A Filha da Escuridão
2 Capitulo II
Notas iniciais
P.O.V. Alice
Eu os levei até o meu apartamento, ainda com Aslan em meus braços.
Porém antes de entrarmos no prédio eu parei.
– Só um minuto. – disse para os rapazes
Tirei minha mochila das costas e me ajoelhei no chão e a abri. Eu segurei Aslan com as duas mãos olhei no fundo dos seu olhos e disse:
– Eu sinto muito, querido, mas vou ter que deixar você ai dentro por um tempo, ok? – falei quase como se esperasse uma confirmação do gato – Fique quieto ai, te amo.
Ele miou em resposta.
O coloquei dentro do mochila e a fechei, deixando só um buraquinho para a entrada de ar.
– Agora podemos ir. – falei
Passamos pela rapidamente portaria e entramos no elevador, que, por sorte, estava vazio.
– Por que você pôs o gato na mochila? – perguntou Leo
– No meu prédio não permitem animais. – respondi
– Não seria sido mais fácil deixa-lo lá fora? – Perguntou Grover
– Sim, com toda certeza seria. –disse
– Então por que não o fez? – perguntou Leo
– Porque não podia deixa-lo lá fora. – falei, finalmente o elevador chegou no meu andar – Vamos.
A porta do apartamento estava aberta, meu pai devia estar em casa.
Meu pai era uma pessoa incrível, ele estava sempre sorrindo. Ele tinha cabelos grisalhos e olhos castanhos, ele era, mesmo para alguém de 45 anos, muito bonito.
– Pai! Melissa! Cheguei! — Gritei
Me sentei no sofá e terei Aslan de dentro da mochila.
– Lice, você já chegou? – disse meu pai sorrindo, porém seu sorriso murchou quando viu quem estava junto comigo – Já chegou a hora? – ele perguntou sério, mas não para mim para os rapazes
– Sim, senhor. – respondeu Grover
– Melissa!!! – meu pai chamou, ela desceu as escadas correndo – Comece a arrumar as coisas, chegou a hora!
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– E por que o senhor nunca me disse nada, pai? – perguntei enquanto colocava minhas roupas na mochila.
– Porque o cheiro dos semideuses se torna mais forte quando eles sabem da verdade. – disse melissa que acabará de entrar no quarto – Leve somente o necessário, eu levarei o restante daqui a alguns dias, querida.
– Por que eu não posso ficar sói durante as férias de verão lá? Tenho que ficar o ano todo? – disse quase chorando
Eu podia odiar a escola, mas amava minha família! Eu não queria ir para um acampamento em que seria, muito provavelmente, seria igual a minha antiga escola só que de tempo integral.
– Você é uma semideusa muito forte, Alice. – diz meu pai – Seu cheiro é muito forte, atrairia muitos monstros e você ainda não sabe se defender e nem usar seus poderes.
– Quando souber você souber poderá voltar, se quiser. – melissa falou sorrindo
– Mas como eles nunca me notaram antes? – perguntei confusa
– Eu sou filha de Demeter, todas as plantas da casa são magicas, elas disfarçam o cheiro dos semideuses, mas você é muito forte.
– Mas quem é a minha mãe? – perguntei
– Bom eu prometi a ela que deixaria que ela mesma te dizer te dizer então não posso falar. – meu pai disse em tom de desculpas
Eu acabei me conformando.
– Terminei. – disse enquanto fechava minha mochila
– Ótimo. – meu pai falou, ele pegou minha mochila – estarei lá em baixo minha prinzessin.
Sorri ao ouvir o apelido pelo qual meu pai me chama desde que mim entendo por gente. “Prinzessin” em alemão significa “princesa”.
– Tome um banho e dessa. – disse melissa – estaremos esperando por você lá em baixo.
E dito isso ela saiu.
Durante o banho eu chorei, pois sabia que sentiria muitas saudades da minha família enquanto estivesse no acampamento e não queria chorar lá.
Sai do banho e me vesti.
Desci e vi que que os meninos também tinham tomado banho.
Assim que ponho os pés na sala sou recebida por uma Ema de olhos inchados.
– Lice! A mamãe e o papai disseram que você vai ter que ir morar em outro lugar por um tempo! Vou sentir saudade de você! – ela falou me abraçando
– Eu também vou sentir muitas saudades de você, Ema. – eu abaixei para ficar na mesma altura que ela –Eu tenho que ir agora. – eu lhe dei um abraço – Amo muito você. Se comporta viu?
– Eu também amo você, Lice! E eu vou me comportar direitinho.
Me soltei do seu abraço e fui me despedir do meu pai. Infelizmente o carro só tinha cinco lugares, por isso, só iriamos: Nico, Leo, Grover, Melissa e eu.
– Tchau, pai. – disse o abraçando – Vou sentir sua falta.
– Também vou sentir a sua, prinzessin! – ele disse
– Vamos, Alice? – perguntou Melissa
– Vamos. – respondi
Peguei minha mochila e me dirigi ao sofá, em que Aslan estava dormindo.
– Tchau, meu garotão. – sussurrei enquanto o acariciava – Espero que você fique bem.
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Melissa já estava dirigindo a um bom tempo, tempo suficiente para ter anoitecido.
Ela e Grover conversavam animadamente sobre um assunto qualquer, Leo havia dormido, eu olhava para o céu através da janela e nico estava sentado calado ao meu lado.
Eu queria saber o porquê dele ser tão calado, não que eu seja a pessoa mais comunicativa do mundo, o que eu não sou, mas ele me intrigava.
Meus olhos vasculhavam o céu a procura de estrelas, que eram poucas por causa da iluminação das cidades.
Eu estava completamente emersa em meus pensamentos que quase não percebi que nico falava comigo.
– Por que você gosta tanto daquele gato? – ele perguntou indiferente – eu vi que você chegou a escola com ele, depois ficou com ele no intervalo com ele e fez questão que ele estivesse seguro, mesmo tendo um ciclope de dois metros atrás de você. Por que fez isso?
Eu me virei para ele e só então eu pude notar pequenos detalhes de seu rosto, e notei que assim como eu analisava seu rosto ele analisava o meu.
Seus olhos eram negros, assim como seus cabelos, ele era bastante pálido e possuía olheiras, mas mesmo assim era bonito, muito bonito, e parecia ter a minha idade.
– Eu não sei bem, nem me lembro bem como eu conheci Aslan, quando dei por mim ele estava na minha vida. – disse tentando me lembrar como nos conhecemos – Mas ele foi meu único amigo durante anos, tirando a minha família claro, não podia deixar nada acontecer com ele.
– Legal, talvez ele seja um protetor enviado pela sua mãe deusa. – ele disse
– Talvez. – eu falei
Será que o Aslan era um protetor enviado pela minha mãe?
– Meninos, vocês querem que eu leve vocês até o acampamento? – perguntou Melissa
– Não precisa não. – nico disse – Nós podemos ir sozinhos aparte daqui.
– Tudo bem então. – ela estacionou o carro no acostamento
Acordamos Leo e saímos do carro.
Melissa abriu o porta-malas e tirrou minha mochila de lá, não era muita coisa mas ela achou melhor por no porta-malas para não ficar muito cheio na frente.
– Tchau, querida, daqui a alguns dias eu vou passar aqui a alguns dias para te trazer o restante das coisas, ok?
Assenti
– Tchau, Melissa.
Peguei minha mochila e segui os meninos colina acima.
Primeira coisa que me chamou a atenção mesmo antes de chegarmos ao acampamento?
Uma enorme estátua de Atena, pelo menos eu acho que é Atena, reluzindo sob a luz da lua. Uma imagem muito bela.
– Parem. – uma voz feminina ecoou por entre as arvores
No hora eu achei que a voz estava na minha cabeça, a voz era suave, calma e autoritária ao mesmo tempo.
Assim que ela mandou parar eu parei, vi que que os outros fizeram o mesmo, e foi nessa hora que eu percebi que a voz não estava na minha cabeça.
– Mais que campistas obedientes! – disse a voz de novo
E foi ai que eu a vi.
Ela era uma mulher linda, tinha longos cabelos negros, pele muito branca, ela estava usando óculos de sol, por isso, não pude ver seus olhos. Ela usava um lindo vestido negro, saltos e óculos de sol, embora fosse de noite, e carregava uma bolsa
– Quem é você? – perguntou Leo – O que quer?
Nico tinha sacado sua espada, Leo estava, literalmente, pegando fogo e Grover já tinha pegado sua flauta.
– Abaixem as armas, jovens semideuses. – disse ela tirando os óculos, seus olhos eram iguais aos meus – só vim falar com a minha filha.
– Mãe? – perguntei surpresa
– Como vai, querida? Sentiu minha falta?
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