A Filha da Minha Melhor Amiga

26 Casamento da Sakura - versão Uchiha Sasuke parte II


Notas iniciais
[IMPORTANTE] RESULTADO DA VOTAÇÃO: PÁGINA DO FACE E BLOG! EMPATE! Página do face: www.facebook.com/gabyfanfiction Blog: http://gabyuchihafanfiction.blogspot.com.br/ Tem um hiperlink no meu perfil do Nyah! Oie gente ^^ Dessa vez eu não demorei e vim dizer que hoje teremos DOIS capítulos de A Filha da Minha Melhor Amiga! Sim, sim, esse flash back é tão grande que eu tive que dividir esse capítulo em parte II e parte III. Admito que nessa parte II vocês vão querer amar e quebrar a cara do Uchiha ao mesmo tempo hehehe (estou atiçando a curiosidade de vocês hehehe). Mas espero que vocês gostem. É nesse que o drama começa hehehe mas no próximo o drama é pra valer! ^^ ESSE CAPÍTULO É SÓ FLASH BACK! Ou seja, tudo escrito aconteceu no passado! É isso gente! Divirtam-se...

Acordei ofegante. Meu coração estava disparado e meus olhos cheios de lágrimas.

Mais uma vez o pesadelo me assombrou.

Fiquei alguns minutos com o olhar vidrado nas portas de vidro do meu quarto que davam visão para a noite estrelada.

Passei as mãos pelos meus cabelos quando consegui me acalmar.

Olhei para o lado e vi Sakura deitada de bruços abraçada ao travesseiro. O lençol branco cobria o corpo pequeno até a altura de seus quadris, deixando a mostra a costa nua.

Inclinei-me sobre a mulher adormecida e a abracei afundando meu rosto no meio de sua coluna aspirando o perfume floral.

– Sasuke-kun? – Perguntou sonolenta virando o corpo sob mim.

Sem deixá-la de abraçar, afundei meu rosto no vale entre seus seios medianos.

Senti as mãos pequenas entrelaçarem entre os meus cabelos e fazerem movimentos lentos que me acalmavam e faziam-me pedir internamente que ela nunca parasse.

– Você teve outro pesadelo, não foi? – Sussurrou descendo a mão esquerda para a minha costa nua arranhada.

Não respondi, pois Sakura sempre sabia a resposta.

A mão voltou a subir fazendo os meus pelos eriçarem.

– Tudo bem, eu estou aqui. Você não está sozinho – murmurou e meu sorriso de canto surgiu escondido entre seus seios, onde ela não poderia ver e saber o que aquelas palavras realmente significavam.

Voltando a seriedade, rolei na cama com Sakura nos meus braços. Ela soltou um gritinho surpreso na hora, mas assim que ela se acomodava melhor sentada sobre o meu abdome, ela começou a rir.

– E eu pensando que você estava chateado com alguma coisa – murmurou sem graça cobrindo os seios com os braços cruzados.

Sorri de canto, sentando-me também enquanto segurava seus quadris.

Antes que ela encarasse meus olhos, eu selei seus lábios com um beijo lento. Não demorou muito para que ela cedesse e envolvesse o meu pescoço com seus braços aprofundando o beijo.

Suas mãos entrelaçaram com força nos fios do meu cabelo como se tivesse medo de que eu desaparecesse dali e eu cedi à urgência de seus lábios correspondendo da mesma forma.

Os movimentos involuntários do quadril de Sakura estimularam-me.

Segurando firme em seus quadris, a posicionei sobre o meu membro.

Um gemido surpreso dela separou os nossos lábios ofegantes.

Sorri de canto chupando levemente seu pescoço, enquanto ela segurava firme meus cabelos com uma mão e alisava minha costa com a outra.

Os movimentos eram incertos e dessincronizado, mas com o tempo, acostumamo-nos a eles e Sakura começou a fazer a maior parte deles.

– Sasuke-kun – gemeu com os lábios encostados em meu ouvido o que provocou um arrepio na minha nuca.

– Sakura...

***

Abri os meus olhos lentamente. A claridade em excesso irritava meus olhos, mas aos poucos consegui focar a minha visão no rosto adormecido à minha frente.

Como o dia raiou, a culpa se instalou no meu peito.

O que foi que eu fiz?, pensei lembrando de cada detalhe da noite anterior.

O desespero e a vergonha não transparecida na minha face preencheram o meu corpo assim que vi os grandes orbes verdes abrirem-se aos poucos.

De princípio estavam desfocados, mas assim que ela me viu um grande sorriso gentil abriu-se em seu rosto alvo.

– Bom dia, Sasuke-kun.

– Hn – foi tudo o que eu disse antes de desfazer o meu abraço e sair da cama pelo lado oposto do seu.

Eu não sabia o que dizer para a mulher, não conseguia nem a encarar.

Aquilo não deveria ter acontecido. Não, não daquela maneira, não naquele momento.

Vesti minha calça ouvindo o farfalhar dos lençóis atrás de mim, denunciando que ela se sentava no colchão.

– Sasuke-kun? – Perguntou em dúvida enquanto dava a volta na cama, ainda sem olhá-la – SASUKE-KUN! – Disse alto, fazendo-me parar o andar – O que aconteceu? – O que eu diria? – Eu fiz alguma coisa que você não queria? – Perguntou inutilmente.

Soltei o ar balançando a cabeça abaixada negativamente.

– Então o que foi? Me diz o que acontec...

– Isso não deveria ter acontecido – a interrompi e arrependi-me das palavras assim que eu vi seu rosto incrédulo com as lágrimas surgindo em seus olhos.

– O quê? – Balbuciou.

– Foi isso mesmo o que você ouviu – admiti desviando o olhar. Por mais que eu não quisesse dizer, aquela era a verdade.

Dormi com a Sakura, mas esse não seria o problema se eu correspondesse os seus sentimentos.

Eu me importo com a Sakura?

Sim, eu me importo.

Eu a amo?

Esse é o problema de tudo...

Eu sinto algo forte pela Sakura, mas isso não é desculpa para simplesmente levá-la para a cama sabendo que isso a faria ter esperanças que talvez nunca existam.

Eu não queria usá-la para depois descartá-la. Eu nunca teria coragem de magoá-la à tal ponto, mas era exatamente isso que eu havia feito e ninguém me amaldiçoava mais do que eu...

– A noite passada não significou nada para você? – Perguntou e pelo canto do olho vi uma lágrima solitária descer pela sua bochecha esquerda.

– Sakura...

– A NOITE PASSADA NÃO SIGNIFICOU NADA PARA VOCÊ? – Gritou com mais lágrimas rolando pelo rosto alvo.

– Esse não é o problema, Sakura – falei firme, ainda sem olhá-la.

– ENTÃO QUAL É? E ME RESPONDA OLHANDO PARA MIM COMO UM HOMEM DE VERDADE...

– VOCÊ É A MINHA MELHOR AMIGA – gritei calando-a com o meu olhar.

A boca trêmula dela se abriu enquanto as lágrimas caiam das maçãs avermelhas na fronha branca que ela apertava com força contra o seu peito.

Como se fosse magnético, nosso olhar parou sobre a mancha vermelha na cama... a prova que eu havia tirado a virgindade de Sakura.

O que foi que eu fiz?

Amaldiçoei-me novamente.

Os verdes chorosos ao olharam para o sangue se tornaram raivosos.

Sakura trincou os dentes, antes de olhar para mim sem parar de chorar.

– Muito obrigado, Sasuke-kun, era tudo que eu precisava saber para continuar – falou baixo antes de pular da cama e vestir as roupas apressadamente.

– O que você quis dizer com isso? – Perguntei aproximando-me dois passos, antes de ser acertado por um envelope branco que ela tirou de dentro da bolsa.

Olhei o envelope delicado e caro com detalhes em dourado. Atrás estava escrito com letras douradas...

Uchiha Sasuke

– É um convite. Foi isso que eu vim fazer ontem aqui na sua casa. Eu vim te entregar esse convite – disse amargurada indo para a porta.

– De quê?

– De casamento.

Arregalei os olhos tendo uma ideia que eu achei absurda e por isso substituir por outra.

– O Dobe vai casar com a Hinata e nem tem a decência de me trazer o convite ele mesmo? – Falei com raiva balançando o convite no ar.

– O casamento não é do Naruto – falou firme no vão da porta pronta para sair – O casamento é meu. Eu vou me casar, Sasuke-kun! – arregalei os olhos sem acreditar – E olha que ironia Sasuke-kun – falou com um sorriso frio e amargurado – você não é o noivo!

O baque surdo da porta batendo com força fez-se presente no ambiente.

O quarto pareceu girar e por um segundo eu pensei que desmaiaria. O suor frio escorreu pela minha coluna enquanto digeria aquelas palavras.

A Sakura vai casar?

Não, não pode ser. Isso não é verdade!

Trinquei os dentes, joguei o envelope para longe e sair em disparada pela porta, conseguindo prender o corpo da Sakura contra a parede do corredor.

Sentia os meus olhos queimando de raiva transformados em sharingan.

– É MENTIRA! – Gritei – Você está inventando essa história de casamento – disse com raiva prensando o pescoço com o meu antebraço direito, sufocando-a.

As mãos de Sakura tateavam meu peito nu, na tentativa vão de me afastar.

– Heh – riu debochada com o rosto ainda manchado pelas lágrimas – Não sabia que você ficaria com tanta raiva ao descobrir que perdeu seu brinquedo preferido de humilhação.

Prensei ela ainda mais contra a parede fazendo-a arfar.

– Você não sabe com quem está se metendo garota – ameacei com o rosto bem próximo ao dela.

– Sei sim – falou com dificuldade assim que conseguiu afastar um pouco o meu braço de seu pescoço – eu estou falando com o grande baka que me usou para satisfazer as suas necessidades para depois me descartar! – Falou com raiva chorando humilhada.

– VOCÊ É IRRITANTE, SAKURA – berrei deixando-a estática.

Só o som forte da minha respiração rápida preencheu o recinto por alguns segundos, antes de ser arremessado com força sobre a outra parede abrindo fissuras.

– Ai – reclamei sentindo dores pelo impacto.

– Está tudo bem, Sasuke-kun – limpou algumas lágrimas que caiam sem permissão com a costa da mão. – Você não precisa se preocupar. Eu nunca mais vou irritá-lo, porque você nunca mais vai me ver! Porque eu vou embora de Konoha – Gritou antes de sair correndo deixando-me sozinho para trás, pensando em apenas uma coisa...

Ela não pode casar. Ela não pode me deixar!

***

Estava escondido em um beco, na frente de uma loja de noivas onde vi que Sakura havia entrado. O capuz negro cobria o meu rosto.

Eu estava a horas seguindo Sakura.

Fiz um henge no jutsu transformando-me em uma mulher qualquer para entrar na loja. Uma vendedora veio me atender e eu peguei um vestido qualquer para procurar Sakura nos provadores, já que ela não estava na área comum.

Dispensei a mulher e entrei no provador circular com as cabines ao redor, paralisando ao ver a Sakura vestida de noiva em cima de um pequeno palco circular no centro.

Ela olhava triste para o próprio reflexo à sua frente.

O vestido de noiva de estilo japonês era branco com flores rosas por ele todo. O cabelo de Sakura estava preso em um penteado bem trabalhado em coque, enquanto que duas mechas caiam soltas emoldurando o rosto maquiado.

Ela estava simplesmente...

Linda.

Ouvi ela suspirar e sentar no degrau do elevado, escondendo o rosto nas mãos.

– Você não parece muito feliz para alguém que vai casar – falei aproximando-me.

– Desculpe-me, eu não havia visto que tinha alguém aqui – admitiu envergonhada olhando para mim.

– Tudo bem – fingi entrando no papel da moça que estava atrás de um vestido. Sentei-me ao seu lado e reiniciei – Agora porque uma moça tão jovem como você está aqui vestida de noiva com o semblante triste?

Ela deu um sorriso fraco e abaixou o olhar. Eu segui o olhar e um bolo se instaurou na minha garganta ao ver o anel de noivado.

Quando foi que ela noivou? Como aquilo havia acontecido? Será que eu passei tanto tempo fora de Konoha que a fez se apaixonar por outro? Não! Sakura não se apaixonou por outro, porque ela me ama! ELA ME AMA! Então quem é o desgraçado que está tentando roubá-la de mim?

Ela suspirou tirando-me dos meus pensamentos.

– Não é nada não. É só que...

– Só que...

– Um amigo meu me magoou, só isso.

O caroço aumentou e me senti entalado entendendo que ela falava de mim.

– Talvez ele não tenha feito por mal – tentei e ela bufou.

– Sou só uma irritante que enchia o saco dele e ele não gostava.

– Você gostava desse seu amigo, não é?

– Está tão na cara assim? – Ela bufou olhando para o reflexo – Há alguns anos eu pensei que me casaria com ele e vestiria um lindo vestido para que eu fosse a mulher mais bonita de Konoha para ele, só para ele. E aqui estou eu testando meu vestido de noiva e penteado, mas não é para ele – murmurou triste a última frase.

– Se você gosta dele e não de seu noivo, então você não deveria casar – falei fazendo-a olhar para mim.

– Você está dizendo para eu não desistir do meu amigo? – Perguntou e eu não respondi. Eu queria que ela não desistisse de mim? Ela suspirou – Ele já me magoou de todas as formas imagináveis e inimagináveis. E-eu não quero mais sofrer – falou e princípio de lágrimas surgiram em seus olhos – Droga, odeio chorar – murmurou tentando conter as lágrimas para não manchar a maquiagem – mas é só isso que faço quando estou com ele – admitiu e aquela frase me atingiu como uma facada. – Ele não gosta de mim e nunca vai gostar do mesmo jeito que eu gosto dele, mas...

– Mas...

– Esse cara... O que é o meu noivo – falou erguendo a mão com o anel de brilhantes – Ele é tão diferente – sorriu tristemente – acredita que ele se machucava de propósito só para ir ao hospital ser atendido por mim e me ver? – riu sem graça com as bochechas levemente rosadas. Forcei um sorriso fraco – Apesar de tudo, ele é um bom homem – murmurou olhando para o anel – ele gosta de me ver sorrir e mesmo que ele saiba que eu gosto de outro...

– Ele sabe que você gosta do seu amigo? – Perguntei surpreso e ela assentiu.

– Sabe. E mesmo eu dizendo que gostava de outro, ele me pediu uma chance para que ele pudesse me fazer feliz – sorriu fracamente antes de olhar para mim.

Naquele momento eu me senti a pior pessoa no mundo.

Olhando no fundo dos olhos de Sakura, eu percebi o quanto havia a machucado em todos esses anos que vivemos juntos.

Ela sempre me ofereceu o amor, o carinho, o cuidado e a preocupação dela, e o que eu dei em troca?

Nada, a resposta veio nítida em meus pensamentos.

Durante todos esses anos eu apenas fui o egoísta que me nutria do amor dela para disfarçar e preencher o vazio que eu tinha dentro de mim.

O egoísta que queria o amor de Sakura sem ter que dar nada em troca.

O egoísta que em um momento impensado fez-la sua, sem pensar nas consequências da manhã seguinte.

Naquele momento eu notei o quanto Sakura era boa e não merecia alguém como eu...

Ela merecia alguém...

Melhor do que eu.

Ela merecia ser feliz.

A abracei o que a surpreendeu, já que ela não conhecia a mulher, mas eu não me importei. Eu precisava senti-la. Precisava dizer...

– Você deve se casar com o seu noivo – disse antes que a coragem me faltasse – desista do seu amigo e seja feliz.

Afastei-me da rosada que me oferecia um sorriso de gratidão e levantou-se comigo.

– Arigato – sussurrou limpando uma lágrima e eu sorri de canto. Sakura me olhou confusa por um instante, mas balançou a cabeça levemente voltando a distribuir o sorriso que ela esbanjava sempre – Aliás, me diga sinceramente – disse girando para que eu visse ela por inteira – o que você acha? Estou bonita? – Perguntou sem graça, olhando-me em expectativa.

– Você está linda – murmurei sendo sincero – seu noivo ficará muito feliz ao te ver no casamento.

– Arigato, você é a primeira pessoa que me ver arrumada dessa forma – disse tímida com o olhar baixo que logo entristeceu – fico me perguntando o que ele acharia se me visse dessa forma – murmurou.

Eu sabia que ela se referia a mim o que me entristeceu por dentro.

Peguei o rosto alvo entre as minhas mãos e a encarei.

– Tenho certeza que ele diria a mesma coisa que eu – sorri triste e ela correspondeu.

Dei um beijo suave na sua testa, antes de me afastar.

– Você não vai experimentar o seu vestido? – Perguntou para a roupa que eu entrei carregando.

– Hoje não – disse balançando a mão no ar me despedindo.

– Então, dei-me o seu endereço para que eu entregue um convite para você – falou apressada me seguindo – o casamento ocorrerá em três dias.

– Sinto muito, mas não poderei ir, tenho compromisso.

Ela ficou com o semblante triste, mas assentiu de acordo e me deixou partir.

Sai da loja apressado. Aquele lugar estava ficando claustrofóbico. Tinha que me afastar antes que desistisse do que eu havia acabado de fazer e voltasse correndo para ela como Sasuke a proibindo de casar.

Ao chegar em um beco, voltei a ser o Sasuke. Apoiei minha mão direita na parede irregular ofegando forte.

Eu tinha que me afastar.

Eu tinha que ir embora.

Eu não podia ficar em Konoha.

Eu não podia ficar perto de Sakura.

Sakura merecia isso e eu não poderia estragar a sua felicidade mais uma vez.

Foi esse pensamento que me motivou a andar e adentrar o escritório da Tsunade sem ser anunciado.

– Sasuke? – Perguntou a loira abaixando algumas papeladas que analisava com o seu sempre típico Sakê ao seu lado – Sua mãe nunca lhe ensinou a bater a porta antes de entrar?

– Tsc. Tsunade, eu quero uma missão. Uma que pelo menos dure quatro dias – falei apressado.

– Primeiro, para você é Tsunade-sama, moleque insolente – bufei, sempre ouvia a mesma coisa partindo dela e ela sempre me escutaria chamá-la de Tsunade – segundo, não sei se você já sabe, mas daqui a três dias...

– Tem o casamento da Sakura, eu já sei – falei rude e ela me olhou com o olhar triste.

– Você não vai, não é? – não respondi e ela suspirou – Sasuke, a Sakura é sua companheira de time e...

– Se eu vou ou não vou, isso é problema meu – cortei-a.

Ela suspirou e fechou os olhos, antes de reabri-los e focar os orbes castanhos em mim.

– Não vou força-lo a ir ao casamento, mas talvez você devesse ir – falou a última frase baixo como se tivesse dito para si mesmo, como se escondesse algo de mim – mesmo assim darei uma missão para você que durará o tempo que desejas. Arrume suas coisas, você sairá em uma equipe de quatro pessoas no início da madrugada de hoje.

Assenti e sair da sala, rumando para o meu apartamento, mas assim que eu entrei no local, desejei nunca ter voltado.

O cheiro dela ainda estava impregnado no ar. Os lençóis amarrotados. E o sangue, manchado.

Cai de joelhos no chão sentindo o vazio voltar com força, como a muitos anos não sentia.

***

Horas depois, com a mochila negra na costa e vestindo a roupa ninja, encarei o prédio simples que eu tanto conhecia e em muitas noites já havia deixado ela ali em segurança.

Suspirei.

Eu não deveria estar ali, era perigoso e eu poderia fazer uma grande besteira, mas eu precisava... eu necessitava vê-la uma última vez como Uchiha Sasuke e não como um henge no jutsu.

Pulei silenciosamente para a varanda do quarto dela camuflando o meu chakra para que ninguém notasse a minha presença.

Passei pela janela e vi a garota adormecida sendo iluminada pela lua.

Mordi meu lábio inferior lutando contra a vontade de tocá-la, mas aquilo poderia acordá-la.

Ativei o meu sharingan e o manipulei para o genjutsu que joguei Sakura.

Aos poucos o cenário mudou e eu não estava mais no quarto de Sakura, mas sim em uma floresta de cerejeiras em plena primavera sentado sob uma árvore com a Sakura dormindo em meus braços.

O chão estava completamente coberto pelo tapete de pétalas rosas e as árvores abundantes e selvagens nos impediam de ver o céu límpido.

As pétalas de Sakura caiam preguiçosamente.

Encarava o rosto adormecido encostado no meu ombro direito até que uma pétala caiu sobre o rosto dela acordando-a aos poucos.

Os verdes estavam confusos, mas focaram-se nos meus ônix aos poucos.

– Sa-Sasuke-kun? – Perguntou em um sussurro, mas seu rosto trocou de cor ao ver que estava usando apenas a camisola branca quase transparente que pelas suas pernas, ao meu lado direito, estarem flexionadas, fazia com que a borda inferior do vestido subisse e mostrasse totalmente suas pernas e princípio de sua calcinha branca – Ai que vergonha – murmurou cruzando os braços na frente do corpo, tentando se cobrir.

– Uma pena que não é preta – brinquei, o que a deixou a princípio irritada com as bochechas infladas, mas depois começou a rir baixo relaxando e olhando ao redor.

– Isso é um sonho, Sasuke-kun?

– O que você quer que seja?

– Queria que fosse real, mas só de pensar em como foi nossa última conversa, sei que isso nunca poderia ser real – disse triste.

– Então, estamos em um sonho como você acredita – ela assentiu concordando.

– Onde nós estamos? Nunca imaginei estar nesse lugar. Ele é tão... bonito – falou encantada, encarando a queda das pétalas.

– É, é muito bonito mesmo e por isso nunca me esqueci desse local.

– Como assim?

– Durante o tempo que estive com Orochimaru – iniciei olhando para os movimentos circulares que fazia no joelho dela antes de olhar para a frente sem parar os movimentos – eu viajei por muitos lugares. Vivíamos mudando de esconderijo. Sempre que ele tinha que sair com Kabuto para verificar seus experimentos, eu saia para explorar o local em busca de um lugar bom para treinar. Acabei encontrando sem querer esse lugar escondido e desconhecido pelo homem, por isso é tão bem conservado e selvagem. Sabe qual foi a primeira coisa que eu pensei ao ver esse lugar? – Perguntei a olhando nos olhos. Assim que a vi negar, continuei – Sakura.

– Não vale – revirou os olhos – esse é o nome da flor – cruzou os braços – todo mundo pensaria nisso – fez bico.

– Não era na flor que eu estava pensando – sorri de canto ao ver seus olhos surpresos e a boca em perfeito O – eu tinha acabado de fazer 15 anos e não sabia que minhas lembranças daquele tempo em Konoha ainda podiam estar tão presentes. Eu estava tão absorto em vingança que só ao vim nesse lugar, eu perebi o quanto estava tomado pela escuridão... – minha voz sumiu e não consegui terminar a história ao me lembrar do quão perdido fiquei naquele tempo.

Senti uma leve pressão ao sentir a mão quente de Sakura na minha bochecha esquerda.

Fechei os olhos e sorri ao senti o dedão acariciando a minha maçã do rosto.

– Eu sinto muito. Deve ter sido difícil ficar tanto tempo sozinho – sussurrou se aproximando.

Não ousei abrir os olhos, pois sentia o hálito quente de Sakura aproximando cada vez mais do meu rosto.

Senti sua outra mão no meu rosto, antes de sentir os lábios de Sakura encostados nos meus.

Seu beijo era lento. Nossos movimentos eram mínimos e nunca senti tanta paz de espírito e desespero ao mesmo tempo, do que naquele momento.

Segurei sua cintura fina enquanto Sakura passava a perna, deixando o meu quadril entre as suas coxas.

Lentamente o rosto de maçãs rosadas afastaram-se de mim com um sorriso gentil sem parar com as carícias.

– Sasuke, eu quero que você saiba que não importa quantos anos se passem, quantas vezes eu tenha que me deitar ao lado de outro homem ou quantos filhos eu tenha. Não importa! Mesmo que eu envelheça e nunca mais nos vejamos, eu quero que você saiba que nada importa e nada vai mudar esse fato. Mesmo se as montanhas desmoronarem sobre mim ou se os rios secarem sob meus pés, nada, nada vai mudar o que eu sinto por você. Por isso nunca se esqueça que eu sempre vou te amar! – Ela sorriu enquanto uma lágrima rolava pela sua bochecha – Você, Sasuke, é o grande amor da minha vida!

A olhei incrédulo sentindo meus olhos encherem-se de lágrimas que eu reprimi ao máximo, mas uma escapou, a mesma a qual Sakura parou o trajeto com os seus lábios em um beijo cálido.

Envolvi sua cintura com um abraço apertado com medo de que ela desaparecesse na minha frente.

Um soluço saiu involuntário da minha garganta sendo a deixa para que ela acariciasse meus cabelos tentando me acalmar.

Enterrei meu rosto no vale de seus seios pedindo que aquele momento nunca acabasse, que ela nunca fosse embora, que toda aquela história de casamento fosse apenas uma brincadeira de mal gosto dos meus pesadelos noturnos e quando eu acordasse nada daquilo seria real, que eu iria ao hospital para fazer meus exames periódicos e seria recebido por um sorriso largo e um grande "Bom dia, Sasuke-kun!".

Os lábios de Sakura traçaram o caminho desde o topo da minha cabeça até a ponta do meu nariz. Olhei nos olhos dela antes de nossos lábios tocarem.

O beijo começou calmo, mas logo se tornou intenso, desesperado, faminto, necessitado...

Deitei Sakura no tapete rosa comigo sobre ela.

Afastei nossos rostos em busca de ar.

Acariciei com a costa do meu dedo indicador direito sua bochecha corada. Ela sorriu enquanto pétalas caiam ao seu redor, enfeitando seu cabelo longo também rosa.

Beijei-a deslizando as minhas mãos pelas coxas lisas e macias flexionadas ao meu redor. Minhas mãos subiram por dentro do vestido fazendo seus pelos eriçarem e um gemido sair de sua boca quando meus dedos tocaram seus seios.

– Sasuke-kun – falou com desejo puxando-me pelos fios do meu cabelo para ir de encontro à sua boca ao mesmo tempo que massageava seus seios.

Nossos peitos começaram a movimentarem-se com força em busca de ar enquanto buscávamos unir cada vez mais os nossos corpos.

– Desculpa, eu não posso fazer isso com você... não de novo – murmurei desfazendo o beijo e retirando minhas mãos de dentro do seu vestido mesmo sentindo toda a intensidade do desejo que sentira na noite anterior – não posso.

Precisava parar enquanto minha racionalidade ainda estava no lugar.

Tombei minha cabeça sobre o seu colo.

– Tudo bem, eu te entendo, Sasuke-kun – disse gentil acariciando meus cabelos.

Voltei a encará-la e ficamos nos encarando por longos segundos antes de dar um leve selinho nos lábios rosados.

– Seja feliz Sakura.

Ela sorriu e foi o sorriso dela a última coisa que eu vi antes do genjutsu acabar e eu voltar a focar o quarto escuro.

– Sasuke-kun – ouvi ela murmurar adormecida.

– Adeus, Sakura – sussurrei indo embora aquela noite de Konoha e não havia Sakura esperando-me na saída para me impedir.

Continua...

Notas finais
E aí o que vocês acharam? hehehe Acalmem-se que o flash back ainda não acabou e ainda continua no próximo onde veremos o Sasuke começando a cair em seu poço de erros e solidão! >.< Ixi! Coitadinho! Volto pela noite talvez, ainda falta um pequeno trecho para terminar de escrever :D Beijokas! Quero comentários hein!