Notas iniciais
olaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa ca estou mais uma vez!!!!! VAMOS DANÇAR PESSOAL!!!! tuntz tuntz quero ver! hoje o capitulo ta lindooooooo vejo vcs la embaixo!!!

Um vento forte e gélido soprava em minha direção, empurrando meus longos e levemente encaracolados cabelos escuros. Tais madeixas que foram presenteadas com pigmentos ruivos.

Estava num local estranho para mim. Árvores semi-mortas jaziam por toda parte. Aos meus pés encontrava-se uma grande rocha cuja eu estava encima.

Era um pouco fria demais, o que fazia meus pés estalarem na atmosfera gélida. Sentia alguns musgos por entre os dedos dos pés e a umidade era nitidamente perceptível.

Nada ali fazia-me sentir bem. Tudo parecia parado e em movimento ao mesmo tempo. Minha cabeça pregava-me peças a toda hora e numa delas eu caíra.

De frente comigo, estava uma garotinha de uns nove anos, assustada. Ela dizia ter matado alguém, estava em desespero e gritava desculpas ao cadáver que eu nem sabia onde se encontrava.

Subitamente, ela se transformou em uma senhora. Pequena, curvada e cheia de marcas de expressão no rosto. Mas não eram marcas de sorrisos e alegria, que em geral são apreciadas nesta idade.

Eram marcas de dor, sofrimento e arrependimento. E apesar do sorriso sincero em seu rosto, não conseguia esconder todas aquelas marcas terríveis.

Voltei minha atenção para seu braço. Marcas ainda piores que as de seu rosto habitavam seu pulso enrugado que parecia ainda mais danificado com cortes antigos.

Reconhecera aqueles traços vermelho-arrochados e estendi meu próprio pulso para conferir. Eram iguais aos meus.

Quando voltei a olhar para frente, a pequena senhora havia partido. Em seu lugar pairava uma versão celestial minha. Com os mesmos cortes no decorrer do braço esquerdo, com uma concentração deles perto do pulso.

Ergui a mão para toca-la. Não parecia real. E assim que sua pele pálida entrou em contato com a minha, ela metamorfoseou-se em uma densa camada de fumaça.

O vento soprou mais forte, arrastando a fumaça para dentro de meus olhos, cobrindo minha visão. Minha mão – que ainda estava erguida – tocou um rosto.

Quando consegui enxergar novamente, vi – apoiado em minha mão – tão pálido quanto possível e emoldurado por fios dourados e reluzentes como a alvorada, o rosto mais lindo que eu um dia tivera o prazer em vislumbrar.

Ao contrário do que eu estava acostumada a ver, suas íris grandes e rodeadas de longos cílios loiros, estavam vermelhas. Iguais as minhas. Sem tirar nem por. Exatamente como as minhas.

Em seu peito, uma camisa branca que se escondia por entre seus músculos, fazia par com uma calça igualmente branca, que deixavam-o estupidamente sensual.

Desviei o olhar para minhas vestimentas. Um vestido branco esvoaçante que apesar da minha pele muita clara, ficava bem em mim pelo contraste com meus cabelos.

– Lembre-se de quem você é! – Ele começara a dizer olhando fixamente para mim – Eles querem que você esqueça, abandone – Quem eram eles? E porque Galen estava me falando isso? – Encontre seu guardião e vá para onde ele pedir. Ele te trará de volta a tua casa.

Do que ele estava falando? Que guardião era esse? Minha casa? Eu já não tinha uma? O que ele quis dizer com tudo isso?

No instante em que fui questiona– lo sobre o que acabara de me dizer, ele não estava mais lá.

Tremendo incessantemente e suando frio, acordei gritando o nome de Galen.

_X_

– Qual é a capital industrial do Brasil, mocinha? – Perguntou-me o professor de geografia, Sr. Xibung. Será que ele não sabia que eu morara no Brasil? Talvez saiba e por isso me perguntou.

– São Paulo – Não sei como ainda me lembrava dessas coisas, mas fato era que eu lembrava.

– Excelente! – Ele começou a se perder em pensamentos enquanto formulava algo em sua mente macabra – Já que a senhorita mencionou, hoje falaremos sobre as grandes metrópoles que dominam o mundo, começando pela quarta no ranking internacional, São Paulo. – Joguei-me em minha cadeira, entendendo que já cumprira meu papel.

Depois desse começo não prestei mais atenção nas palavras dele. Não precisava de uma aula sobre aquilo, eu já sabia o básico. Uma cidade enorme, cheia de gente, suja pela poluição e cinzenta pelas construções.

– Como sabia disso? – Uma voz grave soou ao meu lado.

– Morei no Brasil por um tempo – Galen se inclinou mais para o meu lado, pretendendo fazer mais uma pergunta, mas desistira e endireitou– se novamente em sua cadeira.

O sol bateu em seus olhos e vislumbrei um faixo de vinho. Aquilo me fez lembrar do sonho. Aquele que eu prometera para mim mesma na noite anterior não revelar a ninguém. Porém perguntei instintivamente.

– O que é um guardião e porque eu preciso dele? – Ele levou um susto com minhas palavras e virou em minha direção com uma velocidade e força sobrenaturais.

– Onde você ouviu isso? – Ele quase não deixava o desespero transparecer por suas lentes. Quase.

– Esquece – Não devia ter perguntado. Não falaria para ele sobre meu sonho. Ele pensaria que eu gostava dele e eu não gostava.

– Isto é muito sério, moúsa. – Seu rosto estava sério e seus olhos me fitavam com intensidade – Você teve um sonho estranho ou algo assim?

– Como você sabe? – Nem tive tempo de pensar em minhas palavras. Elas escorregaram pela garganta e foram cuspidas pela língua.

– Isso não é bom – Ele murmurava consigo mesmo – Não é nada bom.

Eu realmente pensava que aquilo não era um bom sinal, mas não imaginava que fosse tão ruim assim.

– Eles te acharam – Não soube dizer se ele estava falando comigo ou não, mas decidi perguntar.

– Quem são eles? – repentinamente ele se calou – Responda– me!

– Não dá para simplesmente responder – Ele ficou refletindo sobre algo em sua mente – Você vai na minha casa hoje depois da aula e eu te explico tudo isso.

– Não – Respondi rapidamente – Eu não vou a lugar nenhum com você, nem te conheço.

– Você quer respostas ou não? – Ele tinha razão. Pela primeira vez na vida eu teria respostas. Precisava delas.

– As três e meia. E você me dá carona – Terminei nossa conversa pondo os fones de ouvido.

_X_

Corredor lotado. Todos estavam indo em direção ao refeitório. Devia ter pedido para ir ao banheiro cinco minutos antes da aula acabar. O Sr. Xibung sempre atrasava é me fazia entrar em situações como a em que eu estava.

Empurraram-me de lado para o outro. Depois de alguns empurrões fortes já podia sentir o cheiro de sangue que escorria pelo meu nariz. O calor que a muito conhecia subiu pela minha nuca e se espalhou pelas veias de meu corpo como uma árvore de natal que foi acesa com radiação. Tudo em mim borbulhava. O sangue à ponto de coagular nas veias.

Minha respiração estava irregular. Era difícil forçar o ar para dentro dos meus pulmões e eles rejeitavam o pouco oxigênio que eu conseguia empurrar para eles.

As pessoas foram se movendo cada vez mais devagar até que seus movimentos foram totalmente retardados.

Minha mente tentava combater aquela sensação, mas eu era fraca demais. Sempre fui.

Assim que fechei as pálpebras, apertando-as numa tentativa falha de fazer tudo aquilo regredir, uma mão envolveu a minha, e entrelaçou seus dedos nos meus.

Abrira meus olhos aos poucos para ver quem era. Meu sorriso ficou enorme quando vi aquela massa de estudantes se movendo e se debatendo pelo corredor. Voltei minha atenção à mão que segurava a minha. Era tão branca quanto a minha, porém maior e bem menos delicada.

– Isso faz parte do que eu vou te explicar hoje – Sem soltar minha mão, ele me conduziu por entre as pessoas e me levou até o pátio externo. Ele sabia! Ele sabia e não me falou nada! Só agora que eu perguntei! Traidor!

Do lado de fora, Duncan estava sentado em nossa mesa. Desvinculei minha mão da de Galen e corri para a mesa. Me envolvi nos braços do meu melhor amigo.

Quem olhava para nós, pensava que éramos namorados. Nós parecíamos namorados. Mas sempre deixávamos muito claro um para o outro que éramos apenas amigos. Em outras palavras, o Duncan deixava bem claro que não estava interessado em nada além de amizade. O que foi? Todo mundo um dia já se apaixonou pelo melhor amigo! Não era nenhum crime!

– Peguei seu almoço, sei que não gosta de aglomerações e o Sr. Xibung sempre atrasa – Ele era um amor! Como não se apaixonar? Não estava apaixonada, mas como nunca havia feito qualquer tipo de laços de afeto com alguém, aquilo era novidade e eu gostava daquilo.

– O seu também, Galen – Ele notou que eu fitava a bandeja a mais que estava perto da minha.

Galen se sentou à nossa frente e puxou sua comida para si.

– Obrigado – Seu sorriso era amarelo, talvez ele não tenha gostado da comida, talvez ele não goste do que Duncan pegou para ele, talvez ele não goste quando eu e Duncan agimos como namorados.

_X_

– Eu não vou subir nisso aí – Dissera apontando para a Harley Davidson Night Rod dele. Minha mãe tinha medo até deu pegar o metro sozinha para voltar para casa. Ela nunca pemirtiria que eu andasse num treco desses. Além disso, eu morro de medo de andar de moto. Foi assim (dizia minha mãe) que meu único tio morreu.

– Anda logo, moúsa! É só subir e se segurar! – Ele estava parado encima dela, com o capacete devidamente ajustado em sua cabeça. Ele ficava bem de capacete.

– Eu posso morrer nisso aí! – E o premio de Rainha do Drama foi para... Thea! E sua incrível performance em “essa moto não me quer”.

– Drama à parte, por favor – Bufei uma, duas, três vezes. Não obtive resultado. Revirando os olhos e bufando uma quarta vez, subi na garupa da moto. Ela era linda. Toda preta e fosca, cromada aqui e ali. Uma moto de respeito e admiração, mas eu preferia admira-la à distância.

Procurei algum lugar onde pudesse me segurar para não cair e morrer no meio da estrada. Aparentemente alguém havia retirado os únicos guanchos que ela um dia teve.

– Eu nunca ando com ninguém, então resolvi tira-los. Achava-os muito feios – Esclareceu Galen.

Eu precisava me segurar em algo ou em alguém. Esse alguém seria o Galen, mas estava muito pouco a vontade com a situação para poder ao menos pensar em me segurar nele.

Pois ele fizera isso por mim. Pegara minhas mãos e envolveu-as em torno da cintura. Apertei-a com força quando ele acelerou a moto e eu quase caí.

Notas finais
OI OI estou de volta!!!!! vamos cantar!!!! TELL ME WHERE YOU HINDING YOUR VOODOO DOLL CAUSE I CAN'T CONTROL MYSELF!!! OH OH OH Eu amo essa musica!!! escutem! é voodoo doll do nome album do 5 SOS!!! beijos e queijos
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.