A Filha. De Severo Snape
4 Capítulo 4
Capítulo 4 — O Beco Diagonal
Marie também é uma bruxa, mas prefere viver com os trouxas, descobri isso quando saímos de um bar bruxo chamado Caldeirão Furado, tinha uma parede de tijolos que nos cercava, ela tirou uma varinha das vestes e tocou com ela algumas vezes na parede, os tijolos foram dando espaço à uma passagem, como um túnel. Havia muita gente nesse lugar, lojas e tudo mais. Eu fiquei maravilhada aquilo tudo era perfeito.
— Bem-vinda Elie, ao Beco Diagonal! — ela disse sorrindo ao ver meu rosto se iluminar de curiosidade e alegria.
Nós entramos em um Banco chamado Gringotes, era incrível, mas tinham umas criaturas bem estranhas.
— O que são essas coisas Marie? — perguntei com um certo medo.
— São duendes, não são bem amigáveis. — eu me aproximei mas de Marie e ande pertinho dela.
Eu tinha um cofre só meu com a herança da família de minha mãe, também havia sido depositado dinheiro do meu pai, mas como ele está vivo eu só fico com o cofre de minha mãe.
— Isso tudo é meu? — eu perguntei vendo milhares de moedas dentro do cofre.
— Seus pais não são dos mais pobres. — ela disse sorrindo.
Pegamos uma saco daquelas moedas e Marie carregou para mim, é realmente muito pesado.
Eu estava tão ansiosa que nem li a lista de materiais, apenas saí em direção às lojas e olhei as vitrines enquanto Marie comprava meus livros e outros equipamentos.
— Agora está faltando uma varinha e as vestes. — eu disse lendo pela primeira vez a lista.
— Vá até a loja de Madame Malkin — Roupas para todas as ocasiões e leve o seu dinheiro, eu irei à loja de animais.
Ela disse e saiu andando me deixando sozinha. Eu entrei na loja de roupas e fui bem recepicionada. Foram tiradas as minhas medidas, enquanto faziam minhas vestes eu fiquei sentada em um banco, havia uma garota de cabelos cheios que parecia ir para seu primeiro ano em Hogwarts também.
— Vai para Hogwarts? — ela me perguntou.
— Sim e você? — perguntei para a garota.
— Eu também. Sou Hermione Granger e você é?
Ela parecia ser meio metidinha, não gostei muito dela.
— Elora Snape. — eu disse entredentes.
Acho que ela percebeu meu desagrado e não fez mais perguntas. Depois que minhas vestes estavam feitas eu paguei e sai da loja. Eu não sabia onde comprar a varinha, até ver uma loja chamada Olivaras, parece ser meio óbvio que era ali que eu encontraria minha varinha.
Eu parecia estar sozinha naquele lugar, o que me deixou um pouco tensa.
— Olá? Tem alguém aqui? — eu perguntei indo até o balcão da loja.
— Srta. Snape! — exclamou um velho que apareceu do nada ao me ver — Eu estava à espera da sua chegada!
Ele disse sorrindo bondosamente para mim, mas quem é ele? Como ele sabe o meu nome e sabia que eu viria até aqui?
— Desculpe senhor, mas co-como senhor me conhece? — eu perguntei assustada.
— Eu conheci seus pais, aliás quem não conhecia? Seu pai ajudou na Primeira Guerra Bruxa, e sua mãe, bem, ela morreu antes de tudo aquilo acontecer. — meu pai? Na Guerra? Então eles realmente são grandes bruxos.
— Mas como assim "uma Guerra"? Contra quem? Meu pai estava do lado do bem, né? — indaguei, querendo saber mais e mais sobre meus pais.
— Seu pai era seguidor de um bruxo das trevas, mas quando ele se casou com sua mãe ele mudou de lado e lutou para o mundo bruxo, seu pai é um homem de muita coragem. — ele disse dando tapinhas na minha cabeça como se quisesse me diminuir.
— Eu sei disso. — falei com orgulho me lembrando das palavras de Marie.
Ele sorriu ao ouvir determinação em minha voz, mas eu queria saber mais, quem era o bruxo das trevas da qual meu pai se aliou?
— Senhor, por favor, diga-me, que-quem era o "bruxo das trevas" que meu pai se tornou seguidor? — perguntei com curiosidade.
Ele fez uma careta ou ouvir minha pergunta e respondeu:
— Nós não dizemos o seu nome, ele foi um grande bruxo, mas fez coisas terríveis.
Ele disse encerrando o assunto, então eu resolvi não perguntar mais nada.
— Eu quero comprar uma varinha. — eu disse impondo um pouco de autoridade na voz.
— Acho que tenho a certa para a senhorita. — ele disse se aproximando de mim com uma varinha na mão.
— Trinta e dois centímetros, inflexível, pelo de unicórnio e fibra de coração de dragão. — falou ele.
Quando eu segurei a varinha saíram faíscas verdes dela, meus olhos se iluminaram com aquela cor brilhante.
— Incrível, você será poderosa srta. Snape, tenho certeza disso.
Eu ainda estava estupefata com o que houve naquela hora, ainda pasma eu paguei o Sr. Olivaras e saí de sua loja. Já fora da porta, eu vi Marie segurando uma gaiola com uma coruja perta, meus olhos se arregalaram ao ver a linda criatura.
— É para você, presentinho de aniversário! — exclamou Narie ao ver a euforia subir ao meu rosto.
— Que?! Marie! Não precisava me comprar um presente, e que presente! — eu disse acariciando a coruja pela grande da gaiola.
— Eu achei que você precisava de uma mascote, uma amiga em Hogwarts. — ela disse sorrindo — Escolha um nome.
Que nome seria bom para ela, bem, ela tenho olhos pretos e brihantes, as penas são tão escuras como... como... ah! Os cabelos do Severo! Ela parecia ser amigável e serena, isso, NOITE, olhos brihantes como as estrelas e penas escuras como o anoitecer, nome perfeito.
— Ela se chamará noite! — eu disse sorrindo.
— Lindo nome, Elie. — ela falou.
Depois que terminamos as compras fizemos um lanche em uma lanchonete trouxa.
— Marie, posso te perguntar uma coisa? — falei engulindo um pedaço de hamburger.
— Pergunte, minha querida.
Eu reuni forças e então perguntei:
— O Sr. Olivaras disse que meu pai ajudou na Guerra, mas antes ele seguia um bruxo das trevas, o que eu quero saber é... qu-quem era ele? — perguntei tensa.
Marie ficou do mesmo jeito quando eu falei à ele sobre o Severo, ela com certeza sabia quem era o temido bruxo.
— Você sabe quem é, eu sei que sabe. — eu disse.
— Elie, entenda, nem todos os bruxos são bons, alguns viram do mal, por busca de poder e outras coisas mais, esse temido bruxo, se chama... Voldemort. — ela terminou.
— Voldemort? E ele ainda está v-vivo? — eu gaguegei.
— Dizem que morreu, mas eu não sei, "Você-sabe-quem" era um bruxo poderoso, não morreia só por um feitiço ricocheteado. — ela falou.
Eu não perguntei mais nada, apenas continuei com minha degustação, logo que eu aceitei o fato de ser bruxa eu pensei que todos tinham luz, não sabia que algumas pessoas buscavam as trevas.
— Marie, quando eu irei conhecer meu pai? — eu perguntei quando estávamos na praçinha perto do orfanato.
— Eu não sei, Elie, o seu pai, ele... — eu interrompi ela ao ver o Severo.
— Sev?! — eu gritei ascenando para ele, ele me viu e ascenou também — Marie, eu quero que você conheça ele.
Ela tentou protestar, mas eu a puxei e fomos até onde estava Severo.
— Severo, eu queria te apresentar uma amiga, ela é a Diretora do orfanato. — eu disse.
Quando Marie bateu os olhos no Severo ela ficou um pouco pálida.
— Sou Mariana Mason, é um prazer conhecer o novo amigo da pequena Elie. — ela disse apertando a mão de Marie.
— Também é um prazer conhecê-la. — Severo disse encarando minha coruja preta.
— Ah, essa é minha mascote, o nome dela é Noite. — eu falei sorrindo para o Severo.
— Ela é linda. — Severo falou abrindo um leve sorriso.
Marie pigarreou e disse:
— Acho melhor irmos para casa Elie, você deve estar cansada. — ela disse.
— Não estou não, deixe eu ficar mais um pouquinho aqui com o Severo, deixe eu aproveitar esse dia lindo. — sim, estava nublado, mas eu amo o tempo assim.
Marie olhou de mim para Severo e levantou as mãos como se estivesse se rendendo.
— Está bem, está bem, sei como você gosta do tempo nublado e de como gosta do compahia de seu amigo. — ela disse pegando o carinho de compras para levar.
— Deixe eu ficar com a Noite, sim? — eu disse pegando a gaiola.
— Só uns minutinhos. — disse Marie com uma voz severa.
— Pode deixar que eu a acompanho até o orfanto. — falou Severo.
Marie pensou e então respondeu:
— Está bem. — e saiu.
Fale com o autor