage de Iwagakure no Sato veio prestigiar o evento que 'uniria' – fiz aspas com os dedos – as duas grandes Vilas, e também foi lá onde eu conheci o meu alvo número um, Yoshito Mahara. Sempre ao seu lado estava seus dois filhos, Hiroto e Horen.

"Todos estavam lá, menos você".

Foquei meu olhar duro em Sasuke.

— Até o momento em que meu pai infeliz me levou ao altar sussurrando para que eu não fizesse aquilo, senão eu não teria mais pais; eu implorei aos céus para que você aparecesse e me tirasse daquele inferno. Por mais que eu tivesse certeza que eu não significava nada demais para você, eu tinha a ideia de que pelo menos compaixão pelos nossos anos como time 7 você tinha. Porém, você não atendeu ao pedido que eu esqueci de tirar do seu convite de casamento, você não apareceu. VOCÊ ME ABANDONOU! – Gritei no final.

— Eu nunca abri o convite de casamento – admitiu em um tom sério, se aproximando de mim. – Você acredita mesmo que se tivesse visto aquele seu pedido, eu permitiria que você partisse de Konoha? – Encurralou-me na parede. – Acha mesmo que eu deixaria alguém te tocar se houvesse algo errado? Acreditou mesmo nisso? – Sua voz era cheia de raiva e remorso, dando-me a certeza de que ele dizia a verdade.

Sim, eu acreditei.

Aquela era a resposta para todos os seus questionamentos, mas a incredulidade deixou-me sem voz.

Ele riu mais uma vez, sem nenhum humor, balançando suas madeixas em uma grande negativa.

— Não precisa responder. Dá para ver pelo seu olhar que você acreditou nisso e seguiu com a missão. Pelo visto você não me conhece mesmo, Sakura.

Aquilo me deixou tonta, dando-me forças apenas para indagar:

— Por que você não abriu? – E aquele questionamento o calou de vez.

Toda a sua expressão desacredita se tornou inexpressiva.

Sua face bela, iluminada apenas pela luz da lua, se tornou uma página em branco.

Sério e compenetrado, ele se aproximou sorrateiramente.

Quando foi que Sasuke me olhou tão profundamente? Por que ele me olha como se buscasse algo em mim?

Ele não parou os passos até apoiar os antebraços ao meu lado, enquanto seu rosto abaixou até ficar na minha altura.

— Porque eu fui fraco – soprou a verdade no meu rosto e seus olhos fixos em mim me davam a certeza sobre as suas palavras. – Porque eu não tive coragem de ver a prova que eu a havia perdido para outro. Porque eu não queria ter um nome em minha mente; para mim, seu marido era uma página em branco, e assim permaneceu. Afundei aquele convite de casamento no fundo de uma caixa por anos e só recentemente tive coragem de abri-lo. Só agora eu criei um nome, uma figura e um rosto para esse homem, e acredite Sakura, em nada isso me alegra, muito menos escutar você dizendo que ele era um bom homem quando a tirou de Konoha. Quando a tirou de sua família e amigos. Quando a tirou de mim...

— Basta! – Gritei o empurrando, mas ele apenas riu dando passos para trás.

— Não gosta de ouvir a verdade? – Zombou com certa acidez na voz.

O mundo me confundia.

As palavras se misturavam.

Eu queria gritar. Fugir.

Não queria mais escutá-lo, pois sabia que quanto mais tempo eu permanecesse ao lado de Sasuke, mas eu estaria tentada a agir como aquela garota idiota que eu fui.

Tentada a acreditar nas tolices que por anos eu imaginei, até que no fim eu aceitasse a verdade dos fatos...

Não o escute. Gritei em pensamentos, abraçando o meu corpo em forma de proteção.

— Você não estava lá – repeti. – É isso que importa – desviei o olhar. – O passado está feito – murmurei com pesar. – Quando eu conheci os três Yoshito – voltei a narrar para fugir das palavras de Sasuke que ainda rondavam meus pensamentos com a pergunta constante de "Será verdade?" – logo vi o princípio dos problemas em que eu estava me metendo. Mahara me olhou com um olhar satisfeito, como se seu sobrinho tivesse feito a escolha certa para gerar frutos fortes; Hiroto, por outro lado, me tratou muito bem, mas no fundo dos olhos dele, vi certa raiva, anos mais tarde eu descobriria que ele estava com raiva por seu primo ter ido em seu lugar na missão diplomática com Konoha. Em seus pensamentos, Hiroto tinha certeza que ele estaria ao meu lado naquele casamento caso ele tivesse ido à missão. Por último, Horen – desviei o meu olhar e não consegui encarar Sasuke.

— Qual era o problema com aquela garota doente? – Questionou ainda com certa raiva de ter fugido de si enquanto ele falava sobre o convite de casamento.

— Ela era completamente apaixonada pelo meu marido – admiti erguendo o meu olhar para um Sasuke surpreso.

— O quê?

— Ela sentia raiva de mim. Via a dor em seu olhar. Ela admirava Nagashi por toda a sua doçura e jeito alegre. Se eu não tivesse aparecido, era possível que Mahara organizasse o casamento de ambos, com a tradição de fortalecer a linhagem sanguínea dos Yoshito, ao invés de entregar sua filha para outra família que gostaria de se aproveitar da situação oportuna – suspirei com pesar, lembrando da linda jovem que havia ido ao meu casamento e apesar de toda dor de seu olhar, tentava manter a polidez comigo. No momento em que a vi, imaginei o meu reflexo em si, imaginei que eu seria como ela caso visse Sasuke se casar com outra e naquele momento me senti uma pessoa mais suja, como se devesse lhe pedir perdão por estar fazendo aquilo e pelo que faria à sua família...

— Continue.

— Depois do casamento fomos ao hotel e...

— Não quero ouvir – cortou com rispidez e fúria, dando-me as costas. Andou até a porta de saída e a socou.

O baque oco ecoou pelo apartamento e eu suspirei deslizando pela superfície fria da parede, até sentar no chão, lembrando-me claramente do meu reflexo naquele quarto escuro.

Lembrando de Nagashi atrás de mim. Seu sorriso era de satisfação e eu forçava um não tão convincente.

— Consigo ver a infelicidade no seu olhar, Sakura – murmurou segurando com delicadeza meus braços por cima dos tecidos do kimono.

Seu toque era tão gentil, que mal os sentia.

— Preciso lhe contar algo, Nagashi – sussurrei sem desviar meu olhar dos meus próprios olhos retratados naquela superfície lisa. Se eu olhasse para Nagashi, não teria coragem. – Não sou virgem.

Ouvi um leve suspiro atrás de mim, antes dele beijar os meus cabelos com respeito.

— Aposto que foi com o homem que você diz que ama – sua voz tinha pesar.

— Foi – admiti vendo uma lágrima deslizar solitária pela minha bochecha esquerda. – Só com ele – minha voz saiu como um suspiro inaudível.

— Farei você esquecê-lo – prometeu desfazendo o nó simples do meu kimono...

Como se pode esquecer um amor Nagashi? Perguntei-me encarando aquele chão envernizado. Não se pode esquecer um amor de verdade, apenas transformá-lo em ódio, mas a dor é pior nesse estado.

Ergui meu olhar mais uma vez para ver Sasuke com o braço encostado na porta, enquanto ele, em silêncio, observava o balanço monótono das cortinas alvas.

Sua respiração forte era prova de que a verdade dos fatos o incomodava...

— No dia seguinte, enquanto me arrumava para partir, vi você caminhar solitariamente pelas ruas de Konoha – chamei sua atenção. Agora tão fixa em mim. – Você entrou em um bar e lá permaneceu. Assim que terminei de me arrumar e as bagagens já estavam prontas para partir, Nagashi me perguntou se eu queria um tempo só. Eu disse que sim e antes mesmo que percebesse, estava indo atrás de você – abaixei meu olhar, achando tão patético a atitude que eu tomei em ir atrás dele depois de tudo. – Eu queria olhar em seus olhos e dizer "Adeus!", mas não o vi dentro do estabelecimento e quando eu ia desistir, eu ouvi gemidos e olhei para o beco ao meu lado – pus a mão no meu peito, sorrindo sem humor para o homem que abria a boca, sabendo o que eu havia visto, mesmo assim, disse em alto e bom som: – Você estava aos beijos com a Ino, a minha melhor amiga – ri amargamente abaixando o meu olhar. – Me sentir a pior das pessoas, um mero objeto. Era claro que eu não significava nada para você, que fui apenas uma noite...

— Não bote palavras na minha boca – disse duro.

— ... mas quem sou eu para julgá-lo? – Completei independente do que havia dito. – Quem sou eu para julgá-lo, se eu era uma mulher casada e você um homem solteiro? Quem sou eu? Uma mera ninja que tinha uma missão para cumprir! – Disse ríspida a última parte.

Inspirei profundamente antes de reabrir meus olhos, mostrando a minha determinação.

— Eu chorei em um beco qualquer, as imagens não saiam da minha cabeça, mas não havia mais tempo, eu tinha que partir e foi o que eu fiz, não antes de Karin me ver na rua e jogar na minha cara que havia passado a noite com você – ri mais uma vez me sentindo tola. – Naquele momento, senti que mais uma parte de mim era quebrada. Tola como eu era, sempre tentava achar justificativas para acalentar a sua traição, a sua falta de ajuda, mas a vida esfregava na minha cara que você era um caso perdido. Com grande rancor eu disse que não me importava e que era bom ela correr, pois o seu amado estava se engraçando nos braços de outra – ri com a lembrança do rosto enraivecido de Karin e a satisfação de provocar dor no outro.

Então é esse o prazer da vingança? Era isso que sempre Sasuke-kun buscava quando éramos tão jovens? Perguntei-me naquela época, no momento em que dava as costas para Konoha e caminhava em direção à minha nova vida.

— Vocês não foram se despedir de mim – lamentei abaixando o meu olhar para o chão. – Nem mesmo Naruto – murmurei sentindo um aperto no peito. – Apenas Kakashi estava lá para me dar um último abraço. Apenas ele.

— Ele me avisou que você já tinha partido naquele dia – ouvi a voz de Sasuke reverberar de maneira baixa e distante, porém, assim que levantei meu olhar, pude ver apenas suas costas e ombros tensos. – Ele nos avisou.

— Kakashi-sensei sempre foi um bom homem. Sempre se preocupou com nós três.

— Apesar dos nossos erros, Kakashi sempre esteve ao nosso lado.

— Éramos como os filhos que ele nunca teve, Sasuke – suspirei, vendo seu olhar se voltar para mim, antes de desviar para um ponto além da sacada; pensativo.

— O que aconteceu depois? – Indagou, voltando-se para mim.

Meu corpo tremeu e toda a minha coragem se esvaiu.

Não posso dizer! Não posso!

— Sakura – chamou mais uma vez, porém, desviei do seu olhar enquanto mordia meu lábio inferior. – O que aconteceu? – Sua voz saiu mais endurecida e eu sabia que era só o prenúncio de uma fúria renascendo mais forte e mais poderosa.

Não posso mentir para ele!

— Morei por um tempo na casa principal dos Yoshito, enquanto a nossa casa não ficava pronta, mas... durante esse tempo... eu descobri que estava grávida – admiti olhando para as minhas mãos trêmulas sobre o chão.

A tontura ameaçou me levar para a escuridão e a dor se intensificou em meu peito; meu filho reagiu com um leve balançar dentro de mim.

— Mina – Sasuke ponderou baixo.

— Não era Mina que eu esperava – disse de uma vez antes que a coragem fugisse de uma vez por todas.

O silêncio prolongado de Sasuke me fez levantar o olhar, encontrando os negros fixos em mim, em dúvida.

— Não era Mina que eu esperava – repeti mais uma vez, ainda trêmula.

Eu sabia que ele sentia o meu medo, a minha apreensão e isso ficou claro em sua postura endurecida.

— O que você está querendo dizer com isso Sakura? Você engravidou de Nagashi antes de ter a Mina? – Sua voz tinha um tom aborrecido.

— Eu passei mal durante um jantar e desmaiei, quando acordei, estava no hospital. Nagashi estava ao meu lado com a expressão triste e me disse que eu estava grávida. Disse que tudo ficaria bem...

— Ele não queria a criança?

— Você não consegue entender Sasuke? – Gritei com toda a minha força. Lágrimas mais uma vez rolavam pela minha face, lembrando-me daquela parte da minha vida. – Eu não estava grávida do Nagashi! EU ESTAVA GRÁVIDA DE VOCÊ!

Toda a passividade de Sasuke desapareceu, deixando à mostra o espanto em sua face.

O olhar ficou sem foco.

— Impossível! – Gritou com fúria. – Pare de mentir Sakura!

— Eu não estou mentindo! Eu sempre me prevenia com Nagashi, pois havia dito a ele que não desejava ter filho naquela hora, ele aceitou a minha decisão, mas ao descobrir que eu estava grávida, ele descobriu na hora que o filho que eu esperava não era dele e sim seu. Do único outro homem que havia me tocado antes dele – solucei.

— Eu tenho certeza que eu não ejaculei dentro de você – tentou achar uma desculpa, dando um passo para trás.

— Das duas vezes? – Indaguei com raiva, fazendo-o se lembrar de quando nos amamos no meio da noite, após ele ter acordado de um pesadelo.

A verdade o acertou como uma katana e eu soube que ele finalmente acreditava que o filho que eu esperava era seu.

A sombra escondeu seus olhos de mim, enquanto uma voz fria ecoava de seus lábios:

— Cadê o meu filho Sakura?

A áurea se tornou intensa, fazendo-me perder a voz.

O meu silêncio aumentou a sua fúria, fazendo-o se aproximar de mim com velocidade, dando-me a visão de seus olhos perigosos.

— Eu perguntei: "Cadê o meu filho, Sakura?".

— Heh. Engraçado você querer saber do seu filho, quando nem mesmo quer saber do Nisuke – solucei, tentando ser corajosa, mas meu corpo trêmulo diante do seu chakra me denunciava.

— Pare de jogos, Sakura! – Gritou com tanta força que senti resquícios de sua saliva acertando o meu rosto choroso. – Cadê o meu filho?

— Morto – sussurrei com dor, não suportando o choque no olhar dele. – Eu tentei Sasuke, eu juro que tentei salvá-lo, tentei fugir – gritei escondendo o meu rosto em minhas mãos.

— O que você está querendo dizer?

— Eu via nos olhos deles, eu sabia que todos sabiam que eu esperava um Uchiha. Eles sabiam que Konoha me arrancaria de lá assim que descobrissem que eu esperava a criança que eles tanto queriam. A criança que carregaria os nossos dons, Sasuke. Eles sabiam...

— O que aconteceu? – Exigiu segurando meus ombros, forçando-me a olhá-lo, apesar dos meus olhos embargados.

— Mahara – gaguejei não suportando as lembranças. Sentindo todos os sentimentos que reprimi sobre aquelas lembranças, voltar com força. – Mahara me envenenou com um antiabortivo durante o jantar, fazendo com que eu rolasse da escada e parasse no hospital – disse com raiva, puxando meus fios de cabelo. – Ele manipulou tudo. Ele sabia que assim que eu conseguisse falar com Konoha, eles me perderiam. Ele fez parecer tudo apenas um acidente. Fez parecer que a causa era a queda e não o abortivo de efeitos colaterais. Era um veneno engenhoso que desaparecia depois de um tempo do meu sangue. Você não sabe o quanto eu chorei naquele quarto de hospital quando Nagashi disse que eu tinha perdido a criança.

"Eu via no olhar doloroso dele, que até mesmo ele suspeitava que não havia sido só um acidente, mas, lá no fundo, ele sentia-se aliviado pelo fim daquele episódio, daquele incômodo, como Mahara intitulava – gritei, sentindo a raiva nublando meus sentidos. – Mahara ainda teve a audácia de dizer que Nagashi me daria outro filho, que eu não precisava me preocupar com isso – o nojo me invadia durante cada lembrança do olhar superior do homem que saia do quarto, me deixando para trás com a certeza de que ele estava satisfeito com aquele final. – Aquele homem, aquele ser desprezível matou o meu filho. O NOSSO FILHO, SASUKE!"

O sharingan e rinnegan brilharam, ao mesmo tempo que a áurea negra abraçava o Uchiha que inflava pelo ódio crescente em seu peito.

— Os Yoshito mataram o meu filho? – Sua voz saiu fria, ao mesmo tempo que uma lágrima de sangue escorria de seu Mangekyou Sharingan, revelando o ódio do seu usuário. – Eles ousam... – suas mãos tremiam sobre meus ombros.

— Eu senti tanto ódio, tanta raiva, que eu não consegui me controlar, não consegui não sucumbir – minha voz tremia de raiva. – Não aceitei. Fui nublada pelo ódio, pelo desejo de vingança – fixei meu olhar duro em Sasuke, antes de sorri maldosamente, mostrando o meu lado sujo a ele, um lado que os Yoshito criaram em mim e não havia como voltar ao que era antes. – E eu me vinguei Sasuke – contei em um sussurro, como se fosse um segredo, ao mesmo tempo que depositava minha mão esquerda em seu rosto duro, limpando a lágrima de sangue com o meu dedão. – Eu sonhei, planejei e executei. Mostrei porque as Nações tanto me temiam, tanto temiam meus talentos, pois ninguém me supera na produção dos venenos – estreitei meu olhar. – Desenvolvi um veneno letal perfeito, botei em um genjutsu todas as prostitutas que satisfariam aquele homem que me via como um objeto para seu sonho futuro. Uma delas colocou o veneno em uma taça de vinho, ele ingeriu e se deliciou com elas durante o banho de banheira, enquanto eu, Nagashi, Hiroto e Horen comíamos o nosso jantar calmamente no andar inferior. Eu esbanjava um sorriso falso para aqueles três, dizendo que eu já estava melhor depois de tudo, mas o que ninguém sabia era que meu Kage Bunshin assistia toda aquela sujeira com expectativa. Quando a hora chegou, ordenei que elas se retirassem, Mahara ficou confuso com a minha entrada no seu banheiro; aquele homem imundo insinuou obscenidades sobre minhas atitudes e até me propôs 'diversão', – minha voz tremeu enquanto eu sentia a raiva de Sasuke aumentar sobre o meu toque – mas eu apenas ri de sua insignificância e assisti com gosto enquanto o homem era torturado pelo efeito do veneno. Ele implorava a minha ajuda e me chamava de vadia, mas em nada me abalei sob suas palavras, apenas disse que seu Império roeria e os Yoshito haviam mexido com a shinobi errada. Eu fiquei ali até o fim, até ver o seu último suspiro, até ver o corpo afundando sob aquelas águas frias da banheira do mais fino mármore.

"Meu Kage Bushin se desfez e todas as lembranças foram para o meu corpo ainda sentada naquela mesa. Em meio as preocupações daqueles três Yoshito restantes sobre mim, eu sorria e degustava uma taça de vinho, sentindo a satisfação pelo que eu havia feito e presenciado. Eles nunca descobririam a verdade, havia produzido um veneno que na autópsia desse como resultado, uma parada cardíaca e foi isso que aconteceu".

Me calei por alguns instantes, vendo a raiva de Sasuke transparecida naqueles olhos tão perigosos, lembrando-me do sentindo de satisfação.

Lembrando daquele sentimento que inundava e manchava para sempre o meu ser.

Eu havia provado uma vez e sabia, naquela hora, que se eu precisasse, repetiria a dose em quem quer que fosse.

Eu manchei minha alma com a vingança e não havia mais salvação para mim.

Havia me tornado uma pessoa torta, com erros, que aos olhos dos outros seriam imperdoáveis. Só que, naquele momento, para mim, a única certeza, era que...

O mal é relativo.

— Eu me tornei algo que nunca havia pensando me tornar. Manchei minhas mãos de sangue por meio da vingança e permaneci em minha farsa. Como eu bem sabia, Iwagakure não iria parar com a queda de Mahara, eles continuaram ainda piores e foi Hiroto quem assumiu o posto de chefe da família. Uma família quebrada em seu interior. Uma família em que Hiroto desejava a mim, a mulher de seu primo, enquanto Nagashi assumia o posto de Capitão da ANBU e sempre que voltava para casa me procurava com a ideia de propagar aquela família torta, um desejo de seu antigo shisou. Eu tomei minhas providências, mas em poucos meses descobri que estava grávida e que agora o pai da criança era Nagashi. Eu vi satisfação no olhar deles. Vi que eles haviam conseguido o que queriam e espalharam para além das fronteiras de Iwagakure, para que as outras Nações soubessem que eu geraria um herdeiro deles.

Pus minha outra mão sobre o rosto de Sasuke, trazendo-o para mais perto de mim:

— Eu estava grávida de Mina, Sasuke. E eu nunca odiei tanto algo como eu odiei aquela criança que crescia dentro de mim – disse com amargor. – Via a felicidade em seus rostos e também vi Horen dizer que aceitava Nagashi comigo, pois aquilo o deixava feliz. Porém, toda vez que eu ficava sozinha em meu quarto, durante aquelas intermináveis missões, eu me olhava no espelho e olhava a transformação do meu corpo com amargor. Segurava meu ventre desejando que aquilo saísse dali, mas se eu provocasse um aborto, logo Nagashi tentaria me tocar mais uma vez.

"Eu daria aquele filho a eles, mas seria só deles. Eu não a via como minha. Via como um parasita que crescia dentro do meu corpo. Um verme que eu não via a hora de tirar de mim, para que parasse de entorpecer tanto o meu chakra. Um mero invasor.

"Foi assim até o fim. Os meses se passaram e o parto veio. Eu me neguei a olhar para o rosto da criança, disse para que a tirassem de perto de mim. Os médicos alegaram que era apenas depressão pós-parto para Nagashi que não compreendia a minha reação. Brigamos no quarto de hospital e ele se afastou, não voltou mais naquele dia para me ver. Com certeza estava fissurado na criança que eu havia lhe dado. Eu não liguei, só me martirizei como a vida era injusta comigo, como tudo o que eu era estava estilhaçado. A Sakura de Konoha não existia mais. Cheguei à conclusão de que não havia motivos para continuar vivendo e, por isso, assim que vi o bisturi esquecido pela enfermeira, eu tentei me matar, mas me impediram, me amarrando e injetando substâncias nas minhas veias. Os Yoshito não deixariam que eu partisse tão facilmente. Eles não deixariam e durante minha luta só achei um culpado para o que eu vivia – finquei minhas unhas no rosto endurecido. – Você! Eu te chamei e você não me salvou, mais uma vez o abandono e para o meu desespero, Hiroto adentrou o quarto e decretou seu desejo para mim".

Desviei o meu olhar para o chão, tendendo a retirar minhas mãos de seu rosto, mas Sasuke segurou-as no lugar com força.

— Continue – decretou.

— Durante aquela noite no hospital, eu fugi do meu quarto. Os curativos sobre os meus pulsos era a prova do que havia ocorrido. Eu estava fraca, não conseguiria fugir. Nagashi ordenou que a ANBU de Iwagakure vigiasse o prédio para que nenhuma Nação tentasse um ataque contra sua mulher e principalmente, contra a sua criança.

"Entre minhas andanças, eu escutei um choro baixo e acabei me dirigindo ao berçário, encontrando Mina com facilidade.

"Ela era a única criança de tufos cor de rosa e olhos castanhos igual aos de Nagashi. Toda a raiva e dor que eu sentia por ela, fez-me ficar envergonhada ao ver que estava direcionando minha raiva e meus erros sobre uma criança. Sobre uma criança inocente, Sasuke. Mina não tinha culpa de nada. Ela apenas nasceu na família errada, em um momento errado e agora estava ali chorando na minha frente.

"Eu a peguei no colo e a acalentei até perceber que estava com fome. Dei meu peito para ela e pude ver o primeiro sorriso da minha pequena menina..."

Seu sorriso era tão inocente que me recordou dos anos em que era feliz em uma Vila longe daquele lugar.

— Mina – suspirei olhando para os castanhos brilhantes da minha menina. – Você vai se chamar Mina e vai ser minha filha – prometi a trazendo para mais perto de mim.

Haviam me tirado um filho, mas Mina também era minha e ninguém a usaria como queria enquanto eu estivesse viva. Ninguém machucaria meus filhos, pois eles seriam meus.

Naquele berçário escuro de uma madrugada qualquer, eu jurei que a protegeria de tudo e todos. Que um dia a tiraria daquele mundo e quem sabe construiria um lar onde ela pudesse ser feliz longe daquela família.

Quem sabe... em Konoha.

Promessa essa que eu decretei cortando meus cabelos com um bisturi após retornar ao meu quarto com a minha pequena.

Os longos fios rosados deslizavam por entre meus dedos, rumo ao chão, rumo ao fim.

Olhei para aqueles fios ao redor dos meus pés descalços lembrando-me de quando tinha doze anos e prometi que daquela vez, Naruto e Sasuke, olhariam para as minhas costas.

Dessa vez, porém, eu jurava não chorar mais, jurava ser forte pela minha filha e pela minha Vila.

Os Yoshito não sabiam, mas o demônio que os assombraria, estava nascendo naquele quarto de hospital, enquanto olhava para a minha filha adormecida sobre a minha cama.

Andei a passos lentos em sua direção, acolhendo-a mais uma vez em meus braços, ao mesmo tempo que me acomodava na cama hospitalar.

— Sabe Mina. O mundo é mal, mas eu prometo que vou te proteger dele e de seus interesses. Não sou a melhor pessoa que já fui. Sou uma mentirosa e tenho sangue em minhas mãos. As escolhas do passado me transforam no que eu sou agora, mas saiba, serei a melhor por você. Para você, eu darei meu coração e meus melhores sorrisos, só para você – sorri acariciando a bochecha rosada da minha princesinha adormecida. – E quem sabe um dia eu te der uma vida de verdade, longe desse mundo. Quem sabe um dia eu te dê uma vida como eu tive em Konoha – meu sorriso entristeceu lembrando de todos os meus antigos amigos e de seus olhares decepcionados para a minha decisão. – Eu vou tentar Mina. Prometo.

Eu prometo ser forte só por você, minha princesa. Eu prometo...

Continua...

Notas finais
EEEEIIIIITAAAAAA!!!!! Agora que a fúria Uchiha vai surgir mesmo! E aí pessoal? Surpresos com as novas revelações? Sobre o filho que ela esperava, vocês não sabem o quanto eu fiquei triste escrevendo essa cena porque eu sou muito SasuSaku, aí já imaginam que mexer com um filho deles é a morte pra mim T.T Aiiinnn... Beijokas pessoal! [NOVA FIC POSTADA][ONE][SASUSAKU]: Improper https://fanfiction.com.br/historia/693867/Improper/
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.