Notas iniciais
Espero que gostem!

– Apostado. — disse Leo com um grande sorriso no rosto, e virando-se para a sua mesa de trabalho. — Como sei que vai perder Nicote, vou começar a preparar uma câmera para filmar essa cena, será épico.

– Ha! Prepara mesmo. Pois ela será usada contra você, leãozinho. — disse Nico rindo.

– Leãozinho? Deuses, são 6 da manhã e sou chamado de leãozinho... e não é por uma garota, porque se fosse não ficaria tão ofendido, é por um cara. — disse Leo visivelmente ofendido. — Vai dormir Nico, vai...

Nico riu e se jogou em um sofá que se encontra no bunker, e rapidamente pegou no sono. Leo tirou os olhos um minuto de seus projetos, apenas para ver seu amigo apagado no sofá sujo do bunker. Ele tá acabado, pensou Leo, deve ser por causa desses sonhos. Com esse pensamento, Leo voltou a sua mesa e começou a rascunhar um projeto de câmera.

Duas horas mais tarde, Nico se encontrava dormindo e Leo precisava acordá-lo, estava na hora do café da manhã.

– Nicote, acorda cara! — disse Leo puxando os ombros de Nico. — Tá na hora do café da manhã!

– Hã? Quê? Onde? — disse Nico desorientado.

– Acordar, café da manhã, Leo com fome. — disse Leo rindo da cara de retardado que Nico fez.

– Ahhhnnn. — bocejou Nico e se levantou. — Ah sim, caramba dormi muito.

– Dormiu, de babar o sofá. Olha cara, se o sofá não fosse velho, eu teria te matado. Mas tudo bem, tá velho mesmo e eu cansei de babar ai também. — disse Leo rindo.

– Babei nada. — disse Nico rindo e se dirigindo para a porta.

– Não vai escovar os dentes dorminhoco? — disse Leo com aquele sorriso maroto no rosto.

– Ihhh caraca, esqueci, mas eu não tenho escova aqui.

– Sabe, nessas horas eu fico pensando, será que existe um amigo melhor que eu? Não cara, pode falar se conhece alguém melhor que eu. — disse Leo.

– Conheço... quer dizer conheci... — disse Nico com a voz embargada. — E o nome dela, era Bianca di Angelo...

– Ainda não superou, né? — disse Leo tirando o sorriso do rosto. — Eu sei como é. Sei bem como é. Mas não adianta nada, a gente ficar reclamando e relembrando essas coisas. Elas não gostariam de nos ver assim.

– É, eu sei. Ela já me disse. — disse Nico nitidamente abalado. — Mas me diz ai, por que você seria o melhor amigo?

– Porque eu previ que isso ia acontecer, sabia que iria querer escovar seus preciosos dentinhos e já fui a seu chalé e peguei sua escova de dentes. — disse Leo.

– Leo, não sou um bebê, eu podia muito bem ir a meu chalé para pegar. — disse Nico seriamente.

– Em vez de me agradecer, você me acusa de ser superprotetor, com você? — disse Leo rindo. — Não meu caro, poupei seu trabalho com uma finalidade.

– E qual seria?

– Bem, eu andei pensando na nossa aposta, e não tenho certeza de que você vai chamar mesmo a Drew. Sendo assim, quero que me prometa que fará isso. E que não se intrometerá entre nós dois, fui claro?

– Totalmente. Okay, eu chamo a Drew, mas não posso prometer que ela vá querer ir e outra, não me intrometerei. Posso escovar meus dentes agora?

– Pode. — disse Leo abrindo seu sorriso maroto. E se dirigiu a Nico, entregando sua escova de dentes preta. — Cara, sei que seu pai é o deus da morte e tals, mas tem necessidade de tudo que é seu ser preto? Coloca uma corzinha nas coisas. Sabe, uma escova vermelha, uma blusa branca. Às vezes faz bem.

– Obrigado pelo conselho, mas prefiro o preto. — disse Nico levantando a escova e se dirigindo ao pequeno banheiro.

– Vou te esperar lá fora. — gritou Leo, que se dirigiu a saída do bunker.

Depois de escovar os dentes, Nico saiu do bunker e encontrou Leo cantando as ninfas das árvores, com aquelas sua piadas. Calmamente, Nico foi andando a direção de Leo e das ninfas e disse:

– Olá garotas. — dando um sorriso encantador. Mas as ninfas fugiram dele, mais uma vez. Elas tinham medo de morrer na presença dele. Achavam que só de chegarem perto e lhes dissesse um Olá inocente, elas morreriam, por isso, sairam correndo em direção as suas próprias árvores.

– Nico, me atrapalhando novamente. — disse Leo em um tom seco.

– Sabe que a culpa não é minha. Não tenho culpa se elas acham que vão morrer. — disse Nico fazendo um muxoxo triste.

– Fica assim não, Nicote. — disse Leo tentando alegrá-lo. — Vem, vamos comer. Comida sempre cai bem.

Com isso, os dois saíram andando em direção ao pavilhão do refeitório. Todos já estavam presentes quando os dois garotos chegaram rindo.

Viram Quíron e Sr. D conversando alegremente na mesa principal. Ao lado deles, estava Rachel, a oráculo, que nesta manhã, estava concentrada em um desenho sobre a mesa. Quíron piscou ao ver Nico chegar, mas niguém percebeu, nem mesmo Leo. Logo nas primeiras mesas, viram Jason tomar uma grande xícara de café, Percy atacando um pedaço de bolo azul, enquanto Tyson falava alegremente sobre o cão infernal de Percy. Nico percebeu que Percy estava mais nervoso do que de costume, toda hora ele colocava a mão no bolso, como se tivesse se preparando para algo. Logo depois, viram Clarisse comendo e conversando com seus colegas de chalé. Já na mesa 6, estava Annabeth, numa terrível discussão com seus irmãos sobre quem era o melhor arquiteto do mundo.

Leo, foi se dirigindo a mesa de seu chalé e trocou palavras com seus irmãos, antes de encher um prato com tudo que tinha direito e se dirigir à fogueira. Nico continuou olhando em volta. Viu Piper revirando os olhos, quando Drew começou a discutir com as outras meninas de Afrodite, sobre qual marca de maquiagem era a melhor. Até Nico riu, ao passar pela mesa de Hermes e ouvir uma piada dos irmãos Stoll, quando estava se dirigindo a sua própria mesa. Encheu seu prato e foi até a fogueira. Nico, como muitos semideuses ali presentes, achavam aquilo uma perda de tempo e de comida, fazer uma oferenda aos deuses, apenas porque eles gostavam do cheiro. Mas sabia muito bem, que muitos faziam preces silenciosas para seus pais divinos.

Mas Nico não estava entre esses semideuses. Ele não fazia uma prece a Hades, fazia uma prece silenciosa para suas duas irmãs, Bianca e Hazel. Desejava que Bianca estivesse feliz, onde quer que ela estivesse. E para Hazel, ele desejava felicidades também, desejava que tudo estivesse nos conformes com o Frank. Quando voltou a sua mesa, Nico percebeu uma alteração em todos os presentes. Eles estavam parados observando a cena que se desenrolava na frente da mesa principal, portanto, na frente também, das outras mesas.

Nico olhou para onde todos estavam com os olhos fixos e viu uma das cenas mais fofas que ele havia presenciado. Na frente de todos, estava Percy ajoelhado, com uma caixinha aberta em uma das mãos e na outra, ele segurava a mão de Annabeth:

– Annie, quer se casar comigo? — perguntou Percy.

– Ai meus deuses! Percy! Você... você.. você está.. me ... me... pedindo em casamento? — perguntou Annabeth gaguejando, com lágrimas nos olhos e com a voz embargada.

– Sim, estou te pedindo isso. Quer se tornar a minha Senhora Jackson? — perguntou mais uma vez Percy com um sorriso no rosto.

– É claro que eu quero, Cabeça de Alga! — respondeu Annabeth, já chorando de felicidade, e com um sorriso lindo no rosto. Percy colocou lentamente o anel que havia escolhido para ela em seu dedo,depois disso levantou e a pegou no colo, rodopiando sem parar e gargalhando de felicidade. A mulher da sua vida tinha aceitado seu pedido, ele não podia estar mais feliz!

Annabeth, chorava e ria ao mesmo tempo, com o rosto enterrado no ombro de seu amado. Seu amado, só seu. A ideia parecia perfeita para ela.

– Mas Percy, casamento, é uma coisa tão importante e tão séria. Como vamos nos casar? Somos tão jovens e onde moraremos? — perguntou Annie nervosa, assim que Percy a colocou no chão.

– Vamos nos casar, nos casando ué. — respondeu Percy. — Eu não me sinto jovem para isso. Eu já arrisquei minha vida por você diversas vezes, quer demonstração de amor maior, Sabidinha? Vamos morar aqui. Ou podemos morar em Nova Roma. Você pode construir uma casa. Eu pensei em ...

Annabeth não aguentou mais e tascou um beijo em seu amado. Sim, ela estava disposta a morar com ele em qualquer lugar. Aquilo tudo parecia um sonho para a garota.

Todos observavam aquela cena com um sorriso imenso nos lábios. As filhas de Afrodite davam suspirinhos. Todos estavam muito mexidos e felizes com a notícia. Tando que Quíron veio trotando da mesa principal e interrompeu os beijos do casal, os abraçou e disse que estava muito feliz com aquilo tudo. Nico se levantou de sua mesa e estava se dirigindo ao casal mas parou subitamente. Viu no olhar dos mais novos noivos, o desejo de ficarem a sós, de aproveitarem o momento sozinhos. Desfrutarem da ideia de se casarem.

Nico então mudou o rumo de seu andar. Precisava falar com Rachel, e viu que a garota tinha saído de fininho da mesa principal, na hora que Percy se ajoelhou. Nico, e todos do acampamento sabiam que ela nutria uma quedinha pelo Percy, por isso, o rapaz imaginou que a garota deveria estar chorando em sua caverna, ou estava bastante triste, mas sabia o que tinha que fazer. Precisava falar com Rachel, de qualquer jeito.


Notas finais
E ai? Percabeth noivos e felizes, mas será que a Rachel está feliz com essa história? HAHAHAHA

beijos