A Filha Do Coveiro
1 Prólogo
Notas iniciais
“Ela estava sentada em seu banco de madeira que seu pai deu quando tinha apenas 3 anos de idade. Infelizmente eu não conseguia ver seu rosto, somente os cabelos mais negros do que pretos voando na direção da monção. Apesar de eu querer vê-la por motivos desconhecidos, sabia que era ela que queria me ver... A solidão em volta dela parecia ser tanta.”
Com a morte do velho empregado da casa, Brian acompanha sua família até a cidade natal do empregado para enterrá-lo lá, já que a família do morto não possui condições de pagar o funeral e o transporte do corpo.
Ao chegar à cidade, na verdade ao vilarejo, os pais de Brian contatou a família do Ronnie, o empregado morto, e receberam instruções de irem ao cemitério e esperar a mãe de Ronnie ir até o local, mas durante o percurso percebe que essa pequena cidade só tem tons escuros e cor branca em casas, carros, e nas próprias roupas dos habitantes, nenhuma outra cor exceto o verde das árvores causando assim um clima de suspense. O estranho é que os cidadãos são simpáticos com os visitantes e todos tinham um símbolo no pulso e foi a partir disso que Brian começa a escrever no seu bloco de anotações o cotidiano dessas pessoas e suas crenças.
A crença que é focada nas anotações do rapaz é a do coveiro. Para a população, é ele que é o responsável pela ida da alma ao céu, mas o que o interessa mais é a história das filhas dos coveiros, consideradas como ninfas — luxuosas e delicadas.
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