Notas iniciais
Oi gente ^^ Nossa to desaparecida a um tempão --' Perdão gente pelo meu desaparecimento repentino. Aliás, obrigada as leitoras fofas que se preocuparam comigo e me procuraram pelas mensagens privadas para saber se eu estava bem. Arigato pelo carinho! Bom, vocês merecem uma explicação minha... Esses últimos dias eu estive muito ocupada com alguns assuntos da faculdade em relação ao meu TCA (Trabalho de Conclusão Anual) e pessoal (meus familiares e amigos pedirão um pouco da minha atenção e eu não pude negá-los), fiquei tão atarefada que acabei não conseguindo entrar no Nyah! Consequentemente atrasando nas postagens --' Eu reescrevi o capítulo 16, mas ele ficou tão extenso que eu tive que dividir em dois, no capítulo 16 e 17. SIM GENTE! TEREMOS DOIS CAPÍTULOS HOJE! Sobre a fic... Muito obrigada pela atenção de todos e paciência hehehe Muito obrigada pelos acompanhamentos, favoritações e comentários! (faltam alguns para eu responder e que irei dar atenção assim que conseguir publicar os dois capítulos de hoje) Arigato pessoal! Os capítulos de hoje são mais calientes hehehe Por isso, com a ajuda da Juh-chan (Julliana Heartfilia) - que é a DJ maravilhosa dessa fic ^^ - a música de hoje é Animals da Maroon 5! https://www.youtube.com/watch?v=PuL4mXm8q2w A fic recebeu uma recomendação maravilhosa da Jessica-san (jessica23) *---* Jessica-san obrigada! Adorei a sua recomendação! Então gente a Jessica-san é uma pessoa maravilhosa e atenciosa que acompanha e comenta a fic desde o primeiro capítulo postado. Sim, sim, sim gente, vocês devem está pensando: "Nossa Jessica-san haja paciência para aguentar a Gaby-chan!" kkkk Pois é né gente ^^ e isso me deixa muito feliz. Muito obrigada Jessica-san por ser essa pessoa incrível que és comigo :D E por isso esse capítulo é dedicado a você! Divirtam-se...

– EU TE ODEIO! – Sakura vociferou completamente alterada enquanto apertava com força o lençol branco manchado de sangue que cobria a sua nudez.

Eu te odeio. Te odeio. Odeio.

O eco do imenso arsenal se fez presente, mas mesmo o eco se dissipando aquela sentença continuava ecoando na minha cabeça enquanto a encarava estático e incrédulo, nem a ardência na minha bochecha esquerda me incomodava mais. Minha única atenção era ela.

Levantei-me rapidamente e segurei o rosto pequeno e alvo com as minhas grandes mãos com cuidado, como se ela fosse uma boneca de porcelana, como se por um descuido ela fosse se desfazer na minha frente.

Olhei no fundo daqueles olhos verdes procurando a mentira. Algum sinal da inverdade. Mas a única coisa que eu encontrei foi o ódio dela.

Haruno Sakura me odeia?

– Não – sussurrei encostando as nossas testas, tentando assimilar aquela inverdade que eu dizia. Tentando me convencer que ela não me odiava. Uma tentativa em vão – Não! Você não me odeia! – gritei mais convicto. Os verdes se tornaram mais obscuros encarando meus onixes – Você me ama! – murmurei com a voz embargada antes de selar nossos lábios mais uma vez.

***

Um dia antes...

– Sakura, acorde. – falei agachado ao lado dela sacudindo-a levemente – Já chegamos!

Ela se remexeu um pouco abrindo levemente os seus grandes olhos verdes direcionados a mim.

– Onde nós estamos? – perguntou sonolenta coçando um olho com o punho fechado. Parecia uma criança que acabara de acordar.

Olhei para a pequena cabana de madeira a nossa frente e o bosque fechado ao redor. Ajudei-a a sair de cima do falcão que eu invoquei para nos transportar até ali.

Depois que saímos da clareira optei por invocar um falcão para nos transportar a um local específico e isolado para trazer a Sakura. Com a desculpa de que ela se cansaria a noite, convenci ela a dormir durante a viagem, eu sabia que ela estava perturbada com tudo o que ocorrera conosco nas nossas últimas horas em Iwagakure, não seria bom se ela permanecesse acordada pensando naquilo de forma vã.

De maneira impressionante, Sakura dormiu durante a tarde inteira sem acordar com os movimentos do pássaro enquanto sobrevoávamos as terras pedregosas do País da Terra serem substituídas pelas matas esverdeadas do País do Fogo.

– Estamos em um dos esconderijos da ANBU de Konoha, dentro do País do Fogo. Não estamos muito longe de Konoha, vamos passar a noite aqui. Amanhã chegaremos rapidamente em Konoha – comentei sentando em uma pedra na frente da cabana. Sakura sentou-se em outra na minha frente, enquanto que o falcão desaparecia em uma nuvem de fumaça.

– Isso não parece um esconderijo – comentou olhando a cabana.

– O esconderijo de fato está no subsolo. Com suprimentos e quartos para viajantes da ANBU. Não é muito utilizado este por estar nas proximidades de Konoha, mas mantemos mesmo assim para caso de necessidade.

– E porque estamos aqui? Se estamos perto de Konoha podemos chegar ainda hoje lá.

– Existe uma razão para eu ter trazido você para cá.

– E qual é?

– Sakura, você sabe porque o Kakashi me colocou na missão com você? Justamente eu?

– Bom, ele disse que eu tinha que ser escoltada só para garantir a minha segurança.

– Você nem desconfiou? – perguntei sério – Sakura, eu sou o Capitão da ANBU. Não saio nesse tipo de missão, só se for extremamente necessário.

– Sim, eu sei. Meu marido vivia saindo em missões rank-S. Mas então porque você foi colocado nessa missão?

– Kakashi pediu para que eu tomasse conta de você – ela franziu o cenho – pediu para que eu a acompanhasse nas missões e que a treinasse – ela arregalou um pouco os olhos ao ouvir a última palavra. Então tratei de me explicar – ele ficou preocupado com o fato de você ter passado oito anos inativa, que você poderia não está 100% e sinceramente ele tem razão. Você se cansa rápido e está com algumas falhas de percepção ninja. E jugando pelas atuais circunstâncias que você está inserida...

– Então você me trouxe até aqui para me treinar? Para que eu consiga me defender caso eles me ataquem novamente?

Eu assenti me levantando olhando para a mata iluminada pelo entardecer.

– Não temos tempo para uma refeição. Por isso preciso que você coma as pílulas de alimento – ela assentiu pondo as pílulas que tinha em sua bolsa na sua boca – Vamos começar – falei jogando minha bolsa e capa sobre a pedra que antes eu estava sentado. Sakura fez a mesma coisa se levantando.

– Qual será o treinamento?

– Eu vou te caçar.

– NANI? – perguntou perplexa e eu ri de sua expressão.

– Relaxe. Você só vai ter que tentar fugir de mim e se defender dos meus ataques – ela assentiu mais calma – Vou te dar dez segundos de vantagem. Começando... AGORA! – falei e ela desapareceu em direção à floresta. Sorri de canto. Pelo menos ela era rápida, pensei – 10... 9... 8... 7... 6... 5... 4... 3... 2... 1! Aí vou eu! – disparei para a floresta.

Assim que pisei no primeiro galho fui presenteado com uma tarja explosiva. Desviei-me facilmente para a esquerda, mas uma chuva de senbons foi ativada na minha direção.

Desembainhei minha katana e com movimentos rápidos eu interceptei o movimento delas.

Um sorriso de canto apareceu em meu rosto enquanto caminhava pela floresta.

Pelo visto ela não está brincando em serviço, pensei desviando de uma kunai com uma tarja explosiva vinda da minha direita, pulando para o alto enquanto outras tarjas explosivas escondidas no subsolo explodiam o chão.

– SHANNAROO... – gritou Sakura pulando de um galho acima de mim apontando o punho fechado coberto de chakra na minha direção.

Deixei que ela me acertasse e me levasse ao chão.

– O quê!? – exclamou descrente observando o tronco partido ao meio.

– Kawarimi no Jutsu – comentei olhando-a de cima de um galho. O estrago era grande. Sakura havia colocado grande quantidade de força em seu ataque, tal era a força que o chão se abriu em imensas fissuras e as árvores próximas ao local caíram. Se aquilo me acertasse... – Está querendo me matar?

– Com medinho Sasuke? – falou irônica – Se eu estou querendo te matar? Humm – botou o dedo indicador nos lábios como se pensasse no assunto – Até que não é uma má ideia – comentou indiferente – Porque não desce aqui e descobri?

– Se eu descer aí você vai acabar ficando de quatro – falei com a voz rouca provocando.

– Até parece...

Não deixei ela continuar. Apareci atrás dela, peguei o seu braço direito e entortei em sua costa empurrando-a para a frente.

– Ai – resmungou quando sua cabeça bateu com força no chão fazendo um corte sobre a sua sobrancelha direita, de onde um filete de sangue começou a jorrar. Soltei o seu braço e ela começou a se levantar, mas interrompi seu movimento contornando a sua cintura com o meu braço direito.

– Eu disse que ia te deixar de quatro – sussurrei com os lábios encostados em sua orelha esquerda. Ela estava de quatro em baixo de mim que também estava de quatro por cima dela – Primeira lição: Taijutsu.

– Grrr... – grunhiu socando o chão com raiva assim que rir pelo nariz depositando um beijo em seu pescoço apertando-a com força para que ela não fugisse – Toma essa! – exclamou se jogando para trás com força.

– Ai – caí com força de costas no chão com a Sakura deitada em cima de mim. Girando o corpo para o lado direito ela saiu de cima de mim. Quando ela se levantava puxei seu pé esquerdo com força na minha direção. Ela se desequilibrou e caiu no chão.

– Droga! – exclamou assim que ela se virou para cima e eu sentei sobre ela, prendendo seu quadril com meus joelhos e seus pulsos com minhas mãos no alto da sua cabeça. Ela se remexia em vão tentando se soltar.

– Você não vai consegui escapar tão fácil assim de mim – falei desdenhoso.

Ela precisa de um estímulo maior para lutar pra valer comigo, pensei. Precisa ficar com raiva. Mas o que a Sakura odeia que eu faça?

Sorri de canto assim que a ideia surgiu em minha mente poluída.

– O que você está aprontando? O que esse sorrisinho significa? – perguntou desconfiada.

– Você vai descobrir.

Segurei os pulsos com força só com a minha mão esquerda. Me inclinei sobre ela enquanto deslizava minha mão direta pelo contorno de seu corpo lentamente, de maneira torturante. Primeiro pelos seus cabelos sedosos e macios, meu dedão acariciava sua face no local manchado de vermelho. Uma mecha rosa estava tingida de vermelha grudada em sua face, afastei-a carinhosamente enquanto depositava um beijo em seu pescoço do lado direito.

– Ei – ela resmungou reclamando se remexendo incomodada. Rir pelo nariz continuando minhas carícias.

Minha mão contornou seu pescoço arranhando-a levemente de um lado enquanto mordiscava ela do outro. Sakura se remexei com mais força, mas ainda assim era inútil. Só com muita raiva ela conseguiria me derrubar.

Desci minha mão pelo seu colo alvo e nu. Com os meus dedos trilhando o meio de seu decote senti o vão entre os seus seios, sorri de canto enquanto apertava levemente seu seio esquerdo ao mesmo tempo que mordiscava o lóbulo inferior de sua orelha.

– SEU TARADO! – gritou remexendo-se com força. Tanta força que me derrubou longe. Eu ria sentado encarando a rosada que bufava de raiva com uma aura verde brilhando ao seu redor – VOCÊ ACHA QUE ESTÁ FAZENDO O QUE COM ESSA SUA MÃO BOBA?

– Te estimulando – respondi rapidamente me levantando.

– COMO É QUE É? QUE EU ME LEMBRE A GENTE ESTÁ TREINANDO E NÃO NUMA CAMA DE MOTEL!

– Tsc. Você está entendendo as coisas erradas Sakura.

– VOCÊ PASSA A MÃO NO MEU SEIO E EU QUE ESTOU ENTENDENDO AS COISAS ERRADAS!?

Suspirei.

– Se eu não fizesse isso você não ficaria com raiva o suficiente para lutar comigo. Aliás, nem no seu seio eu toquei! Você está usando sutiã. Mas se você quiser que eu passe... Não tenho problema algum – provoquei.

– SEU... – gritou pulando em cima de mim.

Sem que soubéssemos, havia um barranco nas minhas costas, acabamos derrapando por ele. Galhos, troncos, húmus, folhas secas e recém caídas nos acertavam e nos machucavam enquanto rolavamos barranco a baixo. Uma hora eu estava por cima, outra a Sakura.

O barranco acabava em um lago de águas de profundidade média e profunda. As bolhas de ar atrapalhavam minha visão, mas eu sentia as mãos de Sakura apertarem meu pescoço tentando me estrangular. Debatendo-me abaixo dela e com o ar nos faltando eu consegui me soltar de seu enlaço.

Arfando submergir na água.

– Cof, cof, cof – tossi ainda engasgado.

Um trovão retumbou acima de nós. Olhei para o alto a tempo de sentir os primeiros respingos da tempestade que se iniciava. Abaixei meu olhar focando na mulher que arfava fortemente buscando ar.

A água batia na altura de sua cintura, deixando a mostra seus braços machucados com leves arranhões e roxos, juntamente com as manchas de terra ganhada pela queda. Seu cabelo molhado grudava no rosto alvo e determinado da rosada, alguns galhos ficaram presos nele. Uma mecha rosa estava grudada na boca entreaberta que continha um pequeno corte no canto esquerdo de onde saia um filete de sangue manchando o rosa. Sua blusa molhada grudava em sua pele mostrando mais do corpo curvilíneo que escondia por baixo dos tecidos.

A água ao redor dela tingiu-se de vermelho.

– Você está machucada? – perguntei preocupado me aproximando, mas assim que dei o primeiro passo senti as dores pelo meu corpo. Não estava muito melhor que ela. Arranhões, roxos e terra marcavam minha pele. Um filete volumoso de sangue saia do corte sobre minha sobrancelha direita. Minha cabeça latejava, meu corpo reclamava, minha visão embaçava pela grossa chuva que caia sobre nós, mas isso não impediu que me aproximasse da mulher que tinha uma expressão de dor no rosto – Você está bem? – perguntei alto para que ela me ouvisse por cima do som ensurdecedor das gotas de chuva acertando as águas do lago. Segurei seu rosto com as minhas mãos e obriguei que ela olhasse nos meus olhos.

– Acho... Acho que me machuquei – murmurou levando uma mão coberta de chakra verde para a sua perna direita.

Submergir na água e vi enquanto ela repousava a mão sobre a calça rasgada. As águas eram cristalinas, mas a escuridão que começava a se formar dificultava a visão, porém era possível ver o sangue que saia de sua perna. Sem pensar, rasguei a calça de Sakura. O tecido já estava tão desgastado devido à queda que saiu totalmente sem dificuldades. Joguei para o lado e observei a situação antes de sair da água novamente.

– Como está? – perguntou-me mesmo com dor.

– É um corte grande e profundo, começa do alto direito de sua coxa e termina do lado esquerdo inferior da mesma.

Ela assentiu e eu ergui ela para fazê-la sentar sobre uma pedra atrás dela. Sentada ela observou o corte com preocupação e atenção enquanto trabalhava com as duas mãos sobre o corte.

Eu observava em silêncio enquanto ela trabalhava.

– Você está machucado? – ela perguntou baixo.

– Não – admiti.

– Você rasgou a minha calça – murmurou baixo levemente corada.

Pigarreei ao perceber que sua blusa, mesmo comprida mal cobria suas nádegas. Se era possível, aquela blusa, usada como vestido era ainda mais indecente do que ela usando a minha como vestido.

– Tem roupas de todos os tamanhos no esconderijo, você pode pegar uma calça nova lá – comentei desviando o olhar de suas pernas nuas repousadas na minha frente, como se aquilo não me perturbasse. Uma verdadeira mentira.

– Assim está bem melhor – comentou orgulhosa de seu trabalho. Nenhuma cicatriz permaneceu para provar que ali existia um corte anteriormente.

Peguei-a pela cintura e coloquei-a novamente no lago entre mim e a pedra.

– Você consegue andar? – perguntei, mas me calei assim que Sakura pôs a mão esquerda sobre meu corte no rosto e o outro na minha nuca.

– Sim – respondeu baixo me curando olhando para o meu corte.

Fiquei paralisado deixando que ela me curasse, minhas mãos ainda permaneciam em sua cintura e meus olhos fixos nos verdes.

A escuridão começava a nos cercar, mas conseguíamos enxergar um ao outro. A luz dos raios cortando o céu noturno iluminavam nossos traços enquanto a chuva percorria nossos corpos.

– Prontinho – falou com um leve sorriso me soltando, mas ela paralisou o movimento assim que sentiu meu dedão direito acariciando o contorno de seu lábio inferior levemente trêmulo devido ao frio.

Ela me encarou a princípio confusa, mas sua expressão suavizou assim que encontrou meus olhos, ficando sem expressão assim como eu.

O que aquele olhar significava?, pensei. Eu não sabia. Nem eu que era um bom observador, não sabia o que nossa troca de olhares significava.

Dei um passo em sua direção fazendo ela ser pressionada entre mim e a pedra. Suas mãos estavam sobre o meu ombro.

Inclinei-me em sua direção, mas parei quando senti dois chakras se aproximando.

– Tem shinobis se aproximando – murmurei ainda com o rosto próximo a ela.

– Será que eles vieram nos atacar? – perguntou preocupada saindo de seu transe anterior – São de Iwagakure?

Ativei meu sharingan e observei a direção que eles viriam.

– São shinobis de Iwagakure devido as vestes deles, mas não acredito que venham nos atacar.

– O que o Hiroto está planejando então?

– Eles vieram verificar – disse convicto.

– Verificar o que?

– Se estamos juntos. – assim que seu cenho franziu confusa continuei prevendo sua próxima pergunta – Eles têm uma câmera fotográfica. Com certeza Hiroto, – aquele nome descia amargo pela minha garganta – mandou eles virem verificar o que estamos fazendo juntos e sozinhos. Ele quer saber se estamos realmente juntos.

– E porque ele se daria a esse trabalho?

– Porque ele está inseguro. Se não estivesse, não mandaria eles até aqui para nos espionar. Escute Sakura – falei abaixando o meu tom de voz para continuar em um sussurro – eu preciso que você coopere. Eles chegarão aqui em poucos segundos. Precisamos ser convincentes.

– D-Do que você está falando?

– Precisamos convencê-lo que estamos juntos – falei apertando levemente sua nuca.

– Está louco? Sabe o que isso significa fazer? – perguntou nervosa olhando para os lados.

– Se ele acreditar, isso nos dará tempo para pensar melhor em como te livrar desse kage, porque se meter comigo e contigo ao mesmo tempo é se meter com Konoha duas vezes. Um kage não vai se meter de cara com Konoha, isso é arriscado. Sakura – falei firme, ela estava contrariada, não iria fazer e já se remexia tentando se soltar de mim incomodada com a nossa proximidade – você vai ter que fazer isso pela sua filha.

Aquilo bastou para que ela ficasse estática no lugar.

– Tudo bem – murmurou com o olhar baixo.

Suspirei profundamente tomando coragem.

– Olha para mim – pedi e ela obedeceu. Estava estampado em seus olhos que ela estava insegura com o plano – apenas seja convincente.

Ela assentiu um pouco mais confiante.

Entrelacei meus dedos nos fios molhados puxando levemente sua cabeça para trás dando-me passagem em seu pescoço enquanto contornava sua cintura com meu braço esquerdo colando nos corpos, apertando-a mais entre mim e a pedra fazendo-a arfar levemente pelo ar saindo de seus pulmões.

Desfiz meu sharingan e me foquei no pescoço alvo. Inclinei-me beijando-o levemente ao mesmo tempo que Sakura deslizava lentamente sua mão pela minha camisa molhada parando sobre o meu peitoral. Senti ela apertar minha camisa e gemer baixo ao mesmo tempo que chupei com vontade seu pescoço e nossos observadores chegarem ao local, mas ainda assim escondidos entre as árvores tirando fotos nossas.

Mordi e passei minha língua no local agora vermelho em seu pescoço. Saber que aquelas fotos iriam parar nas mãos do kage me animavam ainda mais para continuar. Uma leve vingança pelo que ele havia feito nós dois passarmos.

Tracei lentamente uma linha de beijos pelo seu pescoço, mordisquei o queixo dela e deslizei meu nariz pelo seu rosto parando minha boca roçando a sua.

– Seja convincente – murmurei.

Ela assentiu e antes que eu pudesse avançar em sua boca, Sakura foi mais rápida e abocanhou a minha. Fiquei surpreso por um momento, na verdade era a primeira vez que ela iniciava qualquer carícia entre nós desde que havíamos nos reencontrado. Suas pequenas mãos moveram-se para o meu rosto e acariciaram meus traços carinhosamente, arranhando com suas unhas as minhas bochechas.

Meu momento de surpresa logo passou e entrei em sua dança abrindo minha boca e introduzindo minha língua em sua boca molhada pelas gotas da chuva.

Mais um raio cortou o céu sobre nós iluminando a noite e retumbando em nossos tímpanos o seu poderoso trovão.

O quente e o frio duelavam e davam a sensação prazerosa de nosso beijo.

Nossas línguas se alisaram enquanto deslizava minhas mãos pelo seu corpo parando nas nádegas expostas apertando-as com força fazendo a mulher gemer de dor e prazer de encontro a minha boca. Assim que parei de apertá-las, passei a massagear e acariciar com a minha mão esquerda uma delas, enquanto a direita subiu por dentro de sua blusa parando em sua cintura, afinal o cinto me impedia de continuar, no entanto, ali arranhei levemente sua pele.

Sakura começava a respirar mais rapidamente devido à falta de ar e pelas carícias. Brinquei com a minha língua no seu interior sentindo as mãos de Sakura deslizarem para as minhas costas e puxar com força a minha blusa rasgando-a.

Afastei-me minimamente dela e a encarei confuso.

– Minha vingança pela minha calça – falou dando de ombros.

Ri de canto antes de voltar a beijá-la com mais voracidade dessa vez tirando-lhe totalmente o ar, abraçando-a. Sakura me retribuía arranhando a parte superior das minhas costas descendo em uma linha contínua até parar na parte inferior do meu abdome na borda da minha calça.

Franzi o cenho e ri de satisfação quando senti ela abrindo o fecho do meu cinto e da minha calça.

– Vai tirar a minha calça também Sakura? – perguntei com a voz rouca enquanto beijava sua orelha e sentia ela abrir o zíper da minha calça.

– Para de rir, senão eu não consigo ser convincente – murmurou enquanto mordiscava meu pescoço do lado que ainda não tinha a marca de seus dentes.

Se é assim, então vamos ser convincentes.

Sorri mais abertamente erguendo-a no ar. Ela entendeu meu recado e cruzou as pernas ao redor da minha cintura tirando-a completamente da água.

Mordi com força seu pescoço do lado esquerdo.

– SASUKE AHHH... – gemeu alto a rosada surpresa com a atitude. Com certeza nossos telespectadores ouviram o gemido da rosada que se encolheu enfiando a cabeça no meu ombro aguentando para não gemer mais.

Lambi e chupei a região. O gosto metálico do sangue de Sakura invadia a minha boca.

– Minha vingança pela mordida de hoje de manhã – comentei piscando um olho discretamente deslizando minhas mãos pelas pernas nuas e macias dela.

Sakura grunhiu baixo enquanto eu mordiscava com satisfação seu pescoço descendo em direção ao seu colo.

Ouvi ela rindo baixo. Ela iria aprontar.

Antes que eu pudesse perguntar o que ela iria fazer eu gritei.

– SAKURA! – meu grito foi mais alto do que o dela e percebi a vibração de chakra dos shinobis. Eles se assustaram com meu grito devido as oito unhas que Sakura enfiou na minha carne no alto da minha costa, de maneira tão profunda que filetes quentes líquidos começaram a escorrer pela minha pele manchando a água de vermelho.

Comecei a rir baixo contra o decote dela. Com os dedos manchados pelo líquido vermelho ela entrelaçou-os nos meus fios rebeldes do meu cabelo e puxou-o com certa força para trás me fazendo arquear levemente.

– Porque você está rindo? – perguntou depositando vários selinhos na minha boca.

– Sempre desconfiei, mas não tinha certeza. – rir mais abertamente – Sou masoquista no sexo! – ela franziu o cenho pra minha loucura – Mas para o seu azar, eu também sou um pouco sádico! – falei sorrindo de canto e antes que ela tivesse alguma reação mordi com força seu pescoço arrancando um grito alto da Sakura que se encolheu nos meus braços.

Joguei-a sobre a pedra e subi sobre ela ficando de quatro. Seus lábios inchados pelos meus beijos estavam entreabertos arfando fortemente. Seus olhos verdes estavam nublados de dor e prazer. Seu pescoço machucado estava manchado de vermelho que se misturava com as gotas de chuva e deslizavam pela pedra em direção as águas do lago.

Apoiei meu braço esquerdo ao lado de seu rosto enquanto que com a direita massageava com força um de seus seios fazendo-a arquear para trás devido ao prazer de ser tocada.

– Sa... Sa... Su... Ke pa-para! – pediu sôfrega.

– E se eu não quiser Sakura? – perguntei inocentemente traçando uma linha de beijos pelo decote enquanto apertava com vontade a carne macia, porém meu prazer não era saciado devido ao maldito sutiã que me impedia de sentir ela de verdade. Ela gemeu mais uma vez – Vamos Sakura, eu sei que você tem uma fera aí dentro pronta para sair. Liberte-a, se não eu mesmo faço – provoquei, minha voz estava rouca.

Ela puxou meus fios de cabelo e levou meu rosto de encontro ao seu.

– Não achas que já está exagerando? – perguntou baixo arfando.

– Para falar a verdade, não! Não cheguei nem onde eu quero – comentei voltando a provar o pescoço dela com beijos. Seu perfume floral misturado com o cheiro grotesco do sangue e de terra molhada me embriagava e me excitava. Por Kami! Aquela mulher era uma droga pra mim!

– Não sei o que você quer e nem quero saber. Só sei que estamos fingindo e só isso.

– Você acha que estamos fingindo?

– Eu estou.

– Então, estou adorando as suas mentiras – falei sarcástico rindo contra o seu pescoço.

– Se é assim, então... – comentou me jogando com força para o lado quando eu pensei que ela iria me beijar já que estava em cima de mim. Vi Sakura sair correndo para o bosque.

– O quê!? – exclamei descrente vendo o ponto rosa desaparecer da minha vista, incrédulo. Ela estava me dispensando mais uma vez? – Ah dessa vez não! – resmunguei me levantando rapidamente.

Notei que os shinobis ainda estavam nos observando. Então porque a Sakura fugiria?

Avistei ao longe Sakura com uma mão apoiada em uma árvore enquanto a outra tirava os saltos.

Empurrei-a contra a árvore ficando de costas para mim.

– Sabe Sakura, se você continuar tirando a roupa eu vou gostar de te treinar sempre – sussurrei em seu ouvido, assim que a mordi, ela se transformou em um tronco – O quê!? – encarei incrédulo a situação.

– Kawarimi no Jutsu – comentou piscando um olho para mim encostada em uma árvore atrás de mim girando os saltos nos dedos.

– Porque você fugiu? – perguntei notando que nossos amigos não nos observavam mais.

– Porque eu não estava gostando do jeito que eles estavam olhando para a minha seminudez? – perguntou inocentemente – Ou será porque eu acho que você estava se aproveitando da situação? – acusou – De toda forma isso não importa, a sessão de fotos acabou e eles já foram. Agora tudo o que eu quero é de um banho quente e uma cama – comentou virando-se em direção à cabana.

Estreitei os olhos para a rosada que caminhava tranquilamente.

– Só acaba quando eu disser que acabou – falei sorrindo de canto enquanto invocava três cobras de tamanho normal que se enrolaram em torno de Sakura que gritou assustada caindo no chão sem consegui se mover. Seus sapatos caíram fora de seu alcance.

– Cobra, cobra, cobra – murmurava se contorcendo tentando se soltar.

– Quanto mais você se mexer mais elas vão se arrastar sobre você.

– SASUKE, O QUE VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FAZENDO? – gritou enquanto a jogava sobre o meu ombro esquerdo como um saco de batatas não me importando de pegar os seus sapatos, agora ensopados pela lama.

– Segunda lição: Ninjutsu – comentei.

– ME SOLTA – gritou.

– Não. Nosso treinamento ainda não acabou. Só fomos interrompidos – comentei pegando as nossas bolsas e capa que estavam na frente da cabana e entrei nela sem me importar por estar molhado.

Abri a passagem secreta e desci as escadas.

– Se vamos treinar, porque estamos entrando? – perguntou sem humor agora mais calma.

– Porque vamos treinar aqui – falei abrindo a porta com um sorriso safado no rosto jogando nossas coisas sem cuidado em um canto a minha direita.

– Aqui aonde? – perguntou se remexendo. Por estar com o tronco jogado nas minhas costas, ela não conseguia ver nada.

– Aqui – falei pegando com as duas mãos em seu quadril e jogando-a com força até ela bater com força nas grades do encosto da cama.

– Você ficou louco? – perguntou exasperada olhando para a imensa cama de casal com lençóis brancos. Duas cobras se moveram e amarraram os pulsos de Sakura nas grades como se fossem algemas, deixando-a de braços abertos, enquanto que a outra permaneceu amarrada nas pernas dela – Me solta! – ordenou se remexendo em vão.

– Não adianta de nada você se remexer desse jeito. Essas cobras são especiais, desregulam o chakra do oponente. Ou seja, elas te impedem de usar a sua super força provinda do controle do chakra – comentei fechando a porta e acendendo as velas espalhadas pelo quarto.

– Eu não tenho super força só provinda do controle de chakra – falou forçando-se para frente. As grandes rangeram pelo esforço entortando-as, mas as cobras se apertaram em torno de Sakura, fazendo-a bater com força contra a grade quando elas esticaram ainda mais os seus braços. A rosada arfou com a cabeça baixa.

– Por um segundo pensei que ia consegui – comentei irônico de braços cruzados olhando-a de pé em frente a cama.

Ela balançou a cabeça ainda um pouco tonta pela cabeçada, mas ergueu o olhar determinado focado em mim.

– Onde eu estou?

– No meu quarto. O Capitão da ANBU tem um quarto em todos os esconderijos.

– E o que você quer?

Ri de canto devido a sua pergunta enquanto tirava meus sapatos molhados deixando-os no chão de qualquer jeito. Subi na cama e caminhei sobre ela sem me importar por estar molhando-a com os pingos que caíam da minha calça ou do meu cabelo.

Ajoelhei-me diante dela que estava encolhida com a perna presa dobrada para o seu lado esquerdo, mas seu olhar determinado não desviava do meu. Vi através de suas esmeraldinas as chamas das velas tremeluzirem. As sombras sob os seus olhos deixavam-na ainda mais adulta.

– Hoje, – iniciei pegando o seu queixo com dois dedos – eu quero você Sakura.

Continua...

Notas finais
Ihhhh! Sasukinho quer a Sakura é? Hmmm safadinho (carinha maliciosa) O que será que vai acontecer no próximo capítulo hein? Rola ou não rola? kkkkk Quero só ver a cara do Hiroto quando receber as fotos da sessão de fotos. Aliás, Hiroto você quer que eu coloque em um álbum as fotos dos pegas do Sasuke e da Sakura? Faço isso com todo o prazer e te entrego em mãos kkkk É isso gente! Vou postar o próximo capítulo mais tarde! MEREÇO REVIEWS? OBS: Estou publicando pelo celular (é horrível gente!) pq o meu not teve um problema e por isso demorei a postar, era para ter postado ontem! Tentarei postar o próximo capítulo que já está pronto o mais breve possível. Mas essa obs é para informar que caso tenha alguma desconfiguração é por esse motivo, e que em breve estarei ajeitando caso tenha! Bjs gente e até a próxima!