A Filha De Apolo
9 Dou de cara com um porco em meu sofá.
Finalmente voltei para minha casa em Torrance,Califórnia,ela era uma casa pequena e normal comparadas as outras da cidade,não era tão humilde também,porque quem tinha dado a casa para mim e para minha mãe foi minha avó que mora em Madrid,a cidade era tranquila e perfeita,uma das coisas que eu mais gosto é que minha casa é poucas quadras da praia,e a praia de lá é incrivel,desde de quando mudamos pra lá minha mãe me levava pra ver o por-do-sol,era incrivel como ela ficava mais bonita do que já era na luz do sol,quando ela o via sempre se emocionava,e dizia que sentia falta do meu pai,mas era apenas isso que ela falava dele,depois de um tempo ela parou de me levar a praia nos pores-do-sol,então eu ia sozinha pra não perder o costume,e nas noites de insonia ficava acordada pra ver o sol nascer,era literalmente revitalizante,nunca entendi porque o sol conseguia me dar forças e energia,agora tudo fazia sentido.Entrei em casa,e lá estava minha mãe na cozinha preparando algo pra mim comer,com seus longos cabelos castanhos presos e um vestido estampado com flores,pronta com a minha chegada.
–Ah querida,graças a Deus está de volta,senti tanto sua falta.- ela me disse me abraçando tão forte que quase não consegui respira
–Também senti sua falta mamãe.
–Então,como foi lá? Muitos amigos?Se deu bem? — dizia minha mãe como se eu fosse uma garota comum em seu primeiro dia de aula em uma escola comum.
–Foi ótimo,fiz alguns amigos..- então me lembrei do que mais me incomodava — descobri quem é meu pai também.
E derrepente o sorriso dela se desfez.
–Querida,eu ia te contar,me desculpe...
Ao longo do verão,eu tinha mandado algumas mensagens de Iris para minha mãe,dizendo o que havia acontecido,e que eu já sabia sobre minhas origens,mas não havia contado que tinha sido reclamada.
–Não quero discutir sobre isso,ok? Ah e a proposito,ele me mando um presente com um bilhete,achei que iria gostar de ler. — joguei o bilhete na mesa — Agora,preciso descansar um pouco.
Fui para o meu quarto,meu quarto não tinha muita coisa,só minha cama,meu guarda-roupa e uma penteadeira,joguei minha mochila no chão,tirei aquela droga de cinturão de dentro dela e joguei num canto,deitei na minha cama e só lembro de ter caido num sono pesado.
O resto do meu ano foi intediante,consegui continuar na mesma escola,mesmo levando varias suspensões,tudo finalmente estava começando a dar certo,minha mãe havia achado um emprego como garçonete,nós ficamos até um tempo sem brigas,passei o Natal apenas com a minha mãe,ela havia me dado um cachorro de presente (valeu mãe),se já era dificil cuidar de mim mesma,quem dirá de um cachorro ele era um graça,todo preto com uma mancha no olho branca,mas com o passar dos dias fui me acustumando com ele e comecei a o chamar de Stun,uma mistura de star (estrela) + sun (sol).Tudo estava se ajeitando,até que finalmente voltou tudo ao normal e deu tudo errado,era noite de Ano Novo,eu havia passado o dia com os irmãos Stoll (e o Stun,que não desgrudava de mim por nada),antes de sair de casa vi o cinturão jogado no canto do meu quarto,já que iria sair com outros semi-deuses achei melhor levar aquela porcaria,coloquei-o era mais leve do que parecia,coloquei minha camiseta por cima daquilo,e sai.Cheguei em casa só anoite pra buscar minha mãe e passar o Ano Novo na praia com ela,e pra minha surpresa lá estava ela na sala,no colo de um cara que eu nunca havia visto na minha vida.
–O que é isso?- eu disse assustada
–Maria ! Não sabia que chegaria mais cedo..
–Como não sabia? Combinamos as 20hrs de irmos pra praia! E quem é esse cara,o que ele esta fazendo na minha casa?
–Querida deixa eu explic..
–Ah não preciso de suas explicações,mãe! Já entendi tudo.Tire esse porco nojento da minha casa,ou vou pro acampamento e não volto mais.
No mesmo instante,o cara levanto irritado,ele era asqueroso,tinha uma barba mal feita meia grisalha meia preta,sua barriga era enorme e cheia de pelos,daria uns 54 se não tivesse tão bêbado e gordo.
–O QUE DISSE MOCINHA? TENHA RESPEITO COMIGO E COM A VADIA DA SUA MÃE,AGORA ELA TRABALHA PRA MIM!
A raiva me subiu pela cabeça,não pensei em nada a não ser em querer matar aquele cara no mesmo instante,me virei e olhei pra ele.
–Repita o que disse da minha mãe,seu porco nojento.
–A o que foi? Ficou ofendida em saber que sua mãe é uma prostituta,ficou ofendida com a verdade?
Tirei a adaga da bainha e quando tinha visto ja estava com ela no pescoço do homem.
–Maria não!- gritou minha mãe.
Me lembrei que era inutil o que eu estava fazendo,não podia ferir mortais com minha arma.Ainda com a adaga no pescoço do cara eu disse.
–Saia daqui agora!
O cara pegou suas coisas e saiu correndo.Devolvi minha adaga na bainha,e fui correndo pro meu quarto arrumar minhas coisas e fugir no mesmo instante.
–Querida por favor não faça isso. — disse minha mãe tentando impedir
Fingi que não escutei e continuei arrumando minha mochila.
–Me desculpa,eu devia ter falado pra você..
–''Desculpa'',''Eu ia falar pra você'',mãe você não percebeu que tudo que você me esconde uma hora eu acabo descobrindo.Tenho certeza que deve te perdido seu emprego como garçonete,e agora voltou pra essa droga de vida,cada noite um novo porco asqueroso na minha casa,não vou mais tolerar isso,não enquanto estiver aqui,se é isso que você quer,então eu vou embora.
–Ótimo,vá então,só quero que saiba que esse emprego nos sustenta,só estou nele pra te dar uma vida melhor..
–Não vai me dar vida melhor alguma sendo uma prostituta!
Me arrependi de ter falado isso no mesmo instante.
–Saia daqui,agora! -disse minha mãe.
Sai chorando de casa,rumo ao acampamento o mais rápido possivel.
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