A Filha Da Morte E O Príncipe Dos Mortos
25 Problemas no ônibus
Notas iniciais
Esse é um capítulo especial para uma amiga que fez aniversário essa semana ^^
Espero que gostem
Não deixem de comentar, por favor!!
POV. Jayne.
Depois do quase incidente com Travis, passei o resto da viagem em silêncio no meu canto. Meus braços formigavam. Eu queria uma lâmina pra me cortar, mas a voz do Nico dizendo para eu parar voltava à minha mente e me faziam afastar esses pensamentos.
A viajem estava tranquila até entrarmos em uma estrada ladeada por fazendas de milho. Elas pareciam não terem fim e pude perceber que Meggy se mexeu inquieta. Isso era mal sinal.
Segurei meu anel com força. Algo estava para acontecer. Eu podia sentir isso. Todo o nosso grupo pareceu ficar tenso, por um instante todos ficaram em silêncio, até Giullia parou de falar. O que comprovava que a situação estava complicada.
Estávamos esperando algo de ruim acontecer quando o casal lá na frente se levantou. Encolhi em meu banco. Travis percebeu meu movimento e sacou uma faca, mantendo-a fora do campo de visão deles, mas em uma posição que ficaria fácil para ele se defender dom rapidez.
Ele se posicionou entre mim e os dois, que olhavam em a nossa direção. Giullia estava do meu lado e só não sacou a espada pois ela chamaria muita atenção e seria difícil lutar em um ambiente tão pequeno com uma arma grande.
Conforme eles se aproximavam sua forma parecia mudar. O que parecia ser um homem vestindo uma calça jeans e blusa larga na verdade era uma mulher também. As duas possuíam olhos vermelhos e a pele delas era pálida, quase branca e parecia brilhar conforme a claridade batia em seus rostos, não um brilho daqueles vampiros de crepúsculo, era um brilho sinistro que fazia suas feições parecerem mais cruéis.
Quando a que estava mais adiantada sorriu, pude notar que seus dentes eram maiores que o normal, e pareciam bem afiados e pontudos. No segundo seguinte, elas pareciam normais novamente. E depois voltaram a parecer monstros, e assim ficaram, mudando de forma como se não conseguissem decidir qual forma manter.
– O que são essas coisas? — Perguntei baixinho para Giullia.
– Parecem ser Empousas... — Ela respondeu tensa. — Temos que derrotar as duas sem assustar o motorista.
– E como faríamos isso?
– E você acha que eu sei? — Ela gritou de volta.
As Empousas olharam para mim e seus sorrisos aumentaram. Uma delas se virou para a outra e disse:
– Veja Abna, a filha da morte está aqui para salvar aquele pivete. Pena que vai morrer antes. — Ela mostrou as garras na minha direção. E que garras, deviam ter uns sete centímetros.
– Tente se controlar Sirla. — disse a Empousae chamada Abna. — Não perca o foco ou vai acabar morrendo antes da nossa recompensa.
Do meu lado Giullia abafou um riso.
– O que foi agora?
– Abna... Sirla... Esses nomes são engraçados.
– GIULLIA!! Concentra! — Gritou Meggy, que estava lá na frente do ônibus.
– Ei cria de Hades! Como você foi parar aí? — Disse Giullia apontando para Meggy.
Não houve resposta. Abna, que estava mais perto da Meggy, se virou para ela e atacou. A filha de Hades foi rápida e sacou uma faca para parar o golpe.
Parei de prestar atenção na luta delas quando Sirla avançou em nossa direção, Ela empurrou Travis para o lado com tanta força que o vidro da janela chegou a trincar. Connor pulou alguns bancos para alcançar o irmão. Agora ela estava parada na minha frente com um sorriso vitorioso.
– venha filha de Tânatos. Eu não tenho ordens pra te matar ainda, só pra te capturar então seja uma boa menina e venha. — Sirla segurou o meu braço e o puxou com força.
– Me, larga! — Protestei tentando me soltar. suas garras estavam cortando o meu braço e seus olhos vermelhos estavam brilhando.
– E se eu não quiser? — Ela disse brincalhona, como se tivesse sugerido que fizéssemos um pique-nique .
– então morra! — Cuspi as palavras. A raiva começou a crescer dentro de mim. Estávamos tão perto. eu não iria simplesmente me deixar ser capturada. — Monstro nojento, morra e vá para o tártaro!
As palavras de certa forma surtiram o efeito desejado. Talvêz até demais. Seu rosto mudou de, alegre e confiante, para desesperado. Ela me soltou e cambaleou para traz e antes que pudesse recuperar o equilíbrio, explodiu em uma nuvem de pó vermelho e preto.
– Eu te avisei Sirla! Mas agora é tarde e eu não vou conseguir fazer nada sozinha, se bem que em será preciso... vocês estão indo exatamente para onde a minha senhora quer. Até a hora da morte de vocês semi deuses. Mas antes, acho melhor alguém assumir o controle do ônibus.
Depois disso Abna também explodiu em uma nuvem de pó, mas ela não havia sido atacada, minha suspeita é de que ela tenha fugido.
O ônibus balançou e começou a ir para o lado. Estava quase saindo da estrada quando Connor grito:
– O motorista. Ele sumiu! — Todos olharam na direção onde deveria estar o motorista, mas não tinha ninguém ali.
Meggy pulou para o banco do motorista e pisou no freio. Não a tempo de evitar que o ônibus quebrasse uma cerca e parasse no meio do milharal, mas a tempo dele não virar ou ficar atolado.
– Alguém sabe dirigir essa coisa?
– Eu sei. — Se voluntariou Connor.
– Certo, então você dirige daqui pra frente. — disse Meggy enquanto se levantava. Seu rosto estava branco e ela parecia que ia vomitar. Tive que me segurar para não rir.
Depois de connor nos tirar do meio do milho e nos colocar na estrada, Giullia foi ver como Travis estava e Meggy ficou com a cabeça virada para uma janela aberta tentando se recuperar. Ela ainda parecia estar prestes a vomitar.
Me sentei em uma cadeira meio isolada dos outros e fiquei pensando. Se eu matei aquela Empousae com o meu "dom da morte" isso significa que eu posso matar qualquer monstro assim? senti o meu corpo inteiro doer, eu me sentia cansada e sonolenta. Sem nem perceber acabei pegando no sono com Spike no meu colo.
Acordei com Travis me sacudindo. Ele sorria de orelha a orelha.
– Boas noticias bela adormecida! Chegamos a Moore!
eu praticamente pulei do banco. O que não agradou muito o Spike que voou para o Colo do Connor, que estava parado do lado do irmão.
– Onde está a Giullia e a Meggy? — Reparei que elas não estavam no ônibus.
– Meggy está levando Giullia para ver se a cidade está limpa e procurar algum lugar para descansarmos e montarmos um plano. — Disse Travis.
– E nós pensamos em aproveitar a saída delas para fazer uma coisa. Você nos ajuda?
– Ajudar a fazer o que?
Os dois se entreolharam e sorriram. Não sei por que, mas aquilo meio que me assustou. O mais velho deles se inclinou na minha direção e sussurrou seu plano no meu ouvido.
– Então é isso? — Agora eu também estava sorrindo. — Ajudo sim, mas tem certeza de que isso é certo? digo, o Nico...
– Sabemos sobre o Nico e sobre o prazo, mas não vai fazer mal, afinal é só alguns minutos. Né Connnor?
– Exatamente Travis!
Fiquei olhando para os dois por um tempo antes de me levantar e ir ajudá-los com seu pequeno plano.
POV. Giullia
Por que justo eu? Eu não quero dar uma volta na cidade com a cria de Hades. Eu quero ficar com os meus irmãos...
Fiquei resmungando o caminho inteiro. No fim demos uma volta de quase uma hora nos arredores de onde tínhamos estacionado e não achamos nada, além de uma loja de conveniências, que Meggy não me deixou "olhar", uma padaria, que Meggy não me deixou entrar e de uma loja de Games, que adivinhem? Meggy não me deixou jogar.
Voltamos para o ônibus e já estava anoitecendo, só tínhamos mais dois dias, e eu aposto que a estraga prazeres da cria de Hades vai fazer a gente esperar até amanha para sairmos procurando o tal ninho de monstros.
Para minha surpresa estava silencioso no busão. As luzes estavam apagadas e as cortinas fechadas.
– Será que aconteceu alguma coisa? — Disse Meggy preocupada.
Saí correndo e subi as escadas o mais rápido que pude. Entrei pelo corredos e fiquei parada ali, quase no meio. Escuto um barulho vindo do lugar do motorista e então as luzes se acendem e duas pessoas pulam em cima de mim.
– Giullia!!! Parabéns!! — Disse Travis e Connor ao mesmo tempo.
Fico sem reação por um tempo, até me lembrar que o meu aniversário seria amanha. Então, sem mais nem menos, dou um tapa em cada um deles.
– Idiotas! Não me assustem assim! — Pude sentir minhas bochechas ficando quentes.
– Ei Connor, olha que fofa, ela está vermelha...
– Não estou!
– Está sim -disse Travis.
– Não estou. — Minhas bochechas ficaram ainda mais quentes.
– Está sim. — Eles estavam tentando abafar a risada.
–Não estou.
– Não está.
– Estou sim... Merda...
Eles começaram a rir sem disfarçar. Meggy entrou e nos olhou com aquele típico olhar reprovador dela.
– Já acabaram com a criancice? — Subitamente as risadas acabaram.
– Ei Meggy, relaxa. É só um bolo.
– E onde está esse bolo? — Perguntou ela olhando em volta. — E onde está Jayne?
– Então, a Jayne foi pegar o bolo... — Disse Travis.
– Sozinha? — Gritou Meggy começando a ficar nervosa. Escutamos um grito vindo de fora, parecia ser... Não... Saímos correndo para fora do ônibus, mas não conseguíamos ver quase nada no escuro que estava.
– Temos que achá-la! — Disse Meggy, ela parecia mais séria do que nunca. Seus olhos estavam escurecidos e tinham perdido parte do brilho. Como costuma acontecer quando alguém está obcecado por algo. Por um segundo eu senti medo dela.
Notas finais
Para deixar essa autora feliz...
**Próximo capítulo esse sábado.**
PS: Juro pelo rio estige que vou postar até sábado!
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