Notas iniciais
Olá semideuses!!! Aqui mais um capítulo como eu prometi!!!
O próximo será dia 27 ^^

Não deixem de comentar a história! Por favor!!!!

Infelizmente estamos chegando perto do final! :(

POV. Meggy

Não posso deixá-los sozinhos por uma única hora? Estávamos procurando Jayne já fazia quase duas horas e até agora não tínhamos achado nem uma pista de onde ela poderia estar. Meu medo é de que ela tenha sido capturada por Nêmesis. Ela quer vingança, mas por que ela precisa da Jayne para se vingar do Nico? Não consigo entender essa parte.

Sinto uma pontada forte no peito e de repente uma dor de cabeça extremamente forte me atinge e eu caio de joelhos segurando a cabeça e dobrando o corpo pra frente para ver se consigo parar a dor. Está chegando a minha hora.

Só mais um pouco! penso. Só mais um pouco pai. Espere só mais um pouco.

Tento levantar e ignorar a dor, mas ela está muito forte. Giullia me segura bem a tempo de impedir que eu caia novamente.

–Ei Meggy! Você está bem? — Sua preocupação parecia genuína. Forcei um sorriso e me coloquei de pé.

– Sim, estou bem. Só um pouco cansada. mas temos que achar a Jayne. — Disfarcei.

Travis e Connor ficaram no ônibus caso ela voltasse. Eu e Giullia fomos procurar. Não acho que tenha sido o melhor plano que eu já fiz mas é o melhor que posso fazer com essa dor. E com o tempo que nos resta.

Entramos em uma rua estreia, o sol vá havia se posto e a única luz vinha dos postes de energia. Tanto eu quanto Giullia estávamos com nossas espadas empunhadas.

– Aonde você acha que ela poderia estar? — Perguntou a cria de Hermes do meu lado. sua voz denunciava seu medo, embora seu rosto mostrasse determinação e confiança.

– Sinceramente. Eu não faço ideia. Ela pode ter sido levada para o mesmo lugar que o Nico ou pode ainda estar por aqui, fugindo do que a tenha encontrado. E ainda tem a possibilidade de ela estar... Não, ela não deve estar morta ainda.

– De acordo com o que meus irmãos me disseram, nosso tempo acaba amanha. Depois de amanha... Puff.

– Eu sei! Por isso temos que nos apressar e achar a Jayne ainda hoje. Se não vamos procurar o ninho e resgatar o Nico.

Entramos em uma rua em que não havia iluminação. Contávamos apenas com a fraca luz proporcionada pela lua cheia no céu. Andávamos com cautela redobrada. Minha cabeça ainda doía e meu estômago parecia que estava virando gelatina, e uma gelatina bem ácida de tanta dor que sentia, mas me forcei a disfarçar da melhor maneira possível.

–Tem algo de errado com aquela casa. Estou escutando algo vindo dela. — Disse Giullia apontando para a penúltima casa da rua. — Parece que tem alguém correndo e derrubando coisas lá.

– Será que é a Jayne?- Perguntei e me encolhi levemente quando ela virou de costas pra mim e encarou a casa.

– Creio que sim. Mas pelo sim ou pelo não é melhor darmos uma olh... Ei! Você está bem mesmo? — Disse ela que tinha se virado subitamente para mim e viu quando eu coloquei a mão na barriga, me encolhendo levemente para frente.

– Sim, estou bem. Vamos logo. Ela deve estar com problemas.

Saímos correndo em direção a casa. Lá dentro parecia estar calmo, Ascendi a luz para podermos enxergar melhor o cômodo. Era uma sala normal de classe média. Alguns sofás envolta de uma televisão e uma lareira. Mais para o canto havia uma escada. Fiquei paralisada ao ver um rastro de sangue subindo para o segundo andar.

– Vamos, ela está lá em cima. — disse Giullia pegando no meu braço e me puxando enquanto corríamos escada acima. No segundo andar havia apenas três portas, duas delas estavam fechadas e a terceira era aonde acabava o rastro de sangue.

Entramos correndo por aquela porta e nos deparamos com Jayne, que estava do outro lado do cômodo segurando o braço esquerdo que sangrava e com a foice caída a seus pés.

– O que aconteceu aqui? — Perguntei me aproximando dela.

– Atras de vocês. — disse a menina com olhar de terror.

Virei rápido, já levantando a espada para me defender de um possível golpe, mas o inimigo, ou melhor, inimiga estava longe. Parada no topo da escada, a cerca de quatro metros de distância estava a mesma empousa que nos atacara no ônibus. Ela tinha um rasgo na calça, mas aquela era uma perna feita de bronze.

Me preparei para a batalha. Estava tentando armar uma estratégia quando Giullia avançou contra Abna.

– Ei! Espere. precisamos de um plano! — Gritei, mas foi inútil. Giullia desferia um golpe atras do outro mas a Empousa desviava com facilidade enquanto mantinha um sorriso desdenhoso no rosto, o que enfurecia Giullia e a fazia atacar cegamente.

Corri até Jayne e dei uma olhada em seu ferimento, por sorte era apenas um corte superficial, nada que um pouco de néctar não resolva. Escutei um grito e me virei na direção da luta. Giullia estava caída no chão e Abna estava entre ela e sua espada.

A filha de Hermes ainda tinha sua adaga presa ao cinto, mas ela não teria uma oportunidade segura de sacá-la. Corri em sua direção e uma voz surgiu em minha cabeça junto com uma dor aguda e insuportável que me fez cair de joelhos.

"Você não pode interferir." Era a voz de Hades. Mas eu tinha que fazer aquilo, foda-se aquele acordo idiota. Levantei decidida a atacar e assim fiz. A empousa era ainda mais rápida do que quando lutai com ela no ônibus.

– Tudo bem fazer isso criança? — Disse ela depois de desviar de um golpe meu. — Eu sei bem o que vai acontecer com você se continuar fazendo isso.

– Cale a boca e morra monstro nojento. — Pulei para a direita para evitar suas garras afiadas.

– Isso me parece familiar. — Era ironizou e voltou a me atacar. Mas desta vez eu me abaixei e, usando uma faca que eu tinha no cinto estoquei-a na altura do umbigo.

– Se você morresse seria mais parecido não acha? — Zombei antes de puxar a faca e me endireitar.

– Você me paga cria de Hades. — Ela parecia disposta a lutar ainda. Dei um chute em seu peito e ela caiu para o andar de baixo, virando pó antes mesmo de alcançar o chão.

– Só a Giullia pode me chamar assim. — Disse antes de uma tontura me fazer cair mais uma vez.

Quando voltei a abrir os olhos eu estava deitada em uma cama e as duas olhavam pra mim com preocupação.

– O que aconteceu? — Perguntei tentando me levantar.

– Não se esforce muito. — Disse Jayne segurando o meu ombro e me mantendo deitada. — Depois que você derrotou a Abna você desmaiou e então te trouxemos pra cá e te demos um pouco de néctar.

– Não deveriam gastar seu néctar comigo. Mas, temos outras coisas com a qual nos preocupar agora. Temos que achar o Nico e resgatá-lo.

– a primeira parte é fácil. Jayne descobriu a localização do ninho. — Giullia deu um tapa de leve nas costas da filha da morte. — Está em uma casa um pouco afastada da cidade, é só seguirmos uma trilha no final dessa rua e chegamos lá.

– E como você consegui descobrir isso Jayne? — Perguntei tentando sentar e novamente fui impedida.

– eu não sei, eu simplesmente sinto a presença dele agora. Ele está quase morto, eu acho que é por eu ser filha do deus da morte que eu consigo sentir isso e... Eu sinto a mesma coisa vindo de você Meggy.

Ela começou a chorar e eu até abraçaria ela se me deixassem sentar. Olhei para Giullia e depois para Jayne. Suspirei e olhei para o teto.

– Temos que ir agora. Não tenho certeza se Nico Consegue aguentar muito mais.

– Mas e você? Você não está em condições de andar, muito menos de lutar.

– Eu estou bem Jayne! Temos que fazer isso! — Disse me levantando. Dessa vez ninguém tentou me parar o que já era um avanço.

– Depois a teimosa sou eu. — Encarei Giullia, depois abafei uma risada e respondi:

– Mas você É teimosa, Cria de Hermes! — ela fez bico, mas depois deu um sorriso. — Vamos.

Seguimos até a porta da casa. Ao chegar a rua percebi que estávamos esquecendo um pequeno detalhe.

– Temos que mandar uma mensagem de íris para as outras duas crias de Hermes. Alguém tem alguma ideia de como fazer um arco íris no meio da noite?

– Por que não voltamos até o ônibus e os chamamos pessoalmente?

– Por que eles não vem com a gente! A missão é nossa, se eles vierem vai nos dar azar. Vocês viram a pintura da Rachel, só haviam três pessoas de frente para a casa, e essas três somos nós! — Respondi entrando de novo na casa e procurando um banheiro.

Depois de alguns minutos achamos um banheiro com um grande espelho e bem espaçoso. Perfeito! Acendi a luz e liguei a torneira, não era o suficiente. Saquei a minha adaga e quebrei a torneira, agora a água espirrava para todos os lados formando um fino arco-íris.

– eu não posso roubar mas você pode quebrar a casa dos outros? — Giullia parecia estar totalmente desconcertada com aquilo.

– Cale a boca! Você tem um dracma aí?

– Para a sua sorte eu tenho um no eu bolso. — Ela disse me entregando a moeda, que eu joguei no arco-íris.

" ó Íris, aceite minha oferta e me conecte com os irmãos Stolls." Estava tão nervosa que nem me importei em acertar as palavras, simplesmente disse o que veio a minha mente.

Por sorte ela aceitou e um segundo depois estávamos vendo Travis e Connor por uma tela mágica que tremeluzia a nossa frente.

– Travis! Connor! Vocês precisam prestar bastante atenção no que vamos dizer.

– Pode falar cria de Hades. Estão com problemas?

– Não exatamente, vocês tem que ficar aí no ônibus. Se precisarmos de ajuda nós tentaremos entrar em contato. Mas é importante que vocês fiquem onde estão. E fiquem preparados para irmos embora, assim que salvarmos Nico vou tentar levá-los para aí por meio das sombras. Entenderam?

– Quase. — disse Travis.

– Pra onde vocês vão mesmo? — Perguntou Connor.

– Para o ninho. — Respondi seca.

Eles arregalaram os olhos e iam protestar alguma coisa quando Jayne se adiantou e falou.

– Façam o que ela pediu. — na verdade eu tinha mandado mas tudo bem. — Precisamos de vocês aí. Por favor! Nós ficaremos bem sozinhas.

– Está certo, mas vamos mandar o Spike com vocês.

– Ele será capaz de achar a Giullia onde ela estiver. Né Spike?! — Disse Connor acariciando a cabeça de águia do grifo. Logo em seguida o animal esticou as asas e voou para fora da vista da Mensagem de Íris.

– Temos que ir agora. Até mais tarde.

Com isso a mensagem foi desfeita. Estávamos com pressa então não esperamos o grifo da Giullia nos alcançar para corrermos em direção à trilha da qual Jayne dissera mais cedo.

– Estamos perto. — Gritou A filha de Tânatos animada.

A noite pareceu ficar mais fria e minha dor no estômago voltou. Continuei correndo, suportando aquela dor. Não me daria ao luxo de desistir a essa altura. Olhei em volta e percebi que a cidade já tinha ficado bem para traz.

Não conseguia pensar em mais nada a não ser na possibilidade de meu tempo acabar antes de conseguirmos salvar o Nico e novamente a parte que mais me incomodava na profecia voltou aos meus pensamentos.

" E a maldição de quem quer proteger, poderá por tudo a perder."

Não havia duvidas de que isso estava relacionado a mim e isso só piorava as coisas, eu poderia por toda a missão a perder.

De repente minha dor de cabeça piora e eu Vejo Jayne parar e virar bruscamente na minha direção e em seguida arregalar os olhos em uma expressão de puro horror.

– Pai? — Ela disse e um arrepio percorreu minha espinha antes de eu me virar...

Notas finais
Deixem comentários e recomendações *-*

Até o próximo capítulo gente!!!! o/