A Filha De Gaia.

3 Capítulo 3 - Acampamento Meio Sangue.


Fui para meu quarto apressada, fiz uma pequena malinha com a ajuda de Lisa e desci para ir com Louis.

- Vai filha. Boa sorte, em breve eu te verei. — Disse meu pai ao lado de Lisa.

- Tchau papai. — Disse.

Lisa chorava desesperadamente.

- E agora? Com que vou ficar? Não tenho mais amigos! — Disse ela.

- Lisa, com o tempo você vai fazer mais amigos, eu garanto! Você é a melhor amiga que alguém pode ter, obrigada por tudo. — Disse.

- Não, eu que te agradeço Julieta. Agora vai, não quero que fique tarde e perigoso para vocês. — Ela disse me abraçando.

- Vamos? — Perguntou Louis.

- Vamos... — Disse.

Cruzamos as portas do restaurante em tremendo silencio. Até que algo me veio a cabeça, como iriamos do Texas, para Long Island?

- Louis... Como vamos para Long Island? — Perguntei.

- De avião. — Ele disse.

- Tá mais com que dinheiro? E como se não temos documento? — Perguntei.

- Dinheiro mortal, e uso da névoa. — Ele disse.

- Névoa? — Perguntei.

- É, é o que disfarça a confusão de nosso mundo dos mortais. Mas alguns como Lisa e seu pai podem ver muita coisa além dela. — Explicou.

- Hum... E você é mesmo um sátiro? — Perguntei.

- SIm! Metade bode, metade humano. — Ele disse.

- Ok. — DIsse espantada.

Chegamos no aeroporto, compramos as passagens com grande ajuda da névoa, e entramos no avião. Algo me parecia errado, tinha alguém lá que não devia estar naquele local.

- Louis, eu estou com medo. — Disse.

- De que? Será que você é filha de Hades ou Posseidon? — Perguntou ele.

- Eu sei lá... — Disse. — Provavel que não né?

- É... Eu sei lá! As vezes você é adotada. — Ele disse.

- AH que legal! — Disse ironica.

- Respira fundo, nada vai arruinar a viagem. — Disse ele.

Respirei fundo e me acomodei na cadeira. O avião embarcou. O mais estranho de tudo é que só havia eu e ele ali, mais ninguém estava embarcando. Observei as fileiras um pouco assustada e só vi um homem ali, usava sobretudo e chapéu preto, sua cabeça era pouco visivel, mas mesmo assim estava um pouco mais segura, já que tinha alguém ali, e não só eu e Louis.

O homem se levantou para ir ao banheiro e então pude ver ele com sua cadeira de rodas. ''Pobre homem...'' pensei. E então quando chegou ao nosso lado, arrancou o sobretudo e o chapeu se revelando um centauro.

- AH! — Gritei.

- Esse não é Quiron! Espera, se este não é Quiron, ou outro centauro normal... — Raciocinou Louis.

- Isso mesmo! Sou Nesso! Aquele que Hércules matou, porem aquele que com o sangue o matou. — Disse o centauro malicioso.

- Ah Nesso! Não podia esperar aterrisarmos? Já estamos quase em Long Island... — Disse Louis.

- Para que se eu posso capturar a filha da terra e leva-la a sua mãe rapidamente bem aqui. Quer dizer, vocês não vão me matar com facas de plástico. — Disse ele.

- Mas... Você é mal como diz a lenda? — Louis tentou negociar.

- Louis para! — Gritei.

O centauro sorriu malicioso e nos atacou me jogando contra a janela do avião. Louis pulou umas duas fileiras com suas perninhas de bode e foi até a cabine das aeromoças.

- Louis! — Gritei.

- Não adianta gritar por ajuda, sua mãe quer que você morra, ou a ajude. Se não queridinha, você vai ajudar os deuses, e isso vai impedir nosso eterno reinado. — Disse Nesso.

- O que? — Perguntei aflita.

- Sim, isso mesmo.

- Julieta! — Gritou Louis. — Tome isso seu centauro mau!

Louis arremessou um carrinho de comida no centauro que caiu junto a ele fazendo um amasso na parte direita do avião e quebrando varias cadeiras.

Corri entre os bancos ficando junto a Louis na cabine de aeromoças. Jogamos três carrinhos em Nesso e um deles fez um rombo no avião, e atingiu a turbina direita fazendo ela cair e o avião ficar mais fraco.

- Louis! Ele está levantando! Jogue mais carrinhos! — Gritei.

- Acabaram os carrinhos! — Ele gritou desesperado.

Olhei para o lado e havistei garfinhos e faquinhas plasticas. Abri os varios pacotes e comecei a joga-los em Nesso. Então só restaram uma faca e um garfo. Nesso já roxo e sangrando, se pos pé e sorriu maliciosamente para mim. Então tive uma ideia, para em sua frente e quando ele estiver muito perto, eu colocaria os talheres em seus olhos e o chutaria para longe.

Fiquei de pé.

- Julieta! Sai dai sua doida! — Gritou Louis.

- Iaaaaa! — Gritou o centauro se arremessando em mim.

Prensei os talheres em seus olhos e me abaixei entre suas pernas o chutando para a porta da cabine de controle.

E então ele desmaiou.

- Ah! — Gritei aliviada.

- Julieta! — Gritou Louis. — As turbinas!

E então o avião aterrisou rapidamente, caindo em cima de uma estalagem.

Abri a porta com Louis apoiado em meu ombro, com as minhas roupas estragadas, fulminadas e meio caindo. Vi que cai em um campo de tennis. Meio tonta, abri um sorriso largo, sentindo meu cheiro defumado e disse:

- Oi gente!

Consegui ler a camiseta laranja de uma garota morena que me olhava espantada. ''Acampamento meio-sangue''.

- Hehe... — Cai no chão desmaiada.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.