A Filha De Gaia.
2 Capítulo 2 - S 'agapó̱ ton bampá ou Eu te amo papai
Atravessamos longas ruas até chegar no restaurante grego de meu pai. Sujos, fedendo e com medo abrimos as portas de vidro fazendo com que todos os clientes nos olhassem para nós enojados.
- PAI! PAIII! — Gritei.
Meu pai saiu do escritório e perguntou surpreso:
- Julieta? Porque está cheirando a esgoto?
- Temos que conversar! — DIsse o empurrando meu pai de volta para o escritório.
Lá dentro ele se apoiou na mesa de vidro e disse:
- Pode me dar uma explicação?
- Saimos da escola, ai a gente foi pro Starbucks, então o cano de água explodiu e saiu um monstro de lá, não um qualquer! Calibdis! Ai a Julieta bateu nela com uma vassoura, a Lisa esfaqueou ele, Louis jogou panelas nela e ai ela morreu, mas foi nojento porque ela jogou água de esgoto na gente! — Todos falamos juntos?
- O que? Falem um de cada vez! — Disse ele com expressão severa.
Dei um passo a frente e disse olhando nos olhos de meu pai:
- Pai, monstros existem.
- O que? Julieta Stephanopoulos, o que você está supondo? — Meu pai perguntou.
- Que eu vi Calibdis e lutei com ela. Quer dizer, não só eu, Louis e Lisa também! — Disse.
- Mas... — Ele raciocinou.
- Ela voltou Sr.Stephanopoulos, os monstros vão para o tartaro e depois de muito tempo ressurgem na terra, perseguindo semi-deuses. E não! Não negue pois eu sei, que você sabe, sobre o que eu estou falando. — Explicou Louis.
Papai arregalou os olhos assustado.
- Não pode ser...
- Sim, é. — Disse Louis.
- Ou,ou,ou! O que? Agora nós estamos confusas. — Eu e Lisa dissemos.
- Semi deus, filho de um deus com um humano. — Explicou papai.
- Pai, o que você está supondo? — Perguntei assustada.
Papai tirou os óculos e disse:
- O acampamento... Mas é muito cedo.
- Não, já está tarde de mais. — Disse Louis.
- Não posso... Julieta é tudo o que eu tenho... — Disse papai.
- Pai! O senhor está me assustando. — DIsse.
Louis tirou a calça jeans, eu e Lisa tapamos a cara.
- Satiro! — Meu pai gritou.
- SIm! E eu preciso levar sua filha até o acampamento. — DIsse Louis.
- Que acampamento? — Perguntei assustada.
- O que você pertence filha. Desde os 12 anos de sua vida eu o neguei achando que você estaria em perigo, mas aqui querida, aqui é o verdadeiro perigo. — DIsse meu pai com lágrimas nos olhos.
- O que? Pai... — Disse com lágrimas também.
- Vai com o satiro filha, papai vai te ver daqui a algum tempo. — Disse ele me abraçando.
- S 'agapó̱ ton bampá. Eu te amo papai. — Disse.
- Eu também te amo filha. — Disse ele.
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