Notas iniciais
Ok, vocês devem estar chateados comigo, eu sei, eu juro que não queria demorar, sério, Gomen nasai :/ Leiam o capítulo que lá em baixo eu tenho mais coisas a dizer.

Eu não sabia o que dizer. É muita informação para digerir tão rápido, e muitas perguntas se formando ao mesmo tempo. Mikami me fitava com um olhar ameaçador e eu estava prendendo a respiração. No momento eu queria estar sozinha trancada no meu quarto, tentando entender o que acabou de acontecer, todavia eu estava longe de casa e muito assustada para poder pensar direito ou falar.

— Mei-chan... — Aidou falou e eu o olhei. — Temos que evitar a batalha e sair daqui. — Ele mexeu os lábios num sussurro silencioso e assenti discretamente.

— Depois converso mais com você loirinha, agora me digam o que estão fazendo aqui? — Mikami nos questionou.

— Se falássemos deixaria de ser uma missão secreta, não é? — Aidou retrucou.

— A missão de vocês falhou a partir do momento em que eu os descobri.

— Está nos subestimando? — Yukio disse, sem mais nenhum movimento, e eu sabia que isso queria dizer que ele estava planejando alguma coisa.

— Vocês que estão me subestimando, e ao Jiro também. — Ele sorriu.

Olhei pra Yukio que piscou o olho duas vezes, era o sinal, que tínhamos planejado há muito tempo, e que avisava que iríamos agir. Quase no mesmo segundo que ele pegou o pergaminho eu fiz os selos com as mãos.

— Kage Bunshin no Jutsu.

Enquanto meus clones se multiplicavam, Yukio desenhava rapidamente no pergaminho, liberando várias cobras. Era uma distração, nós tínhamos que sair dali o mais rápido possível, e daríamos tempo para Aidou fazer um Genjutsu do qual eles não desconfiariam.

— Isso não vai funcionar, sei reconhecer os clones.

Ele não podia, nem o Byakugan podia, ele só tinha a tática de saber como quem usava Kage Bunshin atacava, e isso não é saber reconhece-los. Aliás, eu tinha algumas táticas diferentes que aprendi com meu pai, geralmente eles irão pensar que os clones irão atacar e o verdadeiro ficaria atrás para se proteger e planejar algo. Fui correndo em sua direção, deixando um clone parado atrás, ativei o Byakugan e o ataquei, ele desviou e correu na direção de meu clone atrás, as cobras de Yukio prenderam seu pé. O homem que Mikami chamou de Jiro atacou, Aidou, que pegou as Aian Nakkuru e se defendeu, sem atacar, ele estava se concentrando para o Genjutsu. A nossa vantagem é que eles acham que vamos lutar, e estão errados.

Mikami não se mostrou surpreso com as cobras, e com um rápido movimento se livrou delas, foi tão rápido que não percebi o que eu ele fez. Continuou correndo pra o clone que ele achava que era eu, mas então fui pega de surpresa, ele se virou e jogou uma kunai exatamente em mim. Como ele sabia? Não era possível... Desviei e olhei para Aidou, que continuava se desviando dos golpes de Jiro, mas agora atacou, deixando um corte na mão de seu oponente e se afastou, colocou as Aian Nakkuru na bolsa que estava em sua perna direita, e fez um selo com as mãos, era o genjutsu.

Olhei imediatamente para Mikami, que estava parado imóvel com os olhos fechados. Então olhei para Jiro, que estava caído no chão.

— Vamos deixa-los aqui? — Perguntei.

— Sim, não podemos levá-los, esse genjutsu irá se quebrar em alguns minutos, e além de eles terem uma mente extremamente difícil de entrar, também deve ser difícil manter algum genjutsu por muito tempo, seria perigoso viajar levando-os. Mikami sabe que está em um genjutsu, ele vai acordar agora, vamos logo.

Começamos a correr e fomos para cima das árvores. Ativei o byakugan, avisando sobre as armadilhas, estávamos voltando rápido de mais, não tínhamos conseguido muita coisa, mas o suficiente. E eu estava tentando me concentrar em não cair enquanto pensava no que Mikami tinha dito para mim e me perguntava o motivo de meu pai não ter me contado. Ele não tinha o direito de ter escondido isto de mim, e minha mãe tinha o ajudado a esconder, por quê? Essa pergunta latejava em minha mente.

...

Depois de algumas horas cruzamos os portões de Konoha e fomos direto para o Prédio do Hokage.

— Com licença Hokage-sama. — Aidou diz, entrando na sala de Naruto.

— Já voltaram? Aconteceu alguma coisa? — O loiro fala, guardando alguns pergaminhos na gaveta e olhando para mim, preocupado.

— Mikami nos encontrou, realmente tem um esconderijo dele lá, ele foi até nós, mas conseguimos escapar. Tinha um garoto com ele, seu nome era Jiro, e parecia esconder algumas habilidades já que foi ele que nos encontrou. E, além disso, Mikami parecia bem convencido de que poderia nos derrotar.

— Conseguiram mais alguma coisa?

— Sim. — Respondi, antes que Aidou fala-se mais alguma coisa. — Por que não me contou que Mikami me sequestrou quando eu era uma criança Otōsan? — Naruto arregalou os olhos, claramente assustado com a minha pergunta.

— Aidou... Yukio. Poderiam nos dar licença, por favor? — Meu pai disse, e eles assentiram, se retirando. Dei alguns passos a frente, parando perto de sua mesa.

— Achou que eu nunca iria descobrir?

— Não achei que você nunca iria descobrir, só que... Ah, Mei, eu sei que eu errei por não te contar isso.

— Mas é claro que você errou, eu tinha o direito de saber! Por que você escondeu isso de mim?

— Não foi minha culpa, eu iria te contar assim que você começasse a entender melhor as coisas, só que pra “ajudar “os conselheiros ficavam falando que era melhor que você não soubesse porque eles achavam que você iria querer ir atrás de Mikami, assim como eu queria ir atrás de Orochimaru na minha adolescência. Eu não concordava, mas você foi crescendo e o que tinha acontecido parece que tinha perdido a importância...

— Era importante pra mim! E eu preferia ter descoberto por você a por ele. E... Vovó Tsunade nunca acharia que você não deveria me contar.

— Vovó Tsunade não estava aqui quando os outros conselheiros encheram minha cabeça com besteira, depois ela tentou me convencer a te contar, e convenceu, mas nisso você ainda tinha cinco anos, e como eu disse antes, o tempo foi passando e...

— Ta, já entendi essa parte, agora, por favor, não me diga que você não me contou só porque acreditou naqueles velhos e estava com medo de eu ir atrás de Mikami, porque essa não seria uma atitude sua, eu te conheço de mais para acreditar isso.

— Eu não queria que você fosse atrás do Mikami ainda criança, isso é verdade, porque eu aprendi isso há muito tempo, mas eu reconheço que eu queria vê-la o vencendo, mas só depois de estar preparada para isso.

— Então por que me mandou nessa missão sabendo que eu corria o risco de encontra-lo? E sem sequer ter a consideração de dizer que ele já tinha me sequestrado.

— Eu confio em você Musume, e eu não queria te mandar nessa missão antes de você saber, mas eu não tinha tempo, e se Vovó Tsunade descobrisse que eu não tinha te mandado nessa missão por isso...

— Eu ouvi meu nome? — Olho para trás e vejo Tsunade fechando a porta atrás de si, continua com a aparência de uma jovem forte e bonita mesmo tendo mais de setenta anos. Ela olha de mim para Naruto e parece perceber que tem algo de errado. — Aconteceu alguma coisa?

— Mei-chan descobriu.

— O que? Ah... — Ela fez uma expressão de que tinha compreendido. — Por Mikami? — Ela perguntou e Naruto assentiu a fazendo comprimir os lábios em uma linha.

— E, por favor, não me diga que você tinha avisado. — Meu pai disse quando a viu abrir a boca de novo, e ela voltou a fechá-la.

— Ok, só mais uma coisa... Como eu continuo viva, você o Hokage e o Mikami solto? — Voltei a olhar para Naruto e o questionei, ele respirou fundo.

— Quando ele disse que ia matar você se eu não morresse, eu fiquei desesperado. Não podia te deixar, mas também não podia deixar Konoha nas mãos dele. Pensei em várias formas de enganá-lo, mas eu sabia de suas habilidades em identificar Kage Bushins e prever planos, ele era um bom ninja por isso. Foi quando Vovó Tsunade veio me falar que o povo de Konoha faria de tudo para impedir que qualquer plano do nosso lado desse errado.

“Eu já tinha quase tudo planejado, mas eu não tinha tempo para arrumar muitos detalhes, ele me dera o prazo de doze horas, e só me restavam cinco. Então convoquei os amigos mais inteligentes que eu tinha e estavam presentes no dia, Shikamaru, Sasuke, Kakashi, Shino e Sakura e lhes pedi ajuda para calcular o que podia dar errado.” Ele respirou fundo de novo e eu não ousei me mexer, Tsunade também ouvia atentamente, ela provavelmente já sabia disso, mas pelo jeito não se importava em ouvir. “Quando meu prazo acabou fui me encontrar com ele de acordo com seus aconselhamentos, é lógico que ele tinha levado mais pessoas junto com ele, e meus amigos foram comigo, eu não tinha conseguido segurá-la, então Hinata foi também.” Ele fez mais uma pausa e depois continuou. “Quando chegamos Mikami estava te segurando no colo, você estava em um genjutsu e inconsciente, ele deixou bem claro que se eu tentasse enfrenta-lo você poderia ser ferida ou morta, então controlei minha raiva e esperei. Tentei negociar com ele, mas obviamente não conseguir fazê-lo desistir de sua determinação em se tornar Hokage.” Passou a mão nos cabelos e voltou a falar. “De acordo com o plano os ninjas de Konoha que estavam escondidos apareceram lentamente para lutar contra os aliados de Mikami, só que como eu já sabia, ele tinha previsto isso e não ficou surpreso com a quantidade de pessoas me apoiando, então foi quando começou, Sakura e Hinata desmaiaram em silêncio os que estavam atrás dele e o atacaram por trás, mas ele era um clone, o que também sabíamos já que era óbvio. Com o byakugan os Hyuugas acharam-no e eu fui até onde ele estava, porém ele não estava segurando você desta vez, você estava atrás dele deitada sobre o colo de uma mulher morta, era Takara, a esposa de Mikami, que tinha falecido uma semana antes durante o parto, do qual o bebê também não tinha resistido. Ele também tinha previsto isso e tinham outros aliados dele ali, é claro que teria. Fiz muitos clones e simulei que iria lutar com cada um deles se fosse preciso, até que meus amigos chegam ali também, com outras dezenas de ninjas, e no momento em que Shikamaru conseguiu o prender em sua sombra depois de uma batalha, e te tirei de lá. Isso é tudo, não quero ficar aqui a vida toda contando os detalhes.“

A sala ficou em silêncio por alguns minutos que pareceram horas, até que o silêncio foi rompido pelo barulho da porta se abrindo, virei-me e vi Hinata entrando na sala, com uma expressão preocupada.

— Aidou-kun me contou o que aconteceu...

— E por que você também nunca me contou mãe?

— Sei pai disse que iria te falar e...

— Ele não contou você esperou e depois pareceu que perdeu a importância? — Disse, me arrependendo no segundo seguinte. Ela corou e olhou nos meus olhos.

— Não achei que perdeu a importância, só que... Gomen nasai Mei, eu realmente não queria que você soubesse assim.

— Ta... Tudo bem, eu preciso de um tempo. — Suspirei — Não culpo vocês, mas ainda acho que eu tinha o direito de saber antes... Preciso ir, com licença. — Fui em direção à porta, não olhando para ninguém e desci correndo as escadas.

Eu queria ir para meu quarto, me trancar lá e dormir, tentar simplesmente não me preocupar que eu era um alvo para Mikami, que por causa do meu sequestro quase levei Konoha a ter um Hokage desprezível como Mikami. Mas antes que tinha que fazer uma coisa.

Cheguei e lá estavam eles, Lawliet encostado em uma árvore olhando para Kai, que tinha bolas de borracha furadas em sua volta, e estava com outra na mão.

— Oi... — Sussurei. Lawliet olhou para mim, surpreso.

— Achei que demoraria na missão.

— É, eu também, mas fomos descobertos e tínhamos ordens de não lutar.

— Aconteceu alguma coisa?

— O que? Não, por quê? — Olhei-o, desconfiada.

— Não minta para mim Mei, te conheço desde que era uma criança, da para ver em seus olhos que você não está bem. — Desviei o olha na mesma hora, e Kai percebeu minha presença.

— Onee-chan, olha, eu estou quase conseguindo! E Lawliet-kun me ajudou. — Ele sorriu, mostrando uma bola de borracha furada com a mão.

— É mesmo? Como ele fez isso?

— Ah, ele só disse algumas coisas sobre como ele fazia o Chidori, até que ajudou um pouco.

Sorri e olhei para Lawliet, que parecia surpreso com o que Kai falou.

— Bom então você pode ser virar sozinho agora não é? Eu estou bem cansada, vou para casa agora.

— Hai. — Ele assentiu, e voltou a se concentrar.

— Arigatou gozaimasu. — Falo sorrindo para Lawliet, que assentiu sorrindo de lado, e antes que ele pudesse dizer alguma coisa, eu fui para casa.

Notas finais
Então gente, tenho uma explicação, não é uma desculpa esfarrapada, sério. É o seguinte, como eu disse no capítulo anterior, minha vida ta uma bagunça, agora piorou, por que a menos de uma mês eu vou fazer uma prova muito importante e eu preciso estudar, o que ta tirando meu tempo, e as vezes quando eu tenho tempo eu acabo tentando descansar e não escrevo. Enfim, espero que entendam, mas pensem pelo lado bom, depois da prova eu vou estar de férias e não vou precisar estudar, e vou escrever mais rápido, ♥ E no capítulo anterior o Kai falou sobre a Izumo e tal, e esqueci de falar o por que do nome dela, é que é o nome de uma personagem muito meiga (tipo a Temari mesmo) de Ao no Exorcist, então é uma homenagem a ela. Só mais uma coisa: eu só recebi três reviews no último capítulo cara, e eu tenho mais de 20 leitores, assim complica sabe? Eu fico chateada sem o apoio de vocês, então comentem, por favor, isso me deixa feliz. Ahh, e meu aniversário é semana que vem, se quiserem me mandar um presente eu aceito tá? É só pedir o endereço, kkk, brincadeira. Beijos leitores lindos, amo vocês ^^