A Filha De Cora
1 Sonhos.
Notas iniciais
Então por favor, comentem!
HAHAHA
Nico acordou mais uma vez sobressaltado, por causa do mesmo sonho. Já deve ser a quinta vez que sonha a mesma coisa, sempre a mesma garota sorrindo e acenando, tão linda quanto qualquer filha de Afrodite. E ela sorri e lhe oferece uma flor, que morre antes mesmo de chegar às mãos de Nico. Sempre o mesmo sonho, depois que a flor morre, a menina consegue revivê-la, mas a flor muda sua cor, se torna sombria, sombria quanto à própria alma de Nico, sombria quanto à alma de Hades. E uma voz, sempre essa voz, doce e suave, preenche os ouvidos de Nico, e a voz pede, Salve minha filha, só você pode salvá-la.
Ainda assustado com o sonho, Nico se levanta da cama, ainda deve ser 3 horas da manhã, e sai de seu chalé. Já esta na hora de contar esse sonho a Quíron, só Quíron vai saber aconselhá-lo . Pensando assim, Nico vai caminhando devagar até a Casa Grande. Para a grande surpresa, Quíron não esta dormindo, está conversando alegremente na varanda com o Senhor D (mais precisamente, Dionísio) e se assusta ao ver Nico acordado e de pé.
– Nico? O que esta fazendo acordado há essa hora? Aconteceu alguma coisa? – pergunta Quíron.
– Andei tendo uns sonhos... – diz Nico, um pouco envergonhado pela situação.
– Aha! Que meio-sangue não tem sonhos estranhos hein? – pergunta Sr. D, rindo.
– Nossa, que engraçado Sr. D, tão engraçado quanto o deus do vinho beber Diet Coke . – diz Nico, para total irritação de Sr. D.
– Ora, seu insolente! Vou te mostrar como é que se faz vinho..... – diz Dionísio, mas nesse momento Quíron interrompe:
– Chega Nico, chega Sr. D! – pede Quíron – Sr. D, o Sr. não ia se retirar agora mesmo?
– Ah, agora vou ter que sair da MINHA varanda, porque esse garoto com cheiro de morte quer falar com você, é isso Quíron? – pergunta Sr. D.
– É! Anda D, vai lá! – diz Nico rindo da situação.
– D? D? Ele me chamou de D, Quíron? – diz Dionísio ficando vermelho de raiva – Vou te mostrar quem é o “D”quando transformá-lo numa videira...
– Tsc tsc, duas crianças, meus deuses! — diz Quíron – Sr. D, deixe Nico, deixe, vá se deitar...
Então, Dionísio se levanta e entra na Casa Grande, reclamando de Nico, dos semideuses e da sua Diet Coke.
– Bom, – diz Quíron para Nico – o que quer me contar Nico?
– Tenho sonhado com uma garota e uma voz. E não foi a primeira vez, sonho isso todas as noites e sinto que é algo importante.
– Uma garota e uma voz, pode descrever o sonho em detalhes, por favor? – pede Quíron.
– Posso. — diz Nico — O sonho começa em um campo cheio de flores, de todos os tipos, e lá está ela, a garota. Ela veste roupas normais e sorri para mim, acena e sai correndo entre as flores e eu corro atrás dela. Ela é linda, e tão linda quanto à própria Afrodite. Ela corre de mim rindo e se escondendo entre as flores. De repente, eu consigo alcançá-la e ela ri, naquela brincadeira entre nós, e me estende uma flor. Uma margarida amarela, só que a flor morre antes de ela me entregar. Ela olha preocupada para a flor e consegue revivê-la, mas a flor fica escura, como se tivesse morrido, como se fosse uma flor do submundo. Quando isso acontece, uma voz começa a falar comigo, e a garota some, tudo some, apenas fito o vazio e a escuridão. Essa voz doce me diz para procurá-la, e salvá-la. A voz diz que a garota sofre grande perigo e que ela precisa estar em segurança dentro do Acampamento. Essa voz doce, não me é estranha e pede para eu salvar a filha dela.
– Hmmm . – Quíron fala involuntariamente — Flores, você diz, e a garota consegue produzir flores... flor do submundo...
– Sabe de quem a garota é filha? E por que ela sofre grave perigo? — pergunta Nico.
– Eu acho que sei, acho que sei quem é a mãe da garota, e sei por que ela está em perigo, mas só não entendo... – diz Quíron um pouco atordoado e pensativo.
– Não entende o quê, Quíron? – pergunta Nico.
– Não entendo por que a mãe dela pede a SUA ajuda. Ela deveria pedir ajuda a qualquer outro semideus, mas você... ?
– O que tem em ser eu? – pergunta Nico.
– Ainda não sabe de quem a menina é filha? – pergunta Quíron.
– Não, — responde Nico — não sei...
– A garota e nada menos é nada mais que a filha de sua madrasta...
– PERSÉFONE??? Como filha de Perséfone? Pelos deuses! – exclama Nico.
– Ela mesma. Conhece a história de sua madrasta? Mais precisamente, conhece a história de Cora?
. . .
Notas finais
Beijos!
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