A Filha Das Flores
4 Adentro da Floresta
Sophie corre o mais rápido que pode,ela sabia que Nico era bom garoto,que ela não iria lhe fazer mal algum,mas só sua presença gelada lhe causava náuseas. Ela corria sentindo o vento frio e o perfume das flores noturnas,isso á acalmava,não o suficiente. Ela adentrou na floresta a procura de conforto e tranqüilidade,ela nem sequer pensou nos monstros que se encontravam ali,ela apenas foi. Depois de muito correr parou em frente á uma árvore alta,ela poderia sentir Nico atrás dela,ela teria que subir.Com agilidade,Sophie subiu até o topo da árvore e foi o tempo suficiente para Nico chegar até a árvore,ela ignorou os gritos e pedidos de explicação, apenas se deitou em tronco e esperou,esperou tanto que dormiu.
Em seu sonho ela estava em um jardim cheio de flores,vestia uma túnica rosa e sorria para sua mãe.Ela sabia que a mulher a sua frente não era sua verdadeira mão,mas ela considerava uma,ela que criou dela,ela era sua mãe.Seu pai era um homem trabalhador e bonito,não era a toa que a deusa das flores se apaixonou por ele. Sua mãe vendia flores e não sabia que a garota era uma semideusa,quanto mais filha de Perséfone,ela achava que era sorte as flores do jardim delas serem mais bonitas do que todas.
Tudo estava normal,mas o ar ficou gelado rapidamente,a mulher pareceu não perceber,mas os olhos de Sophie se arregalaram,um homem de vestes negras,pele pálida e sorriso gelado á olhava.Seus cabelos eram tão negros quanto seus olhos cor de carvão,ele estava longe,mas sua presença a atingia em cheio.Ela deixou cair o cesto cheio de lindas flores e o encarou.Ele fez o sinal de cortar cabeça com as mãos.
Ela nunca havia percebido,mas esse havia sido o primeiro aviso.
Sophie acordou tão assustada que caiu do tronco que havia dormido,a queda seria dolorida,por alguma razão ela sabia disso,será que já havia caído de alguma árvore? Sophie se preparou para sentir a dor e pressão de cair no chão,mas se surpreendeu a sentir grandes braços quente lhe pegando no colo.Ela abriu seus olhos e viu novamente aquele rosto. Maxilar definido, cabelos loiros bagunçados, sorriso sapeca, boca modelada,músculos grandes não exagerados para fora.Sophie sentiu calor e não era porque ele era o deus do Sol.
-A segunda vez que lhe salvo,acho que você me deve favores. – O deus disse rindo,Sophie não sabia se ele ria da situação ou da cara dela,ou pior das duas opções!
-Eu não pedi sua ajuda em nenhuma das vezes. – disse Sophie decidida.Apolo então subitamente a largou no chão.
-Ok se você quer assim...posso te levar de volta para a geleira?
-Sabe o que me intriga senhor Apolo?
-Não em chame de Senhor docinho.
-Porque o senhor do Sol estaria em um lugar gelado,além dos desses? – Apolo foi pego de surpresa,ela pensara que sairia ileso dessa explicação.Se ele respondesse porque quis,seria ainda mais suspeito e se alguém soubesse a verdade...bem ele estaria ferrado,sua popularidade ia de água á baixo.
-E porque isso te interessa docinho? – Apolo pegou Sophie pela cintura a assustando e passou a mão pelo seu rosto enquanto dizia isso.
-Po-Po-Porque é... porque faz parte da minha história! – disse Sophie gaguejando. Ela nunca havia feito contato corporal com garotos.Ela ouviu passos vindo em sua direção,obviamente ela tentou sem soltar do deus do sol,mas ele era mais forte e a segurava como quem segurava o mundo. – Senhor Apolo me solte!
-Docinho não me chame de senhor. – ele disse se aproximando e se preparando para beijá-la,ele chegou perto o suficiente para Sophie sentir a respiração quente do deus.Foi quando uma flecha passou raspando pela cabeça de Apolo.Ártemis entrou rápida em cena e Afrodite logo atrás dela.
-Apolo solte-a agora!Você disse que ela não era seu tipo.
-Como Afrodite disse,mulheres são meu tipo e ela é bonita!
-Isso foi um elogio? – Sophie perguntou sarcástica.
-Sim gatinha.Agora vocês duas podem ir,estão atrapalhando meu beijo! – disse Apolo chegando mais perto enquanto Sophie se afastava,dessa vez Afrodite intercedeu.
-Apolo você poderia ser mais romântico.Se ela não quer te beijar,tente outra vez,agora a largue.
-Pensei que estivesse do meu lado!
-Não se sinta traído,mas eu tenho que zelar para o romantismo.
-E eu pela minha futura caçadora,agora solte-a. – Ártemis falou preparando mais uma flecha.
-Você venceu... Sophie depois eu te visito. – ele disse lhe dando um beijo no rosto.Sophie fechou os olhos para não virar pó,ela não tinha se esquecido do poder da forma divina dos deuses.Quando Apolo se foi Afrodite se aproximou e logo foi empurrada por Ártemis.
-Isso tudo é culpa sua!
-Minha culpa?O que eu fiz?
-Nada,mas eu gosto de te culpar.Vamos Sophie eu te levo até seu chalé. – Ártemis abraçou Sophie e foi acompanhada por Afrodite.
-Eu não sabia que vocês podiam ter tanto contato assim com meio-sangues.
-Eu não podemos querida! – disse Afrodite como se isso encerrasse o assunto.
Em poucos minutos chegaram até o chalé de Perséfone que estava com vários meio-sangues e Quíron em volta.Mary estava desesperada na porta,pela manhã quando encontrou o chalé sem ninguém pensou que Sophie havia sido seqüestrada de novo,na verdade todos pensavam isso.Quando Sophie entrou no campo de visão de todos, Mary saiu correndo ao encontro de Sophie,assim como Léo e David.Os três chegaram juntos,mas apenas Mary e David a abraçaram.
-Isso é injustiça com os comediantes,preconceito! – alegou Léo levando logo depois um tapa na cabeça de Ártemis.
-Fique quieto menino quente. – declarou a deusa da caça.Afrodite deu um passo á frente e atraiu a atenção de todos sem dizer uma palavra.
-Nossa querida Sophie apenas dormiu em um lugar...alternativo.Não se preocupem. Ártemis...querida fale a Quíron da razão no qual viemos!
-tudo para ficar longe de você!Vamos Quíron?
A deusa da caça foi junto de Quíron e dos conselheiros de cada chalé para a Casa Grande. Léo e David foram para o seu chalé a mando de Afrodite e ficaram apenas a deusa,Sophie e Mary. Mary estava de cabeça baixo,com vergonha de olhar sua mãe.A deusa considerava Mary sua maior decepção,uma filha da deusa do amor que renega o amor?Isso era mais do que inaceitável.
Mary sabia que sua mãe nesse momento a odiava e a entendia até certo ponto,mas ela sabia como amor era perigoso,o que ele poderia fazer com ela.Ela não era um filha de Afrodite que renegou o amor.Ela era uma filha de Afrodite que tem medo do amor.Mary optou pela caçada assim que o viu,ele era o cara para ela,mas ela não queria acabar como seu pai,um homem solitário em uma casa empoleirada.Um homem que acreditava tanto em seu amor pela deusa,que não pensava mais em nada.
No fundo,Mary tinha raiva de sua mãe,deixar seu pai com esperanças e naquele estado?Era desumano.Ser uma caçadora era fácil,ela só tinha que ignorar Ele.
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